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O estudo da biologia para o enem envolve conhecer todas as áreas que esse campo comporta, desde a biologia celular e molecular até a evolução das espécies

Simbiose

Também conhecido como mutualismo, a simbiose é uma condição em que dois ou mais organismos possuem uma relação e todas as partes saem beneficiadas. Não há um critério para que ela aconteça, podendo acontecer com espécies iguais ou diferentes. Essa relação costuma ocorrer em tempo prolongado justamente porque o foco do mutualismo é garantir a sobrevivência das duas espécies (benefício principal adquirido da relação).

Simbiose

Cada espécie, podendo ser duas ou mais, trabalha de forma que cada uma obedeça a dois critérios: primeiramente que cumpra com suas especialidades e também que suas ações beneficiem o(s) outro(s) organismo(s). Mas essa garantia de sobrevivência nem sempre ocorre, o que não diferencia de ser caracterizado como simbiose. Por isso, existem dois tipos principais de relação:

• Relação forçada: é quando um ou mais organismos dependem de outro ser vivo para sobreviver, mesmo que sejam de espécies diferentes;

• Relação facultativa: esse tipo de relação ocorre quando as duas ou mais espécies conseguem sobreviver sem a necessidade de manter essa ligação em período prolongado. Entretanto, a ligação pode ocorrer caso seja oportuno e pode ser feita não somente com um parceiro, mas com outros diferentes. A prioridade de ambas as partes saírem beneficiadas também é válida nessa classificação.

Relação entre simbiose e a Teoria do Hologenoma

Uma das características de ligações mutualísticas é a geração de novos órgãos a partir de espécies específicas juntamente com seus hospedeiros. As futuras gerações advindas dessa ligação geram descendentes mais adaptáveis de um tipo para outro devido ao isolamento reprodutivo. Esse aspecto é observado em animais e plantas, mas são casos que não deixam de ser comuns.

Dentro desse conhecimento entra o conceito da Teoria do Hologenoma. Essa teoria se concentra em avaliar o comportamento de um organismo – aquele que procura o outro para sobreviver – com o microbiota. A partir dessa interação, percebe-se que, dentro dessa relação se constrói uma unidade de seleção evolutiva, a partir da junção das informações genéticas do hospedeiro e de sua microbiota.

Esse conjunto pode gerar descendentes ainda mais variados e mais adaptáveis a condições que seus geradores não seriam capazes de suportar. Esse resultado pode surgir de arranjos genéticos comuns, feitos por outros seres vivos que não praticam o mutualismo, como as reproduções sexuadas e as recombinações genéticas. A diferença é que a variedade genética é bem mais diversa se a simbiose ocorre com espécies diferentes. Se os dois organismos forem semelhantes, ainda assim, é possível ver a variação, mas de forma limitada, pois os genomas também são semelhantes.

Nesses casos, a simbiose pode originar outros três arranjos genéticos em que o resultado também é proporcional a outras relações como a sexuada, por exemplo:

• Microbiana aumentada: nesse tipo de arranjo as proporções de microrganismos geralmente aumentam quando ocorre a relação com seu hospedeiro, porque a condição que esses seres se encontram é diferente do comum. Por isso a ampliação do genoma desses microrganismos afeta profundamente a capacidade reprodutiva do hospedeiro;

• Transferência de genes: nesse caso as bactérias são o caso mais comum. Essa situação acontece quando ocorre troca genética entre o hospedeiro e sua microbiota em formato horizontal;

• Novos simbiontes na relação: é a relação com microrganismos ou microbiotas que já praticaram trocas com outros animais e plantas, garantindo uma variedade ainda maior de genes que podem ser transmitidos ao hospedeiro.

Exemplos de mutualismo

Existem diversos tipos de mutualismo que ocorrem na natureza. Tanto no grupo animal quanto no vegetal, e a prática tem como foco primordial a sobrevivência. Desde os pequenos seres vivos até os de maior porte, muitos deles praticam a atividade garantindo vantagens para os dois lados.

