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O campo de estudo da história é de extrema importância para nós. Estude mais online, desde os tempos da pré-história até a história moderna e contemporânea aqui no Resumo Escolar

A correspondência eletrônica – aspectos peculiares

Houve um tempo, um tempo já quase remoto, em que quando as pessoas precisavam se corresponder era necessário escrever uma carta, colocá-la num envelope, ir até o correio, pagar uma taxa e enviá-la ao destinatário.

A correspondência eletrônica – aspectos peculiares

Dependendo de a que época estejamos nos referindo, o destinatário levaria, possivelmente, algumas semanas para recebê-la. Em muitos casos, era provável que ao chegar ao destino as informações da carta estivessem desatualizadas.

Pensemos, então, numa empresa que decidisse enviar correspondências comerciais a algumas centenas de seus clientes informando de uma campanha promocional. Era difícil dimensionar quantos clientes receberam, quantos abriram a correspondência, quantos se interessaram e – por que não? – quantos compraram.

O mundo se sofisticou. Veio o telefone e praticamente aposentou a velha e romântica cartinha de amor. Surgiu o fac-símile e, aos poucos, foi aposentando a troca de correspondências comerciais pelo correio. Alguém digitava o memorando, a carta ou a proposta, imprimia, colocava no “fax” e o destinatário recebia o documento do outro lado.

O que ninguém podia imaginar é que um dia mandar um recado por correspondência pudesse vir a ser mais rápido do que usar o telefone, justo ele que empurrara a correspondência para o desuso.

Estamos falando da correspondência eletrônica, e-mail para os íntimos. É bem verdade que ninguém mais escreve cartas de amor, mas, caso voltássemos a essa época romântica, a cartinha, que levava dias ou semanas para chegar, estaria na caixa postal eletrônica do destinatário num piscar de olhos.

Correio eletrônico – Uma revolução, suas peculiaridades e benefícios

Além da certeza de que a mensagem chegou ao destinatário, o romântico apaixonado ainda poderia acrescentar imagens. Caso preferisse, poderia escrever a mensagem diretamente no corpo do e-mail. Caso achasse melhor, no entanto, poderia enviar a carta como anexo. Nesse caso, poderia redigi-la num editor de texto, escolher a melhor letra, preencher o conteúdo com imagens, etc.

É bem verdade que o correio eletrônico não é a única forma ágil de comunicação entre as pessoas. As redes sociais estão repletas de opções, como o WhatsApp, mídia através da qual é possível digitar a mensagem e recebê-la no telefone celular. Mesmo mídias como o Facebook permitem que as pessoas troquem entre si mensagens mais extensas, incluindo imagens e vídeos, tudo isso com privacidade.

Por conta de tantas mídias sociais, o correio eletrônico acabou ganhando um aspecto cada vez mais comercial. É o veículo que mantém as características de uma certa formalidade da correspondência.

Dentro de uma empresa, é possível que um diretor dispare um e-mail, simultaneamente, para vários outros funcionários. O correio eletrônico tem essa peculiaridade. É possível disparar a mesma mensagem, de forma simultânea, para diversas pessoas.

É fácil imaginar o quanto isso pode agilizar a rotina de uma empresa, onde, outrora, a secretária redigia um memorando, o chefe assinava, a secretária chamava o office boy e esse ia de sala em sala entregando aos destinatários. Pior mesmo só quando os destinatários estavam espalhados pelas filiais. Nesse caso, só com correio e com muita despesa de postagem.

Na onda do disparo simultâneo de várias mensagens, surgiu o e-mail marketing. É possível para uma empresa comunicar uma oferta a centenas ou milhares de clientes sem maior esforço. Melhor ainda, sem custo.

É possível reparar que entre as peculiaridades e benefícios do correio eletrônico é possível enumerar a agilidade, baixo custo, flexibilidade na elaboração do conteúdo, organização e praticidade.

Num único e-mail é possível enviar uma carta no corpo da correspondência e vários arquivos, com fotos, áudios ou vídeos.

Através de uma nova estratégia disseminada no setor de marketing digital, as empresas disponibilizam, através de seus sites, conteúdos relevantes para os usuários, que são consumidores em potencial de seus produtos. Esse conteúdo serve para convidar o futuro cliente a assinar uma permissão para que a empresa entregue esses conteúdos por e-mail. Saem ganhando as duas partes, porque o consumidor recebe informações que são de seu interesse e a empresa ganha um canal mais intimista para apresentar suas ofertas ao futuro cliente.

