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A História do Brasil aborda especificamente os tempos de colonização, o desenvolvimento do país até hoje, e também estuda a pré-história indígena do Brasil

Formação Econômica do Brasil

Bem recentemente, no início do século XXI, o Brasil teve um forte crescimento econômico, com uma disparada positiva em todos os indicadores.

Formação Econômica do Brasil

Essa melhora econômica, acreditam especialistas de diferentes crenças econômicas, esteve ligada fortemente a dois fatores: crescimento da demanda internacional por commodities e fortalecimento do mercado interno.

Fazendo uma viagem econômica à primeira metade do século XIX, em que ocorreram eventos importantes na história da colônia que viria a se transformar em nação independente em 1922, é interessante que se observe como se comportavam essas duas variáveis.

É preciso perceber que a demanda externa até a primeira metade do século XIX estava concentrada exclusivamente na Europa. Nada que se possa estranhar, uma vez ser aquele continente o destino das riquezas extraídas nos outros continentes, sem contar que por aquelas paragens, além do comércio, começava a vicejar a Revolução Industrial, acarretando aumento da produtividade e demanda por matéria-prima.

Por outro lado, aponta Celso Furtado, no celebrado livro “Formação Econômica do Brasil”, a renda per capta na então colônia nos anos finais do século XVIII era de não mais, pela cotação atual, de 50 dólares.

Extração e lavoura – Condições básicas para o atraso

Aquele período, bem como o início do século XIX, é marcado pela mais terrível queda no preço da cana de açúcar, assim como a extração de ouro vivia seu pior momento, levando a colônia a praticar uma economia de subsistência.

Voltando aos dias atuais, pode-se perceber como a América do Sul é, até os dias atuais, produto da forma como se desenvolveu a economia local. O que aconteceu com o açúcar no final do século XVIII, é o que acontece, respeitadas as enormes e devidas proporções, com a economia brasileira com o evento da queda dos preços das commodities no mercado internacional, particularmente o petróleo.

Muito se tem ouvido falar que os acordos comerciais com a Inglaterra no início do século XIX, amplamente favoráveis a essa última, do ponto de vista da política tarifária, foram a maior âncora para a economia brasileira durante o primeiro e parte do segundo Império. Sem dúvida que as condições decorrentes desses acordos, do desequilíbrio da balança comercial, acarretada pela importação de produtos manufaturados, principalmente os têxteis, e da falta de base técnica para um processo de industrialização, é preciso considerar como fator determinante a inexistência de um mercado consumidor que alavancasse tal empresa.

Não bastasse uma grande parte da mão de obra ser escrava, logo ausente do mercado consumidor, e a baixa renda per capta, a própria extensão territorial e a estagnação do crescimento populacional serviam de entrave à estruturação de políticas econômicas. Grande parte dos esforços financeiros se destinavam a tentar manter a unidade do Império.

Outro fator que influenciou a formação econômica do Brasil foi o poder adquirido pelos grandes produtores agrícolas. O poder político adquirido pelos proprietários de terras explica o desinteresse pela estruturação de políticas de desenvolvimento industrial mesmo após a proclamação da República.

Pode-se observar que até mesmo no nascedouro da República, no final do século XIX e início do século XX, esse poder está presente naquilo que ficou conhecido como República do Café com Leite, só possível porque São Paulo e Minas eram os grandes produtores de leite e café. A aliança dos grandes produtores de café e leite com as oligarquias do resto do país, garantindo-lhes privilégios, deu sustentação a àquela política, que vigorou até 1930.

Voltando, porém, ao cenário da segunda metade do século XVIII, percebe-se que até aquele momento, em pleno nascimento da Revolução Industrial, a economia brasileira praticamente não havia estabelecido uma base mínima para o crescimento.

Alguns atribuem a lentidão na formação econômica do Brasil à forma como se deu a colonização portuguesa. Não há dúvida disso. Quando há uma comparação com o que aconteceu no norte dos Estados Unidos, tudo fica mais claro. Lá, o que temos é uma colônia de povoamento, com uma certa autonomia política e até econômica, ambiente propício ao aparecimento e diversificação da atividade econômica.

No Brasil, ao contrário, há dois fatores primordiais, que o caracterizam como colônia de exploração: economia extrativista e mão de obra escrava. Portugal, na realidade, só empreendeu esforços para povoar o Brasil em função da pressão política internacional, já que outras nações europeias contestavam o direito daquele país e da Espanha de ocupar a América.

Todos esses fatores levaram à não formação de uma identidade local. Os paralelos com os dias atuais são bastante eficazes, enquanto medida de causa e efeito.

Longo caminho até a industrialização

Nada acontece por acaso. A corrida do ouro no continente americano criou um movimento de interiorização da ocupação do território brasileiro, mas muito pouco deixou de legado em termos de desenvolvimento local. A economia extrativista consistia em estruturação de comunidades, que rapidamente viviam seu apogeu, porém, mais rápido era sua chegada, tão logo vinha a decadência.

Tal fenômeno é decorrente do fato de que tudo se estrutura em torno de uma única atividade econômica. Sendo ela meramente extrativista, é fácil imaginar que o recurso natural se acabe, que haja uma superoferta e queda do preço. Esvaziada a atividade econômica única, a comunidade perde o sentido de existir.

Recentemente, a queda do preço do petróleo e o desmonte da cadeia econômica a ele ligada trouxeram sérios problemas à economia fluminense. Muito pouco diante do que aconteceu com a Venezuela, cuja economia era fortemente ancorada na exportação da cobiçada commoditie e sucumbiu diante da queda do preço da mesma.

