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Português: Aprender o nosso idioma e aprimorar a interpretação de texto é importante para as provas. E uma aula de português é fundamental para aprimorar os seus estudos. Confira no Resumo Escolar conteúdos de Português

Influências Linguísticas no Português

Todo idioma recebe diversas influências e evoluções com seu uso, até mesmo dentro de seu país natal. A língua portuguesa brasileira é original de Portugal, porém sofreu muitas mudanças em décadas e até séculos.

Influências Linguísticas no Português

Seja qual for a língua, ela é um organismo vivo e como tal vai se adaptando às condições sociais, culturais, políticas e econômicas do meio em que está. A mesma língua, como é o caso da portuguesa, pode ter fonéticas, morfologias, sintaxe e léxico únicos do meio em que está presente.

A evolução da língua portuguesa

Foram os romanos que levaram o latim para a região onde hoje é Portugal, cuja evolução orgânica deu origem a língua portuguesa e o mesmo aconteceu com a espanhola. O latim foi criado em Lácio, na região periférica de Roma e que no século I a.C. da Antiguidade foi falada por toda a Itália e parte da Europa.

Como nesse período o Império Romano era dominante no mundo, o latim ganhou grande importância e acabou originando outras línguas europeias chamadas de neo-latinas de onde veio o português, francês, italiano, castelhano, romeno, galego e catalão. Mesmo após a queda do Império Romano, o latim permaneceu sendo considerado uma língua culta e hoje está presente apenas como idioma oficial do Vaticano.

O português iniciou-se a partir do latim, mas se desenvolveu por um substrato céltico/lusitano vindo de povos pré-romanos que foram se estabelecendo na região que hoje é Portugal. Palavras celtas foram sendo inseridas no vocabulário do latim como menino e camisa, dando um novo direcionamento a sua estrutura.

Com a queda do Império Romano que deu início a Idade Média, os povos bárbaros invadiram a península ibérica e foi decisivo para a formação do português arcaico que foi intitulado de galego português. Em seguida, essa língua formada ainda evolui com as invasões de mulçumanos do Norte da África e dos árabes.

No Brasil o português foi perdendo suas características sob influência das línguas indígenas, que incluíram termos ligados aos seus princípios básicos da natureza e alimentação. Tanto que muitos estados e municípios tem nomes inspirados nos índios, baseados em condições geográficas ou conceitos folclores das tribos.

Dentre as palavras de origem indígena estão perereca, jacaré, siri, tucano, tamanduá, sagüi, cupim, baiacu, araponga, arara, capivara, guará, jabuti, abacaxi, açaí, aipim, pitanga, samambaia, tapioca, cipó, caatinga, biboca, arapuca, maniçoba, pipoca, carioca, curumim e catapora. Locais como Amapá, Ipanema, Itapuã, Guarujá, Goiás, Curitiba, Copacabana, Morumbi, Sergipe e Pernambuco também são nomes indígenas.

Em seguida, com a chegada dos negros escravos o português acrescentou vocábulos africanos vindo de línguas como o quimbundo, quicongo, ioruba e umbundo, todos vindos do banto. A mescla de costumas e culturas trazidos para o Brasil pelos negros só reforçou as palavras e rapidamente foram inseridas na língua informal.

Dentre as palavras africanas estão axé, Iemanjá, orixá, umbanda, Xangô, berimbau, calango, samba, maculelê, acarajé, fubá, quitute, farofa, bobó, camunndongo, caxinguelê, marimbondo, quiabo, borocoxô, caçula, cafuné, moleque, muvuca, tanga e zumbi.

Assim há também os imigrantes como os franceses, ingleses, alemães, italianos e holandeses que deixaram sua marca na complexa formação da língua portuguesa brasileira. Do italiano surgiram macarrão, pizza, risoto, artesão, sonata, maestro, palhaço, pastel, poltrona, carnaval e mortadela. Do alemão estão valsa, encrenca, chique, chope e níquel, do francês estão baguete, abajur, bufê, bule, escargot, petit gâteau, champanhe, croissant, croquete, boutique, bustiê, robe, bibelô, bidê, ateliê, avenida e chofer.