Se as pessoas podem se corresponder sem precisar de papel, o correio eletrônico está contribuindo para a preservação dos recursos naturais e do meio ambiente. Além de não precisar derrubar mais uma árvore, é menos uma folha de papel descartada amanhã no meio ambiente, ajudando a provocar poluição e enchentes.

Isso, sem contar com o ambiente de trabalho mais prático, menos poluído, sem tanto papel, lápis, caneta, borracha.

Cuidados a serem tomados

Como toda tecnologia, o correio eletrônico traz grandes benefícios. Toda tecnologia é criada para isso. Nem sempre é possível, no entanto, dimensionar os contras. Eles vão sendo revelados com o uso.

Um dos grandes problemas dos usuários de correio eletrônico é a enxurrada de e-mails recebidos. Muitas vezes, as pessoas passam horas do dia lendo mensagens desnecessárias. Essa situação já não é tão frequente, uma vez que nos dias atuais as pessoas transferiram esse drama para o WhatsApp, onde recebem a maior parte das mensagens pessoais.

Mesmo assim, há os chamados “spans”, mensagens disparadas a esmo, que poluem a caixa de entrada dos correios eletrônico. Para esse problema, os próprios provedores de caixas postais já disponibilizam ferramentas de proteção contra esse incômodo.

Além disso, as empresas são obrigadas a adotar a chamada “política de privacidade”. É preciso que o usuário autorize a mesma a lhe enviar mensagens comerciais. É comum que as empresas disponibilizem ao usuário no próprio corpo do e-mail a opção de cancelar o recebimento de mensagens.

Outro problema que vem sendo debatido, mas que o bom senso trataria de resolver, é quanto a inviolabilidade das correspondências, algo previsto na Constituição, preservando o caráter íntimo das mesmas. Se isso valia para a correspondência física, precisa valer para a eletrônica, cuja finalidade, e o próprio nome já diz, é a mesma. Esse é um problema a ser enfrentado nas empresas, uma vez que por disponibilizar e-mails corporativos, algumas acreditam que podem ter acesso ao conteúdo dos mesmos.

Talvez um dia o e-mail caia em desuso, assim com a cartinha de amor. Mas, por enquanto, o horizonte é amplo para essa ferramenta – extremamente útil, mas, como qualquer benefício, condicionada ao bom e correto uso.

Colônia de Exploração

Para falar em colônia de exploração convém, antes, fazer uma abordagem mais genérica e global do colonialismo como fenômeno histórico e político.

Colônia de Exploração

Pode-se dividir o colonialismo em três vertentes:

– Colônia de exploração

– Colônia de povoamento

– Neocolonialismo

Seria possível, até no sentido de se propor uma regressão histórica, falar numa quarta vertente, mais atual e ainda presente, que é o imperialismo econômico.

Ainda no sentido de situar o fenômeno historicamente, o colonialismo não é exatamente um fenômeno impulsionado a partir do século XVI. Ele já existia na antiguidade. Está presente nas famosas guerras de conquista, que nem sempre redundavam em extermínio da população e eliminação dos governos locais.

Na antiguidade, nações poderosas, como o Império Romano, se impunham pela força militar, mas, em muitos casos, preservavam os governos locais, contanto que fossem leais à “metrópole”. Em muito, assemelham-se à prática neocolonialista, sobretudo no modelo de dominação exercida pelas nações europeias sobre populações africanas e asiáticas.

Naquele período, era comum que as nações europeias se estabelecessem em grandes territórios através da força, mas preservando os governos locais, concedendo-lhes certa autonomia, como aconteceu com a colonização da Inglaterra na Índia. Em outros casos, como no território africano, as nações europeias simplesmente redesenharam a geografia política local segundo seus próprios critérios de exploração.

É interessante reparar que o termo exploração estará sempre presente, de modo que o termo que dá título a esse artigo apenas remete a uma prática de exploração. Em se tratando de colonialismo, a exploração estará sempre presente, seja das riquezas, seja das populações locais, seja, inclusive, de mão de obra escrava.

Os elementos básicos do colonialismo são:

– Metrópole

– Riquezas

– Colônia

A metrópole é aquela cujos interesses econômicos impulsionam a busca por recursos em outras terras. O colonialismo europeu nasceu a partir do advento do mercantilismo, que se sustentava na expansão do comércio.