• Ruminantes x microrganismos: ruminantes são herbívoros e por consumirem uma quantidade grande de vegetais, o seu sistema digestivo precisa arcar com o volume grande de plantas e outras fontes consumidas por esses animais. O que ocorre é que microrganismos que vivem no aparelho digestivo dos animais ajudam a processar a celulose ingerida e assim garantem um melhor fluxo digestivo;

• Peixe-palhaço x anêmona: é um dos casos mais comuns de mutualismo. O peixe habita no vegetal à procura de proteção contra predadores, especialmente de tubarões. Com a sobrevivência do animal em seu espaço, a anêmona fica limpa e preservada, principalmente os seus tentáculos;

• Líquens x algas: embora vivam próximas a ambientes aquáticos, algumas algas sofrem com o perigo de desidratação, pois a água pode levá-las a espaços em que a luz solar é forte demais a ponto de não deixá-las úmidas. Nesse caso, os fungos acabam vivendo nas estruturas das algas, garantindo a preservação de água em sua composição. Outro detalhe é que esse fungo também se alimenta dos carboidratos que se acumulam na parede celular do vegetal, o que não deixa a alga desidratada mais rapidamente ou que não consiga realizar metabolizar outras substâncias importantes para sua sobrevivência.

Gado Brahman

O gado da raça Brahman descreve um zebuíno resultante do cruzamento das seguintes raças: Gir, Nelore, Krishna Valley e Guzerá. Ele surgiu nos Estados Unidos e foram introduzidos no mercado brasileiro há relativamente pouco tempo, em 1994. Esse processo ocorreu como consequência de uma mudança na legislação pelos diretores da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e da Associação de Criadores de Brahman (ABBA), simplificando a entrada dessa raça no país.

Gado Brahman

Agora, essa raça, que possui raiz no Brasil, conta com mais de um século de aperfeiçoamento. Pode-se afirmar que o sucesso da criação do gado Brahman é um reflexo de uma tecnologia genética dedicada à produtividade e aperfeiçoada nos Estados Unidos. Na sequência, descreveremos em maiores detalhes como esse gado se originou, bem como a sua principal finalidade.

A origem da raça e suas características

A seleção de Brahman teve início em 1915, quando o criador W. J. Hudgins adquiriu 40 fêmeas aneloradas descendentes de exemplares importados da Índia. No entanto, o verdadeiro estímulo deu-se assim que o Estados Unidos efetuaram duas importações de Zebu do Brasil, nos anos de 1923 e 1924. Naquele momento, a meta dos pecuaristas era gerar uma raça que resistisse bem às altas temperaturas, umidade, insetos, doenças e parasitas comuns ao Golfo do México no começo do século.

Os pioneiros no processo apreciavam as características das raças inglesas (Angus, Shorthorn e Hereford) por sua produção de carne, porém não obtinham bom desempenho na região subtropical do Sul dos Estados Unidos.

Em comparação ao Zebu indiano, o Brahman da atualidade é mais baixo e musculoso, o que resulta em um aspecto mais compacto. A pelagem pode ser totalmente branca ou ainda apresentar tonalidade de cinza em algumas áreas. Quando saudável, o pelo – curto – é sedoso grosso, refletindo os raios do sol.

A cabeça conta com chifres mais pesados do que os vistos nas raças europeias, simétricos e de cor escura. O perfil desejado é reto ou sub-convexo, com fronte larga e levemente convexa ou plana. Os olhos são bastante separados, elípticos e preto. Nos machos, eles são protegidos por rugas na pele. Tanto as fêmeas quanto machos têm cílios pretos e longos que fornecem proteção adicional.

As orelhas de tamanho médio, moderadamente larga e com as extremidades arredondadas. Por sua vez, o chanfro é reto e médio em comprometo, sendo mais largo nos machos e mais delicado e estreito nas fêmeas. Em ambos os casos, a estrutura é proporcional. O Brahman tem um tamanho intermediário entre as raças designadas especialmente para corte. Os bezerros exibem um porte pequeno ao nascerem, com peso entre 30 e 40 quilos, mas crescem rápido. Já os touros adultos pesam em torno de 720 a 990 quilos e as vacas, de 450 a 630 quilos, no geral.

