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A geografia é um ensino fundamental para entender geopolítica e outros fenômenos físicos do nosso planeta. Confira no Resumo Escolar várias atividades de Geografia

Taiga (Floresta de Coníferas ou Floresta Boreal)

Também chamada de floresta boreal, a taiga é um bioma de árvores coníferas predominantemente presentes no hemisfério norte como Canadá, Alasca, Groenlândia, Noruega, Finlândia, Suécia, Sibéria e até mesmo no Japão. Há uma abundância de pinheiros, abetos, larícios e espruces, típicas desse tipo de vegetação e que, como principais características, são altas e retas.

Taiga (Floresta de Coníferas ou Floresta Boreal)

Em geral essas árvores possuem folhas mais finas, que vão afunilando na copa, criando uma espécie de agulha. Por serem sempre de clima frio, são revestidas com uma substância semelhante a uma resina, que impede o acúmulo de neve evitando que congelem. A falta de variedade também se reflete em sua fauna, povoada por raposas, ursos, esquilos, alces e linces, que conseguem conviver bem em ambientes temperados.

A vegetação da taiga

Poucos são os biomas capazes de sobreviver a um ambiente muito frio e polar. Típico de elevadas latitudes, a taiga é comumente confundida com a tundra, mas sua principal diferença é que o solo descongela no verão, fazendo com que os animais realizem uma migração e as florestas possam se formar de maneira aciculifoliada. O inverno tem temperatura baixíssima, que pode ficar abaixo de -50ºC. O verão é mais curto que o normal, apresentando temperatura média de 20ºC e degelo, que forma lagos e pântanos típicos.

Raramente chove numa floresta boreal, fazendo com que o solo seja bastante pobre em nutrientes e só permita o desenvolvimento de plantas que sobrevivem a situações precárias. A taiga circula regiões ainda mais geladas, que à medida que vai avançando, vai se transformando em tundra. Na zona de transição as árvores coníferas vão ficando cada vez mais raras e dando lugar a gramíneas e arbustos.

A tundra fica localizada apenas no extremo norte, com as mais baixas temperaturas do planeta e não há árvores de grande porte, apenas arbustos que conseguem se manter em solos congelados.

Considerada o maior bioma do mundo, a taiga é designada como biogeográfica subártica setentrional e seca, sem grande variedade de vegetação. É propícia aos mais variados tipos de pinheiros, larícios, abetos e espruces, chamadas de árvores coníferas por possuem um formato de cone. Esse tipo de árvore tem uma composição que permite sobreviver ao clima muito frio. Suas folhas aciculares possuem uma película semelhante a uma parafina ou sebo, permitindo que mantenham sua temperatura e umidade interna mesmo em altas temperaturas.

A maior parte das árvores desse tipo de vegetação mantêm suas folhas por todo o ano, para aproveitar o máximo de luz solar, para realizar sua fotossíntese. Sem a necessidade de produzir novas folhas como ocorre com os outros tipos de árvores, não há gasto de energia, que pode se manter acumulada para os momentos mais críticos. Porém, há alguns tipos de árvores coníferas como os larícios europeus, cujas folhas são caducifólios e podem cair no inverno para não perder a água que conseguem acumular.

Toda a estrutura das árvores coníferas se justifica para a taiga. Seu curioso formato em cone é uma forma de evitar o acúmulo de neve em sua copa, que poderia danificar toda sua estrutura com o peso. O revestimento das folhas também mantém essa proteção, evitando que o frio intenso resseque o tecido; seu tamanho mais reduzido impede a perda de água, já que quanto menos espaço para transpirar, maior será sua hidratação.

Mas a floresta boreal tem uma flora pouco diversificada e que apresenta uma variedade bastante reduzida quando comparada a um bioma tropical. Por se desenvolverem em baixas temperaturas, permanecer em locais com água congelada e se posicionarem uma do lado da outra como um verdadeiro cinturão verde, acabam impedindo que a luz solar chegue ao solo e torna precária a quantidade e qualidade de vegetação rasteira. Os musgos são mais comuns, assim como pequenos arbustos e líquens.

Características da fauna da taiga

Por possuir uma vegetação bastante peculiar, a floresta boreal também atrai uma fauna específica e que não é encontrada em nenhum outro tipo de vegetação. Os mamíferos são predominantes e incluem espécies raras como o urso polar, que já é considerado em extinção.

Muitos animais, principalmente as aves, migram para outras regiões quando a temperatura começa a baixar, mas há os que estão preparados e permanecem em seu habitat.

Com a altura de um cavalo e chifres achatados, os alces são os maiores cervídeos do planeta e são encontrados facilmente numa taiga, assim como os veados e renas. Os esquilos, lebres, linces, tigres, martas e coelhos também são muito comuns nesse ambiente. Dentre as aves estão os falcões e pica-paus, e nos mares o salmão e atum, peixes de águas muito geladas.

Durante o degelo dos curtos períodos de verão, as aves são atraídas pelo excesso de insetos que surgem nos pântanos formados, ajudando a manter o ciclo de vida da fauna da região. No inverno, alguns dos animais que ficam na floresta boreal hibernam, enquanto outros continuam sob a proteção de sua própria composição física.

Como as condições climáticas de boa parte das taigas são impróprias ao homem pelas temperaturas baixíssimas, há muitos espaços intocáveis e que jamais foram explorados. Mas as partes mais acessíveis acabam sendo devastadas pelo alto valor comercial de suas árvores e pela mineração.

Fenômenos Naturais

A primeira questão a ser esclarecida sobre o tema é que não se deve confundir fenômenos naturais com desastres naturais.

Fenômenos Naturais

Por uma questão cultural, as pessoas associam a palavra “fenômeno” a episódios grandiosos, que possuem a condão de trazer grandes consequências, como ciclones, terremotos, vulcões, maremotos e tantos outros.

Grande parte daquilo que o senso comum entende como fenômeno natural é, na verdade, um desastre natural. O importante a salientar é que todo desastre natural é um fenômeno natural.

Fenômenos naturais são todos os eventos da natureza. Assim como a chuva, a transformação de uma lagarta em borboleta ou o nascimento de um bebê urso na Coreia do Norte fazem parte desse conceito.

Fenômeno natural e fenômeno artificial

As relações e as diferenças entre fenômenos naturais e artificiais são bem fáceis de entender.

Apenas para reforçar o conceito, o fenômeno é um evento que pode ser identificado, observado, descrito e explicado.

Segundo o filósofo Immanuel Kant, todavia, a percepção do fenômeno é apenas o registro da experiência humana, que não se assemelha às coisas naturais como elas são de fato.

O fenômeno artificial é todo aquele provocado pela ação do homem. A luz elétrica, a roda que move veículos, a internet, todos são exemplos de fenômenos artificiais, embora seja necessário observar que esses últimos estão tão condicionados às leis naturais quanto os últimos.

Há casos, porém, em que os efeitos da ação do homem e da natureza se misturam. Embora haja uma corrente científica que garanta que o efeito estufa, no estágio atual em que se encontra, é um fenômeno 100% natural, sem qualquer interferência humana, a estudos outros que afirmam o contrário, qual seja que os gases causadores do aumento do efeito estufa são aqueles emitidos à atmosfera pela atividade humana.

O nascimento de um novo ser humano é um fenômeno natural, mas pode ser induzido artificialmente, através de um processo cirúrgico. Na verdade, o homem desenvolveu técnicas para fertilização e fecundação artificial. O curso de um rio é um fenômeno natural, mas o homem constrói barragens e muda esse curso de modo a atender suas próprias necessidades, gerando energia ou levando água a regiões secas, melhorando a qualidade de vida das populações locais.

