Arquivos da categoria: Biologia

O estudo da biologia para o enem envolve conhecer todas as áreas que esse campo comporta, desde a biologia celular e molecular até a evolução das espécies

Genealogia

Conhecer a própria história e sua origem é o foco da genealogia, ciência auxiliar da História que estuda a disseminação das famílias pelo mundo, sua evolução e conexão entre os sobrenomes. Conhecida como o estudo dos parentescos, a genealogia traça a história familiar do indivíduo e acaba englobando outras ciências tais como a sociologia, arte, economia e até o direito.

Genealogia

O levantamento é minucioso e estendido aos descendentes e ascendentes, mas há uma série de dificuldades encontradas no caminho, especialmente criadas pelas mudanças ortográficas e outros tipos de modificações nominais. É preciso buscar o máximo de detalhes para chegar à construção da árvore genealógica mais completa possível.

O que é e como é feita a genealogia

A pesquisa é feita utilizando todos os tipos de documentos possíveis, como certidões, registros civis que sejam de pais, tios, avós, avôs, bisavós e bisavôs, até mesmo o mais longe possível de descendência. A busca pode ser feita em cartórios, igrejas, arquivos públicos, biblioteca, museus e qualquer instituição pública que possa atestar a veracidade do documento encontrado.

A partir desse estudo é possível saber detalhes sobre o local de nascimento dos parentes próximos e distantes, assim como outros dados peculiares como posição social e por quais caminhos eles possam ter se direcionado. Tudo incluindo data e locais, permitindo uma exatidão na construção do que se chama de árvore genealógica ou heredograma.

A árvore genealógica é uma representação gráfica que vai criando as conexões familiares entre os indivíduos, facilitando a visualização dessas ligações. Pela forma como vai se desenvolvendo ao longo da pesquisa, ela se assemelha a uma árvore, numa sequência conhecida como Fibonacci.

Elas podem incluir nomes, datas de nascimento e morte, além de informações extras como casamentos e representação fotográfica. A mais conhecida é a que possui uma base com crescimento exponencial, mas também pode partir de seu topo, através de um antepassado comum e como se desenvolve sua descendência.

A genealogia não é utilizada apenas para quem tem curiosidade em conhecer sua família. É um dado histórico de fundamental importância para se compreender a formação da sociedade e da cultura de um povo, mas também pode ser essencial para a medicina. A árvore genealógica pode permitir ao cientista estudar a evolução de doenças genéticas.

Inclusive, é também possível identificar etnias e até regiões geográficas de origem a partir da análise do DNA do indivíduo. E mesmo que ele se considere branco, a maioria possui contribuições africanas e/ou indígenas de distantes antepassados.

A origem da genealogia brasileira

Ao viajar pelo mundo é possível perceber que a humanidade é hoje formada por uma grande variedade de raças, que vão se distribuindo entre inúmeras regiões. Uma das suas distinções é baseada pelos traços hereditários, nos quais uma nação se define pelas suas características físicas em comum.

Mesmo que nesses traços haja similaridades peculiares entre um grupo de pessoas, nenhuma raça pode ser considerada pura e sim formada por influência de outras ao longo da história, através da miscigenação.

Em quinze gerações, o Brasil acabou formando sua própria estrutura genética a partir do entrecruzamento de europeus, africanos e índios. Mas mesmo que a base sejam os portugueses, índios e negros africanos, outras etnias deixaram sua contribuição nessa rica mistura. É importante notar que entre os próprios grupos básicos há diferenças entre si, como o grupo de índios que podem ser tupi, caraíba, aruaque entre outros, inclusive com características bastante específicas.

Os povos africanos escravizados pertenciam a dois grupos: o de bandos e os sudaneses. Os sudaneses eram mais altos e com um nível cultural mais avançado, se distribuindo pela região da Bahia enquanto os bandos, mais fortes eram mais concentrados em regiões cafeeiras, de criação e açúcar de Minas Gerais e do restante do Nordeste.

Já os brancos por muitos séculos foram majoritariamente compostos por portugueses, mas a partir do incentivo da imigração, o país também foi povoado por alemães, italianos, eslavos, espanhóis, finlandeses, suíços, árabes e dos amarelos japoneses.

A totalidade da população brasileira tem 47,7% declarada branca, 43% se considera parda, 7% acreditam ser negros e apenas 3% são de índios. Mas entre as regiões esses números se alteram, como é o caso do Norte e Nordeste brasileiro, cuja maioria da sua população é composta de mestiços, negros e índios. Já no Sudeste, há uma vantagem numérica para a população branca, que se torna majoritária no Sul do país.

A grande imigração europeia ocorrida no final do século XIX e início do XX foi basicamente no Sul, especialmente Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com alguns picos no Sudeste como São Paulo e Rio de Janeiro.

Enquanto isso os negros, índios e mestiços se estabeleceram na região Norte e Nordeste, através dos quilombolas, tribos indígenas resistentes e mestiços que buscavam se estabelecer entre fazendas de café, cacau e mineradoras.

Mas a cor da pele não é um indicativo eficaz da origem étnica do indivíduo. Milhões de brasileiros que se consideram brancos e até negros, possuem material genético de povos indígenas em seu DNA. Por haver tanta heterogenia, o grau de ancestralidade indígena varia entre cada pessoa e sua posição geográfica.

O indivíduo pode ter forte ancestralidade indígena em seu lado genealógico paterno, enquanto o materno possui o de brancos e negros. No Brasil, o principal padrão eram o do homem ameríndio que procriavam com mulheres de origem africana.

A análise dessa ancestralidade é feita pelo cromossomo Y e o DNA mitocondrial, que pode identificar os antepassados longínquos, inclusive definindo origem geográfica do materno e do paterno. A análise desses DNAs de brancos brasileiros indica que os que descendem de índios provêm da linhagem materna e minimamente paterna.

O brasileiro em geral possui contribuição das três principais etnias, em que um grupo é mais intenso de acordo com a região do Brasil onde são avaliados os indivíduos.

Biorremediação – Biotecnologia Ambiental

O planeta Terra a cada dia dá sinais que simplesmente não suporta mais prover e decompor todos os resíduos produzidos pela atividade humana. Hoje, mesmo que se fale muito em sustentabilidade e responsabilidade socioambiental, o que se observa na prática é que, mesmo diante de todas as leis, obrigações e acordos estabelecidos nas mais diferentes partes do mundo, ainda existem problemas ambientais bastante graves.

Biorremediação - Biotecnologia Ambiental

Na contemporaneidade, uma dos maiores exemplos é o lixo eletrônico. Para que os aparelhos que utilizamos diariamente possam ser produzidos, é necessário uma grande quantidade de plástico e metais. O problema é que o plástico demora muito tempo para se decompor e muitos dos metais são altamente poluentes de solos e águas, gerando uma enorme preocupação em governo e especialistas.

Felizmente, diversas iniciativas vêm sendo tomadas para diminuir a velocidade de degradação do planeta, o que é bastante positivo tanto pela perspectiva ambiental quanto pela perspectiva social. Uma das mais importantes é a biorremediação, que será vista com mais detalhes neste artigo.

O conceito de biorremediação

Existem diversas dúvidas a respeito desse assunto, pois se trata de uma prática sustentável relativamente nova e ainda pouco presente no vocabulário comum. De maneira resumida, pode-se afirmar que o conceito em questão, também chamado de remediação biológica, corresponde a uma técnica utilizada para reduzir o impacto da poluição gerada pela atividade humana por meio de agentes biológicos degradadores, capazes de descontaminar áreas que apresentam poluição. Em outras palavras, o conceito em questão consiste em uma técnica bioquímica que utiliza organismos vivos para acabar ou reduzir a poluição presente em determinado ambiente.

Os organismos utilizados geralmente são micro-organismo, que podem estar tanto presentes quanto serem introduzidos na área a ser recuperada, a exemplo de leveduras, bactérias, fungos e enzimas que decompõem tanto poluentes orgânicos, como a gordura, quanto poluentes inorgânicos, como o plástico. Assim, trata-se de um processo totalmente natural e seguro.

Para que a técnica seja implementada com o máximo de eficácia, é necessário que algumas questões sejam resolvidas de antemão. A primeira delas é determinar que tipo de ambiente degradado será recuperado, se solo, água ou sedimento. Na sequência, é preciso precisar o tipo de poluição predominante. Também é necessário fazer uma série de análises, como geofísicas, hidrológicas e geológicas para, por fim, determinar que tipo de biorremediação será utilizada, pois existem duas principais modalidades:

-In-situ: como o próprio nome indica, nesta modalidade o tratamento é realizado no próprio local contaminado, sem necessidade do transporte de material, podendo ser feita por meio de atenuação natural, bioaumentação, bioestimulação, fitorremediação ou landfarming;
-Ex-situ: aqui ocorre o contrário da in-situ, ou seja, o material do local contaminado deve ser transportado para outro local para que seja aplicada a técnica, devido principalmente a questões de equilíbrio ecológico, uma vez que muitos dos microrganismos utilizados não fazem parte do local tratado. Ela pode ser feita tanto por meio da compostagem quanto por meio do uso de reatores.

Todos os processos apontados acima pertencem a uma das três categorias em que a técnica se divide, que são definidas pelo tipo de organismo utilizado. A primeira delas é a enzimática, que como o próprio nome indica é baseada em plantas. A segunda é a fitorremediação, baseada no uso de plantas. Por fim, a terceira corresponde à bacteriana.

Vantagens

Como é possível perceber com o que foi exposto acima, essa técnica permite que diversas vantagens sejam colhidas. A primeira delas é que todas as substâncias poluentes são eliminadas definitivamente, pois ao contrário do que ocorre quando o plástico é retirado do mar, por exemplo, ainda será necessário dar um fim a tal plástico. Além disso, como não são utilizados produtos químicos, não existe risco de intoxicação.