A industrialização só chegou ao Brasil de forma estruturada a partir da década de 40, alavancada por um misto de políticas de governo e condições impostas pelo cenário internacional.

Pecuária no Brasil Colonial

No início do período colonial brasileiro, o principal investimento dos portugueses em terras brasileiras era feito na indústria açucareira, que ocupava grande parte do território explorado nos primeiros anos da colonização. Porém, a necessidade de outros serviços fez com que apenas o investimento no açúcar fosse insuficiente, fazendo surgirem novos investimentos, chamados de atividades secundárias.

Pecuária no Brasil Colonial

Entre as atividades que surgiram neste período, a agropecuária começou a ganhar força, pois as cabeças de gado eram utilizadas para o serviço necessário nos engenhos de açúcar, fazendo com que a implementação da pecuária no Brasil colonial fosse assim facilitada.

No entanto, a implementação de serviços pecuários acabava por interferir na principal exploração daquela época, o açúcar, pois era comum que os rebanhos de animais acabassem, ocasionalmente, causando danos em meio às plantações, fazendo assim com que se perdesse muito em termos de açúcar.

Desta forma, visando diminuir os prejuízos e preservar as plantações de cana de açúcar, as autoridades da época chegaram a decretar a proibição de qualquer atividade pecuária na região litorânea do Brasil, buscando assim preservar estas áreas apenas para a produção de açúcar.

Pecuária no interior do Brasil

A proibição decretada pelas autoridades da pecuária em regiões litorâneas, embora tivesse caráter estritamente restritivo, visando preservar as plantações de cana de açúcar, acabou fazendo com que as criações de gado avançassem pelas regiões do interior do Brasil.

Desta forma, a pecuária no Brasil colonial começou a ganhar regiões mais adentro do país, especialmente no Nordeste, onde a pecuária rapidamente se impulsionou, especialmente em regiões cheias de pastagens naturais, que favoreceram estas criações e contribuíram para que a pecuária se firmasse como um dos serviços em expansão no país.

Uma das regiões que mais contribuiu para esta expansão do serviço pecuário no Brasil colonial foi ao longo do Rio São Francisco, na época conhecido como Rio dos Currais, pois esta região fornecia excelentes reservas de água, pastos e reservas de sal-gema. Estas condições favoráveis fizeram com que surgissem neste entorno do rio diversas fazendas de criação de gado, contribuindo ainda para a exploração do interior do país utilizando a proximidade destas águas.

Esta firmação da pecuária no Brasil colonial também fez com que o número de animais crescesse rapidamente. De acordo com algumas estimativas, acredita-se que ainda no século XVII, ainda com as atividades pecuárias sendo realizadas especialmente no nordeste, o número de cabeças de gado passava das 600 mil, fazendo assim com que este serviço se firmasse como uma importante atividade econômica.

Mais ainda do que apenas uma alternativa econômica aos planos da exploração colonial, a pecuária fez com que surgissem novas relações entre trabalhadores e patrões, gerando uma procura por mão de obra alternativa ao trabalho escravo que antes era exclusivamente feita por trabalho escravo.

Desta forma, a mão de obra na pecuária foi composta por diferentes tipos de trabalhadores livres, tanto de origem branca, mestiça ou negra, e até mesmo indígena. Outra diferença implementada pela atividade pecuária era o pagamento desta mão de obra, que era feita, em sua maioria, por meio de animais que nasciam nestes rebanhos, oferecidos aos trabalhadores em troca de seus serviços na atividade pecuária.

Atividades mineradoras e a pecuária

Outra atividade que surgiu no Brasil colônia e ganhou força rapidamente foi a atividade mineradora, que fez com que as regiões centro-oeste e sudeste do país começassem a ser exploradas para a mineração. Este avanço da mineração fez com que a pecuária também ganhasse força, avançando ainda mais pelo nordeste e também pela região sul do país, tendo como objetivo principal a oferta de serviços para abastecimento da população envolvida na atividade de mineração.

Porém, além de servir para o abastecimento e o sustento da população nas regiões que começavam a ser exploradas pelo país, a pecuária passou a oferecer outras atividades para as pessoas, como, por exemplo, o comércio de animais para o transporte de mercadorias ou mesmo de pessoas, ampliando assim o seu alcance e ganhando uma importância ainda maior.

Este comércio e a criação de animais feita pela pecuária contribuíram ainda mais para que a exploração avançasse pelo país, propiciando às pessoas uma maior facilidade para que novos lugares propícios para a mineração fossem explorados, levando assim estes trabalhadores cada vez mais para dentro do país.

Desta maneira, a pecuária além de uma importante atividade econômica para o país, foi também fundamental para a ampliação do território e a expansão das atividades, em especial a mineração. Assim, a pecuária no Brasil colonial pode ser apontada como um dos principais fatores para o avanço do país em termos territoriais.

Além disso, a pecuária também foi ainda mais consolidada nestas regiões do interior do país após a decadência da mineração, pois substituiu o vazio deixado pela atividade mineradora economicamente, fazendo com que mais pessoas apostassem na pecuária após a diminuição do número de minas e de suas produtividades.

