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Química: Estudar a composição orgânica, como a energia é gasta na cinética da reação é trabalho da química. Campo importante para entender a transformação dos elementos.

Água-régia

Dentro do universo da química, algumas misturas se tornam tão conhecidas que acabam recebendo nomes especiais. É o caso da água-régia, que nada mais é do que a união de 2 substâncias. A seguir aprenda tudo sobre o assunto e quais são as aplicações desta mistura química que ficou tão famosa.

Água-régia

O que é água-régia?

Água-régia é o nome dado a uma mistura que une ácido clorídrico e ácido nitrídrico de forma concentrada. Geralmente isso ocorre em uma proporção de três partes para uma.

Altamente corrosiva, a mistura se torna levemente amarelada, mas não é daí que recebe este nome tão importante. A palavra régia tem origem no latim e significa real e esta alcunha foi dada a esta substância porque ela tem a capacidade de dissolver materiais nobres, inclusive o ouro, capacidade que é extremamente rara.

Mas não se trata de uma mistura capaz de dissolver qualquer tipo de material, já que alguns mais inertes como o irídio e o tantálio, por exemplo, não sofrem nenhuma alteração. Além disso, apesar do alto poder corrosivo, a água-régia possui uma vida útil bastante curta e por isso, deve ser utilizada assim que preparada, sempre com muito cuidado.

Não se sabe, com certeza, como e quando foi descoberta, mas a primeira utilização desta mistura é atribuída a um importante alquimista chamado Geber. Nascido na região onde hoje fica o Irã, era filho de farmacêutico e estudou, além do Alcorão, matemática, alquimia e diversos outros assuntos.

Geber possui, até hoje, uma grande importância no mundo da química. Apesar de ter ele próprio um grande misticismo, foi ele um dos primeiros a tentar separar a ciência que envolve a alquimia de superstições e pensamentos mágicos. Acredita-se inclusive que diversos equipamentos que ainda são utilizados nos laboratórios espalhados pelo mundo todo, são criação e desenvolvimento deste homem. Até o alambique é considerado uma obra sua.

Este alquimista do passado também foi um dos responsáveis por influenciar diversos outros alquimistas que vieram depois dele em busca da “pedra filosofal”.

Mas, entre outras descobertas, foi a água-régia que acabou deixando sua história ainda mais conhecida, já que a capacidade de dissolver e purificar o ouro, gerou interesse em pessoas de todos os cantos do planeta. A criação desta substância só se deu porque, foi Gerber quem descobriu os dois ácidos que compõe a mistura:

* ácido clorídrico
* ácido nitrídrico

Ou seja, podemos dizer portanto que o conhecimento de uma substância que tem o poder de dissolver, separar e purificar metais nobres, não é nenhuma novidade. Durante todos estes anos, desde sua criação, a água-régia tem sido aplicada para se conseguir diferentes tipos de objetivos.

Como a água-régia funciona e suas aplicações

O ataque aos metais nobres acontece a partir da água-régia, porém seus componentes em separado não conseguem alcançar o mesmo resultado. Cada um deles, em conjunto, é capaz de executar uma tarefa distinta.

O ácido nitrídrico possui um alto poder oxidante e consegue dissolver minúsculas partículas de ouro formando assim íons. Enquanto isso, o ácido clorídrico age formando íons de cloreto que ao reagirem diretamente com os de ouro acabam separando-o.

Além do ouro, ela é capaz de dissolver uma grande diversidade de metais, principalmente quando a solução dos ácidos é aquecida. Por este motivo, ainda hoje é altamente aplicada em laboratórios químicos e industriais.

A técnica é aplicada quando há a necessidade de separar um metal para ser avaliado mais tarde ou na solubilização de amostras. O uso da água-régia também é muito útil em testes expeditos, nos quais é preciso avaliar e identificar objetos e ligas metálicas para verificar a existência ou não de ouro, prata ou até platina. Este tipo de aplicação é bastante comum em laboratórios que prestam serviços específicos para joalherias e casas de penhor.

Há até uma história contando o quanto a água-régia pode ser utilizada em prol de algo maior e que foi um dos principais motivos para a popularização deste composto. Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto os nazistas tomavam conta da Europa, o químico húngaro George de Hevesy estava na Dinamarca quando esta era invadida pela Alemanha.

Ele utilizou a água-régia para dissolver as medalhas de ouro advindas dos prêmios Nobel de James Frank e Max Von Laue, que eram seus colegas, e guardar o material na prateleira de seu laboratório dentro do Instituto Niels Bohr a fim de deixá-las em segurança. Ao final da guerra, Hevesy voltou então ao local onde precipitou a mistura, a fim de conseguir separar o ouro novamente.

Mas atenção! A preparação da água-régia demanda cuidados e bastante conhecimento dos ácidos envolvidos e nunca deve ser feita próxima a outros compostos, devido ao seu alto poder oxidante.
É preciso acertar nas quantidades dos mesmos bem como na da água para que funcione. Além disso, a mistura não deve ser preparada em grandes quantidades e só pode ser manuseada com a utilização de equipamento de segurança, pois até sua inalação pode apresentar riscos.

Lei de Gay-Lussac

A história de toda e qualquer ciência é marcada por seu desenvolvimento ao longo da história. Nesse desenvolvimento, apesar de todos os estudiosos que se dedicaram a tal disciplina terem contribuído, alguns nomes se destacam. Esse é o caso de Joseph Louis Gay-Lussac, um importante físico e químico que tem importância ímpar na história desta última disciplina.

Lei de Gay-Lussac

Toda essa importância que o pesquisador francês tem para os estudos químicos é plenamente justificável. Ele deixou como legado uma contribuição decisiva para as leis dos gases, tanto no campo de seu comportamento químico, por meio da lei das proporções volumétricas, quanto no comportamento físico dos gases, através da transformação isocórica.
Vale ressaltar que mesmo que o estudo dos gases seja o trabalho mais conhecido de Gay-Lussac, ele também fez uma série de outros estudos, incluindo experimentos a respeito da eletrólise da água.

No entanto, este artigo será focado exclusivamente nas descobertas de seu experimento mais famoso, ou seja, a lei de Gay-Lussac – que, apesar do nome singular, diz respeito a três leis, que serão exploradas na sequência.

Primeira lei de Gay-Lussac

Essa primeira lei diz respeito às proporções volumétricas constantes dos gases ou, em outras palavras, à transformação de volumes de gases participantes de determinada reação química. Essa afirmação só é válida quando tanto os reagentes quanto o produto da reação são gases, e, por isso, exclui tanto reagentes quanto produtos em estado líquido ou sólido.

Além disso, deve-se considerar que, nos experimentos com gases, a temperatura e a pressão devem ser mantidas constantes, e justamente por isso a lei se chama proporções volumétricas constantes. Essa lei de Gay-Lussac enuncia que “o volume de substâncias gasosas que reagem e são produzidas em uma reação química sobre temperatura e pressão constantes, obedecem entre si uma relação de números inteiros”.

Segunda e terceira lei de Gay-Lussac

Essas últimas duas leis correspondem, respectivamente, à lei das transformações isocóricas e à lei das transformações isobáricas. Começando pela primeira, ela diz respeito à maneira que os gases se comportam quando estão sob pressão constante. Por ter contado com a participação do também químico francês Jacques Alexandre Cesar Charles, essa lei também é conhecida como a lei de Charles.

A principal premissa dessa lei é que “a pressão e temperatura de um gás sempre serão diretamente constantes se o volume também o for”. Por isso, se ocorrer um aumento na temperatura, a pressão também aumentará, sendo o contrário também verdadeiro, uma vez que são diretamente proporcionais. A fórmula dessa lei é dada por P = K/T, onde P é a pressão, K uma constante qualquer e T a temperatura.

Algo muito interessante nessa lei é que, segundo sua fórmula matemática, pode-se afirmar que a pressão de um gás dividida pela temperatura sempre será igual a uma constante. Isso pode nos levar a concluir que por tal fórmula é possível definir a pressão inicial e a pressão final, bem como a temperatura inicial e a temperatura final.

A afirmação é comprovada pela fórmula Pi/Ti = Pf/Tf, onde Pi é a pressão inicial, Ti a temperatura inicial, Pf a pressão final e Tf a temperatura final. Isso faz com que as possibilidades de aplicação da segunda lei Gay-Lussac seja consideravelmente aplicada, tanto no que diz respeito à química teórica quanto à química aplicada.

Por fim, a terceira lei de Gay-Lussac diz respeito, como já dito, às transformações isobáricas e ao comportamento dos gases diante de pressão constante. Segundo os experimentos feitos pelo pesquisador, sempre que determinado gás é colocado dentro de um recipiente com pressão constante, se o volume sofrer uma modificação, a temperatura absoluta sofrerá um aumento proporcional.

Dessa maneira, a terceira lei de Gay-Lussac pode ser sintetizada pela seguinte afirmação: “o volume e a temperatura de um gás são inversamente proporcionais se a pressão for constante”. Essa afirmação é dada pela fórmula matemática K = V/T, onde K é uma constante, V o volume e T a temperatura.