Vale frisar também que até mesmo resíduos extremamente difíceis de serem decompostos, como os produzidos pelas indústrias, podem ser eliminados. O baixo custo também se destaca, e justamente por isso a técnica pode ser aplicada em diversos segmentos.

Em municípios, pode ser utilizada para reduzir o mau cheiro de estações de tratamento de esgoto. Em indústria, é capaz de eliminar mesmos os resíduos poluentes mais resistentes. Na agricultura, pode ser utilizada para acelerar a decomposição de resíduos orgânicos, como plantas e excrementos de animais. Em residências, possui ampla aplicação em fossas sépticas e caixas de gordura, evitando o mau cheiro e entupimentos, dentre diversas outras aplicações.

Isso indica que ao contrário de diversas técnicas existentes, a remediação ecológica pode ser utilizada mesmo em pequena escala, como residências, com a mesma eficácia do que em indústrias, provando que além de eficaz também é democrática.

Vale ressaltar que existem desvantagens na biorremediação, especialmente quando comparada a outras técnicas, pois trata-se de um processo que leva tempo para descontaminar e pode causar desequilíbrio ecológico quando realizado sem conhecido e estudos adequados. No entanto, seu potencial de aplicação e suas vantagens certamente compensam esses pontos negativos.

Defeitos na Visão Humana

Embora os olhos sejam uma estrutura sensível, estando sujeitos a uma série de doenças, como a catarata, a conjuntivite, o descolamento de retina, o daltonismo, o DMRI, glaucoma, estrabismo e a síndrome do olho seco, são quatro os defeitos na visão humana.

Defeitos na Visão Humana

Para essa abordagem, trabalharemos apenas as disfunções dos olhos que podem ser solucionadas com o uso de óculos e lentes de contato para a correção das distorções geradas.

Como funciona a visão humana?

Para melhor explicar como se comportam esses defeitos da visão humana, o melhor caminho é, primeiramente, entender como funciona esse sofisticado sistema de captação, decodificação e reprodução da imagem, num processo que envolve o cérebro humano.

Uma boa forma de introduzir o tema é recorrer ao exemplo da máquina fotográfica. Sabe-se que em muitas de suas criações, a espécie humana reproduz o funcionamento do próprio corpo.

Mesmo em sofisticados sistemas organizacionais, percebe-se nitidamente a reprodução e a leitura dos sistemas que compõem o organismo humano.

No caso dos olhos, a máquina fotográfica sintetiza bem o funcionamento desse sistema. Toda câmera possui uma lente, que permite a entrada de luz para a formação da imagem. Essa imagem é projetada no filme fotográfico, onde é reproduzida. O diafragma da máquina controla a quantidade de luz que entra na máquina. Ele capta a quantidade de luz necessária para a formação da imagem, por isso ele se fecha quando há um ambiente extremamente claro e se abre mais na medida em que esse ambiente vai ficando mais escuro.

Uma forma de entender esse sistema é o que acontece com as pessoas quando se deparam com uma luz intensa vinda de uma fonte que a projete no sentido contrário à visão. Nessa situação, o indivíduo tende a fechar os olhos para tentar enxergar melhor e até para se proteger.

Quem conhece um pouco de fotografia sabe que o objeto fotografado, exceto se busque algum tipo de efeito artístico, deve ser posicionado contra a luz, enquanto a câmera deve ser posicionada a favor da luz, o que confere maior nitidez ao resultado, que é a foto.

Essa abordagem ajuda a explicar como funcionam os olhos e oferece um atalho satisfatório para o entendimento dos defeitos da visão humana.

O que ocorre com os olhos é um processo muito parecido com a fotografia, sendo que a visão humana permite uma percepção contínua do ambiente. Quando isso acontece, deixamos de ter uma fotografia para ter um filme. De qualquer modo, o processo de captação de imagem é o mesmo.

Quando o indivíduo olha para uma imagem, ela atravessa a córnea, que é como se fosse a lente de uma câmera. A imagem chega à íris, que, através da pupila, regula a quantidade de luz que entra nos olhos. Percebe-se que quanto mais escuro o ambiente, mais dilatada fica a pupila, pois quanto maior ela se apresenta, maior é a captação de luz.

Depois que a imagem atravessa a pupila, ela chega ao cristalino, que a projeta na retina, produzindo uma imagem invertida, que é transmitida ao cérebro. Para se ter uma ideia de que a visão humana é bem mais complexa que uma câmera fotográfica, a retina é habitada por mais de 100 milhões de células fotorreceptoras. Cabe a elas transformar as ondas luminosas em impulsos eletroquímicos, que serão emitidos ao cérebro, onde serão codificados, originando a imagem que formamos, ou o que vemos.

Todo esse processo ocorre em fração de segundos, de forma contínua, durante toda uma vida, sendo esse apenas um dos complexos e sofisticados processos do corpo humano.

Em algumas situações, no entanto, ocorrem as disfunções, os defeitos da visão humana.

Os quatro defeitos

Agora que nós já temos uma ideia clara sobre o funcionamento da visão humana, ficará mais fácil entender como ocorrem os quatro defeitos da visão humana.

1 – Miopia

Na miopia, o problema é que a imagem se forma antes da retina. Isso ocorre pelo falto do olho ser mais longo do que o normal, por excesso de curvatura da córnea e/ou do cristalino.

Esse defeito faz com que as pessoas tenham dificuldade de enxergar ao longe. Como sabemos, o correto é que a imagem se forme na retina. Ao se formar antes da mesma, a imagem mais distante não é decodificada.

O defeito pode ser corrigido com o uso de lentes que retardem essa formação da imagem, de modo que ela ocorra na retina. Há, também, tratamentos cirúrgicos para a correção do defeito.

2 – Hipermetropia

Na hipermetropia ocorre o contrário: a imagem se forma depois da retina. Isso faz com que as pessoas tenham dificuldade de enxergar as imagens próximas. Nesse caso, o olho é curto demais e isso faz com que o cristalino tenha dificuldade de projetar a imagem.

3 – Presbitia

É a chamada vista cansada. Tem esse nome porque acomete pessoas com idade avançada. É decorrente da dificuldade que o cristalino tem de se tornar convergente, acarretando um sintoma parecido com o da hipermetropia, que é a dificuldade para enxergar objetos próximos dos olhos.

Em ambos os casos, a solução é a utilização de lentes convexas.

4 – Astigmatismo

O astigmatismo é um problema decorrente da formação defeituosa da córnea. A captação de luz é disfuncional, de modo que a imagem transmitida para o cérebro tem deficiência de nitidez.

É muito comum o astigmatismo aparecer concomitantemente à hipermetropia e à miopia. Para corrigir o problema, deve-se usar lentes cilíndricas, que podem ser convergentes ou divergentes, dispostas de modo a corrigir as distorções.

Importância dos fungos na alimentação e meio ambiente

Os fungos fazem parte do Reino Fungi. Alguns são seres microscópicos, outros, os macroscópicos, podem ser vistos a olho nu, como é o caso dos cogumelos, por exemplo. Outros fungos mais populares são os mofos, bolores e leveduras.

Importância dos fungos na alimentação e meio ambiente

Além da importância dos fungos para o meio ambiente, muitos são aproveitados na produção de alimentos, como alguns tipos de queijos e pela indústria farmacêutica. A penicilina, por exemplo, é um medicamento desenvolvido a partir de fungos. Contudo, existem muitos outros tipos de fungos que causam doenças como as indesejáveis micoses no corpo humano e de animais.

O Reino Fungi é dividido em cinco Filos: ascomicetos, basidiomicetos, deuteromicetos, quitridiomicetos e zigomicetos. Um fungo pode ser unicelular ou pluricelular, eucariota (possui somente um núcleo celular) e heterótrofo (seu organismo não produz o próprio alimento).

1. Reprodução dos fungos: A reprodução assexuada pode ocorrer através de sucessivas mitoses que originam novos fungos, por esporulação e brotamento. O processo de reprodução sexuada é dividido em três fases: fusão de protoplasma (plasmogamia), formação do núcleo diploide, a partir da junção de dois núcleos haploides (cariogamia) e divisão do núcleo diploide, formando dois núcleos haploides (meiose).

2. Alimentação dos fungos: Os seres do Reino Fungi não produzem o próprio alimento. Os sarcófagos alimentam-se de organismos mortos. Os parasitas sobrevivem à custa de substâncias produzidas por organismos vivos. Os predadores conseguem capturar minúsculos ou microscópicos animais para se alimentar. Para digerir melhor os nutrientes, os fungos produzem a exoenzima.

8 tipos de fungos mais populares

1. Bolor: Esse tipo de fungo desenvolve-se, principalmente, em plantas e alimentos. É um fungo microscópico, que gera manchas brancas em folhas, cascas de frutas e na superfície de outros alimentos.

2. Champignon, shitake e shimeji: Fungos comestíveis, utilizados em variadas receitas culinárias.

3. Levedura: As leveduras podem ser usadas na fermentação de alguns tipos de bebidas alcoólicas e no preparo de massas, como pães.

4. Mofo: Esse fungo é facilmente percebido por gerar um aglomerado de filamentos, geralmente esverdeados sobre alimentos, resíduos orgânicos, em superfícies e objetos situados em ambientes com bastante umidade.

5. Orelha-de-pau: Esse tipo de fungo é muito conhecido. Cresce em troncos de árvores, sendo semelhantes ao formato de uma orelha.

6. Penicillium: Desenvolve-se em ambientes úmidos e pode ser utilizado na fabricação de antibióticos como a penicilina ou queijos.

7. Tinha: Vive no corpo humano, alimentando-se da queratina da pele. A proliferação excessiva gera micoses nos pés, couro cabeludo, virilha e outras partes do corpo.

8. Trufa: Também é um fungo comestível, que cresce embaixo do solo. É um ingrediente caro, usado em receitas culinárias sofisticadas.