Fontes: Brasil Escola / Cola da Web / Rainer Souza

Brasil, o segredo lusitano

Todo mundo aprende na escola que o Brasil foi descoberto por Pedro Álvares Cabral, no dia 22 de abril de 1500. Segundo os livros colegiais, o português teria chegado ao Brasil acidentalmente, na busca por uma nova rota para a Índia liderando três caravelas com média de 1,2 mil homens. Avistaram Porto Seguro, na Bahia, onde desembarcaram e ficaram por 45 dias.

Brasil, o segredo lusitano

A bela carta de Pero Vaz de Caminha sobre suas primeiras impressões nas terras brasileiras é um marco do vínculo iniciado entre Brasil e Portugal, reforçando os documentos oficiais que indicam quando o Brasil foi oficializado como descoberto. Mas muitos historiadores consideram que há segredos lusitanos que omitem outras ocasiões, nas quais navegantes portugueses já haviam dado início à exploração do país.

Acontecimentos que antecedem o descobrimento do Brasil

Por muitos anos a ideia do descobrimento do Brasil por um erro de rota foi ensinado nas escolas brasileiras, mas o tema nunca deixou de ser incansavelmente debatido pelos historiadores. Há inúmeros documentos oficiais e indícios de que a história é bastante diferente da relatada e ainda há muitas questões sem respostas.

Os acontecimentos anteriores a 22 de abril possuem lacunas que aguçam a curiosidade, mesmo com o acesso a tantas informações e documentos históricos. A hipótese mais recorrente indica que Portugal já havia enviado outros navegadores para explorar o Brasil. A versão é endossada por várias evidências, como a descoberta das Américas em 12 de outubro de 1492, que imediatamente aguçou outros países a virem ao Novo Mundo.

Cristóvão Colombo era genovês e foi patrocinado pelos reis católicos da Espanha Fernando de Aragão e Isabel de Castela. Orientado pelo mapa do italiano Florentino Toscanelli, Colombo de fato desejava buscar uma nova rota para as Índias. Antes dos reis espanhóis, a possível nova rota foi oferecida a Portugal, que se negou a patrocinar a navegação por acreditar que aquele caminho não chegaria ao local desejado.

Com a nau Santa Maria e as caravelas Nina e Pinta, Cristóvão Colombo demorou 61 dias para chegar as Bahamas, Cuba e Santo Domingo, ainda acreditando ser as Índias. E voltou mais quatro vezes a região em busca dos mercados indianos, enquanto ia descobrindo as Antilhas. Só em 1512 a sua descoberta foi oficialmente definida como um Continente, após a confirmação de Nunes Balboa que atravessou a América Central.

A descoberta de Colombo causou furor nos países europeus e também contestações portuguesas ao Novo Mundo. Até que a Espanha cede e assina o Tratado de Tordesilhas, para preservar o interesse de ambas as coroas e evitar o risco de futuros conflitos, dividindo as terras descobertas e as ainda desconhecidas com Portugal. Na divisão foi demarcado um meridiano a oeste da ilha de Santo Antão em Cabo Verde, até as ilhas das Caraíbas, recém-descobertas por Colombo. Portugal ficou com as terras a leste e a Espanha a oeste.

O possível segredo lusitano

Há fortes indícios endossados por documentos de que em 1498 D. Manoel, rei de Portugal, designou Duarte Pacheco Pereira para realizar uma expedição secreta a leste do Tratado de Tordesilhas. Duarte Pacheco Pereira chegou a terras localizadas onde hoje estão o Maranhão e o Pará, chegando até mesmo ao Rio Amazonas e à Ilha de Marajó.

Duarte Pacheco Pereira relata sua experiência nas terras brasileiras em trechos escritos no Planisfério de Cantino e em seu livro “Esmeraldo de Situ Orbis”, contendo também informações cartográficas. Neles há informações sobre o “mar Oceano”, “as muitas ilhas adjacentes povoadas por indígenas” e do “fino Brasil”, levado em seus barcos.

Alguns pesquisadores atribuem as ilhas encontradas aos Açores e acreditam que a exploração secreta não aconteceu de fato ou não tenha chegado ao Brasil. Esses mesmos pesquisadores atribuem a descoberta das terras brasileiras a um desvio de rota comandado por Pedro Álvares Cabral e não uma vinda intencional.

É fato que Portugal mantinha segredo de muitas de suas investidas marítimas, para evitar atiçar o interesse de outros países e um possível embate espanhol. Para isso, não divulgava e nem deixava registros dessas navegações, impedindo que haja confirmação dos fatos históricos.

Segundo essa teoria, a vinda de Duarte Pacheco Pereira foi realizada logo em seguida à chegada de Vasco da Gama a Portugal, que conseguiu encontrar uma nova rota para as Índias. A investida nessa exploração secreta tinha, como suposto motivo, informações sobre a vinda dos espanhóis Vicente Yañes Pinzón e Diego Lepe na costa do Nordeste, na região de Pernambuco.

É possível que não haverá uma resposta a questão do descobrimento do Brasil. Afinal, se Duarte Pacheco Pereira realmente chegou até o Brasil, ele tinha conhecimento de que eram terras novas? E o que significa o termo “descobrimento”, visto que os dicionários indicam “encontrar algo novo” e “terras virgens e inabitadas”, mas o Brasil já era habitado por uma grande população indígena que ocupava praticamente todo o país?

Se foi mesmo Duarte Pacheco Pereira o primeiro português a pisar no Brasil, ainda não se sabe. Mas é certo que foi através de Pedro Álvares Cabral que o mundo conheceu o Brasil e foi iniciada um doloroso processo de colonização, que escravizou indígenas e posteriormente os negros.