Assim como na segunda lei e observando a fórmula matemática, é possível concluir que o volume de um gás dividido pela temperatura sempre será igual uma constante. Dessa forma, é possível definir tanto o volume inicial e o volume final, quanto a temperatura inicial e temperatura final, algo que é dado pela fórmula Vi/Ti = Vf/Tf, onde Vi corresponde ao volume inicial, Ti à temperatura inicial, Vf ao volume final e Tf à temperatura final.

Assim, tendo sido expostas as três leis elaboradas por Gay-Lussac, podemos ter noção do quanto elas foram e continuam sendo importantes para os estudos químicos, especialmente aqueles voltados à química aplicada. Conhecendo as leis de antemão é possível prevenir uma série de erros e equívocos inerentes a todo e qualquer estudo experimental. Por esses motivos, o pesquisador foi capaz de firmar sua reputação e seu nome dentre as maiores figuras da química e na física.

Distribuição Eletrônica de Elétrons

A história da distribuição eletrônica dos elétrons começa com o modelo atômico de Rutherford-Böhr. Esse modelo atômico foi capaz de provar que todo átomo possui em sua constituição um núcleo que é formado por nêutrons e prótons.

Distribuição Eletrônica de Elétrons

Além desse núcleo recheado de nêutrons e prótons, o átomo também possui uma eletrosfera que é formada por diversas camadas eletrônicas. Essas camadas eletrônicas são constituídas por valores de energia que são específicos e únicos para cada tipo de átomo estudado.

Considerando todos os elementos conhecidos e identificados atualmente, é possível afirmar que o número máximo de camadas eletrônicas existentes é sete, e cada uma dessas camadas é representada por uma letra do alfabeto, sendo elas as camadas K, L, M, N, O, P e a camada Q.

Mais sobre a distribuição eletrônica de elétrons

Você deve estar se perguntando ao que se refere especificamente a distribuição eletrônica. É esse tipo de distribuição que demonstra a maneira em que todos os elétrons estão distribuídos nas camadas de energia que estão localizadas exatamente ao redor do núcleo do átomo específico.

Também conhecida como o princípio da configuração eletrônica, a distribuição eletrônica dos elétrons representa de forma extremamente específica a posição de cada elétron que forma um átomo e permite que ele esteja em seu estado fundamental.

Mas o que é o estado fundamental? O estado fundamental de um átomo representa aquele estado em que todos os seus elétrons estão distribuídos nas camadas mais baixas de energia disponíveis. Também chamado de estado estacionário, o estado fundamental do átomo representa os elétrons em seu estado de energia mínima.

Um exemplo disso é a distribuição eletrônica do berílio. O berílio é um elemento que apresenta apenas 4 elétrons no total. Esses 4 elétrons são distribuídos em exatas duas camadas eletrônicas. Isso significa que a distribuição eletrônica do berílio pode ser representada por 2 – 2.

Conforme as camadas eletrônicas se afastam mais do núcleo, mais a energia dos elétrons presentes nelas é elevada. Sendo assim, é possível afirmar que as camadas da eletrosfera acabam representando exatamente os níveis de energia da eletrosfera.

Isso significa que as camadas eletrônicas K, L, M, N, O, P e Q acabam constituindo os primeiros, segundos, terceiros, quartos, quintos, sextos e sétimos níveis de energia da eletrosfera respectivamente e sem possibilidade de alteração.

Mas engana-se quem pensa que um número ilimitado de elétrons cabe dentro de cada camada de energia. Pelo contrário! Estudos e métodos experimentais conseguiram especificar a quantidade exata de elétrons que podem estar presente em cada nível de energia.

No primeiro nível de energia, representado pela letra K, apenas 2 elétrons podem ser comportados. No segundo nível de energia, chamado de L, 8 elétrons podem estar presentes. Já na terceira camada de energia, representada pela letra M, cabem 18 elétrons.

No quarto nível de energia, o nível M, e no quinto nível de energia, o nível O, 32 elétrons podem estar presentes. Já no sexto nível, representado pela letra P, cabem 18 elétrons. E, por fim, no sétimo e último nível de energia, o nível Q, apenas 2 elétrons são admitidos.

Em cada camada de energia, é possível distribuir os elétrons em subcamadas de energia. Essas subcamadas de energia também são representadas por letras do alfabeto e em ordem crescente de energia, sendo elas s, p, d e subcamada f. A quantidade máxima de elétrons que cada subcamada de energia suporta também é determinada de maneira experimental.

Conheça a representação gráfica

Como uma forma de facilitar a distribuição dos elétrons nas camadas eletrônicas de energia, um pesquisador e cientista chamado Linus Pauling acabou criando uma eficiente representação gráfica. Essa representação gráfica tornou mais fácil para as pessoas visualizarem a ordem crescente da energia, facilitando a distribuição eletrônica.

A apresentação gráfica dessa distribuição é chamada de Diagrama de Pauling, mas também é muito conhecida por Diagrama de Distribuição Eletrônica ou Diagrama dos Níveis Energéticos. Antes considerada difícil e complexa, a distribuição eletrônica se tornou mais fácil e prática após o surgimento e aplicação do Diagrama de Pauling.

Porém, antes de fazer a distribuição eletrônica do átomo utilizando o Diagrama de Pauling, a pessoa precisa saber exatamente qual é a quantidade máxima de elétrons que podem estar presentes em cada camada de energia e também em cada subcamada de energia.

No caso das subcamadas de energia, a quantidade máxima de elétrons corresponde a 2 elétrons na subcamada s, 6 elétrons na subcamada p, 10 elétrons na subcamada d e 14 elétrons na subcamada de energia f.

Nesse processo de acomodação dos elétrons, consideramos a camada de valência como a camada de energia que consegue acomodar o maior número de elétrons com energia elevada. São esses elétrons os responsáveis pela realização das mais diversas reações químicas. Isso acontece porque os elétrons presentes na camada de valência são instáveis e procuram outros elétrons para se estabilizarem.

Ebulioscopia – Química

Também chamada de ebuliometria, a ebulioscopia nada mais é que uma propriedade coligativa que investiga e realiza o estudo de toda elevação de temperatura que causa a ebulição de algum tipo de solvente presente em uma solução.

Ebulioscopia - Química

Mas o que é uma propriedade coligativa? Como ela é dividida? Uma propriedade coligativa representa de forma específica a particularidade de uma solução que depende diretamente da quantidade de partículas dispersas, mas que, ao mesmo tempo, não depende da natureza ou origem das partículas do soluto.

Todos os solutos podem ser divididos entre solutos iônicos e solutos moleculares. Os primeiros correspondem aos que são constituídos por ligações iônicas, como é o caso do sal de cozinha, por exemplo. Nessas situações, acontece a separação dos íons, que acabam ficando totalmente dispersos na solução.

Já os chamados solutos moleculares são aquelas substâncias que possuem ligações covalentes. No caso desses, não existe nenhuma dissociação dos íons, acontecendo apenas a disposição isolada das moléculas na solução. Um exemplo clássico e muito conhecido de soluto molecular é a sacarose, o açúcar.

As propriedades coligativas podem ser divididas entre a ebulioscopia, a tonoscopia e a crioscopia. A tonoscopia acontece quando o soluto causa o caimento da pressão máxima existente no vapor do solvente. Já a crioscopia consiste na elevação do ponto de ebulição da água, causando a redução do seu ponto de congelamento ou solidificação.

Um pouco mais sobre a ebulioscopia

A ebulioscopia surgiu por conta da realização de uma análise de alguns tipos de soluções que eram misturadas com alguns líquidos puros. Quando o pesquisador analisa o líquido puro e um tipo de solução presente nesse mesmo líquido, é possível que ele perceba todas as mudanças de comportamento do líquido puro, causadas principalmente pela presença de um soluto.

Quando isso acontece, podemos afirmar que ocorreu uma mudança nas propriedades coligativas do líquido puro. Essa situação pode ser observada quando o estudo utilizado é a ebulioscopia, desde que os dados sejam retirados e analisados de maneira correta.

Dito isso, podemos perceber que os solventes possuem como característica a capacidade de alterar todo o comportamento de um líquido. Ou seja, o solvente acaba sendo responsável por tornar mais elevado o ponto de ebulição do líquido estudado.

Como sabemos, a ebulioscopia observa o aumento da temperatura de ebulição de um solvente presente em uma solução. Porém, para que o fenômeno da ebulição aconteça, é necessário que a substância deixe o estado líquido e passe para o estado gasoso. No caso da água, o ponto de ebulição só é alcançado quando ela chega em 100°C.

E como podemos fazer a ebulição de um líquido? Para que uma substância líquida atinja seu ponto de ebulição, é preciso elevar a sua temperatura e aquecê-la até chegar ao ponto em que a pressão do vapor é exatamente igual à pressão atmosférica. Nos casos em que é possível identificar a presença de partículas insolúveis no solvente, esse processo de ebulição acaba se tornando mais difícil e só pode ser explicado por meio da ebulioscopia.

A fórmula utilizada pela ebulioscopia para calcular esse fenômeno pode ser representada por te= te2 – te, em que te representa a temperatura de ebulição da solução e te2 a temperatura de ebulição do solvente utilizado.

Em situações em que o ponto de ebulição de uma substância líquida acaba sendo elevado por meio da atuação direta de um soluto considerado não volátil, o valor encontrado por essa fórmula se torna diretamente proporcional à quantidade de mols presentes na solução. A Lei de Raoult é o que explica a relação presente entre a concentração de uma solução e o efeito ebulioscópico.