Importância dos fungos para o meio ambiente

Fungos são seres decompositores, por isso, desempenham um papel muito importante para o equilíbrio ecológico. Agem na decomposição de seres mortos e resíduos orgânicos eliminados por organismos vivos, como a urina e as fezes. Dessa forma, os fungos ajudam a “limpar” o meio ambiente, evitando o acúmulo de resíduos orgânicos.

Importância dos fungos na alimentação

A indústria da alimentação, há séculos, utiliza vários tipos de fungos no preparo de receitas. Cogumelos, trufas e shitake, por exemplo, são ingredientes que compõem diversos pratos. O shitake e o shimeji são fontes de vitamina B, zinco e proteínas. Esses dois tipos de fungos também possuem uma substância chamada beta glucada que ajuda a combater o colesterol ruim e o envelhecimento.

As leveduras, como a Saccharomyces cerevisae, são usadas na fermentação de pães. O gás carbônico liberado nesse processo deixa as massas mais leves. Também podem ser utilizadas na fabricação de bebidas alcoólicas como a cerveja, vinho, uísque, aguardente e saquê. As leveduras Saccharomyces cerevisae fermentam a cevada, uvas, cana-de-açúcar e arroz, porém, para a fabricação de vinhos são usadas as leveduras Saccharomyces ellipsoideus.

Os queijos camembert e roquefort são produzidos com o uso dos fungos Penicillium camemberti e Penicillium roqueforti, respectivamente. A ação desses fungos é essencial para os sabores característicos desses dois queijos. O gorgonzola é outro tipo de queijo preparado com o fungo Penicillium.

Indústria farmacêutica utiliza vários tipos de fungos

Além da importância do Reino Fungi para o meio ambiente e para a alimentação, a saúde é outra área na qual os fungos são utilizados. Um dos antibióticos mais populares – a penicilina – é produzido com substâncias existentes no fungo Penicillium Notatum. As propriedades desse fungo foram descobertas, em 1929, por Alexander Fleming. A ciclosporina, medicamento imunossupressor, que ajuda a reduzir os riscos de rejeição de órgão após o transplante, é fabricada com substância extraída do fungo Tolypocladium inflatum.

Há vários estudos em andamento sobre a aplicação de fungos na fabricação de medicamentos. Existe uma pesquisa sobre a ação de um tipo de fungo existente na casca de frutas cítricas no combate a células cancerígenas. Outra pesquisa busca viabilizar a produção de asparaginase, enzima usada em medicamentos contra a leucemia, com o uso de fungos. Esses medicamentos são produzidos, atualmente, com enzimas de bactérias. Os pesquisadores tentam obter o mesmo tipo de enzima a partir de leveduras.

Os resultados positivos desses estudos, certamente, proporcionarão muitos benefícios à saúde pública.

As informações desse artigo foram úteis a sua pesquisa? Compartilhe e leia outros posts no blog!

Lixo

Todo mundo produz lixo, principalmente nas cidades onde há uma grande quantidade de produtos industrializados e embalados, sendo consumidos todos os dias. Por isso é considerado um dos grandes problemas mundiais, e uma responsabilidade de todos os cidadãos.

Lixo

Mas para onde vão todas as coisas que descartamos? Para conhecer mais a respeito do lixo e descobrir como fazer sua parte para minimizar esse problema, leia o artigo a seguir:

O lixo e suas classificações

O lixo é uma questão humana, resultante da vida em sociedade. Entre todos os animais, somos os únicos capazes de deixar para traz uma quantidade grande de detritos que, na maioria das vezes, não são reaproveitados. Por isso, florestas, matas, rios e ruas ficam inundados com tudo que acabamos descartando sem pensar, causando um problema grave de poluição que pode durar muitas gerações, mas que é algo relativamente novo em nossa sociedade.

Até meados do século XX, ainda antes da Revolução Industrial, grande parte de tudo que era descartado nas casas das pessoas era material orgânico não poluente, que podia ser enterrado, se transformando em adubo.

Porém, a industrialização criou um universo de produtos embalados em papel, plástico e latas, sem contar todos os dejetos oriundos da própria fabricação de tantos objetos. Aí sim o lixo passou a se acumular mais e mais sem que houvesse muita preocupação com essa questão. Infelizmente em grande parte do país e até em outras partes do mundo, o lixo é somente deixado em um canto qualquer, trazendo doenças e poluindo tudo ao seu redor.

Mas afinal, do que se trata o lixo? Há diferentes tipos de lixo e por isso, podemos classificar tudo que é descartado de acordo com suas características. De maneira geral e ampla, podemos caracterizar os detritos da seguinte forma:

* Orgânico
* Inorgânico reciclável
* Inorgânico não reciclável
* Tóxico

O lixo orgânico é o mais fácil de lidar, já que é todo aquele gerado a partir de material que pode ser reaproveitado pela natureza. Esse tipo de descarte também tem uma característica muito importante, que é a de ser rapidamente dissolvido, além de não poluir. São enquadrados nessa categoria os restos de comida, plantas, folhas, sementes e madeira.

O inorgânico reciclável é formado de materiais de alumínio como latas, por exemplo, vidro, papel, plástico, tecido, alguns tipos de borracha e afins. É considerado um lixo importante e de certa forma até positivo, pois quando separado da forma correta, pode ser tratado e voltar para a indústria, se transformando em outro novo produto. O reciclável também pode ser transformado em outros objetos através de artesanato.

Já o inorgânico não reciclável, é formado por rejeitos que sejam formados de material que não pode ser reaproveitado ou transformado em outra coisa. Há uma imensidade de rejeitos que entram nessa categoria, como por exemplo fotografias, espelhos, alguns tipos de plásticos e embalagens metalizadas, E.V.A, fraldas descartáveis usadas, lenços de papel, esponjas e muito mais.

O tóxico é formado por materiais altamente prejudiciais ao meio ambiente e até à saúde humana, como por exemplo pilhas, baterias e componentes químicos, metais pesados, resíduos nucleares e hospitalares como agulhas utilizadas e medicamentos.

Ou seja, cada um deles deveria receber tratamento e descarte diferenciado, porém, o que acontece é que, em grande parte do país, todo o material é deixado em lixões a céu aberto, misturados, poluindo o solo e a água devido à penetração dos compostos nos lençóis freáticos.

Qual a melhor maneira de lidar com o lixo?

A melhor forma de garantir um bom uso e reaproveitamento do lixo é separá-lo e assegurar que não haverá poluição. Os aterros sanitários devem ser construídos de forma planejada, com projetos que possibilitem o descarte de materiais, sem que ocorra nenhuma contaminação do solo e da água.

É preciso tomar cuidado com os gases e líquidos resultantes da decomposição do material descartado, para que o ar também não acabe sofrendo com o problema.

Além disso, é possível aproveitar todo o gás decorrente da decomposição de material orgânico para a produção de energia e transformar em receita o que seria considerado perdido. Isso sem falar que esse tipo de ação colabora para uma proteção dos recursos naturais.

A reciclagem de detritos também deve ser um dos focos principais de todo o descarte de materiais, já que isso pode gerar renda e trabalho para muita gente. Esse trabalho importante é uma responsabilidade de todos nós e começa dentro das casas das pessoas, nas empresas e indústrias. O primeiro passo é conhecer a classificação de cada tipo de lixo e separar de forma que possa ser reutilizado novamente, sem contaminações.

Afinal, é preciso que lembremos sempre que os recursos naturais do planeta são finitos e é fundamental proteger o meio ambiente. Isso sem falar que o descarte incorreto de materiais pode ocasionar o aumento de animais hospedeiros de doenças, como insetos e roedores.

Identificação de gram positivo e antibiograma

O estudo da identificação das substâncias gram positivas teve início em 1884, com o cientista dinamarquês Hans Cristian Gram. Esse bacteriologista foi responsável por definir a técnica de coloração de bactérias, a chamada coloração Gram. Durante o estudo, Hans optou por colorir lâminas com raspas de uma cultura que queria estudar com violeta de genciana.

Identificação de gram positivo e antibiograma

Os resultados desse experimento surpreendeu o pesquisador dinamarquês. Por meio da experiência, ele conseguiu notar que as bactérias presentes nessas rapas de cultura, quando coradas, não possuíam a capacidade de desbotar na presença do álcool, desde que fossem tratadas com iodo de forma preventiva.

Quando notou essa característica, Hans avançou seu estudo e adicionou outros corantes, substâncias que chamou de contracorantes, como a fucsina básica e a safranina. Dessa forma, foi possível classificar como gram positivas as bactérias de cor roxa e como gram negativas as bactérias que ficavam vermelhas.

Essas definições de cores dependem diretamente da formação da parede celular presente na bactéria. Quando a estrutura é considerada mais simples, a coloração geralmente será positiva. No caso de estruturas mais complexas, a coloração tende a ser negativa.

A identificação do gram positivo

De maneira geral, definimos como coloração de Gram a técnica de coloração geralmente usada para separar as espécies de bactérias em dois diferentes grupos: as bactérias gram positivas e as bactérias gram negativas.

Existem alguns fatores que vão atuar diretamente no processo de diferenciação do gram positivo para o gram negativo. Esses fatores são a composição química e física das paredes celulares bacterianas, as propriedades presentes nessas paredes celulares e também a própria coloração das bactérias estudadas.

Em laboratórios de microbiologia e de análises clínicas, a coloração Gram é vista como uma técnica extremamente importante e essencial na obtenção de resultados exatos e precisos de diversos tipos de pesquisas. Em análises clínicas, esse método é usado principalmente na hora de identificar toda a morfologia das bactérias ou para estabelecer se a quantidade de bactérias presentes em uma amostra clínica é realmente significativa.