Administração Colonial Brasileira

A partir de 1530, trinta anos após a descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral, começou o processo de colonização das terras brasileiras por Portugal. O país, chamado então de Reino ou Estado do Brasil, hoje tem essa época reconhecida como Brasil colônia ou apenas colônia. A Administração Colonial Brasileira feita pelos portugueses compreende os períodos entre esse início do século XVI até o começo do século XIX.

Administração Colonial Brasileira

A necessidade da colonização tinha a ver com as necessidades econômicas de Portugal. Eles precisavam encontrar ouro e prata, além de descobrir quaisquer outras formas de receita, já que o comércio que realizavam no Oriente andava fraco. Outra razão também era as constantes invasões estrangeiras em território brasileiro, o que fez com que os portugueses buscassem na colonização uma forma de controle do local. As invasões consistiam principalmente em expedições da Holanda, Inglaterra e França, que queriam o pau-brasil encontrado por aqui, valioso para os europeus.

As capitanias hereditárias

Qualquer estudo da administração colonial brasileira vai se focar, a princípio, nas capitanias. O rei Dom João III implementou esse sistema em 1534, já conhecendo-o das colonizações africanas.

O território total do Brasil foi dividido em 15 partes, com linhas paralelas ao “círculo do Equador”. A divisão dos quinhões era feita desde o litoral até o meridiano de Tordesilhas, e cada parte era doada a um capitão-donatário. Eles possuíam direitos e deveres, que estavam dispostos em documentos como a Carta de Doação e o Foral. A maioria desses capitães era de funcionários civis ou militares, ou fidalgos.

Alguns dos direitos que as capitanias conferiam eram:

– Hereditariedade (as terras poderiam ser passadas de pai para filho)
– Administração local (incluindo gestão de justiça, da agricultura, dos impostos etc)
– Doação de sesmarias (terrenos abandonados)
– Aprofundamento da colonização (por exemplo, com a criação de vilas)
– Escravização de indígenas
– Exploração livre das minas

Esses direitos existiam como forma de atrair os donatários, já que o investimento nas capitanias seria exclusivamente deles – tudo isso foi criado porque Portugal não conseguiria colonizar o Brasil todo com os próprios recursos. Ainda assim, esse sistema não deu certo por uma série de razões.

Para começar, muitos donatários não tinham a capacidade ou o interesse de investir nas capitanias. Além disso, havia uma distância muito grande entre a colônia e a metrópole portuguesa, uma grande quantidade de terras improdutivas e muita hostilidade por parte dos povos nativos, o que ocasionava diversos conflitos.

As únicas capitanias que deram certo foram as de Pernambuco e São Vicente, devido à sua boa produção de açúcar. Com o restante do sistema falhando, a administração colonial brasileira precisou encontrar outra maneira de seguir com a colonização.

Governo Geral

Entre 1548 e 1549, a Coroa Portuguesa estabeleceu o Governo Geral. O objetivo agora era centralizar o poder, para que o governo pudesse ajudar e integrar as capitanias.

Salvador foi escolhida como cidade sede do Governo Geral, e Tomés de Sousa foi nomeado como primeiro governador-geral. Tomés tinha a obrigação de agir em nome do rei de Portugal, para desenvolver o projeto colonizador. Suas ações incluiriam o combate às tribos indígenas hostis, o desenvolvimento das forças coloniais contra invasores externos, a realização de expedições para encontrar riquezas minerais, promoção de conversão ao catolicismo e fiscalização das capitanias.

Para ajudar o governador, cargos como os de capitão-mor, ouvidor-mor e provedor-mor foram criados. Esses funcionários eram homens ricos, proprietários de terras, juízes ou homens de confiança no geral. Além deles, a instituição Igreja Católica teve um papel fundamental na colonização.

Haviam muitos caminhos a serem tomados pela Igreja para a difusão dos ideais católicos. A evangelização dos índios era um deles, claro, mas o clero também era responsável pela educação dos colonos dali para frente. Além dos ensinamentos religiosos, essa educação transmitia muitos valores e comportamentos europeus.

O sistema do Governo Geral ficou em voga até a vinda da família portuguesa ao Brasil em 1808. A capital continuou sendo em Salvador, na Bahia, até 1763, quando foi transferida para o Rio de Janeiro por razões estratégicas. Depois da mudança de 1808, a colônia não durou mais muito tempo, tendo sido dissolvida em 1822.

Durante o tempo em que a administração colonial brasileira ficou ativa, o governo enfrentou algumas dificuldades, como as invasões holandesas em 1630, ou os conflitos e revoltas de diversas camadas sociais, como no caso da Inconfidência Mineira em 1789. Mas, ainda assim, também houve épocas muito boas para os portugueses, como o Ciclo do Ouro no século XVIII, após as descobertas das primeiras minas de ouro. Os bandeirantes também ajudaram na expansão territorial, e algumas cidades mineiras se desenvolveram significativamente, tanto no âmbito econômico quanto no cultural e religioso. Foi para acompanhar esse desenvolvimento no sudeste que a capital foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, na verdade.

A Fé e a Arte: A Igreja Anglicana e o Cinema São Luiz

Há 180 anos a Igreja Anglicana chegou a Recife, conhecida pela população como “’igrejinha dos ingleses”. A Holy Trinity Church iniciou suas bases brasileiras em 1838 onde hoje é o Cine São Luiz. Com uma população em média de 200 mil habitantes e uma pequena, mas expressiva colônia inglesa, as orações anglicanas eram feitas num prédio pequeno pelo primeiro ministro da igreja anglicana, G. Tuckins.