Pode-se entender que, sendo o homem um fenômeno natural, também o sejam suas ações, ainda mais sendo essas condicionadas pelas leis naturais. Trata-se de um mamífero, que se reproduz como os demais. Não obstante, o homem é o único entre os seres conhecidos sobre a terra que possui consciência e capacidade de aprendizado não instintivo e permanente. O homem é o único animal capaz de transformar a natureza, em que reside, também, a maior ameaça ao planeta e à própria existência humana.

A própria consciência da ameaça pode ser um processo transformador, pois tem aumentado a percepção de que a raça humana é parte da natureza e responsável pela harmonia nas diversas relações naturais. A defesa do meio ambiente, da biodiversidade, do desenvolvimento sustentável e até mesmo de melhores condições de vida para o conjunto das populações humanas se enquadram nessa visão.

Fenômenos naturais – Exemplos de maravilhas da natureza e espetáculos assustadores

Enquanto o homem persegue sua própria consciência, a natureza segue proporcionando fenômenos maravilhosos e espetáculos assustadores.

1 – Vulcões

Os vulcões são estruturas geológicas através das quais substâncias do interior da terra são expelidas por meio de uma abertura.

As fendas são abertas pela atividade vulcânica no interior da terra rompendo o bloqueio de rochas mais frágeis, lançando magma, cinzas e gazes no exterior.

Um vulcão em erupção é um fenômeno fascinante e também assustador.

2 – Neve

A neve é um fenômeno natural capaz de construir paisagens ao mesmo tempo fascinantes e desoladoras.

Acontece quando a temperatura está mais de 20 graus abaixo de zero, o que faz com que se formem cristais nas nuvens, que se juntam no percurso até o solo e voltam a ficar congelados.

3 – Raios

Os raios fazem parte do pacote de eventos assustadores. Trata-se de uma descarga de energia, que chega a atingir 125 milhões de volts, lançada na terra, capaz de produzir grandes estragos, como abrir valas no chão.

4 – Terremotos

Os terremotos estão na categoria dos fenômenos naturais mais temidos pelo homem, capazes de arrasar cidades inteiras.

São acarretados por uma falha geológica, decorrente da movimentação das placas tectônicas e da deformação das rochas. Além dos tremores, o terremoto pode abrir fendas na terra.

5 – Tsunami

Tata-se de um fenômenos originado por erupção vulcânica, terremoto ou outro evento natural, que provoca um movimento de água, formando uma onda que pode se movimentar por milhares de quilômetros. Eventualmente, encontro a costa e as ondas de pouco mais de um metro se transformam em gigantes que podem superar os 30 metros.

6 – Pororocas

A pororoca é o fenômeno causado pelo encontro do Rio com o mar, cuja principal característica é o estrondo do choque entre as duas massas de água e a formação de ondas.

Solos

Quando pensa-se nos elementos que permitem a existência de vida na terra, o primeiro pensamento é o ar e a água. De fato, trata-se de elementos vitais; no entanto, existem outros que são tão importantes quanto, apesar de não receberem a atenção devida. Este é o caso do solo.

Solos

Dito de maneira simples, ele consiste em um elemento que forma a camada mais superficial da crosta terrestre. Essa camada é resultante de um extenso e paciente trabalho da natureza, uma vez que ela consiste de partículas orgânicas e minerais que vão sendo depositadas no chão em camada, e devido à ação de diversos agentes – a exemplo dos fenômenos climáticos, como sol intensa, chuva, ventos e frio combinados com a ação de organismos como fungos, bactérias e cupins –, vão desgastando as camadas e formando os diferentes tipos de solo.

Em termos científicos, pode-se dizer que o solo é originado a partir da pedogênese, um processo físico e químico que atua sobre a litosfera – camada sólida externa localizada na superfície de planetas –, fazendo com que diversas ações ocorram sobre a superfície.

Composição e funções do solo

Apesar de haver diversos tipos de solos ao redor do mundo, cientificamente é possível afirmar que sua composição é composta por quatro camadas, todas bastante conhecidas.

A primeira camada é o chamado solo fértil, ou seja, aquele rico em substâncias orgânica que permite que o plantio o crescimento das plantas por meio da água e sais minerais que contém.

A segunda camada corresponde a de sais minerais, na qual estão presentes a argila, o calcário e a areia. A terceira camada é a de rochas sedimentares. Por fim, a quarta camada é a de rocha matriz, ou seja, que ainda não possuem elevado grau de decomposição.

Para o homem, os solos têm imensa importância pois são de onde seu alimento provém, uma vez que mesmos os animais dos quais provém a carne se encontram em uma cadeia alimentar na qual em algum momento as plantas são determinantes. Indo um pouco além na história, foi a capacidade de manipular o solo que permitiu que o homem deixasse de ser nômade para estabelecer moradia em um só local, dando origem às sociedades.

Essa camada mais externa da superfície terrestre também é responsável pela reciclagem de matéria orgânica, evitando que o chão vire um “lixão” de compostos orgânicos, por controlar o fluxo de água, por preservar a qualidade da água presente nos lençóis freáticos (subterrânea), dentre diversas outras importantes funções.

Classificação

Antes de partirmos para os tipos propriamente ditos, vale ressaltar que a classificação dos solos nesta ou naquela categoria é feita de acordo com a granulometria, da dimensão e distribuição dos grãos que compõem determinado terreno. Existem outras classificações, como por cor e taxonômica, mas aqui a de acordo com a granulometria será a adotada.

Arenoso: como o próprio nome indica, nos terrenos compostos por este solo predomina a areia em sua composição, indicando duas importantes propriedades: a primeira é formado por minerais primários e quartzo; a segunda é que ele não tem capacidade de reter água, sendo por isso pouco fértil. É encontrado em algumas partes da região Nordeste do Brasil;

Árido: este tipo de terreno é encontrado em regiões que possuem baixo índice pluviométrico, chegando muitas vezes a ficar anos sem receber água. Justamente por este motivo, é extremamente infértil, sendo capaz de abrigar e manter somente animais e plantas altamente adaptadas à falta d’água;

Argiloso: este lembra o arenoso, mas sua composição é majoritariamente formada pela argila, o que significa que mesmo que não tenham tanto porosidade (capacidade de absorver água) como o solo arenoso, quando bem distribuídos possui grande capacidade de retenção de água, especialmente se tiverem poros de origem biológica, como ocorre em terrenos argilosos em diversas partes do Brasil;

De montanha: como visto, na formação dos solos ocorre o desgaste de rochas. Como as montanhas são altas, a superfície de suas rochas demoram a serem desgastadas, e por isso este é um solo tido como jovem;

Lixiviado: em terrenos com essa composição, os índices pluviométricos são altíssimos, o que causa uma retirada excessiva de potássio e nitrogênio da superfície, tornado-a pobre em nutrientes;

Negro de planícies e pradarias: é encontrado em vastas regiões do globo terrestre, como o cerrado brasileiro, que fica em uma imensa planície. Tem como principal característica o fato de ser rico em matéria orgânica, fazendo com que vegetação predominante seja rasteira;

Latossolo: uma de suas principais características são os tons terrosos dado pela alta concentração de óxidos, como o de ferro. Possuem alta porosidade, são profundos e encontrados em região de clima tropical semiúmido e úmido, como em grande parte da África e do Brasil;

Orgânico: é considerado como o mais fértil, pois a decomposição da matéria orgânica fornece minerais e outros compostos necessários ao crescimento das plantas. Apesar disso, perde grande parte de sua fertilidade em clima tropical.

Pampas

Os pampas, ou somente o pampa, é uma região geográfica que está localizada somente no estado brasileiro do Rio Grande do Sul e corresponde a cerca de 63% de todo o território estadual.