Em suma, as características mais marcantes do gado Brahman são:

• Coloração clara atrai menos insetos;
• Pele grossa e pigmentada previne a penetração de parasitas;
• A contratação da pele aumenta a sua espessura e a densidade dos pelos, facilitando a adaptação ao frio;
• Ossatura forte e músculos compactos;
• Características masculinas e femininas bem definidas conforme a idade e o sexo;
• Corpo de tamanho e comprimento medianos;
• Dois possíveis tipos de pelagem: branca e vermelha;
• Secreção liberada pelas glândulas sudoríparas servem como um repelente natural.

É imprescindível ainda estar atento a aspectos indesejados em animais da raça:

• Peso e porte reduzidos para a idade;
• Assimetria geral na aparência;
• Desvio ou torção notável no chanfro;
• Constituição corporal frágil ou grosseira;
• Machos com tributos de fêmeas e fêmeas com características masculinas;
• Espelho nasal de tonalidade clara e lábio leporino;
• Prognatismo (projeção acentuada do maxilar inferior para a frente);
• Perfil convexo ou côncavo;
• Olhos saltados (chamados de exoftálmicos), cílios com coloração avermelhada ou branca;
• Chifres claros;
• Cegueira bilateral ou pálpebra invertida;
• Temperamento agressivo ou nervoso;
• Orelhas muito longas ou com apêndices suplementares.

Com base nessa visão geral, é possível reconhecer a raça e o aspecto dos animais saudáveis.

Sobre as aptidões da raça

Desde sua concepção, o gado Brahman tem como principal finalidade a produção de carne, com destaque para os bezerros dessa categoria. Os gados desenvolvidos a partir do cruzamento com raças da Europa mostram-se ideais para o corte, já que eles ganham um maior índice de crescimento devido à eficácia na conversão alimentar. Também há um bom fornecimento de carne magra, isto é, sem taxas elevadas de carne marmoreada. Por conseguinte, identifica-se uma carcaça de alta qualidade e que matura precocemente.

Um dado significativo é que da cruza de animais Brahman com outros tipos bovinos surgiu uma série de outras raças que representam 1/3 de todo o gado abatido nos Estados Unidos hoje. Alguns das raças geradas por esse cruzamento são:

• Brahman x Shorthorn Hereford = Beefmaster
• Brahman x Hereford = Braford
• Brahman x Angus = Brangus
• Brahman x Charolez = Charbay
• Brahman x Simental = Simbra

Conteúdo Calorífico ou Calorias

As calorias presentes nos alimentos e quantas devem ser consumidas por cada tipo de pessoa são assuntos muito recorrentes em abordagens sobre qualidade alimentar, dietas e obesidade. Mas pouco se sabe sobre o que elas são, como são definidas em cada alimento, qual a real necessidade do organismo sobre elas e como calcular o quanto devemos ingerir.

Conteúdo Calorífico ou Calorias

O corpo precisa do consumo de alimentos diários para que possa ter energia para realizar todas as suas funções, inclusive as vitais. Essa energia é liberada quando o organismo queima o alimento que foi consumido e a quantidade de energia proporcionada dependerá da composição do que foi ingerido. Essa energia fornecida se chama caloria.

O que são e como são produzidas as calorias

A energia é causada pela metabolização do alimento consumido e digerido, que gera uma quantidade de calor denominado caloria e que permite o corpo humano manter todas as suas funções. Quando há excesso de calorias consumidas, o corpo transforma a energia criada em gordura, como uma reserva para eventuais necessidades calóricas. E essa gordura acumulada é o princípio da obesidade, causada pelo consumo maior de calorias do que a quantidade de energia que se gasta diariamente.

A maior parte das pessoas busca fazer atividades físicas para perder gorduras corporais. Essa queima de gorduras depende de vários fatores, capazes de causar uma oxidação relativa de ácidos graxos conforme a qualidade do exercício. Antes que a oxidação lipídica ocorra, a gordura é quebrada pelos hormônios lipolíticos que liberam os ácidos graxos e o glicerol pelo sangue, que pode se potencializar de acordo com a intensidade do exercício proposto. Quanto maior ela for, maior também será essa oxidação.

