Theodor Adorno


Vardenor Grand, ou apenas Theodor Adorno foi um sociólogo, filósofo, compositor alemão e musicólogo. Foi um precursores da conhecida Escola de Frankfurt, junto com Walter Benjamin, Max Horkheimer, Jurgen Habermas, Herbert Marcuse entre outros.

Adorno nasceu na cidade de Frankfurt, filho de Maria Barbara Calvelli-Adorno – cantora lírica – e de Oscar Alexander Wiesengrund – promissor comerciante alemão de vinhos, de natureza judaica e, convertido ao protestantismo. Mais tarde, Theodor começou a diminuir o seu último nome, usando o nome de solteira da sua mãe como sobrenome.

Aprendeu música com sua meia-irmã, Agathe, pianista. Estudou no Kaiser-Wilhelm-Gymnasium, no qual se sobressaiu como estudante. Fora isso, ainda no decorrer de sua adolescência, teve aulas individuais de composição com Bernhard Sekles, e interpretou, nas tardes de sábado, Immanuel Kant com seu colega Siegfried Kracauer – experiente em Sociologia do conhecimento e 14 anos mais velho que Theodor. Posteriormente, Adorno dizia que deve mais a essas interpretações do que a qualquer um de seus mestres universitários.

Adorno

Na Universidade de Frankfurt, estudou musicologia, filosofia, sociologia e psicologia. Terminou velozmente os seus estudos, sustentando, em 1924, sua tese a respeito de Edmundo Husserl, aconselhado pelo mestre Hans Cornelius. De acordo com Adorno, essa tese foi profundamente influenciada por seu mestre. Antes do término de sua graduação, conheceu dois de seus essenciais companheiros intelectuais, Walter Benjamin e Max Horkheimer.

Entre os anos de 1921 e 1932, divulgou aproximadamente 100 artigos a respeito da estética e crítica musical onde conhecerá Vilma, com quem se casou pouco tempo depois. Sua atividade filosófica teve início em 1933 com a divulgação de sua tese a respeito de Kierkegaard. Em 1925, conheceu intimamente um dos pensadores que mais o inspiraram até então, o jovem Lukács.

Analista de kierkegaard, Lukács desapontará o jovem Adorno ao menosprezar sua obra de juventude, “A Teoria do Romance” e a “História e Consciência de Classe”. Essas obras são alicerces do conhecimento de Adorno que travará várias polêmicas com Lukács por sua desorientação de ideia a favor do partido.

Outro pensador que inspirou Adorno de maneira determinante é Walter Benjamin, a ponto de Adorno assegurar que, em certo instante de suas criações filosóficas, seu intuito era somente traduzir Benjamin em expressões acadêmicas.

Com o término da Segunda Guerra, Adorno foi um dos que mais desejaram a volta do Instituto para Pesquisa Social a Frankfurt, virando-se seu diretor auxiliar e seu co-diretor, em 1955. Depois de Horkheimer se aposentou, Theodor Adorno tornou-se o novo diretor.

Falecimento

Perto de sua morte, em 1969, Adorno se enrolou em uma polêmica com seu amigo e companheiro da Escola de Frankfurt, Herbet Marcuse, por não ter concordado com os estudantes que, no dia 31 de janeiro do mesmo ano, pararam sua aula, tentando permanecer, dentro do instituto, com as manifestações que conquistaram as ruas da Europa. Adorno então chamou a polícia. Marcuse se colocou do lado dos estudantes e, em uma sequencia de cartas, criticou e repreendeu de forma rígida o amigo, afirmando de forma clara que em certas situações, a invasão de prédios e a paralisação de aulas são ações próprias de manifestações políticas.

Tendo em vista que a democracia burguesa se fechou a mudanças qualitativas, e isso por meio do próprio sistema democrático-parlamentar, a divergência extra-parlamentar torna-se a única maneira de contradição: ação direta, desobediência civil.

Populares foram ainda suas discussões com o sociólogo e pensador conservador Arnold Gehlen, um dos precursores, ao lado de Helmut Schelsky e Hans Freyer, da Escola de Leipzig.

Adorno morreu no dia 6 de agosto de 1969, por problemas cardíacos. Está enterrado em Hauptfriedhof Frankfurt am Main, Frankfurt am Main, na Alemanha.

Elementos principais do seu pensamento

O pensamento de Theodor Adorno, considerado um dos mais complexos do século XX, baseia-se no ponto de vista da dialética. Um dos seus essenciais trabalhos, a Dialética do Esclarecimento, elaborado junto com Max Horkheimer no decorrer da guerra, é uma análise da razão instrumental, pensamento primordial desse ultimo filósofo, ou, o que seria o mesmo, uma análise, baseada em uma leitura contrária ao Iluminismo, de uma sociedade técnica e da lógica cultural do regime capitalista. Também uma análise a sociedade de mercado que não segue outro propósito que não o da evolução técnica.

A recente sociedade técnica, criada no espírito do Iluminismo e da sua ideia de razão, não demonstra mais que um controle racional a respeito da natureza, que provoca conjuntamente um domínio perante o homem; os diferentes acontecimentos de crueldade moderna não seriam outra coisa que não sinais, e possivelmente as piores manifestações, dessa ação autoritária de poder sobre o outro, e nesse em particular, Adorno procurou outro pensador alemão, Nietzsche.

Na dialética negativa, Adorno planeja mostrar o percurso de uma reorganização da razão pura, com o propósito de libertá-la desse embasamento de poder autoritário a respeito das coisas e dos homens, embasamento que ela leva desde a finalidade iluminista.

Principais obras

– A ideia de História Natural (1932)

– Kierkegaard: A construção do estético (1933)

– Minima Moralia (1945)

– Dialética negativa (1966)

– Dialética do Esclarecimento (1947)

– Teoria Estética (1968)