Pampas

Neste artigo, você vai aprender tudo a respeito desta área, quais são as suas características e importância, não somente para o Rio Grande do Sul, mas para todo o planeta. Veja a seguir:

Principais características dos Pampas

A palavra pampa tem origem indígena, quéchuá e aimará e significa planície. A área está subdivida em 3 diferentes biomas é considerado como um dos ecossistemas mais antigos do país. Por isso, possui uma rica biodiversidade, incluindo espécies que ainda não foram catalogadas e são desconhecidas da ciência.

Estudiosos acreditam que há mais de 3 mil espécies de plantas, em sua maioria gramíneas. Com relação à fauna, estima-se que somente no pampa gaúcho, podemos encontrar mais de 500 espécies de aves, 100 de mamíferos e muitos outros animais. Por este motivo, é considerado patrimônio natural genético, natural, além de também cultural, com importância tanto nacionalmente quanto em todo o mundo.

O clima encontrado por ali é o temperado subtropical. Ou seja, suas características envolvem uma grande variação de sazonalidade com as 4 estações bastante definidas. Nos extremos, os verões são bastante quentes e os invernos bem frios, incluindo uma grande incidência de geada e até neve de forma mais esparsa. As temperaturas médias do pampa ficam em torno de 15 e 18 graus Celsius, sendo que as máximas podem alcançar 38 graus e as mínimas, -10 graus Celsius.

Estas características climáticas existem devido a presença de massas de ar que são oriundas da área Tropical Continental e Atlântica e também dos polos. São as movimentações constantes destas massas, portanto, que definem as temperaturas do local.

O solo dos pampas é bastante fértil e desde sua colonização Ibérica, permite a vasta atividade pecuária devido as gramíneas existentes naturalmente. Os campos nativos portanto, permanecem como sendo a principal pastagem para o gado criado na região. Desta forma, acaba ocorrendo uma proteção da fauna e da flora local, além da própria cultura da região, campeira e que se tornou a marca e a imagem do gaúcho.

Mas infelizmente, nos últimos anos, têm havido uma rápida alteração na região, a partir da iniciativa de fazendeiros que incluíram pastagens de espécies exóticas no pampa. Com isso, têm havido não somente uma alteração nas paisagens do local, como também proporcionado um desequilíbrio ambiental bastante sério.

Segundo estudos realizados na região, esta alteração e a monocultura, têm sido responsável por uma diminuição muito rápida no bioma. Em 2008, segundo dados do CSR/IBAMA, 2010, restavam apenas 36% da vegetação nativa.

Por este motivo, muito da diversidade biológica e cultural que existe nos pampas, e que faz parte da história do Rio Grande do Sul desde seus primórdios, está agora ameaçado. Afinal, este tipo de alteração na natureza de um meio ambiente contribui para desequilíbrios nas populações de animais, além de causar a erosão e o enfraquecimento do solo.

A importância dos pampas para o planeta

Pode parecer exagero, mas todo e qualquer pedaço de terra no planeta é importante para o equilíbrio do meio ambiente. Por isso, o pampa, que é uma vasta área rica em fauna e flora, também é tão importante para a proteção de todos os ecossistemas existentes, inclusive os que estão do outro lado do mundo.

Além disso, somente 25% de toda a superfície do planeta possui características de campo, como as que podemos encontrar no Rio Grande do Sul. Parece muito, mas nem todas estas áreas são protegidas. Parte disso ocorre porque, menos exuberante do que as florestas, estas regiões acabam passando a impressão de que estão repletas apenas de pastagens, o que não é verdade.

Muitas outras plantas e animais só podem sobreviver neste tipo de característica e manutenção dos pampas portanto, pode garantir o equilíbrio total de outras espécies e inclusive do clima. Cabe portanto a todos que estão envolvidos diretamente com as atividades econômicas que sobrevivem dos pampas, agir de forma mais responsável para com a sua proteção.

Para isso, é preciso, antes de mais nada, evitar a plantação de gramíneas exóticas e manter o equilíbrio com as matas ciliares, capões de mata e banhados, que também fazem parte desta mesma região. Buscar a diversificação de produção e investir em um manejo mais responsável também é primordial.

O Estado também deve garantir a proteção destas áreas, através de programas que visem a manutenção dos pampas. Atualmente, pouco mais de 3% de toda a área é protegida por lei, sendo que somente 0,9% são integralmente, enquanto os demais são voltados ao uso sustentável. É preciso portanto investir na criação de mais áreas de preservação, em conhecimento e no fomento do desenvolvimento econômico sustentável e na educação de produtores rurais e agropecuários da região.

Sistema Terrestre

O sistema terrestre é um conjunto de elementos que formam o ambiente global, sendo este autorregulado, porém ao mesmo tempo influenciado por atos humanos. Dentro do sistema se incluem as diferentes esferas e suas relações. Entendê-las, bem como entender o funcionamento do planeta como um todo, é fundamental para compreender as ações da natureza, os ciclos e os processos que vemos ocorrer o tempo todo na Terra.

Sistema Terrestre

Como se divide o sistema terrestre

Ainda que seja importante considerar a Terra em um sentido fechado, para chegar a isso, é inevitável estudar sobre os componentes que se relacionam para fazer funcionar os processos naturais. Os principais dentre esses componentes são as esferas. São elas:

Atmosfera
Muitas pessoas confundem a palavra “atmosfera” com o próprio ar que respiramos. É compreensível que a confusão aconteça, mas a atmosfera é, na realidade, toda a dinâmica climática do planeta, incluindo, sim, o ar, como também os gases que o envolvem. A atmosfera é a proteção da Terra, o que influencia no clima, e uma das esferas terrestres mais afetadas pela ação humana, em especial pelo conhecido efeito estufa.

Inicialmente, quando a Terra ainda estava em formação, a atmosfera era composta basicamente por gases como metano, nitrito e dióxido de carbono, por conta das constantes erupções que aconteciam no solo, ainda impossível de comportar a vida. Depois, quando surgiram os primeiros seres que realizavam fotossíntese, veio o oxigênio, que saturou a atmosfera. Hoje em dia, 99% dos gases que a compõe são o oxigênio e o nitrogênio.

Dentro da atmosfera, há ainda uma subdivisão de esferas, de acordo com suas temperaturas. São a troposfera (a cerca de 10 km de altura), a estratosfera (a 50 km), a mesosfera (a 80 km) e a termosfera (sem limite definido, algo entre 80 km e 900 km). Mais adiante, há ainda a ionosfera, composta por íons.

– Litosfera
A litosfera diz respeito à tudo que é sólido no planeta. Isso abrange estruturas internas e externas do solo, como rochas, montanhas, relevos, placas tectônicas, vulcões e mais. Vale dizer que, na Geologia, é mais comum que a litosfera seja considerada apenas a camada mais exterior, mas quando falamos de sistema terrestre, ela engloba tudo mesmo. Ou seja, os eventos naturais que tem a ver com o solo, como os terremotos ou as erupções, são explicados dentro desse conceito.

Se falarmos pelo âmbito da Geologia, a litosfera pode ser chamada também de crosta terrestre, por se tratar da camada mais exterior, composta principalmente de rochas e minerais. É o solo que vemos e que circunda a Terra. Abaixo dele há o manto, composto por rochas que se encontram em estado pastoso por ser uma área com temperaturas altíssimas – essa “pasta” é chamada de magma.

Dependendo do conceito utilizado, a divisão da Terra pode ser feita de duas maneiras. Ou apenas separando a crosta do manto e do núcleo, ou colocando mais divisões, que é onde a litosfera se encaixa. A litosfera é a crosta, seguida pela astenosfera (o manto superior), pela mesosfera (que compreende o manto inferior e núcleo exterior) e pela endosfera (núcleo interno).