Mas a prática de exercícios por si só não causa efeitos mais duradouros se não for aliada com mudanças de hábitos alimentares. O consumo de caloria é fundamental, mas é possível definir a sua qualidade e a quantidade necessária para que não seja acumulada e sim gasta plenamente, sempre mantendo o corpo saudável.

Caso o indivíduo fique em jejum por mais de 24 horas, o corpo passa para não alimentado e para de fazer reservas de gordura para queimar as já existentes.

Como calcular calorias

A quantidade de caloria ideal depende da constituição do corpo da pessoa. Uma caloria equivale ao calor necessário para elevar a temperatura de 1g de água a 1ºC, o que ajuda a se aproximar do que cada alimento possui de conteúdo calorífico. Essa mensuração é feita por um equipamento chamado de calorímetro, capaz de medir a quantidade de calor liberado e queimado pelo alimento.

O alimento a ser pesquisado deve ser inserido na câmara de combustão do aparelho, que possui uma massa de água ao redor. Ao ser queimado, o alimento libera calor para essa água e eleva sua temperatura que é mensurada antes e depois do processo. O valor obtido dessa variação permite saber quanto de caloria há nesse alimento.

Para calcular esse valor, é usado o seguinte valor:

Q = m.c.At

O Q é o calor recebido da água causado pelo alimento, m é a massa de água presente no equipamento, c é o calor específico da água e At é a variação de temperatura da água.

Para compreender melhor como se chega aos valores, podemos exemplificar com a inserção de 1g de açúcar no calorímetro, contendo 1000g de água ao redor e uma temperatura de 20ºC. O açúcar queimado elevará a água a 24ºC com variação de 4ºC, que traz como resultado o valor energético de 4,0 kcal ou 4000 cal.

Há erros comuns nos rótulos de alimentos, que indicam uma quantidade muito superior de calorias do que ele realmente possui. Isso acontece quando as calorias presentes no alimento se transformam em quilocalorias ou vice-versa, mas já há uma atenção especial a essas informações valiosas.

O Sistema Internacional de Unidades entende que essa confusão existe e pode causar problemas aos consumidores e indica a utilização de joule como medida para relacionar a quantidade de caloria. Porém, os valores não são exatos e é preciso saber que 1 cal equivale a 4,18 J.

A caloria que surge da queima do alimento vem de seu nutriente e há alguns que possuem apenas um enquanto outros são compostos por múltiplos. Para os casos de mais de um nutriente é preciso obter o valor de cada um deles e somá-los para obter seu valor energético absoluto que compõe o alimento por completo.

São três esses nutrientes presentes para a queima: os carboidratos (glicídios) que são os mais conhecidos, as proteínas (protídeos) e as gorduras (lipídios). Os carboidratos estão presentes como único nutriente em pães, arroz, batata e doces. As proteínas são encontradas em carnes e ovos, já as gorduras estão em manteigas, margarinas, óleos, azeites, amendoim e nozes.

Senescência Celular

É normal que o corpo vá sofrendo algumas alterações com o passar dos anos. Quando o ser humano nasce, a estrutura orgânica do corpo apresenta sistemas, aparelhos e funções inteiramente funcionais e sem nenhuma restrição, caso não haja nenhuma anomalia ou disfunção. No entanto, essas atividades vão ficando cada vez mais fracas e sofrendo uma ação de envelhecimento. Essas alterações deixam as funções menos ágeis e nem tão eficazes como numa época em que o indivíduo era mais novo.

Senescência Celular

A mesma coisa acontece com as células. Elas também passam por um envelhecimento que é reconhecido como senescência celular. É um fato comum e que qualquer pessoa vai enfrentar ao atingir uma idade avançada. Há casos em que algumas doenças influenciam num envelhecimento precoce, porém a situação pode ser passível de tratamento.

O que é a senescência celular?

É o período que as células ficam mais velhas e a ação de divisão celular é interrompida. Em casos mais específicos, ainda é possível que a divisão celular aconteça, mas o ritmo é bem mais demorado e fraco do que numa pessoa mais jovem. Como o envelhecimento também afeta algumas funções celulares, esse processo também impede que as reações metabólicas aconteçam e as substâncias acabam não sendo absorvidas e aproveitadas como deveriam.