Dito isso, concluímos que as bactérias gram positivas são aquelas que, ao serem submetidas ao método de coloração de Gram, acabam apresentando uma cor azul escura ou violeta. As bactérias gram positivas são o extremo oposto das bactérias gram negativas, caracterizadas por serem substâncias que não possuem a capacidade de fixar a violeta de genciana e acabam retendo apenas a safranina e a fucsina, característica que acaba dando uma coloração mais avermelhada para as bactérias.

Mas por que as bactérias gram positivas possuem a capacidade de reter os corantes violetas? Isso acontece principalmente pela eleva quantidade de peptidoglicano presentes nas paredes celulares dessas bactérias. O peptidoglicano é um polímero formado principalmente por aminoácidos e açúcares. Eles dão origem a toda malha presente na região externa da membrana celular de uma bactéria, a chamada parede celular.
Em bactérias gram positivas, a camada de peptidoglicano acaba sendo muito mais forte e espessa do que nas bactérias gram negativas. Esse polímero representa cerca de 90% do peso seco das bactérias gram positivas e somente 10% das bactérias gram negativas.

Identificação do antibiograma

Tipo de teste de laboratório utilizado para detectar de maneira precisa a presença de um tipo de bactéria, o antibiograma é um exame que especifica o tipo de micro-organismos que está presente no corpo de um paciente, o porque ele está causando alguns sintomas específicos nessa pessoa e se essa bactéria é sensível ou resistente a um determinado tipo de tratamento.

Para realizar o antibiograma, é preciso ter um meio de cultivo chamado de agar. O tipo de agar mais usado para esse teste é o Agar Mueller Hinton, substância adicionada diretamente na placa de Petri para a obtenção dos resultados.

Diversos tipos de substâncias podem ser utilizadas para a realização do antibiograma, como tecidos, sangue, saliva, urina e até mesmo fezes. Geralmente, os resultados desse tipo de teste ficam prontos em até cinco dias.

O antibiograma tem se mostrado como um teste laboratorial fundamental para o auxílio de médicos que precisam definir o que está causando o problema de saúde no paciente em questão e quais medicamentos devem ser utilizados para combater essa bactéria. Por meio desse exame, o profissional da saúde consegue saber se a bactéria é sensível ou resistente aos antimicrobianos que foram testados no antibiograma.
Dessa forma, o médico responsável pelo caso diminui suas chances de receitar um tratamento ou medicamento errado para o paciente, garantindo que a bactéria em questão não é resistente a forma de tratamento escolhida para o caso específico. Isso torna o processo de cura mais rápido e, principalmente, mais eficaz.

Os meios de cultura chamados de agar possuem todos os nutrientes necessários para que os micro-organismos utilizados no teste cresçam e se multipliquem de maneira adequada. Quando não há o crescimento de bactérias durante a pesquisa, dizemos que a cultura foi considerada negativa.

Conscienciologia

Ciência criada por Waldo Vieira, médico e médium brasileiro, a conscienciologia é uma dissidência do espiritualismo que amplia seus conceitos e se influencia pela Nova Era. Como o nome indica, ela se propõe a estudar a consciência humana que se funde ao que se denomina como alma, espírito, individualidade, self e ego, atribuindo a ela vida própria e capaz de transcender aos conceitos biológicos.

Conscienciologia

Contrastando com a metodologia científica tradicional, sua abordagem é mais subjetiva e valoriza o experimentalismo, a partir da sustentação da crença de fenômenos parapsíquicos que incluem a reencarnação e a projeção astral. Também possui jargões científicos próprios para encontrar definições mais abrangentes sobre seus estudos.

Como surgiu a conscienciologia

Sua abordagem sobre a consciência foge as regras convencionais e propõe uma nova análise sobre ela. Segundo sua proposta a consciência transcende as fronteias da existência material e inclui as percepções extrassensoriaias que até então não são consideradas pela ciência tradicional.

A conscienciologia foi formada pelo médico, odontologista e médium Walter Vieira. Ainda jovem conhece o médium Chico Xavier e desenvolve inúmeros trabalhos na cidade de Uberaba. A parceria publicou vários livros e estudos sobre o espiritismo, assim como ele próprio psicografou livros da série André Luiz. Ao lado de Xavier, Waldo Vieira atendeu a população e psicografou cartas sempre de forma voluntária.

Ao se mudar para o Rio de Janeiro, Waldo Vieira se desliga do trabalho com Chico Xavier. Era o ano de 1966 quando inicia seus estudos sobre experiências fora do corpo, também chamadas por ele de projeção da consciência e que se torna o pilar de todo o desenvolvimento da conscienciologia. Pelos resultados, Vieira se torna membro das mais importantes organizações de pesquisa parapsicológica do mundo.

Para descrever tudo o que vem conhecendo em teoria e prática, lança seu livro “Projeções da Consciência: Diário de Experiências Fora do Corpo” que se torna uma das principais referências sobre o tema. Ao atrair tantos interessados e adeptos da prática, Waldo Vieira cria o Centro de Consciência Continua para reforçar as pesquisas e experiências sobre o assunto e que dá forma ao próximo livro “Projeciologia: Panorama das Experiências da Consciência Fora do Corpo Humano”.

Neste livro há mais de 1900 referências bibliográficas que envolvem 37 países e chancelam o amplo e rigoroso estudo realizado por Waldo Vieira. O livro é considerado a principal obra brasileira sobre projeção humana da consciência e se torna base de estudos para centros de pesquisa em todo o mundo.

Em 1988 criou no Rio de Janeiro o Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia. Nele Waldo Vieira abriu espaços para que interessados pudessem aprender, se informar, debater e viver experiências sobre a consciência. Mas em 1995 foi criado o Centro de Altos Estudos da Conscienciologia, o CEAEC, o primeiro campus conscienciológico. Sem fins lucrativos, o local é dedicado aos estudos profundos da ciência e fica em Foz do Iguaçu na cidade de Cognópolis, apelidada de Cidade do Conhecimento ou Bairro do Saber.

Como funciona a conscienciologia

A conscienciologia entende que a consciência se manifesta em termos como a alma, espírito, ego e individualidade, sendo capaz de se apresentar em outras dimensões fora da vida humana. Seu enfoque é na consciência inteira e que está presente em uma realidade maior do que conhecemos, englobando os corpos, dimensões e existências que pode se formar.

Ela não se limita ao corpo físico e nem age a partir das motivações cerebrais como a ciência tradicional indica. Segundo experimentos e teorias, é possível se manifestar além das limitações corporais que se traduz nas experiências fora do corpo.

Há quatro tipos de estados básicos para que a consciência possa se manifestar:

1 – Estado consciencial intrafísico que é a consciência imersa na matéria humana, dentro do corpo;

2 – Estado consciencial extrafísico que leva a consciência a uma outra dimensão fora da matéria já morta ou que ainda não se constituiu pelo nascimento físico.

3 – Estado consciencial projetivo é quando a consciência saiu temporariamente fora do corpo físico, mas o individuo não percebe;

4 – Estado consciência contínua é a lucidez da projeção, onde o individuo sabe o que está acontecendo e pode influenciar o processo.

O estado de consciência contínua permite que se perceba todos os processos de separação do corpo e da consciência, incluindo a soltura do energossma, do psicossoma e até da soltura do mentalsoma. É o foco de todos que estudam com rigor a ciência.

A consciência utiliza seu conjunto de corpos para vivenciar esses quatro estados de consciência. Esse conjunto de corpos é denominado de holossoma, enquanto o soma é o corpo humano, o energossoma é o corpo energético, o psicossoma é o corpo emocional e o mentalsoma o corpo mental. A matéria física unifica esses conjuntos de corpos de consciência, enquanto nos outros estados ela se manifesta em dimensões múltiplas.

Para a conscienciologia a vida humana é apenas uma entre as tantas outras existentes para a mesma consciência. Faz parte de sua crença as vidas passadas e as tantas que serão vividas no futuro por cada um.

Como também é penseniza, a consciência mantém pensamentos positivos e negativos que são emitidos em qualquer das suas dimensões. Dessa forma se torna fundamental conhecer o seu padrão individual de pensamento assim como o de terceiros que o influenciam, fazendo uma higienização para promover pensamentos mais saudáveis.

A partir dessa “limpeza”, a conscienciologia promove o entendimento de como a consciência é indestrutível, o discernimento pode ser amadurecido e aplicado de forma mais racional, reconhecer como a si mesmo agente catalisador da prisão e evolução de si mesmo e obter o máximo de desrepressão.

O Surgimento das Células Eucarióticas

O surgimento das células eucarióticas teve início há quase 2 bilhões de anos, e teve sua origem diretamente ligada aos organismos anaeróbios procariontes. O surgimento dessas células acabou contribuindo para que a estrutura molecular acabasse se tornando mais complexa e especializada.

O Surgimento das Células Eucarióticas

Muitos pesquisadores e especialistas consideram o surgimento das células eucarióticas um dos maiores e mais relevantes fenômenos da história do planeta Terra. Isso se justifica por conta das novas possibilidades que essas células deram aos organismos vivos.

Com o surgimento das células eucarióticas, os organismos da Terra conseguiram se tornar ainda mais complexos durante o processo de evolução e, consequentemente, adquirir novas funções, características e formas de interação, possibilitando o surgimento de novas adaptações que tornaram novas formas de vida possíveis em nosso planeta.

Principais características

É possível dividir os organismos formados pelas células eucarióticas, os eucariotos, em unicelulares, representados principalmente pelas amebas, e em pluricelulares, como as plantas e animais. Como o próprio nome diz, os organismos unicelulares são formados por apenas uma célula e os pluricelulares um conjunto de células eucarióticas.

Os eucariotos são formados por uma membrana plasmática, pelas organelas e pelo hialoplasma, além de possuírem um núcleo totalmente individual. O surgimento desses organismos se deu por conta do desenvolvimento de diversas dobras membranosas que possibilitaram a proteção de todo o material genético presente na membrana nuclear.

