Resumo sobre Radiação


Em resumo, pode-se dizer que a radiação é a propagação de uma quantidade de energia através do espaço. Conceituando mais profundamente, dizemos que à transferência de uma quantia de energia dentro de um espaço e através de um meio de propagação de partículas ou campos é dado o nome de radiação. Sua natureza pode ser dividida em dois segmentos:

Radiação de natureza corpuscular
Radiação de natureza ondulatória.

A radiação de natureza corpuscular é caracterizada e definida pela quantia de carga que carrega, pela sua massa de repouso e pela velocidade das partículas que a compõem. Temos como exemplo de radiação corpuscular os prótons, nêutrons e elétrons ejetados de átomos ou de núcleos atômicos.

Radiação

Já a radiação de natureza ondulatória pode ser definida pela sua constituição em campos eletromagnéticos que não possuem estabilidade dentro das dimensões de espaço e tempo. Na maioria das vezes é denotada por radiação eletromagnética. Outra característica da ondulatória é a amplitude e frequência da oscilação de suas ondas. A radiação de natureza eletromagnética possui uma velocidade sempre constante.

Elementos radioativos>/h2>

A decomposição de elementos químicos faz com que eles tomem diferentes formas do padrão original. Assim, eles acabam se transformando em outros elementos, que possuem massas atômicas menores, devido à liberação de energia e partículas. Por isso são chamados de elementos radioativos, pois a mudança da forma original se dá de forma totalmente espontânea e faz com que sejam emitidas radiações eletromagnéticas.

Em termos de radioatividade, podemos afirmar que há duas formas diferenciadas:

* A radioatividade criada pelo homem.
* A radioatividade artificial.

A radioatividade não é captada pelos sentidos humanos. Sendo assim, para que seja percebida e estudada, é necessário usar alguns aparelhos específicos como:

* O dosímetro, para saber a quantia de dose absorvida;
* O Contador Geiser, que mede a radiação;
* Os debitômetros, que servem para medir o débito de dose em certos casos.

Quando há manifestação de radioatividade, os efeitos não aparecem de maneira instantânea. Existe o chamado “tempo de latência”, que denomina o intervalo entre a causa e a manifestação. Os efeitos da radiação podem ser biológicos, somáticos ou genéticos. A lei fundamental da radioatividade é sua diminuição de intensidade com o tempo, ou seja, sua limitação de efeitos.

O ser humano vive em um ambiente de permanente radioatividade, que pode ser segmentada em quatro fatores que são fundamentais e variantes dentro do espaço e tempo:

* A radiação cósmica inserida dentro do próprio corpo humano;
* Os resíduos nucleares;
* Produtos de fissão;
* Substâncias radioativas presentes na atmosfera e na terra;

É possível saber a idade de muitos fósseis utilizando o saldo de determinada substância radioativa dentro de uma matéria.

Radiações

Um breve resumo das características gerais.

As radiações, sejam elas corpusculares ou ondulatórias, possuem como característica geral o fato de serem ionizantes ou não ionizantes.

Radiação ionizante é quando ela, ao ser incidida em uma matéria, pode arrancar elétrons do material com sua quantidade de energia. De modo oposto, se ela não tem uma energia suficiente para extrair elétrons, diz-se que ela é não ionizante. Nesse último caso, se os elétrons atingirem elevados níveis de energia dentro do átomo, ele se torna excitado. Ao retornarem a um estado em que a energia esteja em um nível inferior, os elétrons passam a liberar uma radiação cuja frequência é proporcional à diferença de energia contida entre o nível anterior e o posterior. Ou seja, entre antes e depois do retorno.

É chamada de Alfa (α) a radiação com natureza corpuscular composta por núcleos de Hélios ionizados. Quando um átomo possui uma grande quantia de nêutrons em seu interior, ele pode emitir uma partícula alfa, com o intuito de ganhar uma maior estabilidade nuclear.

A radiação de natureza corpuscular Beta (β) tem em sua formação elétrons oriundos de núcleos pesados e instáveis. Com exceção da sua origem, os elétrons do núcleo radioativo e os da camada eletrônica são perfeitamente semelhantes. Esse tipo de radiação sempre carrega consigo a partícula antineutrino do elétron, que não possui carga e sua massa é extremamente pequena. Isso faz com que ele seja difícil de detectar, pois não interage com a matéria.

As radiações eletromagnéticas são chamadas de Raios X, cuja região do espectro estende-se dos 2,4×1016. As radiações mais enérgicas são chamadas de gama e possuem o menor comprimento de onda. Elas vão de 104 eV até 1019 eV. Apenas um fóton já pode ser detectado, embora seu comprimento de onda muito pequeno torne extremamente difícil a observação.

Quando um núcleo atômico de um átomo instável começa a ter sua energia diminuída e a partir disso passa a emitir partículas ionizantes, diz-se que há um decaimento radioativo. Isso acontece de forma inteiramente espontânea: o átomo não depende da interação com quaisquer outras partículas para que o processo de decadência se inicie. Sendo assim, é impossível prever quando um núcleo específico da amostra irá decair.