Contudo, essa transformação possui um período certo para ocorrer. Ela pode variar para cada pessoa, mas costuma ocorrer certamente em fases avançadas da vida. Se o processo ocorre fora desse momento, as chances de acontecer alguma anomalia grave são grandes, uma vez que grande parte do fortalecimento do organismo vem em função da capacidade metabólica das células.

Como ocorre esse processo?

Um dos geneticistas que estudou o período de senescência celular e que apresentou estudos consideráveis sobre como ocorre essa transformação foi Hermann J. Muller. Muller constatou que o envelhecimento acontece quando as células mais velhas do corpo já não conseguem se dividir em virtude dos telômeros. Os telômeros são estruturas presentes na parte final de um cromossomo e que ajudam a proteger o cromossomo de alguma investida ofensiva, seja de uma bactéria, um vírus, uma reação irregular entre outros perigos

Quando essa parte final é acometida, duas situações acontecem para que as células não consigam mais se dividir:

• Os telômeros ficam mais curtos e não conseguem atingir mais uma dimensão proveitosa para fazer a divisão. O crescimento de uma célula normal fica estagnado e seu tamanho fica igual a de uma célula tumoral. Fato é que essa redução é representada várias vezes e o DNA telomérico não consegue reverter a condição;

• Com o tamanho reduzido, os telômeros não se replicam mais, deixando os cromossomos desprotegidos e desorganizados. As chances de uma anomalia como um câncer acometer essas células ficam ainda maiores.

Quando esse envelhecimento acontece, outra transformação também é acarretada. As enzimas beta-gactosidae ficam mais expressivas e se concentram em uma quantidade acima do considerável. O fato de as células não conseguirem mais se dividir e dos cromossomos ficarem desprotegidos influencia num acúmulo de uma isoforma nova de beta-galactosidae com um pH acima de 6,0, que está relacionado ao avanço proporcional do tempo de vida das células.

A princípio, estudos comprovam que a beta-galactosidae possui maior relevância ao perceber o processo de envelhecimento das células, embora o que se avalia é a incidência de SA-beta-gal encontrado nos lisossomos. Essa situação não é um fator que atinge as células mais antigas, mas é algo importante para notar que a enzima encontrada não consegue ser metabolizada e mantida num nível normal.

Mesmo que a SA-beta-gal seja mais fácil de ser notada porque se concentra em maior quantidade, esse sinal pode ser importante para conferir que as células já não conseguem realizar a função metabólica como deveriam. Em situações normais, essa condição não se torna um problema, ao contrário de alguém que apresenta uma célula cancerígena, algo que já apresenta casos específicos:

• A senescência celular para quem está com câncer é representada com uma concentração alta de telomerase, uma enzima endógena que garante que os telômeros continuem crescendo. O problema é que se uma célula é atingida por uma anomalia cancerígena, a telomerase ainda vai agir com sua capacidade regenerativa na célula a ponto dela se multiplicar e atingir quantidades maiores no corpo;

• Outro problema é que a enzima beta-gal não é encontrada nos lisossomos. Isso quer dizer que a falta dessa substância dificulta a verificação de células senescentes no corpo, deixando o câncer atingir qualquer tipo de célula, seja ela mais nova ou mais velha. Como a multiplicação celular vai estar relacionada ao ambiente em que essas estruturas se encontram, a capacidade do câncer se espalhar vai ser ainda maior.

Em todo caso, é importante se avaliar não só a condição e o espaço em que as células se encontram como também o tempo de vida que elas possuem.

Esporotricose

Causada por fungos do gênero Sporothrix, a esporotricose é uma micose subcutânea que pode acometer humanos e animais e que é caracterizada especialmente pelo aparecimento de lesões na camada superficial da pele. Mesmo se tratando de uma micose, a infecção ainda sim pode acometer estruturas mais profundas da pele, podendo chegar até as articulações e órgãos internos se não for tratada a tempo.

