Síndrome de Burnout


A expressão Burnot tem etimologia da língua inglesa, com base na junção de duas palavras: burn e out, que nessa ordem querem dizer queimar e fora. A junção das palavras é mais bem interpretada por alguma coisa como “ser absorvido pelo fogo”. Desde a década de 80, escritores como Maslach começaram a utilizar essa expressão para indicar a síndrome consequente do desgaste emocional dos seres humanos, isto é, um estado em que o indivíduo tem suas energias absorvidas.

A Síndrome de Burnout abrange uma situação de estresse relacionado ao trabalho, cujo significado ainda não é uma definição concluída. Certos escritores atestam que a designação deve levar em consideração a indagação do desgaste emocional, demais escritores atestam que essa síndrome é uma reação imprópria do indivíduo perante um momento de estresse permanente.

Burnout

Dentre as principais particularidades do desgaste próprio da síndrome de Burnout, está à escassez de energia, a impressão de sobrecarga emocional frequente e de fadiga mental e física.

Estágios da síndrome

A Síndrome de Burnout apresenta doze etapas:

1) Vontade de se estabelecer e atestar ser sempre apto.

2) Devoção otimizada – com dominação da vontade de fazer tudo por si mesmo e qualquer momento; imediatismo.

3) Indiferença com as vontades pessoais – dormis, comer, sair com os amigos, começam a deixar de ter significado.

4)Rejeição de conflitos – o indivíduo identifica que alguma coisa não está muito bem, porém não encara o problema. É quando acontecem as aparições físicas.

5) Reinterpretação dos princípios – escape dos conflitos, isolamento. O que anteriormente tinha sentido tem uma depreciação: casa, lazer, amigos, e a única providencia da auto-estima passa a ser o trabalho.

6) Recusa de problemas – nessa etapa os demais são totalmente depreciados, tidos como incapacitados ou com performance inferior da sua. Os vínculos sociais são repulsados, agressão e cinismo são os indícios mais claros.

7) Abrigo e repulsa a reuniões; anti-socialização.

8) Alterações claras de comportamento.

9) Despersonalização.

10) Vácuo interno e percepção de que tudo é difícil, complicado e desgastante.

11) Depressão – sinais de desesperança, indiferença e desgaste. A vida não tem mais sentido.

12) E, por fim, a síndrome do desgaste profissional de fato, que equivale a crise mental e física. Essa etapa é analisada como de emergência e auxilio médico e psicológico.

Sintomas

A expressão síndrome indica um aglomerado de manifestações, que podem ser psíquicos, físicos ou de comportamento. Na condição da Síndrome de Burnout, as manifestações mais significativas são:

– desenvolvimento da fadiga frequente;

– perturbação do sono;

– dores musculares;

– enxaquecas e dores de cabeça;

– perturbações gastrointestinais, cardiovasculares e respiratórias.

Nas mulheres, as mudanças no ciclo menstrual são uma manifestação física considerável. Fora esses, há manifestações psicológicas como:

– bloqueio de concentração;

– mudança do pensamento ou lentificação;

– sensação negativa sobre viver;

– ser e trabalhar;

– nervosismo;

– violência;

– baixa autoestima;

– depressão;

– suspeita;

– paranóia.

A começar com essas manifestações, o indivíduo afetado pela Síndrome de Burnout reproduz atitudes como:

– perfeccionismo ou negligência;

– violência nos vínculos do dia a dia;

– perda da tolerância emocional;

– perda da habilidade de planejar e relaxar.

Causas

As origens da Síndrome de Burnout abrangem um panorama multidimensional de motivos ambientais e individuais, que estão relacionados a um conhecimento de depreciação profissional. Isso quer dizer que não se pode diminuir a razão a motivos individuais como o caráter ou qualquer modelo de tendência genética. O local de trabalho e as conjunturas de produção deste podem também ocasionar a doença ou não no indivíduo.

Certos escritores atestam que a organização do evento de Burnout passaria por etapas que vão desde uma vontade de auto-afirmação profissional, atravessando etapas normais de aumento da devoção ao trabalho que, induzidas a situações intensas, ocasionaria no enfraquecimento exclusivo da síndrome.

Entre as demais etapas, pode-se evidenciar o trajeto que passa pela indiferença crescente relacionada aos exercícios de cuidados em si, como dormir e comer, conduzidos por uma repulsa de conflitos, designados pelo não desgaste de momentos que importunam e pelo desprezo dos problemas. Fora esse, o indivíduo passa por um procedimento de reinterpretação que age tornando as coisas importantes inúteis.

Nesse cenário, já se pode conversas de despersonalização, pois o indivíduo opera de maneiras muito diferentes que se transforma em outra pessoa, marcada por indícios de desesperança, depressão e exaustão, isto é, um tipo de crise mental e física que pode ser tratada como um quadro de intervenção médica.

Tratamento

O tratamento da Síndrome de Burnout deve abranger um método multidisciplinar: psicoterapêutico, farmacológico e médico. É muito importante evidenciar a importância de uma identificação feita de forma eficiente, para que não ocorram erros, como confundir Síndrome de Burnout com Depressão, muito frequente nas etapas iniciais, pela semelhança dos sintomas.

Sobre a utilização de remédios, o tratamento geralmente vincula-se a ansiolíticos e antidepressivos. Esse tratamento precisa estar associado à orientação psicológica, que intensifica a eficácia da utilização de remédios por meio da recuperação dos sentidos.

A providência para novas atividades do dia a dia, como por exemplo, atividades físicas e de relaxamento, é de suma importância.