Conheça alguns exemplos aplicáveis da ebulioscopia

Um dos mais famosos exemplos de ebulioscopia acontece durante o preparo de uma das bebidas mais ingeridas em nosso dia a dia, o café. Ao prepararmos o café, acabamos colocando açúcar diretamente na água que estava iniciando seu processo de ebulição.

Nessa situação, todos os cristais presentes no açúcar acabam se tornando partículas que retardam todo o processo de ebulição da água, fazendo com que o líquido demore mais tempo para finalmente alcançar seu ponto de ebulição. Isso acontece antes mesmo dos cristais de açúcar serem dissolvidos pelo calor presente na mistura.

Outro exemplo desse processo de ebulioscopia também pode ser observado quando observamos uma substância líquida em contato com o sal, mais especificamente ao misturarmos sal na água. Quando fazemos isso, acabamos aumentando o ponto de ebulição da água.

Mas o que esse aumento representa? Isso significa que a água vai demorar muito mais tempo para alcançar a fervura. Nesse caso, o que acontece é que, quando um soluto não volátil é dissolvido em uma substância líquida, o nível da temperatura de ebulição daquela solução se torna mais elevada e superior ao valor da temperatura que podemos encontrar na água pura. Esse processo também é conhecido como efeito ebulioscópico.

Propriedades e reciclagem do chumbo

O chumbo é um metal pertencente ao grupo 14 da tabela periódica, como elemento químico de símbolo Pb, número atômico 82, sendo 82 prótons e 82 elétrons e massa atômica igual a 207,2 u.m.a., em temperatura ambiente o chumbo é encontrado em estado sólido.

O chumbo é um metal denso e pesado, macio e maleável, tóxico e com baixa tensão elétrica, ou seja, ele é pobre em condução elétrica. Sua cor é cinza-azulada, que remete ao prateado bem claro e fica acinzentado quando exposto ao contato com o ar.

Propriedades e reciclagem do chumbo

O chumbo é de fácil extração na natureza e é considerado um dos metais mais antigos em uso pela humanidade, especula-se que o uso deste material já dura 7000 anos, desde os antigos, além do fácil acesso, o fácil manuseio complementa sua popularidade entre os homens desde de eras passadas.

Sobre o uso do chumbo

O chumbo é muito utilizado na construção civil para diversos fins como também para:
• fabricação de munição;
• fabricação de soldas;
• fabricação de sabonetes e desodorantes antibacterianos
• fabricação de ácidos, por exemplo, ácido sulfúrico, já que o chumbo é resistente à corrosão provocada por ácidos;
• fabricação e composição de ligas metálicas;
• baterias para carros e autos em geral;
• revestimento de cabos elétricos, já que é baixo condutor de eletricidade;

A exposição constante ao metal, nas fabricações acima e no manuseio podem ser prejudiciais à saúde. Com o uso exacerbado do material ao longo dos anos, existem relatos de contaminações em seres humanos.

Os danos mencionados foram: problemas no sistema nervoso, possível infertilidade, vômitos, anemia, convulsões chegando em alguns casos ao óbito, em casos de intoxicação mais severa e maios exposição ao metal.

Em contraponto o chumbo pode ser um auxiliador da saúde, sendo benéfico para a absorção de certos tipos de radiação, neste caso, sendo aplicado à aparelhos de raio-x , absorvendo e barrando alguns efeitos colaterais desta exposição ao ser humano.

A utilização do chumbo já está inserida na sociedade e tem grande valor, tanto químico, quanto social e basta apenas ser usado da forma correta, para evitar os riscos citados, por seu mal-uso, ou longa exposição sem os devidos cuidados.

Reciclagem de chumbo

Por ser tóxico ao organismo humano e para reuso do material, para evitar apenas sua extração da natureza, é importante a sua reciclagem e ela é possível, porém pouco desenvolvida no Brasil e até no mundo.

53% do chumbo encontrado no Brasil e no mundo advém de chumbo metálico secundário, ou seja, reciclado. A matéria prima mais utilizada para neste processo é a bateria de carro. Uma informação valiosa é a de que o chumbo pode ser reciclado diversas vezes, sem perder suas características físicas e químicas originais. Isso sim, é um verdadeiro incentivo para o aumento da reciclagem desse material.

Como dissemos anteriormente, o chumbo é um metal denso, resistente à corrosão, mas que apresenta alto grau de toxicidade, quando encontrado em suas formas líquida e gasosa. Por esta razão sua reciclagem é tão necessária, tanto do ponto de vista econômico, quanto do ponto de vista ambiental.

Um dado alarmante quanto aos processos de reciclagem é que as indústrias de reciclagem são poluidoras em potencial, as fontes desta poluição são os ácidos contidos nas baterias e nos metais nelas contidos.

Durante todo o processo de reciclagem existe a emissão de gases poluentes, existe a possibilidade de conter e evitar essa poluição com métodos de neutralização, filtros para retenção de gases e partículas contaminadoras, deposições em aterros adequados, monitoramento dos processos, exames médicos periódicos nos funcionários que estejam participando deste trabalho, monitoramento do solo e das condições subterrâneas periódicos.

Não é garantido que todas as empresas cumpram esses trâmites, por isso a alta taxa de poluição advinda da reciclagem do chumbo.

Baterias automotivas

As baterias automotivas de chumbo representam até 70% de todo o metal chumbo distribuído no mundo, logo as maiores fontes de sucata de metal. A reciclagem desse material visa prioritariamente a reutilização do chumbo, porém outras partes podem ser reutilizadas.

O método de reciclagem utilizado nas baterias, na maior parte dos casos, é o pirometalúrgico. Feitos em fornos tipo: cuba, revérberos, rotativos ou outros tipos de fornos elétricos. Mais de 90% do chumbo encontrado nas baterias de carros, motos e caminhões, está nas grades, curiosamente.

Com os prós e contras do uso e extração do chumbo, é necessário ter uma regulamentação de seu manuseio e de sua reciclagem, isso porque é um metal de grande vali para diversas áreas e para precaver potenciais contaminações, tanto ambientais quando de saúde das pessoas que o utilizam para diversos fins, em diversas categorias.

Com toda a regulamentação necessária é possível obter apenas os bônus que o chumbo traz para a vida moderna e evitar as consequências de uma utilização excessiva e sem tratamentos periódicos.

Ouro branco

Quando pensamos em ouro, a primeira coisa que chega na nossa cabeça é a cor amarela, dourada e brilhante, encontrada principalmente em joias, relógios, acessórios de beleza e as famosas barras de ouro. Porém, o ouro branco também existe e foi desenvolvido há muito tempo para a produção de joias e acessórios.

Ouro branco

Para entender a formação do ouro branco, precisamos entender o que são as ligas metálicas. Materiais que possuem as mesmas características dos metais que se formam a partir de dois ou mais elementos químicos, as ligas metálicas são produzidas de maneira artificial e possuem propriedades que a maioria dos metais considerados puros não tem.

O maior exemplo de liga metálica é o ouro branco. Mas do que ele é composto? Desenvolvido para substituir a platina, o ouro branco é totalmente composto por ouro, prata, paládio e níquel. A platina é um metal de transição muito difícil de ser encontrado na natureza, o que acaba elevando seu custo. Por isso, o ouro branco foi desenvolvido para substituí-la.

Produção e formação do ouro branco

Geralmente, o ouro branco é formado por 75% de ouro e 25% de metais brancos, como a prata, o níquel e o paládio. Mas essas porcentagens não são consideradas como regras, por isso, podem sofrer alterações durante a produção dessa liga metálica. Para formar o famoso ouro branco de 18 quilates, é necessária a utilização do ouro 24 quilates com a mistura de partes semelhantes de prata e de paládio.

Mas como é feita a formação do ouro branco? Durante a mistura de elementos, o objetivo é alcançar uma liga metálica que tenha uma cor tão clara quanto a coloração da platina. Por isso, a mistura acaba passando por um processo de galvanização, também chamado de banho de ródio.

Técnica que atua no revestimento de um metal por outro, a galvanização tem como principal objetivo a proteção do elemento contra os efeitos da corrosão e a melhora da sua aparência. Esse revestimento é feito por meio da eletrólise e também pode ser realizada através da total imersão do metal que receberá o revestimento diretamente no metal fundido que fará a função de revesti-lo.

Diversos metais podem ser utilizados para revestir uma peça durante o processo de galvanização. Os principais e mais usados durante essa técnica são:

Cromo, realizando a cromagem;
Níquel, realizando a niquelação;
Prata;
Zico;
Estanho;
Ouro;
Paládio

Quando possui níquel em sua composição, o ouro branco geralmente é utilizado para que joias por fundição sejam feitas. Isso acontece porque o níquel é um elemento químico que possui um ponto baixo de fusão, cerca de 1455°C, característica que faz com que os custos da produção dessas joias seja mais baixo e o manejo dos materiais se torne mais fácil também.

O ouro branco paladinado também é muito famoso e é feito com a presença do metal paládio. Nesse caso, o uso da técnica de fundição para a fabricação das joias com paládio não é indicada, pois o ponto de fusão desse elemento é muito alto e pode chegar a 1544°C.