Quando Portugal se atirou ao Atlântico rumo ao que hoje é conhecido como Brasil, buscava riquezas que pudessem ser levadas para a Metrópole para abastecer a Coroa Portuguesa. O pau-brasil, primeiro objeto de desejo dos portugueses, se tornava mercadoria valiosa em solo europeu. Posteriormente, com a descoberta de pedras preciosas, o perfil da colonização do Brasil sofreu uma transformação, fazendo com que a exploração se deslocasse do litoral para o interior, levando ao surgimento de potências econômicas locais, como são hoje São Paulo e Minas Gerais.

As riquezas são o combustível do colonialismo. Sem elas, não haveria razão de ser.

No caso das colônias, há uma característica sempre presente, que é a formação de uma elite econômica local. Essa elite econômica é parte da estratégia de dominação e fortalecimento econômico da metrópole. Além de exercer o controle político da colônia, transforma-se em mercado consumidor para os produtos processados na metrópole. Lição básica de história, a colônia exporta matéria prima a preços baixos e importa produtos industrializados a preços altos.

Uma regressão histórica

Considerando o imperialismo econômico como uma das vertentes do colonialismo, deve-se entendê-lo como uma forma sofisticada de colonização. A colônia possui autonomia política, mas, na visão da metrópole, é vista como mercado consumidor para produtos de alto valor agregado e exportador de commodities, gerando, assim, um desequilíbrio comercial.

Trata-se de um fenômeno surgido no século XX, a partir da independência das colônias europeias na África e na Ásia. De um modo geral, o endividamento foi a porta de entrada para o controle sutil de países subdesenvolvidos do Hemisfério Sul, não estando descartado o uso de propaganda, diplomacia, acordos internacionais, divisionismo e sabotagem política para manter intactos seus interesses.

A diferença do neocolonialismo para esse imperialismo econômico é que no neocolonialismo há presença militar e administrativa nas colônias. A exploração se dá precisamente através do comércio, com base na compra de matérias primas e entrega de produtos industrializados, com forte pressão contra a produção local, como ocorreu com a indústria têxtil na Índia, principal fonte de riqueza e autonomia econômica do país. No neocolonialismo não há autonomia econômica ou política.

Se o neocolonialismo data do século XIX, em muito se confunde com as colônias de povoamento. A diferença é que esse tipo de colonização é fortemente baseado no extermínio das populações locais, como aconteceu nos Estados Unidos.

No norte do território dos Estados Unidos estabeleceu-se o mais formidável modelo de colônia de povoamento, feito por populações vindas da Europa. Nesse modelo, estabelece-se uma população local que tem forte identidade com a metrópole, é leal à coroa, mas tem uma certa autonomia política e liberdade para multiplicar as atividades econômicas. Estavam lançadas as bases para o formidável desenvolvimento dos Estados Unidos, sobretudo a partir do século XX.

É claro que, além de exercer o poder político, mesmo que conferindo certa autonomia à colônia, a metrópole não abre mão de ter o controle do comércio, obrigando a primeira a consumir produtos vindos da segunda, pagar impostos à Coroa e restringir a exportação à mesma, ou aos seus interesses.

A colônia de exploração

A colônia de exploração é a forma mais primitiva de colonialismo. Como já foi falado, o pau-brasil e as pedras preciosas ilustram bem o que é esse modelo. Está baseada no comércio e no consumo e, à priori, não demanda maior estrutura local. A atividade consiste em extrair riquezas, embarcar e levar para a metrópole.

No Brasil, no início, a presença portuguesa era essencialmente militar e apoiada pelos jesuítas, cujo objetivo era estabelecer a religiosidade europeia entre os nativos. Ao mesmo tempo, os portugueses tentaram escravizar os índios. Quando houve uma evolução do modelo, estabelecendo-se no território brasileiro uma política de latifúndio para a produção agrícola, voltada para abastecer o mercado europeu, recorreram os portugueses à importação de escravos africanos para trabalhar nas plantações.

Em determinado momento, o modelo de exploração se confunde com o modelo de povoamento, já que a produção em grande escala demandava estruturas políticas e administrativas. Com isso, muitos europeus se imigravam para o Brasil em busca de oportunidades. Pode-se dizer, pois, que o povoamento surge no Brasil como consequência do próprio modelo exploratório.

São características do modelo de exploração a existência de uma forte carga tributária sobre a atividade local, voltada para abastecer os cofres da metrópole, e a total ausência de autonomia política ou econômica. A colônia só exporta para a metrópole e somente dela pode comprar.

Há de se reparar que sempre estará presente o desequilíbrio econômico como fator de dominação. O que caracteriza o modelo de exploração em relação aos demais é a completa submissão da colônia à metrópole. A colônia só existe enquanto fonte de recursos para abastecer o poder central, no caso do Brasil, a Coroa Portuguesa.