As organelas foram responsáveis por dar uma maior dinamização para o processo de evolução do metabolismo celular. As principais organelas são os lisossomos, os peroxissomos, o complexo de Golgi, o retículo liso, o retículo rugoso, as mitocôndrias e os plastos.

Durante todo o processo de evolução, diversos tipos de bactérias primitivas acabaram desenvolvendo a capacidade de tirar um proveito energético maior durante a respiração. Essa característica as tornou bactérias aeróbicas.

Por outro lado, outros tipos de bactérias optaram pelo processo de transformar substâncias inorgânicas em substâncias orgânicas, iniciando o processo de quimiossíntese, de fermentação e de fotossíntese, transformando-se em bactérias autotróficas.

Tanto as bactérias aeróbicas quanto as bactérias autotróficas acabaram imersas nos eucariotos simples, mantendo diversos tipos de interações e funções que trazem benefícios para os dois lados. Enquanto as bactérias conseguem receber nutrientes e proteção para a sua sobrevivência, os eucariotos passaram a utilizar todo o processo fotossintético e aeróbico realizado pelas bactérias em seu favor. Essa situação tornou possível a presença dos cloroplastos e das mitocôndrias no interior dos organismos eucarióticos.

Um pouco mais sobre as nossas células

As células são consideradas as menores unidades de vida existentes em nosso planeta. Todas as características e funções realizadas por todos os seres vivos dependem dessas unidades de vida. Mas o que causa essa dependência? Essa situação se justifica pelo fato das células serem consideradas as unidades fisiológicas e morfológicas de todos os organismos vivos existentes.

É possível dividir as células em duas categorias. A primeira é o grupo das células procarióticas, formado pelas células que não possuem um núcleo verdadeiro. No lugar desse núcleo, essas células apresentam um nucleoide, região que armazena todo o seu material genético.

O segundo grupo de divisão das células é formado pelas células eucarióticas, que como dito anteriormente, possuem um núcleo verdadeiro, muito bem definido e formado por uma membrana. No caso dessas células, todo o material genético é envolvido na carioteca, um envoltório nuclear com membranas.

Outra diferença entre as células eucarióticas e as células procarióticas é o citoplasma. O citoplasma está presente nas células eucarióticas e é formado por várias organelas que realizam funções fisiológicas fundamentais para os seres eucariontes. Porém, nas células procarióticas, essas organelas membranosas estão ausentes e não fazem parte da sua composição.

Além dessa característica, outra situação que diferencia as células procarióticas das células eucarióticas é o citoesqueleto. O citoesqueleto é uma estrutura totalmente exclusiva das células procarióticas. Essa estrutura é formada por diversos microfilamentos proteicos que possuem como principal responsabilidade manter a integridade das células. Além disso, o citoesqueleto também realiza o transporte das organelas e por todo o movimento celular realizado pelos eucariontes.

De uma forma geral, as células eucarióticas estão presentes em nosso universo de uma maneira muito especializada e difundida. Sem elas, a existência de todos os organismos multicelulares e complexos não seria possível.

Um dos principais exemplos dessa possibilidade de formação de organismos complexos que as células eucarióticas permitem é o corpo humano. As células eucarióticas que formam o corpo humano são responsáveis por estruturar diversos tipos de tecidos e de realizar diversas funções essenciais para o funcionamento do nosso organismo. Estima-se que existem trilhões de células eucarióticas formando o corpo humano.

Por conta dessa grande quantidade de células eucarióticas formando o nosso organismo, também existem milhares de mitocôndrias que acabam produzindo a energia que necessitamos para realizar diversas atividades que fazem parte do nosso cotidiano. Já nas células vegetais, os cloroplastos dominam e realizam a produção de alimentos nas plantas, tornando-se responsáveis pela cadeia alimentar.

Sementes

As sementes são essenciais para garantir o desenvolvimento e a sobrevivência dos vegetais em meio terrestre. Isso porque as estruturas têm a finalidade de preservar o embrião e ainda garantem a dispersão das espécies na natureza. Para entender como o processo funciona, é importante conhecer a origem do elemento em questão nas plantas.

Sementes

As plantas com semente apareceram há cerca de 365 milhões de anos, durante o período Devoniano. O primeiro aspecto a ser entendido é que o surgimento dessa seção concedeu um benefício significativo para certos vegetais, já que ela é mais resistente que o esporos das espécies menos evoluídas. As sementes fornecem os nutrientes para que o embrião possua a energia necessária para progredir mesmo em situações adversas. Em adição, elas podem se manter dormentes por um período maior ao dos esporos.

Tendo em vista que a semente é o óvulo fecundado e desenvolvido, ela comporta o embrião. Portanto, define-se que a estrutura apresenta três partes básicas:

• embrião;
• revestimento protetor;
• suprimento nutricional.

Nesse contexto, vale esclarecer que existem dois grupos de vegetação: gimnosperma e angiosperma.

A semente de cada uma das categorias mencionadas distinguem-se na sua origem. Enquanto em espécimes de gimnosperma a reserva do material nutritivo vem do gametófito feminino, em angiosperma a sua origem é o endosperma.

• gimnosperma

No caso da gimnosperma, a reserva de armazenamento origina-se do gametófito feminino. O óvulo é composto pelo nucelo, que contém o megagametófito (constituído por tecidos arquegônios e de nutrição) e pelo tegumento envoltório.

• sementes das gimnospermas começam descobertas e mais adiante são envoltas por estruturas conhecidas como cones ou pinhas (exemplo: pinhão);
• a sua fecundação é mais simples em comparação à angiosperma.

• angiosperma

Aqui, a reserva vem do já citado endosperma, que é formado no processo de dupla fecundação. Esse fenômeno acontece devido à fecundação dos nomeados núcleos polares por um gameta masculino. Dado o cenário, o tecido não é esporofítico e nem gametofítico.

– as sementes costumam se desenvolver dentro do fruto;
– em certos casos, os tecidos do fruto unem-se ao tegumento da semente a ponto de se confundirem com ele, como no caos do girassol e do milho.

Normalmente, o embrião e o endosperma da classe das angiospermas ocupam a parte maior das sementes. Já o envoltório depende da espécie observada, pois varia de acordo com as características particulares do óvulo. Em algumas unidades, o envoltório é bem reduzido, enquanto em outros ele fica bastante seco e endurecido. Assim, ele consegue preservar o embrião da ação solar, bem como das alterações de temperatura e inclusive de organismos responsáveis pela decomposição.

O embrião forma-se com a fecundação da oosfera. Em representantes das angiospermas, o embrião é composto por um eixo parecido com um caule e por uma raiz rudimentar. Dispõe ainda de duas folhas modificadas, chamadas de cotilédones. Essas estruturas são reservas nutricionais fundamentais para o embrião em desenvolvimento.

Sobre a dispersão das sementes

Um dos papéis centrais das sementes é ser a unidade de dispersão das espécies. E, para que tal finalidade seja cumprida, ela dispõe de uma variedade de recursos possíveis. Determinadas estruturas só levadas de um ponto a outro pelo vento, por exemplo. A água e os organismos vivos, como pássaros, também realizam esse transporte. Há ainda aquelas sementes que são literalmente expelidas do fruto a partir de processos explosivos.

Os grãos carregados pelo vento são bastante leves e, no geral, contam com fatores que facilitam o voo, tipo as alas. Por sua vez, as sementes deslocadas pela água apresentam tecidos capazes de armazenar ar. Desse modo, elas viabilizam a flutuação e impedem que o excesso de umidade danifique o embrião. E, finalmente, as sementes transportadas pelos animais costumam ter características que auxiliam a adesão na pelagem ou frutos que se tornam alimentos para certas espécies.

Sobre a germinação

A etapa de germinação dá-se quando a semente encontra um local apropriado para o seu desenvolvimento. No geral, tem-se aqui uma absorção de água que faz com que a estrutura aumente de volume. Como resultado, o envoltório rompe-se e o próximo estágio começa. É a partir dessa ação que o embrião inicia o seu crescimento. Via de regra, a primeira parte a se formar é a raiz, sucedida pelo caule e pelas folhas.

As sementes exibem um mecanismo muito útil de preservação da próxima geração, impedindo que a germinação ocorra em condições desaforáveis ao crescimento da planta. Onde há invernos mais rigorosos, a estrutura pode passar o inverno todo dormente, coberta de neve, germinando apenas na primavera. Essa mesmo propriedade explica os bancos de sementes encontrados em florestas. As estruturas acumulam-se no solo e aguardam que uma árvore mais velha tombe, o que permite a entrada de luminosidade. Contudo, outras espécies seguem uma tática bem simples: produzir um número elevado de sementes. A estratégia é eficaz, porém demanda um alto investimento energético da planta.

Colangite Esclerosante Primária

Problema de saúde considerado raro por médicos e especialistas, a colangite esclerosante primária é uma doença que afeta entre 10 e 40 pessoas em um total de 1 milhão, atingindo principalmente pacientes do sexo masculino com idade entre 40 e 45 anos.

Colangite Esclerosante Primária

A colangite esclerosante primária é caracterizada pela inflamação dos dutos biliares na região externa e interna do fígado humano. Causando uma cicatrização progressiva na região, esse problema de saúde causa a obstrução desses dutos, levando a obliteração.

Quando a cicatrização progressiva que acontece nos dutos biliares não é tratada e se agrava com o tempo, a colangite esclerosante primária acaba evoluindo de quadro e se tornando cirrose. Em consequência dessa situação, as substâncias que ajudam o organismo humano a absorver as gorduras, chamadas de sais biliares, acabam não secretando de maneira adequada.