A Fé e a Arte: A Igreja Anglicana e o Cinema São Luiz

A primeira Igreja Anglicana do Recife ficava na antiga Rua Formosa, atual Avenida Conde de Boa Vista, esquina da Rua Aurora com o Rio Capibaribe e com uma beleza arquitetônica única. Com 12 metros de largura e 17 de extensão, um santuário com duas sacristias, mas que foi demolido pelo plano de expansão urban. Foi erguido o Edifício Duarte Coelho, imponente prédio de 13 andares e onde foi construído o primeiro cinema de Recife.

Como surgiu a Igreja Anglicana

A Igreja Anglicana nasceu no período da Reforma Protestante, através do Rei Henrique VII da Inglaterra. O monge alemão Martinho Lutero firmou suas ideias reformistas contra as indulgências católicas de onde foi julgado como herege e exilado. Lutero traduziu a Bíblia para o alemão, já que só era permitida sua escrita em latim e liderou inúmeras revoltas contra os votos monásticos, adorações e a formação de cultos que consumou o rompimento definitivo dele e de outros monges com a igreja.

De rebeliões ideológicas surgiram lutas armadas e mais caminhos foram abertos na França com João Calvino e na Suíça com Ulrico Zuínglio. Mas na Inglaterra os caminhos foram um pouco diferentes, embora também ligados a reforma, já que Henrique VIII era católico e defendia a Igreja Romana. Casado com Catarina de Aragão, Henrique VIII queria um filho homem para sucedê-lo ao trono e pediu a anulação do casamento por não conseguir com a esposa. O Papa Clemente VII recusou a anulação e mesmo assim Henrique se separou de Catarina e casou com Ana Bolena, sendo excomungado pela igreja católica e iniciou sua própria, o Anglicanismo.

Essa ação ajudou a cortar o poder da Igreja Católica, que estava acima do poder absolutista monárquico e com o rompimento, todos os bens da igreja passaram para a nobreza. Houve um aumento da produtividade e riqueza do país com o uso das terras, além do apoio de nobres e plebeus.

O Ato de Supremacia precisou ser votado pelo Congresso e só confirmou que Henrique VIII e seus descendentes seriam os sucessores da liderança da nova igreja, chamada de anglicanismo. Quem não se submetesse ao anglicanismo seria perseguido excomungado, obrigando a todos a assistir cultos e não mais missas, onde nomes relevantes da história inglesa foram mortos.

Seu sucessor Eduardo VI manteve a religião, mas a rainha Maria I teve uma breve reconciliação com Roma, que seguiu também no início de reinado de Elizabeth I, mas que logo voltou ao anglicanismo que também sofreu reformulações em sua estrutura e permaneceu em todos os reinados posteriores.

No Brasil a Igreja Anglicana chegou ao Brasil junto com a corte portuguesa, através do Tratado de Comércio e Navegação que permitia a Inglaterra trazer missionários para o país. O acordo impedia a construção de templos e só permitia cultos realizados em inglês, voltados para a sua comunidade. A primeira capela anglicana foi construída no Rio de Janeiro, chamada Christ Church, seguidas por duas em Minas Gerais.

De Igreja à Cinema

Em Recife, a primeira igreja anglicana foi construída em 1838, já que havia muitos ingleses morando na cidade. A “igrejinha dos ingleses” obedecia a arquitetura de seu país de origem e aspectos suntuosos e delicados, inclusive com ladrilhos que formavam uma bela pintura em mosaico e com uma janela de vidro colorida. A mármore branca se destacava ainda mais sob o sol de Recife vindo de oito outras janelas.

Porém, sob as ordens do Prefeito Pelópidas da Silveira seguido por Clovis de Castro, foi necessário demolir o templo para a expansão das vias urbanas. No local foi construído o Edifício Duarte Coelho, com 13 andares sendo quatro ocupados pelo Cine São Luiz, pertencente ao grupo Luiz Severiano Ribeiro.

A inauguração do cinema foi em 06 de setembro de 1952, com as mais modernas instalações da época e símbolo do luxo na capital. Com mil lugares, o local era frequentado pela nata da sociedade Pernambucana, palco de grandes lançamentos e eventos, sendo o primeiro filme exibido “O Falcão dos Mares”, com Gregory Peck.

Um dos maiores clássicos do cinema nacional também teve sua estreia no Cine São Luiz, “O Canto do Mar”, de Alberto Cavalcanti, que na época não foi devidamente valorizado e compreendido. A data de 03 de outubro de 1953, dia do lançamento, foi marcante por também ser do assassinato de um deputado em frente ao local.

Em sua entrada o Cinema São Luiz apresentava um painel do artista Lula Cardoso Ayres, escudos e brasões no balcão, no teto da plateia detalhes florais e no palco dois vitrais de Aurora de Lima formavam a decoração do local.

Sua época de ouro foram nos anos de 1960 a 1980, com exibição de filmes para a juventude e outros que atraiam filas e lotação máxima, com pessoas sentadas em escadas. Mas na década de 90 o cinema começou a entrar em decadência onde os cinemas de bairro iam desaparecendo e teve uma breve esperança com o lançamento de Titanic em 1997. Em 2007 o grupo Luiz Severiano Ribeiro fechou o cinema, mas o prédio foi tombado como monumento histórico da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco.