Por se tratar de um metal extremamente raro e que possui um grau de pureza extremamente elevado, o paládio acaba agregando muito valor para as peças que são feitas com sua utilização. Por isso, o ouro branco paladinado é considerada uma liga metálica extremamente valiosa e que custa muito caro.

Todas as peças produzidas com o ouro branco paladinado e que possuem essa matéria-prima como principal elemento da peça são feitas com processos diferentes da fundição, que não se aplica muito bem nesses casos. Essas peças se destacam no mercado e são alvo de consumo de homens e mulheres por não causarem dermatites, as famosas alergias que causam muita conceira e irritação na região em que a joia é utilizada.

Quilates

Com o passar dos anos, o ouro puro acabou se tornando um elemento pouco utilizado. Agora, é muito comum que ele seja misturado com outros elementos, formando ligas metálicas como o ouro branco. Por isso, para medir a sua pureza, utilizamos a denominação quilate.

O quilate consegue indicar exatamente a quantidade de partes de ouro que estão presentes na mistura de uma ligação metálica. Isso significa que o quilate corresponde à razão presente na massa de ouro e na massa total da mistura. Essas partes são multiplicadas por 24 e, dessa forma, consegue-se definir a quantidade de ouro puro presente na peça.

É preciso ter em mente a variação que a composição da liga metálica pode ter. Essas alterações na formação da liga metálica podem causar impactos importantes na aparência do metal finalizado. Dependendo dos elementos químicos utilizados, o resultado final pode apresentar um prateado mais vivo ou um prateado mais brilhante. Em geral, o ouro branco é uma liga que não apresenta muito brilho e possui um tom mais acinzentado.

Reação de Simples Troca

Você provavelmente já deve ter ouvido falar da reação de simples troca, também conhecida de reação de deslocamento.

Reação de Simples Troca

Estudamos essa situação nas aulas de química e essa reação costuma ser simples, como já diz seu próprio nome. Ocorre quando estão presentes uma substância composta (que possui dois elementos químicos) e uma substância simples.

Para que a reação de deslocamento aconteça é preciso que estejam presentes dois reagentes, que resultarão ao final em dois produtos.

A diferença é que um dos reagentes é um elemento químico e o outro um composto químico. O resultado dessa reação é uma nova substância simples e uma nova substância composta.

Podemos representar uma reação de simples troca por:

A BC -> B AC ou A BC -> AB C

Esse tipo de reação química recebe também o nome de reação de deslocamento porque a substância simples desloca da substância composta um elemento químico simples. Assim temos um novo composto químico e um novo elemento.

Subtipos de reações de simples troca

Existem dois subtipos de reações de simples troca. Em um deles, os elementos A e B são metais, enquanto que o elemento C é um não-metal ou semimetal. Na segunda opção A e B são ametais ou semimetais e C é um metal.

1. Por exemplo:

Zn 2HCl -> ZnCl2 H2

O zinco é mais reativo que o hidrogênio, por isso ele é quem se junta com o cloro. O resultado da reação entre zinco e ácido clorídrico é cloreto de zinco e gás hidrogênio.

Aqui temos uma reação entre um metal e um composto ametal.

2. Vejamos outro exemplo:

Cl2 2 KI → 2 KCl I2

O cloro é mais reativo que o iodo, por isso a reação ocorre. Então a reação de cloro com iodeto de potássio resulta em cloreto de potássio e iodo.

Aqui temos a reação entre um ametal e um composto metal-ametal.

3. Mais um exemplo:

FeS2 Ca -> Fe CaS2

O cálcio é mais reativo que o Ferro. Então em uma reação de dissulfeto de ferro e cálcio temos como resultado ferro com dissulfeto de cálcio.

Esse é um caso em que temos um metal reagindo com um composto metal-ametal.

4. Mais um exemplo:

Cl2 2NaI -> 2NaCl I2

O cloro é mais reativo que o Iodo e, portanto, assume seu lugar. Assim, em uma reação de Cloro com Iodeto de sódio temos como resultado cloreto de sódio (também conhecido como sal de cozinha) e iodo.

Esse é um exemplo de reação entre dois ametais e um metal. O Cloro e o Iodo são ametais enquanto que o Sódio é um metal.

• Eletronegatividade dos elementos químicos

O deslocamento que resulta na reação química ocorre de acordo com a eletronegatividade dos elementos envolvidos, sendo assim temos que:

Li > Cs > Rb > K > Ba > Sr > Ca > Na > Mg > Al > Mn > Be > Zn > Cr > Fe > Cd > Co > Ni > Sn > Pb > H > Sb > Bi > As > Cu > Hg > Ag > Pd > Pt > Au

Que significa dizer que para o deslocamento de cátions (ou íons positivos), o lítio é o elemento com maior prioridade.

F > O > Cl > Br > I > S > C > P > H

Já no caso de deslocamento de ânions (íons negativos), quem tem maior prioridade é o Flúor.

Observe que, quando falamos de cátions, estamos falando de metais e semimetais, enquanto que quando falamos de ânions tratamos de ametais.

Como saber se uma reação de simples troca irá ocorrer

Para saber se uma reação de simples troca irá ocorrer basta consultar a eletronegatividade dos elementos químicos envolvidos.

Isso significa dizer que a substância simples que você pretende fazer reagir com uma substância composta precisa ter maior eletronegatividade que os elementos presentes no composto químico.

Vejamos agora alguns exemplos:

• Zn CuSO4 → Cu ZnSO4

Essa reação ocorre, pois, o zinco é mais eletronegativo do que o cobre. No entanto, caso quiséssemos experimentar a reação inversa, ela não aconteceria.

O motivo? Como o zinco é mais reativo que o cobre, este não conseguiria deslocá-lo para então fazer a reação de simples troca.

• Zn 2 HCl → ZnCl2 H2

Essa reação ocorre também. Já que o Zinco é mais reativo que o hidrogênio quando posicionado como um metal (no caso com o comportamento de um metal).

Agora o contrário não ocorreria, já que o hidrogênio é menos reativo que o zinco.

• I2 KCl → Não ocorre.

Essa reação de deslocamento não ocorreria, já que o iodo é menos reativo que o cloro.

• Cl2 2 NaI → 2 NaCl 1 I2

A reação de simples troca também pode ocorrer entre os ametais e segue a mesma regra. O elemento deve ter maior reatividade para que consiga deslocar o outro e causar a reação.

No exemplo o cloro é mais reativo que o iodo, o que faz com que seja possível acontecer a reação de deslocamento ou substituição.

Agora você já sabe o que é a reação de simples troca e como ela funciona.

Conhecimento Científico

O ser humano detém diferentes espécies de conhecimento, que vão desde os mais rudimentares, comuns a todos os indivíduos, até os mais complexos e aprofundados. Essa segunda categoria corresponde ao conhecimento científico. Em um primeiro momento, é útil perceber que o senso comum é amplamente utilizado no dia a dia, mesmo que a pessoa não se dê conta. Ele está presente na realização de tarefas cotidianas, e a maioria dos sujeitos não questiona se o procedimento está correto ou errado.

Conhecimento Científico

Características do conhecimento científico

Uma das características fundamentais do conhecimento científico é a chamada sistematização. Isso porque o saber em questão é ordenado e tem como fundamento um conjunto de preceitos que formam uma teoria.

Outro elemento importante desse saber é a verificabilidade. Ou seja, qualquer ideia ou teoria apresentada precisa ser comprovada a partir dos recursos da ciência para ser aceita como conhecimento científico.

Aqui, é válido apontar que o conhecimento científico é falível. Sendo assim, os resultados não são definitivos e determinadas premissas podem ser derrubadas ou substituídas por outras. No geral, essa substituição ocorre a partir de novos experimentos e estudos.

Pode-se dizer então que o conhecimento científico opõe-se ao senso comum por ser questionador. Ou seja, o senso comum só apresenta o motivo, porém não determina os caminhos que levaram às conclusões relatadas. Ele é pautado sobretudo nas crenças populares e nas noções que são transmitidas por várias gerações por meio de heranças culturais.

Outros fatores relacionados ao conhecimento científico e requerem atenção. Veja:

• Objetividade;
• Racionalidade
• Factualidade;
• Analiticidade;
• Comunicabilidade;
• Explicabilidade;
• Acumulabilidade;

Os passos a serem seguidos pelo método científico são os seguintes:

• Experimentação;
• Elaboração de hipóteses;
• Repetição da experimentação por outros cientistas;
• Repetição da experiência para testar as hipóteses;
• Formulação das leis e generalizações.

Quando os estágios mencionados acima não são atendidos, o pensamento representa unicamente um conhecimento filosófico. Nesse cenário, as verificações devem estar atreladas à lógica dos experimentos científicos e passíveis do escrutínio dos demais especialistas.

Uma breve história da ciência

Há variadas concepções do conhecimento científico ao longo do tempo, cada uma delas com as suas especificidades. Contudo, elas podem ser listadas do seguinte modo:

Ciência Grega (do século VII AC até o fim do século XVI)
Ciência Moderna (do século XVII até o fim do século XIX)
• Ciência Contemporânea (início do século XX até o momento atual)

Ciência Grega

Conhecida também como filosofia da natureza, tinha como interesse primário a natureza das coisas e do ser humano. Esse conhecimento estava vinculado à filosofia, disciplina hoje separada da ciência. Os pré-socráticos afastaram-se da mitologia, que creditava os fenômenos a forças espirituais, em particular os deuses. Eles inseriram a concepção de que existe uma ordem no universo que não depende da intervenção divina.