– Hidrosfera
Como o nome sugere, a hidrosfera tem a ver com a água. Considerando que 70% da superfície terrestre é composta dela, é claro que a hidrosfera possui um impacto muito significativo em todo o sistema. As outras esferas também, certamente, mas a água interfere majoritariamente em ambas, além de ser essencial para a existência de seres vivos. Entretanto, não é apenas de água em seu formato líquido, como presente nos mares e rios, que é composta a hidrosfera. Ela inclui também a água em estado gasoso e sólido, e todos os processos relacionados a esses estados, como a chuva ou as geleiras.

De toda a água no mundo, mais de 97% é encontrada nos oceanos. Isso significa que menos de 3% é de água continental, ou seja, aquela encontrada em rios, lagos, geleiras, calotas de gelo e demais locais que não o mar. Além desses locais, há ainda a água que está na atmosfera (durante alguns processos climáticos), e a que se encontra no subsolo.

– Biosfera
A biosfera é o conjunto de todas as esferas já apresentadas. Ela tem esse nome porque é através da relação entre a hidrosfera, a litosfera e a atmosfera que é possível a criação e manutenção da vida no planeta. Biosfera abriga todas elas, portanto, porque engloba toda forma de vida – vegetação, animais e seres humanos.

Conclusão

É importante frisar que, mesmo que a água seja ponto de partida para muitas ações naturais, todas as esferas interagem entre si o tempo inteiro. É aí que voltamos ao ponto de partida: o sistema terrestre deve ser visto como um todo, mesmo (e principalmente) depois que conhecemos suas partes separadamente. Apenas então é possível fazer um estudo adequado e aprofundado de seus dinamismos.

Terceiro Mundo

Durante o advento da Guerra Fria, que ocorreu entre 1945, quando do final da Segunda Grande Guerra, até 1990, com o desmantelamento dos regimes socialistas no Leste Europeu, criou-se uma teoria com a finalidade de classificar países de acordo com características em comum.

Terceiro Mundo

É verdade que essa divisão foi motivada pela Guerra Fria, um período da história da humanidade em que as nações se dividiram em dois blocos: capitalista e comunista, dois regimes econômicos opostos, o primeiro baseado em ideais provenientes do pensamento liberal, o segundo fundamentado no determinismo econômico e na ditadura do proletariado de Karl Marx.

Enquanto de um lado prevalecia o poder dos grandes empresários, do outro se impunha a classe burocrática estatal, mas o que importa tanto não são as diferentes características, mas a corrida armamentista que se sucedeu após o fim da Segunda Guerra.

De um lado, a antiga União Soviética se expandia politicamente na Europa Oriental e tentava internacionalizar seu modelo político e econômico, que encontrava ressonância em países menores, como foi em Cuba, em 1959. O bloco ocidental, formado pelas nações liberais capitalistas, temia a expansão soviética, com consequente perda de mercados, tanto consumidores, para seus produtos industrializados, como fornecedores de matéria prima barata, caso de países da América Latina, Ásia, América do Sul e Caribe.

A revolução cubana é um marco da Guerra Fria, pois desafiou de forma frontal o poderio político, econômico e militar norte-americano.

Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo

Esses dois grandes blocos políticos, econômicos e militares acabaram sendo chamados, segundo a divisão dos mundos proposta, em Primeiro Mundo e Segundo Mundo, sendo o primeiro constituído pelos países desenvolvidos, com economia pautada por valores como livre iniciativa e competição, mas também ostentando altos índices de desenvolvimento humano, fomentados por poderosas políticas sociais.

Os países do Segundo Mundo eram aqueles que constituíam o bloco socialista, com forte ênfase na economia planificada e controle absoluto do Estado sobre os meios de produção. Acreditava-se que a corrida armamentista e a disputa dos dois blocos por expansão fosse redundar na Terceira Guerra Mundial, que seria marcada pelo uso de artefatos nucleares.

O Terceiro Mundo era constituído pelos chamados países pobres. Enquanto os outros dois blocos tinham na atividade industrial a sua principal premissa econômica, os países pobres, em maior ou menos grau, eram dependentes de uma economia voltada para a agricultura, pecuária e extrativista. Distribuídos principalmente pela Ásia, África, América do Sul e Caribe, esses países eram marcados por alternâncias de regimes, não raro autoritários, e forte influência política externa, principalmente dos países do bloco capitalista, basicamente Estados Unidos e Europa Ocidental.

Prova do controle que os Estados Unidos exerciam sobre a América Latina foi a derrubada de governos eleitos democraticamente nas décadas de 60 e 70, que redundaram em longo período de regimes autoritários. Uma das características desses regimes era a abertura aos produtos, propaganda e disseminação da cultura norte-americana.

Os países do Terceiro Mundo na velha e na nova ordem

Um traço marcante do Terceiro Mundo é a dificuldade de alguns países em construir uma identidade própria. No continente americano, o fato de terem sido colônias até o final do século XIX ou início do século XX atrasou a organização política e econômica dos Estados locais.

Na África e Ásia, as guerras locais e a colonização pelas nações do Hemisfério Norte durante aproximadamente dois séculos, teve o mesmo efeito. A prevalência nesses países é de população pobre, com baixo índice de desenvolvimento humano.

Países com maior identidade cultural e consciência nacional, caso de Coréia do Sul, China e Índia, chegaram ao século XXI rompendo com o paradigma de terceiro mundo. Foram países que investiram fortemente no crescimento do seu parque industrial e setor de serviço, conquistando poderio econômico e militar, de modo que a visão de Terceiro Mundo acabou ficando ultrapassada, sobretudo porque em alguns desses países, apesar do crescimento econômico espantoso, as condições de trabalho e os índices de desenvolvimento humano são decepcionantes.

Hoje, os outrora países do terceiro mundo são considerados subdesenvolvidos ou em desenvolvimento (emergentes). Os antigos países do Primeiro Mundo são considerados desenvolvidos. Assim é dividido, para fins de estudos e análise, o mundo atual.

Grande parte dos países subdesenvolvidos estão concentrados na África, um continente arrasado pelas guerras locais, sudoeste da ásia, Caribe e América do Sul.

Mesmo a atual divisão tem deficiências insuperáveis. O século XXI apresenta situações muito mais dinâmicas. O Brasil é um exemplo de país em que os três mundos parecem conviver desarmoniosamente. Esses três mundos convivem nas grandes capitais do país, onde serviços de primeiro mundo e um sofisticado parque industrial estão a poucos quilômetros de populações que vivem em condições miseráveis.

Talvez haja um dia em que a divisão do mundo, para fins de estudo e análise, derrube o paradigma das fronteiras territoriais e se fixe no indivíduo e em grupos. Nesse dia, é muito provável que as análises sejam feitas com base com base em progressão histórica. Sob esse prisma, as populações serão analisadas com base na apropriação das conquistas políticas, materiais, tecnológicas, econômicas e sociais da humanidade. Nesse dia, provavelmente será possível perceber que algumas populações vivem despojadas de conquistas mesmo do século XX, como a disseminação da luz elétrica, enquanto outras, no mesmo país, desfrutam de todas as conquistas do século XXI.

Clima Mediterrâneo

Podendo ser encontrado em diversas regiões do mundo, o clima mediterrâneo é formado por duas estações muito bem definidas e com características marcantes. Esse tipo de clima possui uma forte influência dos fatores marítimos, aspecto que pode causar algumas alterações em suas temperaturas, que geralmente se assemelham muito com o clima tropical.
Clima Mediterrâneo

O clima mediterrâneo não possui esse nome a toa. Essa nomenclatura surgiu justamente como uma forma de indicar as áreas em que ele está mais presente. Isso quer dizer que esse tipo de clima pode ser encontrado principalmente nas regiões mais próximas ao Mar Mediterrâneo.

