Anúncio classificado


Desde os primórdios da humanidade, sempre houve alguém procurando por algo que outro alguém queria trocar ou vender. Com a evolução da atividade econômica e a especialização técnica, esse escopo foi ampliado, incluindo a prestação de serviço.

Anúncio classificado

Na Idade Média, quando começou a tomar corpo o mercantilismo, eram comuns as feiras medievais, onde os mercadores se reuniam para vender seus produtos. Pode-se dizer que foram precursoras dos shopping centers e dos atuais marketplaces, como a B2W, o Walmart e a Netshoes, que oferecem vitrine para diversos comerciantes, como se todos estivessem expondo seus produtos em uma grande feira ou um grande shopping center.

A essência do comércio é a troca, que surgiu no seio da sociedade agrícola, como forma de transformar a produção excedente benefícios para a família e para a comunidade. No início, trocava-se o excedente pelo excedente de outros produtores, multiplicando benefícios. Veio o artesanato, as especializações, as pedras preciosas e, finalmente, a moeda, que é a base do sistema de trocas na atualidade.

No final do século XVIII, a Europa experimentou um novo fenômeno, que foi a automação industrial. A revolução industrial começaria a alterar significativamente as estruturas sociais. Com a indústria, a produção se multiplicou, assim como os postos de trabalho, a renda e a demanda por novos produtos. Essa corrida gerou um fenômeno chamado “concorrência”. Dentro de um ambiente de mercado, as empresas concorrem entre si pela preferência do consumidor, pelos melhores fornecedores e colaboradores. Os profissionais concorrem entre si pelas melhores vagas no meio corporativo.

Nesse ambiente de concorrência, passa a ser fator chave para o sucesso chamar atenção. Na segunda metade do século XX, as empresas gastavam fortunas com equipes de venda e publicidade, garantindo o crescimento e proliferação vertiginosos das mídias eletrônicas.

Anúncio classificado

Antes e mesmo após a disseminação das mídias eletrônicas, a mídia impressa era muito popular. Estamos falando dos jornais e revistas. Essas mídias impressas sobreviviam de duas fontes de renda: venda de exemplares e anunciantes.

Os anunciantes são aqueles que possuem algo para anunciar. Empresas querem vender seus produtos ou oferecer seus serviços. Construtoras querem anunciar seus projetos mobiliários. Empresas querem fortalecer suas marcas. Todas essas necessidades cabem nos espaços de propaganda dos jornais, revistas e, claro, TV, rádio e internet.

O anúncio classificado serve-se de elementos da publicidade para ser atraente. Os classificados do jornal são assim chamados porque extrapolam essa temática comercial mais sofisticada. Nos classificados, por um preço bem mais em conta, e às vezes de graça, é possível que uma pessoa comum anuncie algo que queira vender. Por estar dividida em seções, a página de classificados está estruturada de forma que as pessoas que procuram por algo encontrem aquelas que estão oferecendo esse algo.

Em outras palavras, o anúncio classificado é aquele que aproxima pessoas que estão procurando por algo daquelas que tem esse algo para trocar ou vender. É muito comum, também, vermos agências de emprego procurando profissionais para vagas de trabalho, assim como pessoas e imobiliárias anunciando moradias para alugar.

Enfim, pode-se dizer que o classificado é uma forma barata de aproximar pessoas que possuem algo de outras que desejem esse algo.

Estrutura de um anúncio classificado

A estrutura de um anúncio classificado ganhou formato padrão, que até hoje é seguido, mesmo nos anúncios na internet. Divide-se em:

– Título

É a apresentação do anúncio. Deve ter o mínimo de palavras e mesmo assim chamar atenção e fazer com que o interlocutor identifique imediatamente do que se trata:

Ex: “apartamento de três quartos em Botafogo” / “Contador com conhecimento em regime tributário”.

– Corpo do texto

O corpo do texto é onde o tema é desenvolvido, onde aquele que oferece algo o descreve, ordenando as informações hierarquicamente, de acordo com o interesse que, presume-se, elas tenham para o interlocutor.

– Contato

A parte final do anúncio deve conter as informações de contato, como telefone, e-mail, WhatsApp e, se for o caso, endereço.

Classificados na internet

Nos dias atuais, a realidade é a transferência dos classificados para a internet.

De forma resumida, os sites funcionam da seguinte forma:

1 – Você faz um cadastro, informando seus dados.

2 – Você cadastra o que deseja anunciar no site, publica e torce para alguém encontrar seu anúncio.

3 – O site de classificados oferece a você um plano pago de assinatura. Com esse plano, seu anúncio ganha mais visibilidade e será encontrado mais fácil.

Do outro lado, alguém busca por aquilo que você está querendo trocar, alugar ou vender. Esse indivíduo entra no site de classificados e digita um termo no mecanismo de busca, que irá levá-lo diretamente a um conjunto de produtos que estão relacionados ao termo de busca.

Presume-se, portanto, que o mundo digital facilitou a vida de quem procura por algo. O que demandava tempo, agora é feito em questão de segundos ou poucos minutos. Inclusive, os sites intermedeiam a transação.

Entre os sites de classificados brasileiros, alguns dos mais importantes são: Mercado Livre, OLX, Zip Anúncios, Que Barato, Viva Local, Vende Agora e Vrum.

Um caso interessante é o Sine – Site Nacional de Empregos – onde você pode cadastrar currículos e vagas de emprego.