Nos moldes de Platão, o real não se encontra nas ocorrências e fatos tomados pelos sentidos. O mundo de verdade está nas ideias, e é desvendado na busca pela verdade, por meio de diálogo ou da criação de teses.

Para Aristóteles, o conhecimento está ligado a um argumento lógico que sustente os princípios defendidos. Afinal, todo o efeito deve suceder um atributo ou causa.

Ciência Moderna

Entre os marcos fundamentais para a ciência moderna está o trabalho de Galileu Galilei, que introduziu a geometria e a matemática como ferramentas científicas. O estudioso ainda aplicou o teste quantitativo experimental para se chegar à nomeada verdade científica. A perspectiva acerca do universo oferecida por Galileu distinguia-se significativamente do pensamento aristotélico, ainda impregnado por crenças religiosas e mitológicas. Por conseguinte, ele alcançou um domínio do debate científico, bem como do diálogo experimental. Esse diálogo implicava o emprego da inteligência e da razão para desenvolver um entendimento matemático do real. A natureza, por sua vez, tinha com incumbência concordar ou não com o modelo sugerido.

Ciência Contemporânea

Já na ciência contemporânea, os expoentes citados com mais frequência são Einstein e Popper. No começo do século XX, as ideias de ambos foram vistas como revolucionárias. Durante esse período, houve uma grande mudança nos parâmetros de ciência e do método científico. As normas antigas, consideradas incontestáveis antes, deram espaço a uma abordagem mais crítica. Como consequência, desmistificou-se a compreensão de que o método científico é algo guiado por regras rígidas que todos os pensadores devem obedecer para produzir uma tese científica. Dado o contexto, estabeleceu-se que existem tantas metodologias possíveis quanto há problemas identificados e cientistas em atividade.

Na ciência atual, a tarefa do pesquisador começa com a detecção de alguma dúvida, combinada à necessidade de se inquerir e formular respostas para elucidá-la. O processo progride em decorrência da demanda por resoluções para um dilema, que surge de certo fato ou conjunto de teorias.

De acordo com o conhecimento científico contemporâneo, não há diretriz para uma descoberta relevante. Por isso, a ocupação do cientista assemelha-se a do artista. Os caminhos percorridos até uma resolução podem ser os mais distintos, desde que acate às convenções já descritas no presente artigo.

Em suma, é correto afirmar que a ciência coloca-se como uma investigação, uma busca constante por respostas para os questionamentos propostos. Basta olhar para a história da ciência para se constatar que inúmeros fundamentos foram alterados ou revistos por causa de padrões novos. Um exemplo foi quando Galileu aprimorou áreas da mecânica de Aristóteles e Einstein conseguiu o mesmo com Newton.

Chumbo

Elemento químico que pertence ao grupo 14 da tabela periódica e pode ser encontrado no sexto período, o chumbo está localizado no grupo do carbono e tem massa atômica de 207,21 u.a. Esse metal representativo pode ser representado pelo símbolo químico Pb, pois sua nomenclatura em latim é plumbum.

Chumbo

A utilização do chumbo pelos seres humanos está longe de ser um fato recente. Desde a antiguidade, diversas civilizações já sabiam da existência desse metal e o utilizavam em seu dia a dia na produção de utensílios domésticos, como garfos e facas, e também para alterar a acidez do vinho, atividade que nos dias de hoje é proibida por conta dos riscos que a toxicidade do chumbo pode trazer para o corpo humano.

Hoje em dia, é possível encontrar relatos que comprovam a utilização do chumbo em 3000 antes de Cristo, pela famosa civilização romana, e também pela civilização fenícia, em 2000 antes de Cristo. Nesses períodos, cerca de 100 mil toneladas de chumbo eram utilizadas por essas civilizações.

Diversos objetos antigos feitos de chumbo já foram encontrados por pesquisadores e historiadores. O mais antigo deles pode ser visto no templo de Osíris e estima-se que ele tenha sido produzido em 3800 antes de Cristo.

Outras curiosidades sobre o chumbo também foram encontradas em diversos relatos de alquimistas que viveram nessas épocas. De acordo com os textos desses especialistas da época, o chumbo possuía uma forte ligação e conexão com o planeta Saturno.

Principais aplicações do chumbo

Poucas pessoas sabem, mas o chumbo pode ser extraído diretamente da natureza por meio de três minerais específicos, a cerusita, a galena e a anglesita. A partir desses minerais, temos acesso ao chumbo e podemos utilizá-lo na fabricação de diversos objetos e aplicá-lo para diversas finalidades. As principais aplicações do chumbo são:

Produção de lâminas com grande flexibilidade e resistência;
Em baterias automotivas;
Fabricação de diversos tipos de ácidos, como o ácido sulfúrico;
Durante a composição de ligas metálicas;
Utilização como antibacteriano;
Fabricação de munições;
Produção de soldas;
Chumbo como aditivo em combustíveis.

Durante muito tempo, o chumbo também foi utilização na produção de diversos tipos de cosméticos, produtos de beleza e também pigmentos. Era muito comum encontrar esse metal em batons e em tintas de cabelo.
Porém, diversos estudos revelaram que o uso do chumbo nesses produtos poderia trazer riscos para a saúde das pessoas. Por isso, em diversos países do mundo, a utilização do chumbo foi proibida para esse fim e o metal não aparece mais na composição desses produtos.

Conheça as principais características desse metal

Quando se encontra em temperatura ambiente, o chumbo permanece em estado sólido e possui uma coloração azulada marcante. Porém, ao entrar em contato com o ar, esse elemento químico acaba alterando a sua coloração e se tornando mais acinzentado.

Apesar de possuir um aspecto rústico e firme, o chumbo é considerado um metal extremamente maleável e macio. Apesar de ter uma grande resistência à corrosão, esse elemento é visto como um péssimo condutor elétrico. Seu ponto de fusão é determinado em 600k e o seu ponto de ebulição em 2022k.

A toxidade do chumbo ainda é motivo para muita pesquisa e discussão. Sabe-se que as civilizações antigas utilizavam esse metal de maneira livre e desconhecendo os verdadeiros períodos que ele pode apresentar para o corpo humano.

Com o avanço da humanidade, foi possível descobrir que o chumbo pode ser extremamente prejudicial para a saúde dos seres humanos. Entrar em contato com esse elemento, seja de maneira oral, por meio da pele ou de maneira inalatória, pode trazer danos para a saúde da pessoa e, em casos mais graves, risco de morte.

Independente da idade, todas as pessoas estão susceptíveis à intoxicação por esse elemento. Porém, mulheres grávidas, bebês e crianças devem ter ainda mais cuidado, pois o risco de intoxicação por chumbo é ainda maior e pode trazer danos irreversíveis.

Mas como essa contaminação pode acontecer? É muito comum que a intoxicação por chumbo aconteça por meio da utilização de itens domésticos que foram revestidos com esmaltes a base de cobre. Isso acontece pois, ao entrar em contato com elementos ácidos, o chumbo acaba se dissolvendo e entrando em contato direto com o alimento que está sendo ingerido.

Os efeitos do calor não ajudam na degradação do chumbo e esse elemento não se descompõe com a passagem do tempo. Por isso, sua capacidade de acumulação em nosso organismo é extremamente alta, localizando-se principalmente nos ossos, nos rins, no cérebro e também no fígado.

Quando a pessoa acaba intoxicada pelo fígado, diversos sintomas podem indicar o problema. O paciente acaba sofrendo com muitas dores na região do abdômen, vômitos constantes, convulsões e fraqueza muscular. Ao apresentar esses problemas, um médico deve ser consultado imediatamente e exames de sangue e radiografias devem ser realizados.

Filtro de íons

Quando cientistas e pesquisadores realizam uma pesquisa que possui partículas carregadas, o estudo de partículas com velocidades extremamente definidas se torna algo fundamental. Mas o que esses profissionais precisam fazer para que esse estudo se torne realidade? Geralmente, a análise e o estudo dessas partículas são feitos por meio de um filtro de íons.

Filtro de íons

E o que faz esse filtro? A principal e mais importante função de um filtro de íons é o bloqueio direto de todas as partículas estudadas que possuem uma velocidade que se mostra diferente da velocidade determinada pelos cientistas e pesquisadores.

Construção do filtro de íons

Você deve estar se perguntando como é feita a construção desse filtro. Nas situações em que o filtro de íons se faz necessário, os pesquisadores optam por construir um filtro de formato cilíndrico e que contenha dois pequenos buracos nas bases. Além disso, o filtro deve possuir dois eletrodos que atuam na produção de um campo elétrico extremamente constante.

Essa construção é inserida perfeitamente em um campo magnético chamado de campo magnético B. Esse campo possui uma direção perpendicular ao campo elétrico E. Nesse caso, é possível notar que o filtro possui a capacidade de separar a área em que os íons são produzidos da área em que se pretende estudar os íons.

Ao analisar essa situação, é possível perceber que todos os íons que conseguem passar pelo segundo buraco de maneira fácil e rápida, são aqueles íons que possuem a velocidade correta e definida pelos cientistas. Os íons que não possuem essas características acabam sendo desviados da rota e, consequentemente, acabam batendo diretamente nas paredes presentes no cilindro utilizado para o estudo.