Porém, engana-se quem pensa que esse tipo climático é exclusivo dessas áreas. O clima mediterrâneo pode estar presente em outras regiões também. As principais localidades atingidas por esse tipo climático são:

-Na África do Sul, em uma região muito próxima ao Cabo da Boa Esperança;
-Perto do Mar Mediterrâneo, principalmente no sul da Europa, em parte do Oriente Médio presente no continente asiático e também no extremo norte da África;
-Nos Estados Unidos da América;
-Na região sul do Chile;
-Na Oceania, principalmente no sudeste da Austrália.

Conheça as principais características do clima mediterrâneo

São diversas as características que podem nos ajudar a identificar o clima mediterrâneo. A principal delas é a temperatura. Quando a época é de estiagem a média das temperaturas nos países atingidos por esse tipo de clima fica entre 25 e 35 graus. Porém, durante o inverno, há uma queda de temperatura causada principalmente pelo aumento da umidade. Nesse período, os termômetros geralmente marcam entre 0 e 10 graus.

Outra característica marcante desse tipo climático é a pluviosidade. Nos locais atingidos pelo clima mediterrâneo, é possível vivenciar duas estações muito bem definidas. Nessas áreas, o verão é extremamente quente e seco. Já durante o inverno, as temperaturas caem drasticamente e chove muito. Dessa forma, os índices pluviométricos acabam oscilando entre 500 e 1000 milímetros por ano.

A proximidade do mar acaba causando uma grande interferência na umidade relativa do ar no clima mediterrâneo. Dessa forma, a umidade acaba ficando em torno de 80% durante o ano, possuindo poucas alterações durante o tempo.

A influência marítima acaba criando dois subtipos de clima mediterrâneo. Quando as regiões são mais afastadas do mar, as alterações acabam sendo mais marcantes e notadas. Isso acontece principalmente pela ação das massas de ar, que causando a elevação das temperaturas e aumentam a sensação de calor.

Porém, nas regiões que estão mais afastadas da área do mar, a situação é totalmente diferente. Nesse caso, o clima mediterrâneo é afetado de maneira inversa. Nesses casos, as temperaturas acabam diminuindo.

A vegetação presente no clima mediterrâneo é exclusiva

A vegetação típica é outra característica que torna o clima mediterrâneo muito marcante. Nas áreas atingidas pelo clima mediterrâneo, a vegetação é conhecida como floresta mediterrânea. Geralmente, as espécies presentes nesse tipo de vegetação acabam se tornando exclusivas dessa área, tornando as árvores e plantas extremamente importantes e raras.

As florestas mediterrâneas são formadas principalmente por espécies que, com o passar do tempo, acabaram se adaptando muito bem a esse clima muito atingido pela estiagem. Essas regiões são totalmente dominadas pela presença de árvores de pequeno porte e plantas das espécies maquis e também garrigues.

As oliveiras, árvores que produzem a azeitona, são consideradas plantas típicas da vegetação mediterrânea. Porém, além das espécies nativas, outros tipos de vegetação também acabaram se adaptando muito bem ao clima mediterrâneo. É o caso das parreiras.

Apesar de não ser nativa das florestas mediterrâneas, as parreiras, plantas que produzem as uvas, acabaram se adaptando muito bem aos desafios climáticos apresentados pelo clima mediterrâneo. Isso faz com que essas regiões sejam muito propícias para a produção de uvas, fazendo com que se destaquem mundialmente como grandes produtores e exportadores de vinhos.

O clima mediterrâneo é considerado um tipo climático muito propício para a prática da agricultura. Essa característica faz com que essas regiões sejam muito marcadas pela produção agrícola de alimentos e faz com que os países atingidos por esse clima acabem se tornando grandes exportadores de diversos tipos de alimentos.

Além da azeitona e das uvas, o clima mediterrâneo também favorece muito a produção de batatas. Esse tipo de tubérculo se adaptou muito bem aos períodos de estiagem que afetam essas regiões. Por isso, é muito comum que a produção de batata domine a produção agrícola de muitos lugares que possuem esse tipo de clima.

Por conta da ação humana, poucas são as florestas mediterrâneas que ainda estão preservadas e apresentam espécies originais desse tipo de clima. Antes a vegetação das áreas atingidas pelo clima mediterrâneo era marcada principalmente pelas plantas arbóreas. Porém, com o passar do tempo, outros tipos de plantas acabaram dominando essas regiões, como as plantas rasteiras e os arbustos. Para melhor se adaptarem às altas temperaturas, essas plantas acabam sendo esparsas.

Carros Bicombustíveis

Ultimamente, as fábricas automotivas passaram a produzir carros bicombustíveis. Esses veículos podem ser abastecidos tanto com álcool ou gasolina e ganharam a confiança do público por serem mais práticos e condizentes com o propósito que cada combustível proporciona ao automóvel. O trabalho com um combustível diferente não interfere na troca de um para outro de forma manual ou automática.

Carros Bicombustíveis

A maioria dos proprietários costuma se concentrar no uso do álcool e da gasolina, mas há alguns veículos, como os de taxistas, que já são projetados para funcionar à base de gás natural veicular, o GNV. A partir de comandos eletrônicos movidos por sensores, o motorista do carro pode acionar um dos combustíveis para fazer o veículo funcionar ou então misturá-los no tanque de combustão sem que o motor seja prejudicado ou outra estrutura apresente falhas.

Como surgiram os carros bicombustíveis?

A ideia de um motor que usasse dois combustíveis surgiu na Alemanha, no período da Segunda Guerra Mundial. Os militares alemães usavam bombas voadoras à base de álcool ao invés de gasolina. Como o funcionamento dessas bombas continuava eficaz, o seu uso continuou, chegando a atrair montadores norte-americanos que pensaram em fabricar carros mais potentes e ao mesmo tempo econômicos.

Foi na década de 70 que a General Motors (GM) construiu seus primeiros exemplares automobilísticos com motores para álcool (85%) e gasolina (15%). No Brasil, a difusão da fabricação desses modelos chegou cinco anos mais tarde, a partir do enfoque ao programa Pró-álcool. A medida visava a fabricação de álcool a partir de cana-de-açúcar e mandioca para estimular a economia brasileira nesse setor e desafogar a compra de gasolina no país.

Dez anos mais tarde, o programa perdeu força devido ao aumento do petróleo no mercado internacional, interferindo também no valor do açúcar. O combustível ficou mais caro e muitos consumidores se concentraram em comprar gasolina, enfraquecendo o custo-benefício e a eficácia do programa. Embora regulamentado devidamente pelo Governo Federal Brasileiro, o programa quase foi extinto e só foi ganhar força 23 anos depois.

Em 2003, a Volkswagen decidiu investir mais intensamente nesse formato e lançou o Gol 1.6 Total Flex, o primeiro de muitos carros bicombustíveis que seriam fabricados e vendidos no Brasil. Ao contrário de como eram feitos os carros militares alemães, o novo Gol garantiu a mesma proporção de um combustível para outro e o motorista poderia alternar seu uso, manual ou automaticamente, sem nenhum risco. Isso compensaria a economia do país e também o setor automobilístico, movendo outras montadoras a fabricarem carros desse mesmo estilo.

Como eles funcionam?

Assim como ocorreu com o gol, os carros bicombustíveis atuais também podem armazenar e usar os combustíveis na mesma proporção. Mas a diferença é que o tanque de um carro flexfuel é maior do que o de um carro comum. Dessa forma, há mais espaço para os dois combustíveis, uma vez que o álcool é consumido com mais frequência do que a gasolina.

