Os subsistemas do Sistema Biogeográfico dos Cerrados


Cerrado é a nomenclatura dada as savanas brasileiras definidas por árvores baixas, gramíneas e arbustos espaçados, e pode ser chamado como cerradão, campo cerrado, cerrado típico, campo limpo ou campo sujo de cerrado, mas somente o cerradão é o que possui estrutura florestal.

A principal característica do cerrado é o clima bem preciso e os arbustos de galhos tortos com uma estação seca e outra chuvosa. Contudo, na área do cerrado são achadas três das grandes bacias hidrográficas do Brasil, sendo esse bioma a fonte de rios torrenciais como o São Francisco. Considera-se, portanto, que as características da flora se originam devido a escassez de certos nutrientes próprios e não a escassez de água propriamente.

Os subsistemas dos Cerrados

Os solos dessas regiões são normalmente muito antigos, profundos e com falta de nutrientes, demandando uma adequação da flora que apresenta, normalmente, folhas rígidas e grandes, fora certas espécies possuírem reservatórios subterrâneos de água como uma condição de adaptação as frequentes queimadas, possibilitando que elas voltem a florescer depois do incêndio. Outra adequação são as raízes muito extensas podendo chegar a 20 metros devido ao espaço da superfície até o lençol freático.

O cerrado brasileiro é considerado o modelo de savana mais cheio de biodiversidade do mundo com mais de 837 tipos de aves, 4.400 tipos de vegetais endêmicos e 161 tipos de mamíferos.

Entretanto, com relação a toda diversidade natural do cerrado e da sua lenta povoação, hoje ele armazena somente 20% de seu espaço total. Várias tentativas com a intenção de preservá-lo vêm sendo usados, porém até o momento, só aproximadamente 6,5 % de seu território natural está protegido pela lei perante o formato de Unidade de Conservação (UC).

Subsistemas

O complexo biogeográfico do cerrado, não é ocupado por formatos iguais. O cerrado expõe diversos modelos de biomas, animal, formação vegetal e outros. No complexo biogeográfico há diversos formatos vegetais intermediários que atingem aparências próprias.

Esse complexo é formado de cinco subsistemas:

1)Cerrado

2)Cerradão

3)Campestre

4)Floresta de galerias

5)Campos rupestres

Cerrado

O ecossistema cerrado surge no bioma Cerrado e em diversas formações vegetais brasileiras, normalmente quando o solo é mais carente que o ambiente, como o que acontece na Amazônia e na Mata Atlântica. O Cerrado no Brasil é vasto correspondendo a uma área de 2.000.000 km².

Define-se pela existência de árvores inclinadas, baixas e tortuosas, de tronco estreito, com ramos retorcidos e irregulares, normalmente com sinais de queimadas e aparecimento de um grande número de gramíneas.

Cerradão

Cerradão é o nome de uma estrutura florestal do cerrado, com a presença de árvores muito grandes chegando a 15 metros de altura.

Nos cerradões reúnem-se as séries de matas de galeria e matas. O cerradão é uma estrutura florestal do bioma cerrado com aspectos esclerófilos, com partes vegetais robustas, como folhas, e xeromórfico com folhas suculentas, reduzidas e com cutícula grossa que possibilita a preservação da água e mais resistência em períodos de seca.

Define-se pela existência de espécies que acontecem no cerrado e também por tipos de florestas, especialmente as da mata de galeria não-inundável e da mata sena semi-decídua. Da perspectiva fisionômica é uma floresta, porém se iguala mais ao cerrado curso restrito. É um modelo mais concentrado de vegetação.

Campestre

Campestre é a denominação oferecida a estrutura vegetal de campo no Cerrado. Surge nos solos mais carentes e defini-se pela dominação de vegetação herbácea.

Floresta de Galeria

Florestas de galeria são floresta que constroem corredores no decorrer dos rios e regiões de pradarias, savanas e desertos. Há florestas de galerias em regiões que não aguentam florestas por vários motivos.

Zonas ripárias proporcionam escolta ao estresse e fogo por falta de água. Além disso, solos de aluvião proporcionam melhor drenagem e grande fertilidade, da mesma forma que maior contribuição de água. Como consequência, o limite entre a floresta de galeria e as regiões abertas em torno é bem abrupta e marcada, com o ecótono tendo somente poucos metros de largura.

Esse modelo de vegetação reduz em tamanho no mundo todo como consequência de ações humanas, abrangendo a criação e animais, que impede o desenvolvimento das sementes e a produção de represas e barragens que mudam a taxa comum das margens dos rios.

Campos rupestres

Os campos rupestres formam uma ecorregião estabelecida pelo WWF no controle da Mata Atlântica brasileira. São ecossistemas achados no alto dos topos de chapadas e serras de altitudes maiores que 900 metros com presença de rochas no qual prevalecem gramíneas, ervas e arbustos.

Geralmente, acontece em mosaicos, não preenchendo espaços ininterruptos.

Possui topografia modificada e extensos blocos de rochas com pouca terra, normalmente ácida, rasa e carente de nutrientes orgânicos. Nos campos rupestres é grande o episodio de tipos vegetais exclusivos geograficamente naquelas situações ambientais, especialmente no estrato herbácea-subarbustiva.

Certas espécies se destacam nesse tipo de vegetação, como por exemplo: flor-do-pau, orquídea, gramínea e pirecão.

Nesse campo, há também o cerrado rupestre, que é uma subdivisão do cerrado com plantas arbórea-arbustiva que acontece em regiões rupestres e áreas bem molhadas. Tem uma cobertura de arvores entre 5% a 20%, com altura entre 2 e 4 metros e camada arbustiva-herbácea também evidenciada.