Esporotricose

No Brasil, os dois tipos de fungo que mais propagam a doença são o Sporothrix schenkii e o Sporothrix brasiliensis, esse último encontrado comumente em gatos. No entanto, o fungo pode ser encontrado em outros animais, o que requer um cuidado ainda mais acentuado na higiene desses seres e também dos humanos, uma vez que sua proliferação é rápida e pode atingir outras partes do corpo com muita facilidade.

As lesões iniciais são os indícios principais para se diagnosticar a doença. Porém, nem sempre a lesão está relacionada a esporotricose. Por isso, a biópsia é método mais eficaz e seguro para se determinar que uma pessoa esteja com a micose e assim determinar o tipo de tratamento correto para combater o problema. Esse diagnóstico precisa ser feito com mais pressa se o indivíduo que apresenta a contaminação tiver imunidade baixa, ocasionando uma condição mais severa da micose. Mas essa situação é rara e só ocorre quando os tratamentos recomendados não garantem assertividade contra o fungo.

Características e sintomas da micose

O fungo que provoca a contaminação se concentra em locais úmidos e de fácil aglomeração. Geralmente é encontrado no solo (daí a proliferação entre os animais ser ainda maior), mas pode ser visto em plantas, em madeiras e galhos. Em formato de esporos, o fungo pode penetrar o corpo através de fissuras ou lesões na pele ou por meio de inalação. Nesse último caso, o problema tem uma condição mais delicada porque além da micose na pele é possível desenvolver uma infecção pulmonar.

Muitos trabalhos agropecuários, de jardinagem e florestais estão relacionados a situações de infecção com o fungo. Mas é em contatos simples, como com animais de estimação, que a enfermidade é mais comum de ocorrer. Cães e gatos proliferam a micose através de arranhões ou mordidas, mas é possível contrair a infecção simplesmente ao carregar o animal.

Os sintomas da esporotricose podem ser classificados em dois tipos: cutâneos e linfocutâneos. Embora tenham suas particularidades, as duas classificações são as circunstâncias mais comuns quando alguém contrai a micose.

• Sintomas cutâneos: surgem logo nas primeiras 12 semanas após a infecção. O problema surge com um nódulo pequeno que pode aparecer nas mãos, nos pés, nos braços ou nas pernas. Por ser parecido com uma picada de um inseto, nem sempre as pessoas se importam com seu aparecimento, mas a presença desse nódulo indica uma incubação do fungo a ponto dele proliferar com mais intensidade para outras partes do corpo;

• Sintomas linfocutâneos: o nódulo muda de consistência. Fica mais duro, escuro e pode até aumentar de proporção. Outros nódulos também podem aparecer pelo corpo, atingindo o sistema linfático. O nódulo também pode apresentar ligações entre um ponto e outro, indicando com mais clareza que a pele está infectada com a anomalia;

• Sintomas secundários: eles aparecem dependendo do sistema imunológico da pessoa. Febre, mal-estar ou fraqueza podem ocorrer especialmente quando a esporotricose já está num nível que atinge o sistema linfático. Se a infecção se espalhar, os sintomas já evoluem para lesões profundas nas articulações, músculos e ossos e até o sistema nervoso.

Como tratar?

O dermatologista irá avaliar a condição que a pele se encontra e se os nódulos expulsam prurido. Mesmo que a doença tenha cura eficaz, o prurido indica que a infecção está em processo acelerado de desenvolvimento e que é preciso intervir imediatamente.

O iodeto de potássio é a substância mais indicada para o tratamento da doença. Sua utilização é via oral, com doses que variam entre 100 a 200 mg/dia. Esse medicamento é antifúngico e compromete-se a eliminar qualquer vestígio do fungo pelo corpo e reduzir as lesões em um período de 4 a 6 semanas dependendo da complexidade da micose. No entanto, o período completo do tratamento dura em média de 6 a 10 meses.

Se a infecção for por inalação e os pulmões foram comprometidos, a dose é a mesma, porém duas vezes ao dia. O itraconazol é o remédio mais indicado para destilar sobre os nódulos, eliminá-los e destruir o fungo e suas estruturas. Se a doença evoluir para uma condição mais grave, é possível que a dosagem aumente ou então o remédio seja trocado para aplicações intravenosas para ter um efeito mais rápido. Nesses casos, medicamentos como a anfotericina B e o fluconazol são indicados para a aplicação, que vão atender de forma mais direta a infecção pulmonar, pois nem sempre os nódulos aparecem quando a infecção é de forma inalada.