Para garantir que esse consumo seja equilibrado e não cause nenhum dano, o carro apresenta três partes básicas: os sensores eletrônicos, a central de comando e o motor. O fato de o motorista abastecer o carro com um combustível e depois com outro não resulta em problemas mecânicos.

• Sensores eletrônicos: os sensores captam a queima do combustível. Ele verifica os gases emitidos (especialmente oxigênio) para gerar uma voltagem aplicada ao tipo de combustível usado. Para cada líquido, os sensores enviam a informação a um chip instalado na central de comando para fazer o carro funcionar;

• Central de comando: é onde as informações obtidas pelos sensores eletrônicos são armazenadas. Um programa é instalado num chip que se concentra na central de comando. Esse programa propõe um cálculo de como o motor pode trabalhar a mistura do combustível. No caso do álcool, o consumo não gera tantos gases poluidores, mas a potência do carro fica mais fraca, exigindo que o motorista abasteça mais vezes. Já a gasolina garante mais potência, mas a emissão de gases nocivos (advindos do processamento de petróleo) promove maior poluição;

• Motor: o motor vai ajudar sua estrutura para que o combustível mova todos os seus compartimentos. O cilindro e o ponto de ignição ficam a postos para receber o combustível e dar o comando de quando a vela pode soltar a faísca e queimar o líquido em sua caixa de combustão.

É importante que o motorista fique ciente de que a potência de um carro flex é diferente de um carro que funciona somente com um dos combustíveis. A perda de eficácia 12 vezes menor do que um carro exclusivo à álcool ou à gasolina devido a taxa de compressão ser mais trabalhada com o consumo das duas substâncias. Entretanto, como uma forma mais econômica e segura de se usar um veículo, um carro que usa os dois líquidos ainda é uma alternativa mais viável tanto para uso como para o meio ambiente.

Pentágono (EUA)

O Pentágono é a nomenclatura dada à sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, situado no condado de Arlington, Virgínia, próximo ao rio Potomac, em Washington, DC. Por ter se tornado um símbolo das forças armadas dos Estados Unidos, o prédio é comumente usado metonimicamente para se aludir ao Departamento de Defesa.

Pentágono (EUA)

A construção foi projetada por George Bergstrom (1876-1955), arquiteto norte-americano, e executada pelo empreiteiro geral John McShain, da Filadélfia. As obras iniciaram em 11 de setembro de 1941 e a inauguração do edifício deu-se em 15 de janeiro de 1943, durante a presidência de Franklin D. Roosevelt. O principal responsável pela iniciativa foi General Brehon Somervell, enquanto o coronel Leslie Groves supervisionou o seu andamento para o Exército dos Estados Unidos.

Um fato relevante sobre o Pentágono é que ele está entre os maiores edifícios de escritório no mundo inteiro, com aproximadamente 600.000 metros quadrados. Dessa área total, 340.000 m² são ocupados por escritórios. Em torno de 23 mil trabalhadores militares e civis e cerca de 3.000 equipes de apoio atuam no local. Como o nome indica, a construção conta com cinco lados e cinco andares sobre o solo, bem como dois pisos subterrâneos. Há também cinco corredores em forma de anel em cada andar, totalizando 28,2 km de extensão. A sede do Departamento de Defesa possui uma praça central, em formato de pentágono, com 20.000 m², apelidado de “ground zero” (algo como “marco zero”). Essa referência informal data do período da Guerra Fria na hipótese de que se tornaria um alvo importante da União Soviética caso uma guerra nuclear eclodisse. A seguir, explicaremos com maiores detalhes a história e a estrutura do Pentágono. Acompanhe!

A História e a Estrutura do Pentágono

Desde que foi inaugurado, em 15 de janeiro de 1943, o Pentágono estabeleceu-se com um dos prédios mais conhecidos de todos os tempos. Ele sempre pertenceu às forças armadas norte-americana e foi planejado ainda durante a Segunda Guerra Mundial. Na primeira metade de 1941, devido aos combates, o Departamento de Guerra teve como desafio o fornecer espaço para o crescente número de funcionários envolvidos na matrizes de um exército que se expandia. Inicialmente, o presidente elaborou um pedido para que o Congresso aprovasse a construção de prédios adicionais. No entanto, a proposta vencedora foi a do brigadeiro-general Brehon B. Somervell, chefe de construção, pois sugeria um esquema que recebesse todos os braços das forças armadas.

• O Pentágono ocupa uma espaço total de 116.000 m² e engloba um adicional de 21.000 m², referente ao pátio central;
• A sede foi criada para abrigar as forças armadas a partir da 2ª Guerra Mundial;
• Seu sistema de locomoção eficiente permite atravessar os pontos extremos do edifício em apenas sete minutos de caminhada;
• Esse complexo dispõe de mais de 20 lojas próprias de redes de fast food, entre as quais estão: McDonald’s, Starbucks, Subway e Dunkin’ Donuts;
• Há também um centro fitness, que atende militares e civis.

O Atentado de 11 de setembro de 2001

O capítulo mais marcante da história mais recente do Pentágono é o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001. No dia em que o prédio completaria o 60º aniversário, cinco indivíduos ligados ao grupo extremista al-Qaeda sequestraram o Voo 77 da American Airlines. Após assumirem controle do avião, que ia do Aeroporto Internacional Washington Dulles ao Aeroporto Internacional de Los Angeles, eles colidiram deliberadamente com o Boing 757 contra o setor ocidental da sede. Esse ataque ocorreu às 9:37 EDT, como parte das demais ações de 11 de setembro de 2001 que atingiram os Estados Unidos. Como resultado, todos os 59 civis e os 5 terroristas que estavam dentro da aeronave acabaram morrendo. Em adição, 70 civis e 55 militares presentes no prédio do governo foram vitimados pelo impacto.

A área afetada tinha um melhor preparo para suportar eventuais ataques, o que contribuiu para um número menor de baixa. Esse reforço na segurança teve como motivação o atentado de Oklahoma City, de 1995, e a obra estava quase finalizada. Devido ao choque, a estrutura do prédio ficou bastante comprometida e houve colapso de um setor. Por sorte, no período do atentado, o Pentágono estava em reparos e vários escritórios estavam vazios.

Os mesmos profissionais encarregados de renovar o edifício realizaram as reconstruções dos setores danificados pelo atentado. A função adicional foi chamada de “Projeto Fênix” e as salas danificadas forma reocupadas em 11 de setembro de 2002, exatamente um ano depois do ataque.

Conforme a seção do Pentágono foi restaurada, criou-se no ponto de impacto um pequeno memorial e uma capela. Já no quinto aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001, elevou-se um memorial constituído por 184 feixes de luz no pátio central, cada luz representando uma das vítimas. Ainda, anualmente uma bandeira estado-unidense é hasteada no setor do Pentágono que avariado e, à noite, a lateral do prédio ganha uma iluminação azul.

• O atual Memorial do Pentágono é um parque com 8.100 m² e 184 bancos, que simbolizam cada morto. Ele foi aberto ao público em 11 de setembro de 2008;

• O atentado ao Pentágono foi a primeira ação estrangeira com grandes repercussões em instalações do governo em Washington desde que o incêndio de 1812 pelo Império Britânico na Guerra Anglo-Americana.

População da Guiana Francesa

O extremo norte do Brasil, na cidade de Oiapoque, faz fronteira com a Guiana Francesa. Seu nome original é Departamento Ultramarino da França e não é uma nação independente e sim uma possessão francesa. A população da Guiana Francesa é composta por uma grande variedade de culturas, devido à forma como ela foi colonizada, que inclui mestiços de índios, negros e europeus, minorias asiáticas e brasileiros.