O português hoje é falado em todos os continentes e está em oito países, com uma média de duzentos milhões de pessoas. Nesses dados estão todas as províncias ultramarinas de Portugal, que permaneceram com sua língua materna ou oficial, e tornou o português a sexta língua mais falada do mundo e uma das que mais sofrem variações.

Há ainda dialetos cuja origem é o português, como o caso da Galíza, os criolos de Cabo Verde e Guiné e ilhas portuguesas, estimulados por outras línguas fronteiriças. A base de todas as línguas é a língua portuguesa do século XV e XVI, já formatado após séculos de mutações do latim.

As variações linguísticas

Baseado na raiz do dialeto até o contexto da atualidade, os termos diacrônicos da língua estão em constante transformação, o que vem afastando cada vez mais o português brasileiro do europeu.

A linguagem é o diferencial principal entre o homem e outros seres, cuja oportunidade de se expressar é que permite o convívio social e a formatação do que se entende hoje como sociedade. Os níveis da fala são divididos entre formalidade, que é a linguagem escrita e dentro de regras gramaticais, e informalidade, que é a língua falada no dia a dia e travada com pessoas do cotidiano.

A língua informal possui variedades linguísticas que são influenciadas pelas condições sociais, culturais, regionais e históricas. Na variação histórica há mudanças de vocábulos que remontam o período e muitas palavras vão se tornando antiquadas diante da modernização. Na variação regional há os dialetos, que definem vocábulos exclusivos naquela região.

As variações sociais e culturais são as que englobam gírias, jargões e vícios de fala. Nas gírias as palavras são específicas para grupos sociais como os surfistas, os jargões são linguajares muito presentes em profissões.

Sujeito inexistente

Ao falarmos de sujeito inexistente ou oração sem sujeito é preciso recapitular alguns pontos. A Língua Portuguesa é dividida em diversas áreas de estudos. Uma delas é a Gramática. Dentro da Gramática também há 3 subdivisões. A terceira é chamada de Sintaxe, que é um grupo de regras que define as várias possibilidades de combinação entre vocábulos a fim de formarem enunciados verbais.

Sujeito inexistente

A oração, por sua vez, se caracteriza como um tipo de enunciado linguístico que tem um verbo como seu núcleo. Mantendo a chamada organização sintática, a estrutura de uma oração é composta por várias partes denominadas termos, que se dividem em três classificações: termos essenciais, termos integrantes e termos acessórios.

Compondo os termos essenciais, um dos elementos que constituem a oração é o sujeito. Dentro do enunciado, esse componente é o que pratica ou sofre uma ação realizada pelo verbo. Para que a oração tenha um sentindo, ela precisa possuir um sujeito, um verbo, um predicado e, em alguns casos, um complemento.

No entanto, existem orações que não contêm um sujeito ou agente de ação. Elas são formadas apenas por um predicado que não se refere a ninguém e um verbo impessoal. Quando isso acontece, de acordo com a classificação dos tipos de sujeitos realizada pela análise sintática, esse enunciado é uma oração sem sujeito ou sujeito inexistente.

VERBO IMPESSOAL

O verbo impessoal é aquele que não precisa de um sujeito ou agente para que a ação verbal seja executada. Em relação a determinados verbos, a língua simplesmente ignora a existência de um sujeito. Esse verbo é sempre empregado na terceira pessoa do plural, sendo a única exceção para essa regra o verbo “ser”, que é empregado na terceira pessoa do singular.

Nos casos de orações sem sujeito ou com sujeito inexistente, a mensagem transmitida pelo enunciado é centralizada no verbo e no comunicado contido nele. Para determinar esse sujeito em uma análise sintática existem algumas regras. São elas:

• Fenômenos da natureza ou meteorológicos
Orações com verbos que denotam ações meteorológicas ou naturais. Veja os exemplos abaixo:

Nevou muito ontem a noite
Trovejou durante a tempestade
Anoiteceu de repente
Chove forte no verão
Escurece mais tarde durante o período do horário de verão

• Verbo que tenha o sentido de “existir”
Orações que tenham o verbo “haver” com a conotação de “acontecer” ou “existir”. Por exemplo:

Haverá prova amanhã
Houve um grande atentado terrorista na Síria
Há amigos mais chegados que irmãos
Há bons filmes em cartaz no cinema
Houve uma nova ação da Operação Lava Jato

• Verbo indicando tempo decorrido
Orações que contenham o verbo “haver” com a conotação de tempo passado, decorrido.