Ainda não se sabe quais são as verdadeiras causas para que uma pessoa desenvolva esse problema de saúde. Porém, diversas pesquisas realizadas sobre o assunto indicam que uma das possibilidades é a característica autoimune do paciente, situação que leva o sistema imunológico da pessoa a atacar os tecidos saudáveis presentes no organismo.

É muito comum que esse quadro da doença seja comparado com a cirrose biliar primária. A grande diferença entre os dois problemas de saúde se dá por conta de afetar os dutos biliares intra-hepáticos e também extra-hepáticos.

Fatores de risco

Apesar de ainda ser considerada rara, a colangite esclerosante primária já indica a presença de alguns fatores de risco para o seu desenvolvimento. O principal deles é a questão hereditária. Pesquisas revelaram que esse problema de saúde possui uma tendência de ocorrer em famílias, características que indicam que a questão genética pode estar diretamente relacionada ao seu desenvolvimento.

Também é bastante comum que pacientes que possuem algum tipo de doença inflamatória na região do intestino também tenham tendência em desenvolver a colangite esclerosante primária. Em pacientes que possuem a doença no histórico familiar, alguns tipos de lesões ou infecções nos dutos biliares podem causar a doença também. Essas situações podem acontecer principalmente durante alguns procedimentos médicos, como a endoscopia.

Principais sintomas e tratamento

Os principais sintomas apresentados pelos pacientes que possuem a colangite esclerosante primária é a fadiga e a coceira. É muito comum que esses dois sintomas tenham início de forma sutil e acabem se agravando de maneira gradual, causando muita dor e desconforto.

A alteração da coloração da pele e da parte branca dos olhos do paciente para amarelo, sintoma chamado de icterícia, também acaba atingindo as pessoas que sofrem com esse problema de saúde. Em muitos casos, o paciente também desenvolve quadros de colangite bacteriana, que nada mais é que a inflamação ou infecção dos dutos biliares. Isso causa dores intensas na região do abdômen e muita febre.

Por conta da alteração na secreção dos sais de bile, o paciente que sofre com a colangite esclerosante primária acaba ficando incapaz de absorver alguns tipos de vitamina. Essa situação acaba resultando em quadros de osteoporose e esteatorreia.

Em 75% dos casos de colangite esclerosante primária, os pacientes desenvolvem no organismo os chamados cálculos biliares e os cálculos nos dutos biliares. Essa situação acaba causando o aumento do volume na região do baço e também do fígado.

Outros sintomas apresentados por essa doença é o acúmulo de líquido na região abdominal, a insuficiência hepática e também a hipertensão portal. Em alguns casos, o paciente que possui a doença acaba não manifestando nenhum tipo de sintoma até que o quadro já esteja avançado para a cirrose.

Ao sentir um ou mais desses sintomas, a pessoa deve procurar ajuda médica de forma imediata. O diagnóstico da colangite esclerosante primária é feito por meio de testes da função hepática do paciente, exames de imagem, ressonância magnética, radiografia e ultrassonografia. Cerca de 15% dos pacientes com colangite esclerosante primária acabam desenvolvendo câncer nos dutos biliares. Por isso, para detectar essa situação, exames de sangue também são realizados.

O tratamento da colangite esclerosante primária é feito de acordo com os sintomas apresentados pelo paciente e pelas possíveis complicações causadas pela doença. Em caso de pessoas que não apresentam sintomas, não é realizado nenhum tipo de tratamento. Porém, duas vezes ao ano, devem-se realizar exames de sangue para verificar se o problema está evoluindo ou não.

Na maioria dos casos em que o tratamento se faz necessário, o transplante de fígado é realizado no paciente na tentativa de prolongamento da sua vida, pois o procedimento acaba curando diversos distúrbios desenvolvidos pela doença que poderiam ser fatais para o paciente.

Nos casos de pessoas que acabam desenvolvendo a cirrose como uma das complicações causadas pela colangite esclerosante primária, é muito comum que o transplante de fígado também se faça necessário. Em situações em que o câncer dos dutos biliares também atinge o paciente, um procedimento cirúrgico para a retirada do tumor deve ser realizado.

Síndrome de Takotsubo

Também conhecida como síndrome do coração partido, a Síndrome de Takotsubo é responsável por 1 a 2% dos casos coronarianos agudos. O estresse físico e emocional são os fatores de risco mais relevantes para o seu desenvolvimento, que é mais frequente em mulheres no período da menopausa ou com idade acima de 60 anos.

Síndrome de Takotsubo

Definida como uma cardiomiopatia adquirida primária, o paciente sofre uma súbita insuficiência congestiva, que logo se traduz no eletrocardiograma como supostamente um infarto no miocárdio. Também podem surgir arritmias e edemas agudos no pulmão, causando complicações graves caso não haja uma intervenção imediata.

O que é a síndrome takotsubo

Descrita pela primeira vez pelo cientista japonês Sato em 1991, a síndrome que ganhou seu nome foi identificada como um súbito esforço intenso e agudo do coração, sem que houvesse alguma evidência crítica ou uma lesão. Logo após a publicação, surgiram diversos casos que se identificaram com o diagnóstico definido, mas só após alguns anos a doença foi reconhecida pelo ocidente.

A doença foi associada como consequência do estado emocional de seus pacientes, após inúmeros estudos que identificaram os sintomas como consequência de algum grave trauma sofrido. Como o caso de um terremoto ocorrido em Niigata, em 2004 no Japão, com o qual 16 povos foram diagnosticados com a síndrome de Takotsubo, sendo a maioria dos pacientes composto por mulheres acima de 60 anos.

Essa informação foi endossada em pesquisa realizada nos EUA em 2011, que identificou a doença em pacientes que sobreviveram a catástrofes naturais graves. O mesmo foi detectado em pessoas que tiveram os seguintes gatilhos:

– Parentes muito próximos com morte inesperada e traumática,
– Divórcios
– Graves problemas financeiros
– Cirurgias de alto risco e interações emergenciais
– Notícia muito triste sobre doença gravíssima
– Perda de emprego
– Acidente de carro com morte ou estado grave
– Grave ataque de asma
– Violência doméstica
– Violência sexual
AVC
– Discussão muito intensa
– Ser surpreendido por uma festa surpresa
– Ganhar uma grande quantia de dinheiro como um prêmio lotérico

Com essas e outras avaliações, foram detectados como principais fatores de risco para seu desenvolvimento o estresse e a alta tensão causadas por separações, brigas, tristezas, depressão, angústias, processos de grande ansiedade e a presença de doenças graves pessoais ou de alguém próximo. O motivo é a descarga excessiva de adrenalina que atrapalha consideravelmente as funções cardíacas, e o organismo reage como se houvesse uma intoxicação, que pode levar ao infarto no miocárdio.

As mulheres se tornam a vítima mais comum da doença, pelas alterações hormonais que sofrem, principalmente na fase da menopausa onde ocorre a diminuição gradual e o fim da produção do estrogênio.

Semelhante a um infarto agudo do miocárdio comum, o paciente sente muita dor no peito, cansaço intenso, agitação angustiante, redução do estado de consciência, edema pulmonar e falta de ar. Há alterações no eletrocardiograma que podem indicar sintomas de isquemia coronária e flutuações na quantidade de troponina.

O nome Takotsubo em japonês significa “pote de pesca japonês para capturar polvo”, pela associação visual ao formato do coração de quem tem a doença. Já o nome de “síndrome do coração partido” é uma referência à desilusão de um amor perdido pela separação ou viúves que tende a elevar ainda mais os casos da doença.

Como diagnosticar e tratar a síndrome

Não é fácil chegar ao diagnóstico da síndrome de Takotsubo. Ao avaliar os sintomas do paciente, o médico leva em consideração o seu estado emocional, os fatores de risco, exames físicos laboratoriais como o sanguíneo e o eletrocardiograma que é capaz de identificar a incapacidade do ventrículo de manter boa contração. No exame de sangue é possível também identificar excesso de troponina, tal como ocorre em um infarto do miocárdio comum.

Com a grave possibilidade de um infarto, quando o paciente está tendo uma crise é levado imediatamente para um cateterismo cardíaco. Em geral o exame, que também é uma microcirurgia, detecta que não há obstrução nas artérias como um infarto tradicional, o que leva o médico a se direcionar para a miocardiopatia do coração partido.

O tratamento é baseado nos mesmos medicamentos de insuficiência cardíaca. Eles levam os músculos cardíacos à recuperação, que demora cerca de quatro semanas. A taxa de mortalidade da doença é considerada baixa, com cerca de 4% dos casos diagnosticados, o que leva aos positivos resultados do tratamento medicamentoso. Outra boa noticia é que a síndrome não tende a ocorrer em outras situações, se limitando a um evento único ao paciente.

Não há prevenção contra a doença, já que o paciente predisposto a ela tem um perfil psicológico de quem não consegue lidar com situações negativas da vida e sofrem fisicamente as suas consequências. O mesmo ocorre com pessoas impulsivas, irritáveis e explosivas, sendo mais indicado o acompanhamento psicológico para conseguir lidar melhor com essas situações.

Porém, a frequência de atividades físicas pode diminuir consideravelmente as chances de surgirem os sintomas, já que o corpo se torna menos suscetível aos riscos.

Infecção x Inflamação

O termo infecção é muito conhecido pela maioria das pessoas. Inclusive, quando vamos ao médico e estamos com alguma doença que seja causada por vírus e bactérias, significa que estamos lidando com infecções.

Infecção x Inflamação

Diferente do que muitos pensam, infecção e inflamação são duas coisas bem diferentes e, portanto, não são sinônimas. Você pode ter uma inflamação sem necessariamente estar sofrendo de um processo infeccioso.

Por exemplo, estar com a garganta inflamada pode ser consequência de poluição e ar seco e nesse caso você está com uma inflamação.

Agora, se apresentar febre e placas na garganta, significa que a inflamação é causada por uma bactéria, que é um agente infeccioso. Então há infecção bacteriana e inflamação como consequência disso.