Observação dos íons

Todos os íons que entram com a velocidade ideal definida pelo cilindro acabam sendo afetadas por uma força total que é definida por meio da soma vetorial de todas as forças magnéticas e também das forças elétricas. Portanto, nesse tipo de filtro, as forças magnéticas e elétricas acabam tendo a mesma direção, porém, possuem sentidos totalmente contrários.

Nessas situações, quando a força magnética e a força elétrica acabam possuindo o mesmo valor e, consequentemente, possuem exatamente o mesmo módulo, a força total acaba sendo definida como zero. Em formato de fórmula, esse momento pode ser descrito como Qe = Qvb.

Podemos concluir, então, que somente os íons que possuem a velocidade considerada ideal pelos pesquisadores e cientistas terão a capacidade de fazer seu caminho pelo cilindro sem ser impactado por nenhum tipo de força, saindo diretamente pelo buraco de saída.

No caso dos íons que possuem velocidades diferentes das definidas no início do estudo, as chances de serem impactados por uma força total, que é diferente de zero, são maiores. Quando isso acontece, os íons acabam sendo desviados do seu caminho inicial e, consequentemente, erram e não alcançam o buraco de saída.

Ao possuir o controle total do campo elétrico E que existe dentro do filtro de íons, é totalmente possível optar pela seleção da velocidade dos íons que serão capazes de passar pelo filtro e alcançar a saída sem nenhum tipo de alteração.

Agora que já sabemos como um filtro de íons funciona, é fundamental entender o que são os íons. Para isso, é preciso ter em mente que, para que um átomo seja considerado eletricamente neutro, é necessário que ele possua o mesmo número de elétrons e de prótons. Quando essa situação não acontece ou se torna impossível, surgem os íons.

Isso significa que os íons nada mais são que os átomos que acabaram perdendo o ganhando elétrons durante uma reação química. Os íons podem ser classificados como ânions, caracterizados pelos átomos que ganham elétrons e se carregam de forma negativa, e cátions, formados pelos átomos que perderam elétrons e acabaram ganhando uma carga positiva.

De maneira simplificada, podemos dizer que os ânions são representados pelos íons negativos e os cátions são representados pelos íons positivos. Em situações em que há a ligação entre os íons negativos e os íons positivos, formamos uma ligação iônica. Um dos mais importantes exemplos de ligação iônica acontece na formação do cloreto de sódio, o famoso sal de cozinha.

De forma geral, concluímos então que os íons são componentes químicos que surgiram como resultado de uma situação em que ocorreu o ganho ou a perda de elétrons como consequência de uma reação eletricamente carregada.

Mas, para que um elétron seja excluído da eletrosfera de um íon, é necessário que exista uma energia mínima. Esse processo é chamado de potencial de ionização, e acontece principalmente quando o elétron não foi impactado com nenhum tipo de estímulo e possui o estado gasoso.

Nessas situações, percebemos que, quanto mais elevada for a energia recebida pelo átomo em questão, menor será a sua tendência de se transformar em um íon positivo. Os metais em geral são elementos que possui pouco potencial de ionização. Já os halogênios possuem essa capacidade elevada.

Atenção farmacêutica

Ir à farmácia praticamente todo mundo já foi e, provavelmente, a maioria das pessoas também já tirou algumas dúvidas com a pessoa que trabalha lá do outro lado do balcão na farmácia. Mas você sabe o que realmente engloba a atenção farmacêutica?

Atenção farmacêutica

Neste artigo, abordaremos este importante serviço e quais são as atividades que englobam este conceito. Você vai descobrir que ela vai muito além do simplesmente tirar dúvidas a respeito dos medicamentos que o médico prescreve. Veja só:

O que engloba a atenção farmacêutica

Antes de mais nada é preciso que a gente saiba que nem todo mundo que trabalha em uma farmácia é realmente farmacêutico. A maior parte dos profissionais que encontramos por lá é formada por atendentes, isto é, pessoas que estão ali para prestar uma assistência e ajudar os clientes a encontrar o que desejam.

Qualquer atendente pode entregar a você os produtos que deseja comprar, inclusive os medicamentos que estão descritos na maioria das receitas médicas, com exceção de alguns grupos específicos de drogas.
Mas o farmacêutico é um profissional diferenciado. Ele possui formação acadêmica de pelo menos 4 anos, em uma faculdade cuja licença foi liberada pelo MEC. Durante os anos de curso, o estudante aprende sobre uma infinidade de assuntos, incluindo anatomia humana, bactérias e outros microrganismos e claro, medicamentos, desde seus princípios ativos, passando pelo desenvolvimento do produto e aplicação.

Ou seja, ele é realmente um profissional diferenciado que possui o conhecimento necessário para garantir nossa segurança com relação ao uso dos medicamentos. Ele também possui a capacidade suficiente para nos indicar ações para qual a nossa saúde bem como o melhor uso dos dispositivos indicados pelo médico.

Ou seja, ele pode tanto dar uma assistência dentro da farmácia quanto atenção. A assistência farmacêutica se caracteriza por este apoio dado nas lojas, tirando dúvidas sobre medicamentos e indicando qual é a melhor forma de aproveitar ao máximo a indicação feita pelo médico.

Por outro lado a atenção farmacêutica é uma atividade que vai muito além. Ela engloba também o acompanhamento do paciente, agindo de forma mais participativa na manutenção da saúde de toda a comunidade.
Entre as muitas ações que podem ser realizadas pelo profissional durante a sua atuação dentro da atenção farmacêutica, podemos citar:

* Atendimento farmacêutico
* Dispensação de medicamentos
* Intervenção farmacêutica
* Farmácia Comunitária
* Acompanhamento
* Educação e apoio

Durante o atendimento farmacêutico, o profissional irá ouvir o paciente e analisar toda a sua situação. Ele poderá avaliar se há a necessidade do uso de medicamentos e tomar decisões juntamente com o paciente.
Na dispensação, mais do que simplesmente entregar ao paciente os medicamentos prescritos por um médico autorizado, o farmacêutico vai auxiliar a pessoa para que faça o melhor uso deste dispositivo, através de informações a respeito de quantidades, periodicidade, uso concomitante com outras substâncias e até a respeito de possíveis reações.

Durante a intervenção, o profissional atua diretamente com o médico e equipe de saúde, focando em uma melhoria mais rápida e efetiva para o paciente. É o farmacêutico nestes casos, quem faz o acompanhamento do paciente com relação ao uso dos medicamentos indicados.

A chamada farmácia comunitária engloba a prestação de serviços de farmácia para a sociedade ligada ao SUS – Sistema Único de Saúde e que pode ocorrer tanto de forma individualizada como coletiva.
Já com relação ao acompanhamento, educação e apoio, cabe ao farmacêutico manter um olhar atento a todas as necessidades do paciente durante o tratamento, garantindo que problemas relacionados o uso de medicamentos possam ser previstos e evitados.

A atenção farmacêutica é então o atendimento global ao paciente, inclusive na hora de educar com relação às melhores práticas de saúde e apoiando em decisões importantes com relação à sua saúde.

Um trabalho em conjunto para uma saúde mais completa

Podemos dizer, portanto, que contar com a atenção farmacêutica pode garantir uma maior qualidade de vida e resultado mais eficaz no tratamento de doenças e condições de saúde. Afinal, juntos, médicos, terapeutas e farmacêuticos, conseguem entregar um atendimento mais completo e próximo da realidade.

Afinal de contas, nem sempre os pacientes podem encontrar seus médicos a todo momento, podendo recorrer com dúvidas, perguntas e preocupações urgentes ao farmacêutico, profissional altamente capacitado e que poderá garantir a manutenção de seu tratamento e a segurança com relação a sua própria saúde.

Os maiores objetivos da atenção farmacêutica é, portanto, ajudar na cura de doenças, minimizar problemas e complicações que possam surgir com o uso de medicamentos e ainda ajudar a sociedade a se manter mais saudável e tranquilo. Portanto, se você tiver dúvidas ou preocupações com relação aos medicamentos indicados ou se deseja simplesmente saber mais a respeito desta atuação do farmacêutico, converse com um profissional. Em todas as farmácias do Brasil há pelo menos um profissional apto pronto para ajudar você a ter uma melhor qualidade de vida.

Variação de Entalpia de Solução

Diversos processos físico-químicos envolvem a troca de calor. As alterações no estado físico e as reações químicas ocorridas nesses processos são estudadas pela Termoquímica. Quando há absorção de calor esse processo é denominado endotérmico, mas, se há liberação de energia, trata-se de um processo exotérmico. Então:

1. Processo exotérmico: ocorre liberação de energia
2. Processo endotérmico: ocorre absorção de energia

Variação de Entalpia de Solução

Veja 2 exemplos de reações exotérmicas e endotérmicas:

A combustão da madeira, por exemplo, é um processo exotérmico porque envolve a liberação de calor. Um exemplo de reação endotérmica acontece durante a fotossíntese, quando as folhas de uma planta absorvem a energia solar, transformando a água e o gás carbônico em oxigênio e glicose.

Essa troca de calor só acontece porque reagentes e produtos contêm energia.

Denomina-se ENTALPIA a energia contida em reagentes e produtos.