Síndrome de Savant

Existem pessoas que, embora possuam uma capacidade cultural e memória formidáveis, não têm inteligência suficiente para coordenar os pensamentos, as ideias e tomar decisões muito bem fundamentadas. São pessoas com uma performance intelectual incrível, capazes de recitar poemas de cor ou então tocar instrumentos com perfeição, fazer cálculos e ainda lembrar de inúmeras informações importantes.

Síndrome de Savant

Contudo, no momento em que são requisitadas para reunir todo este conteúdo e processá-lo em um determinado projeto, aí sua dificuldade fica evidente.

Parece algo difícil de compreender, mas se trata da “Síndrome do Idiota Prodígio”, “Síndrome de Savant” ou, como é popularmente conhecida, “Síndrome do Sábio”. Você certamente já deve ter ouvido falar de um seriado norte-americano chamado “The Big Bang Theory”, no qual um dos físicos, Sheldon, é o mais culto de todos e, portanto, considerado o mais inteligente.

No entanto, suas habilidades se limitam à Física e conceitos teóricos sobre tudo que se possa imaginar. Na história, o personagem não consegue entender a diferença do que seja um fato irônico ou verdadeiro, não distingue o que seja próprio ou não para sua idade, colecionando bonecos e itens de uso infantil por causa de super-heróis, e ainda possui larga dificuldade para se comunicar e se expressar – tanto que se isola do mundo.

Assim é com muitos pseudo-gênios que vivem com esta síndrome. Vamos sair um pouco da ficção, usada apenas para ilustrar o caso, e partir para uma situação verdadeira, pegando como exemplo o americano Leslie Lemke, que quando tinha 14 anos tocou no piano o Concerto nº 1 de Tchaikovsky. Até aí, normal. O inusitado foi o fato de ele ter tocado o concerto com perfeição, sem jamais ter tido aulas de piano e, ainda por cima, após ter escutado apenas uma única vez o concerto em um filme na televisão.

Como se já não fosse surpreendente, Leslie é incapacitado mentalmente, possui paralisia cerebral e é cego.

E este não é o único caso, não. Tony DeBlois é um norte-americano cego, savantista, que nasceu prematuro e acabou cego em razão da falta de oxigênio durante o parto. Contudo, aprendeu a tocar piano com apenas 2 anos, ganhou uma bolsa aos 15 anos para estudar na Berkley College of Music, de Boston, e nesta idade formou-se música com a mais alta distinção do colégio. Detalhe: Sabe mais de 8 mil peças musicais de cabeça.

ONDE A SÍNDROME DE SAVANT É MAIS COMUM?

Geralmente, a probabilidade da doença é maior nos primogênitos, de casais de primos de primeiro grau. Existe, nestes casais, uma incompatibilidade genética por conta de terem “o mesmo sangue”, e que reflete em problemas de maior gravidade. É o caso, por exemplo, de um em cada 10 portadores de autismo.

QUANDO SURGIU O PRIMEIRO CASO?

Foi ainda no século 18 que o psiquiatra Benjamim Rush conheceu um jovem com uma habilidade notória para cálculos. Era Thomas Fuller, que pouco sabia fazer contas.

Décadas mais tarde, já no século XVIII, o médico britânico John Langdon Down, responsável pela descoberta da “Síndrome de Down”, encontrou dentre seus pacientes mais de 10 pessoas que tinham a “Síndrome do Sábio”, ou seja, eram portadores de down, mas com diversas habilidades específicas.

Graças aos estudos iniciais desta época, hoje se tem um histórico vasto na literatura científica de casos onde estas pessoas, mesmo sendo limitadas mentalmente, conseguem desempenhar funções e atividades que um ser humano em sua perfeita condição humana não teria o menor talento para executar.

Sabe-se hoje que tal “Síndrome do Sábio” nada tem a ver com o Quociente de inteligência da pessoa, podendo ser encontrada tanto em pacientes com QI’s entre 40 e 70 quanto em pessoas com QI de até 114.