O que é infecção

Um quadro infeccioso é caracterizado quando há a presença de um agente externo que invade o corpo e passa a se reproduzir, de forma a tomar o espaço.

Bactérias, vírus, protozoários e fungos são exemplos de agentes infecciosos que podem vir a causar infecções em nosso corpo.

No momento em que esses microrganismos invadem nosso organismo, imediatamente nossas defesas começam a agir, de forma a combater essa invasão, no caso a infecção.

É normal então o aparecimento de febre, mal-estar, cansaço, tosse, pus e outros sinais que indicam que o corpo está tentando vencer uma batalha contra algo que está tentando invadir seu espaço.

Dentre as principais doenças causadas por infecção estão:

• Amigdalites
• Faringites
• Laringites
• Micoses
• Gripe
• Sarampo
• Catapora
• Tuberculose
• Infecção urinária
• Candidíase

Vale relembrar que para serem consideradas infecções, as doenças precisam ser causadas por:

• Vírus
Bactérias
• Protozoários
• Fungos

As infecções também costumam ser contagiosas e podem ser transmitidas facilmente de um indivíduo a outro. Dentre as principais formas de contágio estão:

• Ar

Muitos vírus estão no ar em que respiramos. Como é o caso do vírus da gripe. Tanto que em épocas de maior risco da doença é recomendado manter os ambientes sempre bem arejados para evitar o contágio.

• Contato com alguém doente

Entrar em contato com alguém doente também é uma forma comum de se adquirir uma infecção. Principalmente quando falamos de doenças altamente contagiosas, como sarampo e catapora, por exemplo.

• Aumento da população de um microrganismo já presente no corpo

Algumas infecções são causadas por uma pequena mudança em nosso corpo, que faz com que a população de determinado fungo ou bactéria que vive ali aumente muito rapidamente.

Isso é muito comum no caso das infecções urinárias, que geralmente são causadas pelo aumento das bactérias já presentes no corpo e da candidíase, causada pelo aumento da população de fungos que também vivem em nosso organismo.

• Contato com alimentos ou água contaminados

Os alimentos podem ser a fonte causadora de uma infecção. Quando algo está estragado ou não foi lavado corretamente pode estar carregando alguns microrganismos, como bactérias e protozoários.

• Hospitais

Hospitais de clínicas médicas são ambientes propícios para se pegar algumas doenças. Principalmente aquelas causadas por vírus e bactérias. A infecção hospitalar é comum nesse ambiente.

• Queda da imunidade

Outra forma muito comum de adquirir infecções é quando há queda na imunidade. Nesses casos geralmente são as doenças oportunistas que aparecem, se aproveitando dessa baixa nas defesas do organismo.

• Consequência de outras doenças ou de uma inflamação

Infecções podem também ser adquiridas como consequência de outras doenças que não foram curadas corretamente ou que não apresentaram sintomas e estão ligadas a queda da imunidade.

Você pode ter um resfriado leve, que quase não incomode e em seguida, uma semana depois apresentar um quadro de faringite ou sinusite bacteriana.

A primeira doença pode ter causado uma queda na imunidade enquanto a segunda, no caso, causada por bactérias, foi oportunista e se aproveitou desse momento.

O mesmo é válido quando você tem apenas uma inflamação, que pode posteriormente virar uma infecção. Por exemplo, você estava com dor de garganta devido ao ar seco ou a refluxo gástrico e acabou desenvolvendo uma amigdalite em seguida.

Diferenças

Como comentamos no começo desse artigo, infecções são diferentes de inflamações e não devem ser vistas como termos sinônimos.

Uma inflamação pode ser consequência de infecções, ou seja, de doenças causadas por agentes infecciosos, mas o contrário não acontece.

Dentre os exemplos de inflamações temos a sinusite, que pode ter causa bacteriana (e geralmente é consequência de uma gripe mal curada) ou não.

Quando a doença não apresenta febre e não é causada por bactérias dizemos apenas que há uma inflamação nessa região do corpo. Agora se há febre e a presença de outras doenças, como a amigdalite, se torna então uma infecção, já que foi causado por uma bactéria.

Agora você já sabe o que é infecção, quais são os principais agentes que causam o problema e as formas de contágio. Além disso, vimos também que inflamação não tem o mesmo significado de infecções, mas que pode aparecer junto destas.

Protocolo cardiovascular

A saúde cardiovascular compreende uma série de atividades que beneficiam não só o coração, mas todas as estruturas responsáveis pelo sistema circulatório do organismo. Embora algumas pessoas tenham uma educação médica saudável para preservar o fundamento cardiovascular, nem sempre é possível escapar de algumas anomalias que prejudicam o funcionamento de órgãos pertencentes a esse conjunto. Em todo caso, há medidas que visam o bem-estar dos órgãos e possíveis intermediações que ajudam o organismo a superar qualquer doença relacionada a essa estrutura.

Protocolo cardiovascular

Uma dessas medidas é o protocolo cardiovascular, que é um agregado de todos os esforços empregados pela equipe médica para solucionar um caso. Esse protocolo informa os medicamentos a serem receitados ao paciente, a funcionalidade de cada um deles em relação a cura da doença, reconhecimento de fatores de risco, sinais de descompensação e outros detalhes sobre o tratamento.

No protocolo cardiovascular, o paciente também fica sabendo sobre possíveis hábitos de vida que precisam ser desenvolvidos para proporcionar mais fluidez e gerar benefícios ao organismo.

Como é estruturado o protocolo?

Diretrizes essenciais para aperfeiçoar o aspecto saudável do paciente no âmbito cardiovascular são expostas no protocolo para que, tanto a equipe médica como o paciente, esteja ciente de todos os pontos positivos e negativos.

Seis pontos-chave servem de base para formar o perfil médico do paciente e servem como uma bússola para os médicos determinarem as soluções para a enfermidade:

• Idade do paciente. O protocolo é feito para pessoas a partir dos 18 anos obedecendo cada característica cardiovascular importante do organismo;

• Fração de ejeção de 45% ou mais dependendo da gravidade da doença. Geralmente as disfunções já tem seu nível de agressividade informado no diagnóstico feito por exames de imagem. Em outros casos, a consulta com o médico também funciona como um fator determinante para montar o protocolo;

• O paciente sofre com uma insuficiência cardíaca moderada ou grave, necessitando de auxílio médico com mais frequência;

• Choques cardiogênicos que comprometem a funcionalidade do sistema cardiovascular;

• Pulmão acometido por edemas, inflamações ou quaisquer tipos de anomalias em sua consistência, prejudicando a capacidade respiratória;

• Insuficiência cardíaca descompensada, quando o paciente sofre uma disfunção ventricular forte e que resulta em sequelas significativas.

A partir desses dados, a equipe multidisciplinar começa a formar estratégias baseadas em alguns critérios para garantir uma melhora durante a prática clínica. Esses critérios se concentram na comprovação científica, funcionando como base para todas as técnicas de prevenção, tratamento e acompanhamento pós-tratamento. Esses critérios são:

• Indicador de anticoagulação;

• Nível de aldosterona no sangue;

• Análise da parte ventricular esquerda feita constantemente e arquivada no protocolo cardiovascular;

• Vacinações de influenza e pneumococos;

• Recomendações para execução de novos hábitos para melhorar a qualidade de vida (exercícios físicos, dietas específicas, caminhadas, controle no consumo de bebida alcoólica, restrição ao tabagismo, possíveis intolerâncias a serem evitadas, etc.).

Cada medida no protocolo cardiovascular pode ser implementada de acordo com as prescrições do hospital. Essas e outras intervenções podem ser acrescentadas mediante a necessidade do paciente e a complexidade da doença.

Importância do protocolo para a equipe médica e o paciente

O protocolo gera uma série de observações importantes tanto para o paciente como para o grupo médico multidisciplinar. Cardiologistas, clínicos gerais, educadores físicos, nutricionistas e outros profissionais passam a montar estratégias médicas mais focalizadas na solução completa do problema e não na sanção dos sintomas que uma enfermidade provoca. Por ser um trabalho flexível e feito quase que inteiramente pelos próprios profissionais, fica mais fácil de estabelecer medidas e técnicas que são incorporadas a meios práticos de auxílio, como é o caso de materiais e recursos vindos pelo SUS.

Para o paciente, a integração dessas atividades é algo bastante vantajoso, pois o acesso a um sistema de saúde pública otimizado e com a utilização de tecnologias inovadoras garante maior confiança e sucesso durante a intermediação médica.

Como são os próprios especialistas que ficam à frente da execução do protocolo, o gerenciamento de ferramentas, realização de exames, programação de tratamentos e outras ações são feitas com mais facilidade. Essas ações podem ser enquadradas num padrão único que pode variar de hospital para hospital. É importante que os critérios mencionados anteriormente sejam abordados em cada diretriz criada e estabelecida no protocolo. A partir dessa padronização, a equipe multidisciplinar pode montar indicadores que notarão com mais clareza a melhoria do paciente e a necessidade de alguma alternativa para garantir essa melhoria.

Caso seja oportuno, o hospital também pode recorrer a parcerias com outros setores ou outras instituições clínicas para aperfeiçoar o fundamento do protocolo. Exames como a observação de betabloqueadores, de iECA e outros indicadores podem ser realizados por ambulatórios específicos que podem oferecer essas informações para montar as diretrizes de forma mais direta e focaliza no problema cardiovascular que o paciente enfrenta. O andamento do protocolo pode durar o tempo que for necessário, contanto que a melhoria seja percebida.

Anemia falciforme

A anemia falciforme é um distúrbio raro de cunho hereditário, caracterizada por uma produção anormal dos glóbulos vermelhos. A seguir, aprenda tudo a respeito deste assunto, inclusive quais são os sintomas e tratamentos possíveis.

Anemia falciforme

O que é anemia falciforme?