Não há como calcular, com exatidão, a entalpia de reagentes e produtos, mas, com o uso do calorímetro, instrumento que mede o calor liberado em reações químicas e mudanças de estado físico, é possível determinar a variação de entalpia, dada por ΔH.

Cálculo da variação de entalpia ( ΔH):

A fórmula usada para calcular a variação de entalpia é:

ΔH = Hfinal – Hinicial ou ΔH = Hprodutos – Hreagentes

O que dizem os resultados desse cálculo?

Quando o resultado da variação de entalpia for negativo, trata-se de um processo exotérmico, ou seja, houve liberação de calor. Portanto, a entalpia dos produtos é inferior à entalpia dos reagentes.
Assim, temos que: ΔH 0 → endotérmica

Como a variação de entalpia (ΔH) está sujeita à influência de fatores como pressão, temperatura, número de mol e estado físico, foi estabelecido um padrão para comparar a entalpia de substâncias, em estado de estabilidade, ou seja, a entalpia padrão é definida sob temperatura de 25º C e pressão de 1 atm. Portanto, a variação de entalpia padrão ocorre quando é considerada a entalpia padrão dos reagentes e produtos. Entalpia padrão = ΔH0

Tipos de entalpia

Conforme o tipo de processo (endotérmico ou exotérmico) e a alteração do estado físico de reagentes e produtos existem 5 tipos básicos de entalpia:

1. Entalpia de combustão: refere-se ao processo de combustão total de 1 mol de alguma substância, a qual está em estado padrão.

2. Entalpia de formação: corresponde à energia, absorvida ou liberada, durante a reação de 1 mol de substância simples, resultando em uma substância composta.

3. Entalpia de mudança física: nesse processo é calculada a quantidade de energia para alterar o estado físico de 1 mol de alguma substância, o que pode ocorrer através de fusão, solidificação, liquefação ou vaporização.

4. Entalpia de neutralização: é a energia absorvida ou liberada, na mistura de soluções ácida e básica.

5. Entalpia de decomposição: corresponde à quantidade de energia absorvida ou liberada, quando o produto final da decomposição de uma substância composta resulta em substâncias simples.

Entalpia de solução: como a variação é calculada?

O cálculo da variação de entalpia de solução envolve as duas etapas desse processo de dissolução de substâncias em água. Primeiro, é necessário determinar a [entalpia reticular], decorrente do processo de absorção de energia, quando a substância é dissolvida.
Depois, é preciso conhecer a [entalpia de hidratação], relativa à liberação de energia. A soma das entalpias reticular e de hidratação corresponde ao valor da variação da entalpia de solução.

Entalpia reticular (ΔHret)
O processo de dissolução de uma substância em água envolve a separação de ións desse soluto. Para que isso aconteça é necessário que o retículo cristalino absorva energia, resultando na separação de cátions e ânions. Portanto, a primeira fase da dissolução envolve um processo endotérmico, com variação de entalpia positiva, uma vez que entalpia do produto é maior do que a entalpia do reagente.

Entalpia de hidratação (ΔHhid)

Após a separação dos íons do soluto, os dipolos das moléculas do solvente, neste caso, a água, irão atrair os íons de cargas opostas. Este é um processo exotérmico, ou seja, existe liberação de energia na interação entre íons e dipolo.

Conhecendo as entalpias reticular e de hidratação, é possível calcular a [variação de entalpia de solução]:

ΔHsol = ΔHret ΔHhid

O que você precisa lembrar sobre entalpia e variação de entalpia em solução:

Entalpia (H) é a grandeza física referente à quantidade de energia existente em substâncias, variando conforme as mudanças de estado físico.

Variação de entalpia (ΔH) corresponde à diferença entre a entalpia final e a inicial, determinada pela fórmula: ΔH = Hprodutos – Hreagentes

Variação de entalpia de solução é igual à soma da variação de entalpia reticular e entalpia de hidratação:
ΔHsol = ΔHret ΔHhid

As informações sobre variação de entalpia de solução foram úteis a sua pesquisa?

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Ligação de Hidrogênio

Todas as disciplinas que o currículo do ensino básico – isto é, níveis fundamental e médio – carrega têm uma justificativa para estar lá. Português existe porque a comunicação é a função mais básica do ser humano. Biologia está presente pois auxilia na tomada de uma série de decisões que impactam nós mesmos, terceiros e o planeta como um todo, e assim por diante.

Neste artigo será enfocado um dos tópicos mais importantes em química, ciência da natureza que estuda a matéria e todos seus aspectos, incluindo constituição, propriedades, transformações e as energias envolvidas nas mesmas: as forças intermoleculares, mais especificamente as ligações de hidrogênio.

Ligação de Hidrogênio

Em nosso dia a dia, vemos e manipulamos uma série de substâncias que possuem propriedades diferentes, como pH mais ácido ou mais básico, ponto de ebulição diferentes, solubilidade, dentre diversas outras. Grande parte dessas propriedades são constatadas por meio da observação e manipulação. Contudo, o físico holandês Johannes Diederik Van der Waals deu um passo à frente no estudo dessas propriedades, afirmando que o fato de substâncias diferentes terem propriedades diferentes reside nas atrações e interações que as moléculas que forma a substância interagem entre si. Justamente por isso essas interações e atrações são conhecidas como “forças intermoleculares” ou “forças de Van der Waals”.

Existem três tipos de forças intermoleculares, cada uma com seus requisitos para que possam ocorrer e suas especificidades. São elas: dipolo permanente, dipolo induzido e ligações de hidrogênio, também conhecida como ponte de hidrogênio. É sobre este último tipo que o presente artigo irá tratar.

Explicação do conceito

Quando é este o assunto, a primeira coisa que se deve ter em mente é que a ligação das moléculas em questão é covalente e capaz de conferir uma estabilidade considerável aos átomos que possuem alta eletronegatividade.
Esse tipo de lição geralmente pode ser observado em materiais com alto ponto de fusão, uma vez que elas requerem calor extremo para que possa ser quebradas. Apenas a título de exemplo, pode-se citar o ácido acético, que mesmo quando passa por um processo de ebulição total, diversas pontes de hidrogênio podem ser encontradas em seu estado em vapor.

É importante ressaltar que existe uma condição básica para que as ligações com este tipo de molécula sejam formadas: ela só pode se ligar com outro átomo se sua carga parcial for positiva. Existe uma explicação para isso.
O átomo de hidrogênio é o único que possui apenas uma camada de elétrons, chamada de K, que é ao mesmo a primeira e a única. Assim, para que atinja a estabilidade, a camada K precisa ser complementada compartilhando ao ganhando um elétron de outro átomo.

Assim, quando o hidrogênio se liga com outros elementos eletronegativos, como o oxigênio, flúor ou hidrogênio, o único próton de seu núcleo fica extremamente afastado de seu núcleo, uma vez que não existe uma camada de elétrons entre o núcleo e a camada de valência do hidrogênio, fazendo com que seu núcleo tenha o efeito polarizante destacado.
Isso significa que quanto maior o átomo, maior a dificuldade do hidrogênio estabelecer ligação, uma vez que que os elétrons da camada de valência estão espalhados pela mesma, que possui uma área relativamente grande. É justamente o que ocorre com o cloro, pois mesmo que seja tão eletronegativo quanto o nitrogênio, o hidrogênio não consegue estabelecer ligação.

O tamanho realmente é determinante no caso do hidrogênio, e um dos melhores exemplos está na água. Ao se ligar ao oxigênio e formar moléculas de água, o hidrogênio fica muito próximo de outras moléculas de água, e é justamente essa interação a responsável pelo fenômeno de tensão superficial da água, causada pela força molecular atuante nesse fenômeno.

Ligações de hidrogênio versus ponte de hidrogênio

Apesar de ter sido utilizada a expressão ponte de hidrogênio como sinônimo de ligações de hidrogênio, existe uma diferença bastante significativa entre as mesmas. Utilizar o primeiro termo para designar todas as ligações possíveis do elemento é um equívoco e está caindo cada vez mais em desuso justamente por ser errôneo.

Isso não significa que as pontes de hidrogênio não existem. Pelo contrário, elas existem sim, mas são apenas um dos diversos tipos de ligações possíveis do hidrogênio. Um exemplo interessante dessas pontes podem ser encontrada na diborana, elemento formado pelo boro e pelo hidrogênio. Na estrutura molecular dessa substância, dois átomos de boros são ligados por meio da presença de átomos de hidrogênio. O arranjo molecular é constituído por 2 elétrons que se divide em 3 átomos, formando o elemento. Neste caso, basta olhar para a estrutura molecular para entender o porquê das ligações serem generalizadas pelo nome de “pontes de hidrogênio”, pois de fato neste caso elas são verdadeiras fontes.

Com essa breve, mas completa explicação, esperamos que tenha ficado claro ao que o conceito estudado corresponde. Em caso de qualquer dúvida, deixe seu comentário.

Mudança de Fases e Gráficos – Química

Você sabe quando ocorre uma mudança de fase? Essas alterações acontecem quando uma substância acaba cedendo ou perdendo a energia térmica que possui para um meio ou ambiente externo. Mas como isso acontece? Quais as suas variações? Essas mudanças ocorrem com todos os tipos de substâncias? A resposta para essas e outras perguntas você terá agora.