Ele voltou a ser reaberta em 2009 por incentivo do Governo estadual e agora de posse de todos os cidadãos pernambucanos. Mantendo sua beleza e imponência original, o local foi reformado e os equipamentos modernizados, dando uma nova direção ao local, oferecendo preços populares para os cidadãos e uma programação mais ampla.

Governo Collor de Mello

O governo Collor de Mello marcou a volta da democracia com a eleição direta para presidente após 21 anos de ditadura militar. Numa campanha marcada pelo fortíssimo apelo de marketing, Fernando Collor de Mello tomou posse a presidência da república com apenas 40 anos e ganhando de figuras tradicionais como Lula, Brizola, Ulisses Guimarães e Mario Covas.

Governo Collor de Mello

O caçador de marajás, como ficou conhecido, iniciou se governo causando grande impacto na economia do país e logo atingiu grande rejeição popular, que culminou com o fracasso dos planos implantados e as gravíssimas denúncias de corrupção que envolviam ministros e a primeira dama, eclodindo com a denúncia de seu irmão sobre esquemas de corrupção de sua campanha, liderados por PC Farias.

Collor de Mello colecionou marcas históricas: foi primeiro presidente eleito diretamente após a ditadura militar, o mais jovem e também o primeiro a sofrer impeachment e interromper seu governo na metade, sem que houvesse algum tipo de golpe de Estado.

Uma ditadura entre Jânio Quadros e Collor de Mello

Usando uma vassoura como símbolo de sua campanha política, onde prometia acabar com a corrupção do país, Jânio Quadros foi eleito o vigésimo segundo presidente do Brasil. Mas seu mandato não durou muito já que tomou posse em 31 de janeiro de 1961 e renunciou em 25 de agosto do mesmo ano, por pressões militares.

Fui substituído pelo vice João Goulart, o Jango, com muita controvérsia e que manteve não só os planos de governo de Jânio como também iniciou reformas de base e projetos sociais bastante relevantes para a população, mas mal visto pelos militares, a classe média, as elites e empresários. Até que foi destituído em 1964 por um golpe militar que durou 21 anos e que deixou um legado triste para a maior parte da sociedade brasileira, através de censuras, exílios, torturas, desenvolvimento desenfreado, dívidas externas e omissão.

Em 1985 surgiram campanhas em todo o país chamadas de Diretas Já, pedindo não só o fim do regime militar, mas também a volta da democracia com o direito do voto para presidente da república. Neste mesmo ano foram eleitos os civis Tancredo Neves e seu vice José Sarney, mas por meio de voto indireto através da câmara de deputados federais.

No dia de sua posse, no dia 15 de março de 1985, Tancredo Neves foi internado com diverticulite e morreu em 21 de abril do mesmo ano e Sarney assumiu o governo sendo o primeiro presidente civil após a ditadura. Junto a sua posse também ocorreu a dos deputados constituintes que fizeram uma nova Constituição, inclusive instaurando as eleições diretas para presidente em 1989.

A principal marca do governo Sarney foi a hiperinflação anual de 235% em média, um verdadeiro colapso na economia que criou vários planos econômicos e mudanças na moeda, em tentativas frustradas de conter o naufrágio.E foram as promessas de levantar a economia do pais, restaurar a democracia e a autoestima dos brasileiros que ilustraram os discursos dos candidatos a presidência da república. A população já estava ansiosa por eleições diretas e nomes famosos como Leonel Brizola, Lula, Maluf e Mário Covas, estavam presentes na vasta lista de 22 candidatos e de novos partidos, mas era um desconhecido pela maioria que despontava desde o início.

Com uma campanha semelhante a Jânio Quadros, Fernando Collor de Mello também prometia acabar com a corrupção no país. Prometendo acabar com os marajás da política com um caçador e mudar a economia do país, Collor fez uma campanha com forte apelo do marketing, demagogia e exibicionismo, com frases de efeito que convenceram a população de que era o candidato certo para acabar com a corrupção.

Mesmo que a bandeira da corrupção seja a mesma de Jânio Quadros, seu perfil era o oposto. Jovem, carismático e rico, Collor fazia parte de uma tradicional família de Alagoas, com histórico político e donos de redes de comunicação da região. Tinha o apoio de empresários, indústrias, elites e mídias, que geraram inúmeras controvérsias sobre manipulação e favorecimento. Curiosamente, também atraiu as camadas mais pobres da população, chamadas de “descamisados”’.

Conforme a nova lei, nenhum candidato conquistou a maioria dos votos válidos e foi preciso recorrer a um segundo turno entre os dois mais votados, Collor e Lula. Com assumidas vantagens em debates em redes de TV e sem pudores para vincular notícias falsas sobre o candidato adversário, causou pânico a parte da população, que o tornou o presidente do Brasil mais jovem da história e o primeiro eleito diretamente desde 1960.

Ascensão e queda de Collor

No ano que antecedeu sua posse, a inflamação atingiu o recorde de 1972,91%, tornando o assunto prioridade para qualquer presidente eleito, o que causou uma grande expectativa sobre Fernando Collor de Mello, que calçou sua campanha em mudar esse quadro e acabar com os corruptos.

No dia seguinte a sua posse foi decretado feriado bancário com a ajuda de Sarney e a nova ministra da economia Zélia Cardoso de Mello foi em cadeia nacional explicar como seria o Plano Brasil Novo ou Plano Collor como ficou mais conhecido. Era a volta do cruzeiro, congelamento de salários e preços, diminuição da estrutura administrativa com extinção de ministérios e órgão, e a mudança mais impactante de todas, o confisco dos depósitos bancários maiores que Cr$ 50.0000,00 por 18 meses.