Descolonização Afro-asiática

Por séculos, colônias europeias na África e Ásia abasteceram os cofres de seus dominadores, que usufruíram de suas inúmeras riquezas naturais sem se preocupar com a população de origem. Mas com o fim da Segunda Guerra Mundial e o enfraquecimento dos países europeus, o quadro começou a ser modificado. Sob a influência dos fortalecidos Estados Unidos e União Soviética, iniciou-se a descolonização afro-asiática.

Economia Colonial Brasileira

A economia do Brasil que conhecemos hoje pouco tem a ver com a que movia o país quando este ainda era uma colônia de Portugal, entre os séculos XVI e XIX. Naquela época a produção nacional era comandada pelos portugueses, único país com o qual o Brasil podia manter relações comerciais – muito diferente do que acontece atualmente.

Tumultos na Inglaterra em 2011

Em agosto de 2011 iniciou-se uma série de tumultos por Londres, com inúmeros conflitos, saques e muita destruição. Eles eram causados por jovens encapuzados que inicialmente atacavam os subúrbios e posteriormente seguiram para os bairros mais tradicionais e centrais.

Revoluções entre 1770 e 1820

Revoluções entre 1770 e 1820

O período entre 1770 e 1822 foi marcado por uma série de conflitos, sobretudo na América, ainda colônia britânica, e na Europa. Essas revoluções tiveram reflexos que podem ser observados até hoje em termos ideológicos e sociais. Para saber mais sobre o assunto, leia a seguir sobre os principais embates que ocorreram na época.

O apocalipse medieval

O período medieval se caracterizou pelo fortalecimento da Igreja Católica, que o influenciou desde a arquitetura das construções até o modo de vida da população. Junto à teologia cristã e sua filosofia, vieram as crenças cada vez mais elaboradas e fantasiosas que acabaram criando o chamado Apocalipse Medieval.

Os mitos mais comuns sobre a idade média

O período mais obscuro da história também é o mais fantasioso e repleto de mitos, que perpetuam sua fama. Chamada de Idade das Trevas, a Idade Média povoa o imaginário popular como uma época de atrasos intelectuais, fanatismo religioso, desvalorização da arte e torturas.

Duarte da Costa

Duarte da Costa é o nome de um dos mais nobres governantes do período colonial português. Basicamente, ele foi o 2º representante da Coroa que comandou o Brasil (politicamente falando) na fase dos governos gerais.

A ordem jesuíta

Antes de se tornar papa, Francisco pertenceu à Ordem Jesuíta por seis anos, na província da Argentina. A também conhecida como Companhia de Jesus se baseia em quatro pilares: a pobreza, a castidade, a obediência e a obediência incondicional ao papa.

O grupo tem uma grande importância na história da Igreja Católica, tendo papel fundamental nos períodos de colonização – onde os jesuítas ajudaram a difundir o catolicismo pelos continentes, assim como foi muito eficaz na contrarreforma e contra as heresias. Mas seus métodos de atuação e sua influência sobre os poderosos também foram motivos de conflitos e de momentos turbulentos em sua história.

Crise do Escravismo

A Crise do Escravismo foi o período da História no qual a prática da escravidão foi abolida e deu lugar ao incentivo do trabalho assalariado. No mundo, a Dinamarca foi o primeiro país que adotou o fim dessa prática e começou a transitar para o novo método de trabalho, em 1792. A partir daí, outros países europeus como a Grã-Bretanha também seguiram esse exemplo nos 20 anos seguintes.

Período Clássico da Grécia Antiga

A Grécia é tão rica em fatos históricos ao longo de toda a sua existência que conta com alguns períodos fundamentais a serem estudados para compreender um pouco mais sobre a sua história.

Economia e Sociedade no Egito Antigo

Situado no nordeste da África, o Egito é um dos países mais populosos do continente – conta com mais de 85 milhões de habitantes. Irrigado pelo famoso Rio Nilo, o rio mais extenso do planeta, o país possui a 41ª maior economia do mundo e destaca-se no setor de turismo. Recheado de história e peça chave para a evolução dos Estados modernos, o Egito é habitado desde o milênio 10 a.C e abrigou uma das primeiras civilizações a surgir de forma independente no mundo.

A Burocracia no Stalinismo

O termo stalinismo vem do domínio absoluto da liderança que Josef Stalin exercia na antiga União Soviética e que, mesmo contrariando a teoria do socialismo, acabou impondo a sua própria burocracia institucionalizada. Também serviu para definir o sistema político e econômico implantado nas décadas de 20 e 30 do século XX.