Psicologia Ego


A palavra ego tem origem alemã, e significa uma teoria psicanalítica, o ‘eu’ que por sua vez, é a estrutura de um modelo do aparelho psíquico de cada ser humano. Ele se desenvolve a partir do Id e tem como objetivo tornar eficiente os impulsos de cada ser humano, levando em consideração o mundo em sua volta, o mundo externo, o que conhecemos também como princípio da realidade. E é exatamente esse princípio que é o responsável pela introdução do planejamento, da razão e da espera de um comportamento dos humanos.

Ego

Podemos dizer que a função principal do Ego na psicologia é a busca de uma harmonização entre a realidade do superego e os desejos do Id. Além disso, existem diversos conflitos e diferenças entre o ego e o Id, isso porque os impulsos dos Id, que não são civilizados sempre querem se expressar. Por causa do medo que existe de uma punição, de um castigo, Freud sempre destacou em suas pesquisas que o ego acaba reprimindo os impulsos do Id. Isso significa dizer que o ego pode acabar contribuindo para reprimir os chamados impulsos inconscientes, inaceitáveis. O exemplo de roubar é um bom exemplo disso, já que este é um ato, na maioria das vezes impensável, feito de maneira inconsciente, em um momento de desespero. No entanto, uma pessoa não sobrevive apenas obedecendo os impulsos do Id. Se faz necessário que o indivíduo reaja de maneira real em seu ambiente de convivência. Assim, podemos definir como ego, o conjunto de procedências que leva que cada indivíduo se comporte dessa maneira.

Mas afinal, o que é o ego?

Podemos definir como ego, a característica mais real de cada ser humano, ultrapassando até mesmo o Id, tendo como objetivo as consequências inconscientes dos impulsos do Id.

O responsável pelo conceito de ego foi o pensador Sigmund Freud, que identificou esta instância psicológica no ano de 1923. Além do ego, a mente de cada indivíduo conta com o superego, considerado uma espécie de censor implacável e um id, que se relaciona com os prazeres. Ainda que seja inferior, este centro de consciência, tem como função principal a manutenção do equilíbrio da mente.

Sendo assim, o ego acaba equilibrando a psique, já que tem como objetivo o cumprimento dos desejos do id, sem que as ordens do superego sejam violadas, sem esquecer o mundo exterior ao redor de cada indivíduo.

Para que você entenda melhor a importância do ego, considere que, quando se cede aos artifícios do id, este torna-se libertino e devasso. Quando se é submetido aos desejos do superego, o indivíduo corre o risco de entrar em estado de loucura, de enlouquecer. Dessa maneira, podemos dizer que o ego é ajuda na regulação da mente.

O ego ainda tem como função a geração de meios de defesa, caracterizados como inconscientes, a fim de preservar o aparelho psíquico, entre eles as racionalizações, as negações, as projeções, as regressões e outros. Os seguidores de Sigmund Freud, em especial os adeptos da filosofia de sua filha, Anna Freud, incorporaram pequenas modificações a teoria proposta por ele, fazendo que em determinados pontos ela se expandisse.

Os psicólogos do Ego, consideram que o ego é mais desprendido do id, diferentemente do que o criador Fred considerava. Além disso, eles não consideram o Complexo de Édipo, que é o tema-chave da Psicanálise. (Segundo o Complexo de Édipo existe certa importância na sexualidade durante a infância de cada indivíduo. Os annafreudianos, como também são conhecidos, o amadurecimento de uma personalidade tem ligação direta com os fatores psicossociais, e não por conta das experiências sexuais.

Apesar de ter sido Sigmund Freud quem criou a palavra ego, caracterizando a mesma como sendo uma soma de fatores psiquiátricos que formam o subconsciente, o ponto de onde tem origem os distúrbios da mente e emocionais, os traumas humanos e a violência, essa instância mental sempre existiu, formando uma maneira de energia psíquica. Por ter reduzida a sua vibração, o ego acaba impedindo que se expresse a essência de cada indivíduo, em sua esfera de consciência, nesta etapa de evolução do ser humano. Nessa esfera encontramos todas as nossas imperfeições, o que chamamos de nossas sombras, ou seja, os nossos medos, temores. Isso acaba impedindo que quando o nosso eu reflita, a consciência brilhe.

Resumindo

Podemos resumir então que na psicologia, o ego é a grande busca de uma harmonização entre a realidade do superego e os desejos do Id. Além disso, existem diversos conflitos e diferenças entre o ego e o Id, isso porque os impulsos dos Id, que não são civilizados sempre querem se expressar. Por causa do medo que existe de uma punição, de um castigo, Freud sempre destacou em suas pesquisas que o ego acaba reprimindo os impulsos do Id. Isso significa dizer que o ego pode acabar contribuindo para reprimir os chamados impulsos inconscientes, inaceitáveis.