O intuito do confisco era diminuir a quantia de moeda em circulação e melhorar os cálculos das aplicações financeiras. Aprovado pelo Congresso Nacional, o confisco bancário era ia contra os princípios da nova Constituição que dá direito a propriedade privada do cidadão. O assunto foi um debate recorrente pelos candidatos à presidência e não fazia parte da proposta de Collor.

A repercussão do plano entre a população foi a pior possível, com muitas pessoas perdendo seus negócios e poder aquisitivo, até mesmo houve casos de suicídio. No Congresso, Collor também não gozava de tranquilidade, já que sua legenda (PRN) tinha pouca tradição política e representatividade e o próprio Collor não se sentia a vontade de negociar com os parlamentares para que seus projetos fossem aprovados. Para compor seu ministério inicial, Collor optou por perfis técnicos e acadêmicos contra composição de políticos de carreira, até ceder em 1992 quando se instaurou uma grave crise de seu mandato.

O Plano Brasil Novo teve um breve momento de controle inflacionário, para então agravar ainda mais a economia. Junto a essa derrota, denúncias graves que envolviam pessoas ligadas diretamente ao presidente iniciou o declínio do mandato de Collor de Mello. As denúncias começaram em 1991 culpando ministros, amigos e até a primeira dama Rosane Collor de atos ilícitos e de corrupção.

Mas o grande detonador de seu governo aconteceu quando seu irmão, Pedro Collor e Mello concedeu uma entrevista a Veja onde revelou detalhes do esquema de corrupção comandado por Paulo César Farias, o PC Farias, tesoureiro de campanha de Fernando Collor de Mello.

As denúncias provocaram forte comoção nacional levando as ruas os chamados “Caras Pintadas””, que pressionaram o Congresso a realizar o impeachment do presidente. Em 29 de setembro e com maioria esmagadora, o processo de impeachment foi iniciado e Collor renunciou antes do resultado final dado pelo Senado, deixando a vaga de presidente para seu vice Itamar Franco.

Colonização do Brasil

Um período especialmente importante para a formação do Brasil, a colonização do Brasil foi marcada por diferentes formas de movimentar a economia, dividir o território brasileiro e principalmente proteger a supremacia portuguesa nas terras frente a outros invasores como França e Holanda.

Colonização do Brasil

Este período aconteceu entre os anos de 1530 a 1822, embora os 30 primeiros anos entre o descobrimento do Brasil pelos portugueses e a formalização como colônia também tenham contribuído para a condução histórica dos fatos. De toda forma, a história do Brasil é dividida nos períodos:

• Pré-colonial

• Colonial

• Pós-colonial

E, portanto, é desta forma que abordaremos este período histórico neste texto.

O Brasil Pré-colonial

Quando o Brasil foi descoberto por Portugal, o país foi encarado como uma fonte de riqueza devido sua grande quantidade de Pau Brasil, exportada de forma lucrativa para toda a Europa. Durante 30 anos, Portugal mandava embarcações para retirar as árvores e revendê-las como matéria-prima. Logo, a colônia atraiu os interesses da nação francesa, que passou a invadir territórios em busca de Pau Brasil. Com isso, Portugal se viu obrigada a reagir, passando a enviar embarcações de proteção do litoral brasileiro e criando colônias em pontos chave.

A colonização do Brasil

Pouco depois, o Pau Brasil deixou de ser tão lucrativo para a exportação, obrigando Portugal a explorar novas formas de rentabilizar sua colônia. A solução foi, a partir da necessidade de criar colônias no Brasil, desenvolver engenhos para a produção de açúcar, artigo igualmente lucrativo e necessário para toda a Europa.

Assim, em 1532, Dom João III decidiu dividir a colônia em faixas de terreno, entregando-as a nobres de secundo ou terceiro escalão na conjuntura portuguesa. Os beneficiados receberam uma carta de doação que caracterizava essas terras como hereditárias e perpétuas, dando origem às Capitanias Hereditárias.

Capitanias Hereditárias

Era necessário que os beneficiados pelas doações fundassem vilas, exterminar os índios e doar terras para cultivo de pequenos agricultores, além de comprar e vender escravos para os habitantes de suas terras.

Apesar da doação, poucas capitanias se desenvolveram, pois os beneficiados não tiveram interesse no cultivo de suas áreas. As únicas exceções foram as capitanias de Pernambuco e São Vicente, que desenvolveram o cultivo da cana-de-açúcar e continuaram realizando a exportação do Pau Brasil. Como apenas duas capitanias se desenvolveram, a coroa portuguesa desenvolveu um Governo-Geral, que a partir de 1549 passou a governar todas as capitanias, que só deixaram de existir em 1759, quando a colônia aboliu as Capitanias Hereditárias e formalizou o processo de Governo-Geral.

Governo Geral

Os governadores gerais eram indicados pela Coroa Portuguesa e tinham seu governo válido por 4 anos. Os Governadores Gerais foram: Tomé de Souza (1549-1553), Duarte da Costa (1553-1558), Nem de Sá (1558-1572). Após a morte de Nem de Sá, o Brasil se dividiu em dois governos gerais, um em Salvador, comandado por D. Luís de Brito e um segundo no Rio de Janeiro, comandado por D. Antônio Salema.

Durante o governo de Nem de Sá, passou-se a incentivar a prática da exploração do interior do Brasil, popularizando a ação dos Bandeirantes.