Mudança de Fases e Gráficos - Química

Todas as substâncias presentes em nosso meio podem se apresentar de três maneiras ou estados físicos diferentes:

No estado líquido;
No estado gasoso;
Ou no estado sólido.

Esses três estados físicos diferentes também são comumente chamados de estados de agregação da matéria ou até mesmo de fases da matéria. Essas três definições significam a mesma coisa e podem ser utilizadas para definir os estados das substâncias.

Mas quais as características que diferenciam as fases da matéria? A grande diferença entre os três estados da matéria está diretamente ligada com as características moleculares que normalmente estão presentes nas substâncias. Conheça agora um pouco mais sobre cada fase e suas principais diferenciações e características.

Estado sólido, líquido e gasoso

Vamos começar o nosso passeio pelas fases da matéria com o estado sólido. O estado sólido acontece quando as moléculas ou átomos que fazem parte de uma substância estão totalmente unidos por meio das fortes e intensas fortes elétricas que atuam sobre essas partículas.

Todos os átomos que constituem essas substâncias são formados de maneira extremamente regular e uniforme por uma estrutura cristalina. Essa estrutura acaba se repetindo e ajudando na formação da substância sólida. No caso das moléculas presentes no estado sólido, percebe-se que elas possuem uma energia muito baixa e permanecem praticamente todo o tempo em repouso, como se estivessem descansando.

No caso do estado líquido, as forças de ligação presentes nessa fase acabam se mostrando menos intensas do que as ligações encontradas no estado sólido. Essa fraqueza nas ligações acaba fazendo com que as moléculas da substância acabem se afastando entre si e se movimentando de maneira mais fácil e livre. Essa situação faz com que as moléculas tenham mais energia e não permaneçam o tempo todo em repouso, característica que explica porque as substâncias em fase líquida possuem a capacidade de ocupar todo o volume do espaço ou recipiente em que estão localizadas.

Agora chegou a hora de falar do estado gasoso. As situações que se encontram nesse tipo de fase praticamente não possuem uma força de ligação entre os átomos. Nesses casos, os átomos acabam ficando separados um dos outros por distâncias que são muito maiores do que a separação presente nas substâncias em estado líquido ou sólido.

Uma substância em estado gasoso é conhecida como gás. Esses gases possuem a capacidade de se adaptar a forma e ao volume do local em que estão armazenados. Além disso, eles têm um índice elevado de energia e costumam se movimentar de maneira desordenada, característica que torna a missão de comprimi-los mais fácil do que parece.

Os gráficos utilizados para representar as mudanças de fases de uma substância são constituídos por dois pontos que demonstram que a temperatura permaneceu constante por um período de tempo. Isso geralmente acontece quando há uma alteração da fase de uma substância considerada pura.

Um pouco mais sobre a mudança de fases

A alteração de fases de uma substância só acontece quando há a retirada de calor de um corpo ou matéria. O que determina o grau de agitação das moléculas de uma substância é a energia térmica conhecida como calor.

Quando o calor de um corpo é alterado, ele acaba trazendo algumas alterações no arranjo molecular dessa substância, situação que torna a mudança de fase uma realidade. Para nomear essas mudanças de fase, precisamos considerar o estado final e inicial da matéria.

A fusão é a mudança de fase que acontece quando a substância passa do estado sólido para o estado líquido. Um exemplo dessa mudança é quando o gelo se derrete e acaba se transformando em água. Nessa situação, a matéria sólida recebe calor, o que eleva a agitação das suas moléculas e ao combate das interações atômicas presentes na fase sólida.

No caso da solidificação, acontece a situação contrária. Nessa mudança de fase, há a alteração do estado líquido para o estado sólido, que pode ser observada, por exemplo, quando transformamos água em gelo. Essa solidificação só acontece quando a substância perde energia. Essa situação diminui as vibrações moleculares e faz com que elas se unam, formando a matéria sólida.

A vaporização acontece quando a substância líquida é aquecida e passa para o estado gasoso. Nesse caso, toda a energia térmica recebida causa a agitação das moléculas presentes na substância, que acabam se separando imediatamente.

A condensação é uma mudança de fase caracterizada pela passagem do estado gasoso para o líquido. Já a sublimação é realizada quando existe a passagem do estado sólido para a fase gasosa de maneira direta, sem a passagem anterior pelo estado líquido. Por fim, existe a cristalização, situação que acontece quando há a mudança da fase gasosa para a fase sólida, sem antes passar pela fase líquida.

Resumo sobre como funciona a Eletrólise da Água

Muitas fábricas dependem do uso de hidrogênio para desempenhar diversas tarefas. Seja para criar um produto ou outra atividade, esses espaços precisam de energia elétrica para funcionar e o hidrogênio é obtido para fornecer essa energia. O uso desse gás é mais benéfico do que a queima de combustíveis fósseis, uma vez que muitos gases nocivos à atmosfera são propagados e prejudicam o ar.

Resumo sobre como funciona a Eletrólise da Água

 

Como alternativa para evitar a queima dessas substâncias, a eletrólise da água é uma medida mais saudável, rápida e barata que fornece o hidrogênio através da decomposição de uma molécula de água (H2O). Esse processo eletroquímico não é difícil de ser feito e pode ser usado em diversas situações do dia a dia.

O que é a eletrólise da água?

Antes de entender como esse processo acontece com a água, é importante saber que ele não ocorre somente com esse líquido. Outras substâncias também podem sofrer essa ação e gerar outros materiais de maneira prática e sem a intervenção de medidas mais complexas.

O conceito da eletrólise compreende a conversão de uma energia química em energia elétrica ou vice-versa. Tudo isso é feito artificialmente através de um condutor ou um semicondutor que suporte a ação eletrolítica e consiga gerar a decomposição das moléculas sem nenhuma dificuldade.

Levando para o lado da água, a eletrólise ocorre quando o líquido tem suas moléculas ionizadas através de um condutor gerando oxigênio (O2) e o hidrogênio (2H2). A indução é feita através de fontes condutoras capazes de mover os elétrons do lado positivo (ânodo) para posição negativa (cátodo) e assim gerar energia elétrica. Essa fonte pode ser de vários tipos:

• Sais

• Bases

• Ácidos

• Combinação de duas dessas substâncias para gerar uma energia mais forte

Como a água não conduz a energia sozinha, um desses materiais força os elétrons com a solução aquosa a irem até o lado negativo da fonte condutora para dissolver a molécula de água. Desse modo, os íons se descarregam na água sem problema. O hidrogênio é interligado à posição do cátodo (lado negativo) e o oxigênio ao ânodo (lado positivo). Se a fonte condutora (sais, bases ou ácidos) for usada numa quantidade fraca ou insuficiente, a eletrólise da água poderá surgir, mas bem devagar ou gerar uma energia também fraca.

Eletrocatalisadores são outros materiais que podem auxiliar caso a fonte condutora não consiga suster o processo eletroquímico sozinho. A ferramenta é capaz de mover a autoionização da água mais rapidamente, pois somente uma molécula se ioniza a cada 555 milhões de moléculas da solução aquosa. O nitrato de potássio, o ácido sulfúrico e o hidróxido de sódio, usados em outros processos químicos, também são substâncias que auxiliam no aceleramento dessa ação.

A origem desse processo

Foi em 1800 que os primeiros experimentos voltados à eletrólise foram executados e desenvolvidos a ponto da água também ser usada para fazer o processo. Alessandro Volta foi um físico italiano que usou dois discos de cobre e um de zinco para produzir energia elétrica. Esses discos ficaram separados por um algodão com uma solução salina em sua consistência.

Tendo essa fonte condutora de energia com os dois tipos de metal interligados às duas posições (ânodo e cátodo), o cientista criou um tipo de pilha eletroquímica. Sete anos mais tarde, o cientista britânico Humphry Davy realizou a mesma ação, mas com a decomposição do potássio através de uma corrente elétrica. Mas foi John Frederic Daniell que conseguiu montar o conceito básico de eletrólise a partir da interligação de eletrodos de cobre de zinco a uma ponte salina para intensificar a produção de energia elétrica.

O que Daniell percebeu é que a eletrólise, até mesmo na água, só vai ocorrer quando a fonte de energia é forte o suficiente para produzir a energia a uma velocidade considerável e com as moléculas em perfeito estado. No caso de uma pilha, por exemplo, somente uma fonte condutora forte é capaz de gerar energia elétrica em bom estado e que não seja fraca.

Com relação ao processo na água, algumas substâncias precisam ter íons capazes de se dissolverem nela e assim gerar a energia necessária. Mas cada elemento químico possui uma quantidade diferente de descarga para mover os elétrons de um polo a outro. De um lado, existem elementos que possuem maior consistência e força para descarregar os cátions (elétrons negativos). E do outro, elementos específicos conseguem descarregar ânions (elétrons positivos) com mais facilidade e com uma maior intensidade. Um exemplo interessante para a liberação de cátions é o Zinco, que consegue liberar com mais praticidade os elétrons e gerar uma energia apropriada. Já o hidróxido de sódio, por não ser um metal alcalino, consegue liberar os ânions e deixar que eles sejam dissolvidos na água sem nenhum problema. O ideal é que se preste atenção à natureza das substâncias utilizadas e conferir se sua condutividade será eficiente para gerar a eletrólise da água.