Já estou aqui há dois dias
Há meses não chove

• Verbos indicando tempo em geral ou fenômenos meteorológicos
Orações com os verbos fazer, ser, estar, passar e ir com a conotação de tempo e ações da natureza.

Está frio em São Paulo
Faz cinco anos que o visitei
Faz muito frio no inverno em Campos do Jordão
Está no horário de almoço
Era madrugada de 31 de março de 1964
Foi em uma tarde de verão
Já se passaram anos desde o acidente

É importante ressaltar que quando o verbo impessoal é utilizado em sentido figurado, esse perde a impessoalidade e a oração passa a ter um sujeito, como nos casos abaixo:

Chove mentiras de ambos os lados
A voz trovejou em alto e bom som
São José do Rio Preto amanheceu mais alegre hoje

QUAL A DIFERENÇA ENTRE SUJEITO INDETERMINADO E SUJEITO INEXISTENTE?

Ao estudarmos análise sintática, didaticamente, aprendemos a questionar o verbo sobre quem ou o que está agindo ou sofrendo a ação para descobrirmos o sujeito da oração. Por exemplo, na frase “João brinca de carrinho”, pergunta-se ao verbo “quem brinca?”. Logo, a resposta é “João”, ou seja, “João” é o sujeito da oração.

O sujeito de um enunciado pode ser classificado em seis tipos: simples, composto, oculto, oracional, indeterminado e inexistente. No caso do sujeito indeterminado, assim como o inexistente, a oração não determina o agente da ação e, em geral, o verbo aparece na terceira pessoa do plural.

Por esses motivos, é comum a dúvida na hora de classificar um sujeito como indeterminado ou inexistente. Porém, uma expressão com sujeito indeterminado apenas não faz referência ao agente da ação, ele existe, só não é conhecido, enquanto que a oração sem sujeito simplesmente ignora a sua existência.

Na frase “Falaram de você por aí”, quem é o sujeito, por exemplo? Note que o verbo “falar” expressa claramente uma ação sendo executada; no entanto, não é possível identificar quem praticou ou a pratica. Esse é um caso de sujeito indeterminado.

No caso de oração sem sujeito, o agente da ação apenas não existe, como nos exemplos “Choveu no sertão”, “Houve um terremoto no Haiti” ou “Faz cinco anos que não viajo”.

Tempos Verbais

Dizem os estrangeiros que a língua portuguesa é um dos idiomas mais difíceis do mundo. Se para nós que convivemos com nosso idioma diariamente já é difícil, imagina para quem vem de fora e nunca teve contato com a nossa língua-mãe. Isso acontece porque o nosso idioma possui muitas regras, sendo algumas delas bastante complicadas. Entre todas estas regras, os verbos podem ser considerados a parte do idioma que mais gera dúvidas. Para acabar de vez com as suas dificuldades sobre este tema e para fazer com que você entenda de uma vez por todas este assunto vamos estudar a partir de agora os tempos verbais.

Anáfora

A língua portuguesa é um dos mais complexos idiomas – principalmente para os que estão aprendendo. E foi pensando na complexidade da língua que neste artigo trouxemos o conceito e a aplicabilidade das anáforas.

Mas afinal, o que é anáfora? Confira essa e outras respostas no decorrer deste artigo!

Língua Portuguesa

A língua portuguesa, conhecida também como o idioma “português”, é um idioma do tipo românico flexivo. Isso significa que um termo pode ser segmentado em pedaços menores (morfemas) que denotam tempo e pessoa + número. Ressalta-se que a maior parte das línguas da família indo-europeia são consideradas flexíveis, como é o caso do português. O inglês é uma exceção à essa norma, tendo em vista que muitas de suas flexões foram abandonadas com o tempo. Na prática, então, a língua inglesa é mais analítica por não empregar tantos sufixos para exprimir variações de gênero, número, pessoa e tempo, entre outros aspectos.