Os Bandeirantes durante o período colonial no Brasil

Responsáveis por realizar expedições às áreas interioranas, os Bandeirantes eram conhecidos por suas atitudes violentas com os índios que, a partir do momento em que deixaram de ser escravizados, passaram a ser catequizados à força.

Apesar de seu papel violento, os Bandeirantes foram muito importantes para o desenvolvimento das colônias, criando novas áreas de cultivo, demarcando territórios e estendendo a área de domínio português para além das demarcações do Tratado de Tordesillas. Entre os principais Bandeirantes da história da Colonização do Brasil, destacam-se Raposo Tavares, Fernão Dias e Domingos Jorge Velho.

A partir do século XVII, os Bandeirantes passaram a buscar pedras preciosas, marcando a mudança da economia baseada no cultivo da cana-de-açúcar e iniciando a corrida do ouro no Brasil.

Acompanhando as expedições dos Bandeirantes, Jesuítas fizeram sua parte no processo de difusão do catolicismo entre os Índios, contribuindo para fazer do Brasil Colonial uma das regiões com maior número de católicos do mundo, posto que permanece até hoje.

O declínio do Período Colonial do Brasil

Com a exploração das pedras preciosas, criaram-se grandes centros urbanos que, aliados à violência dos Bandeirantes e a exploração das áreas agrícolas, passou a gerar revoltas em várias partes do Brasil. Entre as principais revoltas, houveram a Insurreição Pernambucana, que enfrentou a colonização holandesa da região, a Revolta de Beckman, em que estados do nordeste exigiam melhor administração da capitania, a Inconfidência Mineira contra o governo português e a Revolta dos Alfaiates na Bahia.

Ao mesmo tempo, Portugal entrou em um declínio econômico, forçando toda a coroa vir para o Brasil, o que motivou um novo reinado. Assim, a partir de 1815, foi instituída a monarquia no Brasil.

Inconfidência Mineira

Conhecida também como Conjuração Mineira, a Inconfidência Mineira foi um marco na história do estado de Minas Gerais e um período importante para o progresso de igualdade social no Brasil. A luta pela liberdade e igualdade por parte dos brasileiros que trabalhavam para os portugueses resultou numa revolta que impactou a forma de como eram desempenhados os trabalhos industriais, têxteis, alimentícios, mas especialmente a área mineradora, que era a principal força motriz que movimentava o mercado brasileiro.

Política de Salvação de Hermes da Fonseca

O Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca foi o oitavo presidente da República Federativa do Brasil, ocupando o cargo entre 1910 e 1914.

Hermes da Fonseca é produto de uma tradição militar. Sobrinho de ninguém menos que o Marechal Deodoro da Fonseca, responsável pela proclamação da República, no final do século XIX, cursou a Escola Militar do Brasil, tendo sido aluno de Benjamin Constant, responsável por iniciá-lo no positivismo, uma corrente filosófica que parte da crença de que o único conhecimento verdadeiro é aquele que pode ser comprovado por método científico.

Governo de Café Filho

João Fernandes Campos Café Filho, nascido no dia 3 de fevereiro de 1899, em Natal no Rio Grande do Norte, foi um conhecido político brasileiro. Café Filho foi o presidente da República Federativa do Brasil entre os dias 24 de agosto de 1954 e 8 de novembro de 1955.

Folclore: Lendas Urbanas

As lendas urbanas são um tipo de folclore moderno que perpetua histórias fabulosas e sensacionalistas, narradas como acontecimentos públicos ou pessoais. Muitas lendas são antigas e vão sendo reformuladas com o tempo, ganhando novos ingredientes de acordo com a atualidade.

Ligas Camponesas

As ligas camponesas foram uma organização formada por um partido político brasileiro em meados dos anos 1940. Foi extremamente importante para a época, principalmente porque defendia o direito à terra e a reforma agrária.

O mito do Curupira

O folclore nada mais é do que um conjunto de lendas e mitos de um determinado país ou região. Essas histórias nascem da imaginação das pessoas que moram nessas regiões, e tem a finalidade de transmitir uma história verídica, ou então, simplesmente assustar outras pessoas.

Brasil – O Cangaço

O Cangaço surgiu na região Nordeste do Brasil, no final do século XIX. Naquela época existiam muitas disputas por terras e poder, envolvendo famílias inimigas e, em algumas localidades, até grupos indígenas. Poucas famílias concentravam a riqueza, enquanto que a maioria da população vivia na miséria. Nesse contexto surgiram os cangaceiros, formando bandos armados e preparados para qualquer tipo de embate, e que agiam com muita violência.

Vitória política de JK

Deixando para trás a administração de Getúlio Vargas, as eleições de 1955 foram sem dúvida alguma de muita importância para a Brasil e também para todos os brasileiros.

O Bandeirantismo

O bandeirantismo era uma atividade feita por expedições a partir do século XVI até metade do século XVIII. Os bandeirantes formavam grupos para adentrar nos sertões do Brasil, e buscavam riquezas como pedras preciosas, metais e índios para cativeiro. A denominação do grupo se deve ao costume tupiniquim de erguer bandeiras para anunciar uma guerra.

Fim do Primeiro Império

Neste artigo você vai aprender todas as informações importantes a respeito do fim do primeiro império brasileiro, também conhecido historicamente como primeiro reinado. Vai descobrir quem são os principais personagens desta fase da política do nosso país, qual era o contexto histórico e o que ocorreu depois. Veja a seguir.