População da Guiana Francesa

A língua oficial é francesa e a moeda oficial o Euro, por estar atrelada a Europa. A maior parte do país é constituída por mata, praias e ilhas paradisíacas, que tem muitas belezas naturais que elevam o turismo na região, com pessoas em busca de seus bosques tropicais, flora e fauna típica. Além do turismo, a população vive de agricultura, pesca, extração de madeira e minerais mas, economicamente, ainda é totalmente dependente da França.

Como foi criada a população da Guiana Francesa

A Guiana Francesa tem estatuto de região administrativa, mas nunca teve de fato uma soberania e tem em seu território uma sucessiva gama de disputas. Sua primeira ocupação foi feita pelos índios aruaque, seguido pelo espanhol Vicente Yáñes Pinzón. Foi então o começo de várias invasões de ingleses, espanhóis, holandeses, portugueses, e por fim a França. Foi Daniel de La Touche, o mesmo criador de São Luís do Maranhão, quem reivindicou a área que só foi anexada de fato em 1900. A região é a única pertencente à União Europeia da América do Sul e possui os mesmos direitos de todos os outros de posse da França.

Os ameríndios foram os primeiros a implantar sua cultura e civilização na região e permaneceram constituindo a maior parte da população por mais de 400 anos. São as várias civilizações indígenas que disputam territórios e perseguem os habitantes, causando uma mistura de línguas cada vez maior como a tupi-guarani, aruaque e carib.

Sua presença sempre foi muito marcante, mas a suprema maioria foi dizimada pelas sucessivas colonizações, escravização, armas e doenças. Hoje restam somente 9 mil índios que conseguiram resistir a todas as colonizações e dizimações que enfrentaram. A maior parte deles vive em áreas protegidas e separadas pelas suas civilizações e línguas.

Mesmo que os primeiros brancos a chegarem no local para colonizar a terra tenham sido espanhóis, os franceses sempre tentaram se instalar, começando ainda em 1503. Inclusive eles se sentiram no direito de explorar a nova terra, por ela não fazer parte do Tratado de Tordesilhas, que a desconhecia. Até que em 1652 os colonos franceses foram dizimados pelos índios e as doenças tropicais, fortalecidos pelo excesso de tirania dos colonizadores que se baseavam em humilhações e perseguições.

Depois de centenas de tentativas de colonização e instalações de outros povos como os holandeses, a Guiana Francesa começou a desenvolver sua agricultura com a exportação de algodão, cana de açúcar, índigo, café, especiarias, madeiras e baunilhas, com a força do trabalho de escravos africanos, até que foi abolida pela França após sua Revolução. A descoberta do outro tornou a disputa entre França e Holanda mais intensa, atraiu ainda mais pessoas de diversas partes do mundo e dizimou grande parte da população ameríndia.

A Guiana Francesa também foi uma colônia penal, para onde eram levados presos para trabalhos forçados. O complexo de presídios da Ilha do Diabo possuía um tratamento desigual e desumano, que serviu de inspiração para o livro e filme Papillon, de Henri Charrièrre.

A população hoje

Com uma mistura tão grande de culturas vindas de inúmeras civilizações em toda sua trajetória, a população da Guiana Francesa é de 80% mestiços de brancos com negros, negros com índios e índios com negros. Há também um grupo menor de índios, negros descendentes de escravos fugitivos, asiáticos da China, Laos e Índia, franceses, libaneses e brasileiros que chegaram ao local em busca do ouro.

Os dados mais recentes indicam uma população total de 289.206, sendo 144.775 de homens e 144.431 de mulheres, num equilíbrio entre gêneros em todas as etapas. A taxa de crescimento é pequena, porém estável, sendo praticamente a mesma desde 2008, mas a população vem crescendo a cada ano.

O crioulo é o dialeto mais comum da população, seguidos pelo carib, mas a língua oficial é a francesa. A maioria da população é católica, 85% das pessoas são alfabetizadas e curiosamente só 5% de todo o território da Guiana Francesa é ocupado, a maioria nas áreas litorâneas, e o espaço vazio principal é mata amazônica.

A Guiana possui baixo nível de vida, com graves problemas estruturais que fazem com que ocupe a 47ª posição dentre os países que estão abaixo da linha da pobreza. Uma porcentagem de 35% da sua população vive sob condições precárias de subsistência.

O termo “linha da pobreza” descreve grupos sociais em que o nível de renda anual está abaixo do mínimo necessário para custear seus recursos de sobrevivência. Não há um consenso sobre o melhor critério a ser adotado para sua definição, mas o mais aceito é o criado pelo Banco Mundial que estabelece um dólar por dia por pessoa.

Sua economia principal é a pesca, extração mineral de bauxita e ouro. Mesmo sendo considerada uma região pobre, atrai haitianos, surinameses e brasileiros pela possibilidade de receber em Euros e almejar enriquecer com a mineração. Já a gastronomia tem influências chinesa, crioula, africana e brasileira, é recheada de especiarias, principalmente com a pimenta, e é bastante cosmopolita.

Gato-bravo

Muito encontrado em florestas e savanas, o gato-bravo é um animal silvestre muito presente em áreas verdes europeus e asiáticos. O Felis Silvestris é muito parecido com um gato doméstico, mas seu porte é maior e a cabeça é mais arredondada do que uma raça felina comum. O gato doméstico evoluiu a partir da raça silvestre e de lá pra cá adotou diversos hábitos que o deixou um animal mais reservado e discreto. Afinal, essa é uma de suas principais características, se refugiando em áreas fechadas como buracos em árvores ou espaços entre rochas e cavernas durante o dia e caçando durante a noite.

Gato-bravo

O fato de o animal ser mais reservado não quer dizer que seja muito arisco. Seu comportamento mais solitário é uma técnica peculiar para controle de seu território e também aperfeiçoar seu rendimento na caça e proteção contra possíveis invasores. O comportamento também é visto no momento de procriação. Machos e fêmeas não andam juntos a não ser quando é época de acasalamento. Após esse período, os animais passam a se ver em menor frequência.

Distribuição geográfica do gato-bravo

A família na qual o gato-bravo se concentra passou por uma série de variações em relação a sua distribuição geográfica. Por ser um animal que se adapta facilmente em qualquer lugar, sua transição por diversos locais também foi ficando cada vez mais intenso. A princípio, a raça era encontrada especialmente na Europa Ocidental e em algumas regiões da Turquia.

Mesmo ocorrendo a concentração da raça nesses territórios, a migração os levou para locais ainda mais distantes devido escassez de alimentos. Da Europa Ocidental, o animal passou a se concentrar no norte da África, partes do Oriente Médio e na Ásia Central. Subespécies foram surgindo ao longo do tempo como Felis Silvestris lybica e Felis Silvestris cafra. Essas alterações ocorreram num intervalo de 9000 anos e o gato ficou ainda mais excluso em parques nacionais e áreas ambientais protegidas pelos governos dos países dessas regiões. Portugal, por exemplo, é um dos países que mais se vê animais da raça.

A preocupação de entidades ambientais é com as ameaças que algumas pessoas e organizações cometem contra o animal. A exploração de terras e suas destruições, a caça de animais que servem de alimento como lebres, coelhos e pequenos roedores, além da própria caça desses animais para produção de bolsas e acessórios motivou essas organizações a montar espaços para proteger esses animais. Países como Turquia e China também seguem o exemplo de Portugal e criaram centros de conservação para o gato.

Já em outros locais onde a estratégia não foi adotada, houve uma miscigenação de raças. Tipos selvagens se reproduziram com gatos domésticos e criando outras espécies que também foram migrando ao longo do tempo. Prova disso é que grande parte do grupo dos gatos-bravos fora de Portugal são híbridos, enquanto em territórios portugueses ainda se é possível notar animais de raça pura.