Pesquisa descritiva

Pesquisa é a aplicação de um método para se obter ou confirmar uma informação ou uma tese, motivada a partir de suspeitas, indícios, evidências ou conhecimentos existentes e comprovados para se chegar a uma nova informação ou conhecimento.

Relação de alguns superlativos absolutos sintéticos

Quando você era criança, muito provavelmente você falava: “o meu pirulito é mais grande que o seu” ou “o meu brinquedo é mais grande que o seu”. Prontamente seus pais ou quem estivesse por perto retrucaria: “não é mais grande, é maior!”. É claro que hoje você já sabe disso muito bem, mas para não cair em outros erros da língua portuguesa, vamos estudar os superlativos absolutos sintéticos.

Variações Linguísticas

A linguagem é a principal característica que diferencia os seres humanos dos demais seres, pois é através dela que é possível expressar os sentimentos, ideias e pensamentos sobre tudo o que acontece em volta, como uma forma de interagir com o mundo e com os demais seres existentes. Dessa forma, a linguagem faz parte do cotidiano de todas as pessoas e é justamente através dela que o convívio social se estabelece, uma vez que este não seria possível caso a linguagem não existisse.

Adjetivos Pátrios

Como você já sabe, adjetivo é aquela palavra que dá uma qualidade ou defeito para o substantivo. Vale relembrar que a nossa língua portuguesa possui dez classes gramaticais e o adjetivo é uma delas. Aprendemos já no início do ensino fundamental frases como “a Ana é feliz”, “João é magro” e “o Sílvio Santos é rico”. Mas os adjetivos não se resumem a isso e podemos classificá-los em diversas categorias. Temos os adjetivos explicativos, restritivos, simples, compostos, primitivos, derivados, as locuções adjetivas e os adjetivos pátrios. E é este último que será nosso objeto de estudo neste artigo.

Adjunto Adverbial

Nesta aula falaremos sobre o adjunto adverbial, que faz parte da análise sintática da língua portuguesa. Aqui é importante relembrar as diferenças entre a análise sintática e a análise morfológica. Quando falamos de morfologia estamos pensando em classes gramaticais, como substantivos, verbos e advérbios. Já a sintaxe estuda a função que uma palavra tem dentro da frase ou oração. Neste caso estamos falando de sujeito, objeto direto e indireto e do próprio adjunto adverbial.

Convidar para ou convidar a?

Antes mesmo de começar este artigo gostaríamos que você desse uma olhadinha em duas frases muito parecidas – se não fosse por uma preposição:

“Convidamos você e seu cônjuge para comparecerem ao meu casamento que será em maio de 2018”.
“Convidamos você e seu cônjuge a comparecerem ao meu casamento que será em maio de 2018”.

Percebeu a diferença? Na realidade, ela é muito simples. Enquanto uma está convidando para o casamento seguido da preposição ‘a’, outro faz o mesmo convite, porém, com a preposição ‘para’. Mas afinal, qual dessas duas frases será a escrita de modo correto? Confira a resposta para essa e outras dúvidas envolvendo “convidar para” ou “convidar a” no decorrer deste artigo.

Uso de letras maiúsculas e minúsculas

Uso de letras maiúsculas e minúsculas

Que toda frase se inicia com uma letra maiúscula ninguém tem dúvida, mas as regras para uso de maiúsculas e minúsculas muitas vezes acabam desafiando as pessoas na hora de escrever.

Maiúscula ou minúscula? São tantas as situações, muitas vezes com a mesma palavra numa mesma situação, mas escrita de forma diferente – ora iniciando com letra maiúscula, ora não – que o único jeito é fazer uma revisão nas regras para não correr o risco de escrever errado.

A Língua Segundo Saussure – Linguística

Os estudos sobre a linguagem são tão antigos como a própria língua, e a prova disso são aqueles realizados na Grécia antiga, na qual os filósofos se dedicaram ao estudo da argumentação e retórica. No entanto, nesta época ainda não havia um campo dedicado especificamente ao estudo da linguagem, pois os estudos se davam no âmbito da filosofia. A linguística como uma ciência autônoma só iria seguir séculos depois, mais especificamente no século XIX, com os estudos de Saussure.