Também conhecida como anemia drepanocítica ou de drepanocitose, a anemia falciforme tem como principal característica uma produção anormal dos glóbulos vermelhos, resultando em hemácias deformadas.

Esta deformação acaba deixando as hemácias mais sensíveis e sua membrana acaba se rompendo causando a anemia, que é a ausência de ferro. Devido à este rompimento, elas acabam ficando com um formato de foice, e este é o motivo pelo qual é chamada de falciforme.

Trata-se de uma condição bastante rara porque, as pessoas precisam receber 2 cópias do gene da hemoglobina com defeito, isto é, tanto o pai quanto a mãe precisam apresentar alterações os sintomas.

É uma doença grave porque, a hemoglobina anormal apresenta dificuldades de transportar o oxigênio para as células do corpo, o que pode causar diversos problemas de saúde. Os primeiros sintomas deste tipo de anemia são reconhecidos quando a pessoa é ainda muito jovem, em torno de 5 ou 6 meses de idade.

Entre as complicações de saúde que podem surgir em pacientes de anemia falciforme podemos citar AVC, anemia constante e diversos tipos de infecção. Além disso, até a expectativa de vida de pacientes com a doença pode ser menor, quando não tratada de forma correta.

Pesquisas indicam que pessoas com a pele negra possuem maior incidência da doença e somente no Brasil, 8% de toda a população negra apresenta este tipo de problema. Porém, quanto mais a miscigenação ocorre, maior a probabilidade dela se espalhar para outros grupos, incluindo pardos e brancos.

Atualmente sabe-se que existem 4 diferentes tipos de anemia falciforme, sendo que duas possuem cadeia alfa e 2 do tipo beta. São elas:

* De Hemoglobina SS
* De Hemoglobina SC
* De Hemoglobina SB Talassemia
* Beta-Zero Talassemia

A primeira, a de hemoglobina SS é a mais comum de todas e ao mesmo tempo, a que apresenta os sintomas mais graves nos indivíduos. A segunda, também muito presente na sociedade apresenta sintomas semelhantes, porém com uma anemia menos aguda.

A terceira, menos comum, possui uma apresentação de sintomas menos grave, enquanto a última também pode vir a desenvolver um prognóstico um tanto quanto menos favorável para a saúde do paciente.

Este tipo de anemia dura a vida toda já que é algo herdado geneticamente. Há diversas complicações de saúde que podem piorar ainda mais os sintomas de quem sofre com este tipo de doença, os chamados fatores de risco. Entre os mais comuns, podemos citar:

* Infecções em geral
* Cirurgias e lesões, devido à perda de sangue
* Dieta não equilibrada e pobre em vitaminas, principalmente o ferro
* Doença na tireoide
* Doenças nos rins
* Diabetes
* AIDIS
* Artrite
* Câncer

Os sintomas deste tipo de anemia variam bastante, sempre de acordo com a idade do paciente, dieta, cuidados com a saúde e até tipo. O primeiro a ser observado é a anemia, que pode surgir em bebês ainda muito jovens, entre 5 e 6 meses.

Em outros, as crises de dor são algo bastante comum, já que tanto os ossos como articulações são afetados devido à dificuldade de transporte de oxigênio. Este tipo de dor costuma ficar ainda pior em dias frios e podem surgir em todo o corpo, por um tempo indeterminado.

Mulheres grávidas, desidratas ou que passam por fortes emoções também podem apresentar quadros mais intensos de dor.

As infecções também são um ponto a ser considerado em pacientes da doença, principalmente que crianças, que são mais propensas a contrair meningite ou pneumonia. Nestes casos, são indicadas a aplicação de vacinas especiais para sua maior proteção.

Outros sintomas são úlceras, síndrome mão-pé, que apresenta inchaço, dores e outras sensações nos membros, necrose avascular, sequestro de sangue no baço, priapismo, e até cor amarelada na pele e nos olhos.

Qual é o tratamento para a doença?

Por ser uma doença hereditária e genética, não possui cura. Apesar disso, algumas pessoas já se livraram do problema com o transplante de medula óssea. Ou seja, na grande maioria das vezes, o paciente precisará conviver com os sintomas durante toda a sua vida, apostando em uma dieta bastante rica em ferro, suplementando com vitaminas e, em algumas vezes, utilizando medicamentos especiais para controlar os sintomas.

Diversos profissionais da saúde devem ser envolvidos na vida do paciente, desde médicos, dentistas, nutricionistas, enfermeiros e até assistentes sociais. Toda e qualquer intervenção médica deverá ser feita com um cuidado ainda maior e o paciente deve sempre informar que sofre do problema.

Em momentos de crise da doença, o paciente poderá precisar de transfusões de sangue, capazes de melhorar o transporte de oxigênio dentro do organismo. Mulheres grávidas necessitam de um acompanhamento ainda maior e jamais um paciente de anemia falciforme poderá se automedicar.

Origem dos Antibióticos

Os antibióticos são medicamentos utilizados em diversas ocasiões para tratamento de diversas doenças. A capacidade que eles possuem de interagir com seres unicelulares ou pluricelulares no organismo é eficaz e é possível administrá-los para eliminar esse agente que causa alguma anomalia no corpo, especialmente as bactérias. Eles também podem ter influência no combate a enfermidades virais, como a gripe, mas seus efeitos não são concentrados em eliminar o micro-organismo, uma vez que esses remédios são bactericidas e a inibição do metabolismo e reprodução não é compatível em compostos virais.

Origem dos Antibióticos

Em meio a vários testes e análises peculiares, a origem dos antibióticos foi um marco para a história da medicina, uma vez que sua descoberta serviu não só para combater diversas doenças, mas também descobrir a forma de como as bactérias se comportam no organismo humano e proteger o sistema imunitário.

Alexander Fleming: o pai dos antibióticos

Alexander Fleming foi um médico microbiologista londrino que atuava no Hospital St. Mary’s. Com a frequência de pacientes que chegavam ao hospital com queixas de doenças causadas por bactérias, dr. Fleming passou a analisar com mais atenção a maneira de como as bactérias cresciam no organismo e quais substâncias poderiam interagir nelas e matá-las. Essa pesquisa ficou ainda mais usual com a chegada de combatentes feridos da Primeira Guerra Mundial. Os militares vinham ao hospital com feridas infectadas e muitos vinham a óbito em decorrência da agressividade da infecção e da falta de agentes capazes de eliminar as bactérias.

Em 1928, Fleming tirou férias do trabalho e deixou amostras de estafilococos em cima de sua mesa ao invés de colocá-las na geladeira para preservação. As férias duraram um mês e após sua chegada, Fleming percebeu que as placas que guardavam as culturas de estafilococos desenvolveram mofo e foi aí que a origem dos antibióticos começou a se desenvolver.

Fazendo uma esterilização com lisol (emulsão feita com sabão, hidróxido de potássio e óleo de linhaça), o médico notou um halo transparente ao redor do mofo desenvolvido na placa. Dr. Pryce, colega de trabalho de Alexander Fleming e também microbiologista também comentou sobre como as pesquisas estavam indo e Fleming argumentou que o próprio fungo formou um agente bactericida, que mais tarde seria a famosa Penicilina.

A origem dos antibióticos então passou a ser mais difundida quando o próprio Fleming pegou essas amostras com a Penicilina formada e enviou ao seu laboratório para análise. A partir daí, duas características eram trabalhadas nessa observação:

• A Penicilina tinha uma forte interação com as bactérias expostas à substância mesmo que ambientes diversos;

• Embora as bactérias já demonstrassem fraqueza perante o material, algumas eram ainda mais sensíveis do que outras, sendo mortas com mais rapidez. Outras ainda apresentaram resistência, mas ainda sim não tinham forças contra a interação da substância e também morreram.

Fleming então viu que a Penicilina poderia ser usada para fins terapêuticos, mas o governo londrino não demonstrou interesse em financiar o projeto e nem ampliar os estudos sobre a substância. Porém, com o advento da Segunda Guerra Mundial e com situações de militares feridos e infectados com uma frequência ainda maior do que na Primeira Guerra, o governo viu que o financiamento às pesquisas era essencial para evitar que mais militares fossem mortos por falhas no auxílio médico.

Chain e Fleorey

Dois doutores, Ernst Chain e Howard Fleorey, eram médicos e professores da Universidade de Oxford, também na região britânica. Os dois quiseram continuar os estudos iniciados sobre a origem dos antibióticos feitos por Fleming e produzir a Penicilina em uma escala maior a fim de ser distribuída ao sistema de saúde do país.

Contudo, Chain e Fleorey só se concentraram na mesma forma que Fleming havia feito para produzir Penicilina. A produção industrial começou a ser desenvolvida, mas concentrada somente a partir de um único experimento. Foi quando Ronald Here, outro colega de trabalho do hospital em que Fleming trabalhou, que as experimentações passaram a ser mais específicas e com detalhes ainda mais diversos. O microbiologista então passou a notar 3 fatores dentro do mesmo teste que Fleming havia feito:

• O calor é um fator primordial para o desenvolvimento do halo transparente ao redor do fungo. A temperatura naquele momento em Londres era mais quente, o período era o verão. Nesse caso, a cultura bacteriana na placa possui um crescimento proporcional à temperatura do ambiente em que se encontra, predominando a formação do antibiótico;

• O fungo cresce a tal ponto que a lise bacteriana não consegue se reproduzir com mais rapidez. Dessa forma, a Penicilina produzida é mais rápida em deter o crescimento da cultura e eliminar as bactérias presentes;

• O cogumelo que se formou na placa onde estavam alojadas as bactérias consegue produzir o antibiótico com mais facilidade do que outras espécies do gênero Penicilium. Isso ajudou os avaliadores a perceberem a maneira de como o halo deve ser administrado e assim gerar o antibiótico mais concentrado e em maior nível.