Embora a medicina e a ciência tenham dado passos significativos quanto às causas e desenvolvimento da Síndrome de Savant, ainda é desconhecida, por exemplo, a procedência da genialidade e habilidade do portador desta Síndrome. Ainda não se sabe como e por que a pessoa com esta doença, embora seja limitada para determinadas atividades tão comuns, consegue desempenhar aquilo que nem mesmo uma pessoa bastante sadia do grupo consegue fazer.

TUDO PODE COMEÇAR COM UM DANO CEREBRAL

Ninguém sabe ao certo como isso ocorre. O que se sabe é que as experiências e estudos se acumulam e muitos deles, realizados no Instituto de Pesquisa do Autismo na Califórnia – EUA, apontam um dano cerebral no hemisfério esquerdo do órgão (responsável pela fala, linguagem, cognitividade) como a possível origem desta aptidão desenvolvida nestes portadores. Nestes casos, o hemisfério direito (que cuida das aptidões com arte, música, cálculos e da memória) tentará compensar o outro lado com maior desempenho.

O Instituto reúne material coletado de mais de 34 mil portadores de autismo. São informações pertinentes a estudos, análises, coleta de informações e demais experiências testadas e aplicadas com cada indivíduo.

Criptosporidiose

A criptosporidiose é uma doença causada por um parasita chamado Cryptosporidium. O protozoário é ingerido através de água ou comida que está contaminada e afeta o intestino.

Sistema esquelético

O sistema esquelético envolve os ossos e cartilagens que compõe o corpo humano. É também o responsável pela sustentação e forma do corpo, além de proteger os órgãos internos.

Células vegetais

As células vegetais são aquelas que estão presentes em todo e qualquer vegetal. São elas as responsáveis pelas principais funções das plantas e que garantem que elas continuem vivas. São bastante semelhantes às células animais.

Gêmeos fraternos

Gêmeos fraternos são o tipo mais comum de gêmeos no mundo, cerca de 70% do total da população de gêmeos. Eles também podem ser chamados de bivitelinos ou dizigóticos. Caracterizam-se por serem desenvolvidos a partir de óvulos e espermatozoides diferentes, ainda que durante o mesmo período de gestação.

O que é um Biocombustível?

Biocombustíveis são alternativas mais econômicas e sustentáveis aos combustíveis fósseis, geralmente utilizados em automóveis e em geradores de energia. Eles são considerados alternativos porque possuem caráter renovável e, diferente de seus competidores, tem índices baixos de emissão de poluentes. Há mais de um tipo de biocombustível, cada um com suas propriedades, mas todos são produzidos a partir de alguma espécia vegetal. A produção deles também é variável, e costuma ser dividida em gerações.

Glossário ambiental

Um glossário ambiental pode ser muito útil para o estudo de diversos fenômenos da natureza. Muitos termos usados nesse contexto, especialmente os geográficos, não são amplamente conhecidos. Confira então o significado de algumas das principais expressões.

Animais Noturnos

O sol é essencial para a vida na terra, pois a fonte de energia solar é fundamental para que as plantas realizem a fotossíntese e, consequentemente, fundamental para todas as formas de vida no planeta Terra, uma vez que elas são a base da dieta de pequenos insetos e outros animais, que por sua vez são alimentos de outros animais, e assim sucessivamente. Dessa forma, são a base de todas as cadeias alimentares.

O que é Cetogênese?

A quebra de ácido graxo no fígado produz os corpos cetônicos: acetoacetato, acetona e hidroxibutirato. Os corpos cetônicos são partículas solúveis na urina e no sangue. O processo de síntese desses elementos é denominado cetogênese, que ocorre em mitocôndria de células do fígado. A cetogênese é consequência da quantidade excessiva de acetil-CoA, que se forma no processo de oxidação envolvendo os ácidos graxos.

Desenvolvimento fetal

Muitas mulheres ainda têm dúvidas sobre quando começa o período gestacional e como ele é calculado. Afinal, durante todo o seu pré-natal o desenvolvimento fetal é contado por semanas e cada uma delas tem uma importância e uma forma de avaliação da sua saúde.