Estilo de vida

O animal não costuma adotar um território muito grande para conviver. Um espaço máximo de 4km² é usado para que ele consiga sobreviver. Esse espaço também é ideal para criar sua família e treinar os filhotes a amadurecerem e conseguirem seguir a vida após um período de tempo.

É um animal noturno e mesmo saindo à noite, ainda é difícil de ser notado. Se forem vistos, já são percebidos por conta do seu tamanho. Um macho chega a pesar 7 kg e medir 65 cm de comprimento. Já as fêmeas pesam até 4 kg e medem cerca de 58 cm. As patas são mais curtas que as dos gatos comuns, mas são mais resistentes e mais fortes para cravar suas mandíbulas mais aperfeiçoadas que a raça doméstica em suas presas.

A época da reprodução acontece normalmente após o inverno, que dura no máximo até o final de abril. Os machos se relacionam com muitas fêmeas que engravidam sempre uma vez por ano. A cada gravidez nascem de 3 a 8 filhotes criados no máximo em 2 meses a ponto de conseguirem se alimentar sozinhos. Algo curioso é que os machos dominadores podem ampliar seu território se as fêmeas tiverem uma ninhada com vários filhotes, chegando a espaços de até 10 km². Passado o período de acasalamento e gestação, a tendência desses animais é viver nas partes altas das árvores, habilidade essa que lhes caracterizam em ser ótimos escaladores.

Outro detalhe importante é que são muito bons em camuflagem, o que lhe garante maior proteção contra outros animais perigosos. Sua pelagem é diferente de um gato comum. Enquanto o tipo doméstico tem pintas, o gato-bravo tem uma pelagem limpa de pontos ou marcas, podendo se misturar facilmente entre as árvores e galhos para não ser percebido tanto para ataque como para defesa. A pelagem também é mais preenchida e com uma cauda mais grossa que um gato comum.

População da Argentina

Segundo o censo realizado em julho de 2007, a população argentina totaliza cerca de 40.301.927 habitantes. Figurando o terceiro lugar no ranking de países mais populosos da América do Sul, a Argentina possui uma densidade populacional de 15 habitantes por km² de extensão territorial, número muito inferior ao da média mundial que é de 50 pessoas.

População da Argentina

Estima-se que pelo menos metade da população do país esteja localizada na região dos pampas, na província de Buenos Aires. Aproximadamente 3 milhões de habitantes vivem na sua capital. Altamente urbanizada, de cada dez habitantes da Argentina, menos de um reside em área rural.

Em 2010, o crescimento populacional foi estimado em 1,03% ao ano, sendo um dos mais baixos da América Latina. A taxa de natalidade argentina é de 2,3 filhos para cada mulher. Mas, se por um lado a taxa de crescimento populacional é baixa, a mortalidade infantil também segue essa lógica. São 14 mortes por mil nascidos vivos.

A média da expectativa de vida da população argentina é de 77,14 anos. Aproximadamente 25% dos argentinos estão na faixa dos 0 aos 14 anos. Já 10,8% da população têm 65 anos ou mais.

RELIGIÃO

Mesmo com a Constituição garantindo a liberdade religiosa, a lei também ordena o apoio do governo ao catolicismo romano, o que torna a Argentina um país não-laico. Até o ano de 1994, o presidente argentino deveria ser obrigatoriamente católico romano.

De acordo com o World Christian Database, 92,1% da população argentina é cristã. Dentro desse percentual, mesmo com crescentes quedas no número de fiéis, 75% declara-se católica. 3,1% são agnósticos e 1,9% são mulçumanos; os judeus são 1,3%, enquanto 0,9% professam serem budistas e mais 0,9% ateus.

Apesar de menos de 2% da população se declarar judia, a Argentina abriga a 5ª maior comunidade judaica do mundo. São mais de 50 sinagogas apenas na cidade de Buenos Aires.

IDIOMA

Oficialmente, a língua falada pela população argentina é o espanhol, geralmente chamado de castelhano. Um dos dialetos mais populares no país é o rioplatense. Seus falantes ficam localizados próximo a bacia do Rio da Prata. O lunfardo, gíria utilizada nessa região, teve influência direita dos italianos e diversos outros imigrantes europeus.

O segundo idioma mais falado no país é o italiano. Com base em informações contidas na publicação Ethnologue, calcula-se que 1,5 milhões de pessoas na Argentina falem a língua. Um estudo de fonética realizado pela Universidade de Toronto, identificou que o sotaque dos porteños é mais semelhante à língua napolitana, falada na Itália, do em comparação com qualquer outro idioma falado ao redor do mundo. Além disso, o árabe levantino, língua falada no Chipre, Síria e Libano, possui 1 milhão de falantes no país.

Ressalta-se que alguns idiomas originais de comunidades indígenas foram preservados. O guarani, por exemplo, é falado por habitantes no nordeste da Argentina, principalmente em Misiones e Corrientes, local onde existe um estatuto oficializado.

Já no Noroeste alguns falam o quíchua e na cidade de Santiago del Estero há uma variante do idioma. Os imigrantes bolivianos também possuem uma língua chamada aymara. Na região da Patagônia há comunidades que falam a língua galesa e estima-se que, aproximadamente, 25 mil pessoas a utilize como segundo idioma.

Vale ressaltar ainda que o português brasileiro, o francês e o inglês possuem certa influência no país.

ETNIAS

A população argentina é majoritariamente branca. Assim como outros países americanos como Estados Unidos, Canadá e Brasil, a maioria dos habitantes descendem de imigrantes europeus. Por isso, a Argentina é classificada como um país de imigrantes.

Cerca de 86,4% dos argentinos se identificam com ascendência europeia, sendo a esmagadora maioria de origem italiana e espanhola. Segundo o censo realizado em 2005, apenas 1,6% da população argentina se identifica como indígena.

Estudo genético aplicado no ano de 2009 apontou que a composição étnica argentina possui apenas 4,20% de etnia africana. Um dos fatores que contribuíram para a redução de uma parcela da população negra argentina foi a Guerra do Paraguai.

Além disso, um surto de febre amarela colaborou para o extermínio de uma grande parte da população negra levada para a Argentina, no período de colonização, por traficantes de escravos.

A Argentina também sofre com um aumento recente no fluxo de imigrantes ilegais. Na maioria das vezes, são paraguaios e bolivianos, mas o país ainda recebe em menor número peruanos, equatorianos e romenos.

Segundo dados do governo argentino, calcula-se que 750 mil habitantes não possuem documentos de identificação oficiais. Em 2006, o programa “Pátria Grande” foi criado com o intuito de incentivar que os imigrantes ilegais declarassem seu estatuto. Em contrapartida, vistos de residência válidos por um período de dois anos são concedidos. Até agosto de 2010, mais de 400 mil pessoas eram inscritas no programa.

Fundo Monetário Internacional (FMI)

O sistema financeiro atualmente em vigor representa uma série de desafios às autoridades governamentais. Especulação, uma economia altamente globalizada e em rede, conflitos econômicos entre grandes potências mundiais e forte intervenção de estados economicamente conservadores são apenas alguns dos muitos desafios enfrentados diariamente por tal sistema.

Sibéria

A Sibéria é uma região extensa que está situada na Rússia, numa grande região ao extremo norte do continente Asiático. Ela tem mais de 13 milhões de quilômetros quadrados e o seu clima é predominantemente frio, polar e de alta montanha. Seus limites geográficos estão no Cazaquistão, Montes Urais, Oceano Pacífico, Ártico e Mongólia. Ela corresponde a 60% de todo o território Russo, que é o maior país do mundo.