Constelações: Tipos e organização


Você certamente já deve ter ouvido falar mais de uma vez que olhar para o céu durante a noite é o mesmo que observar uma espécie de fotografia do passado, se assim podemos dizer. Isso porque entre os diversos mistérios que estão escondidos entre as estrelas, um dos maiores é o fato de que a luz por elas emitida ecoa por toda a galáxia até chegar ao nosso campo de visão, nos possibilitando ter contato com um brilho gerado há muitos anos-luz de distância da gente. Não por acaso, durante toda a história da humanidade, muitos homens se deixaram encantar pelos segredos das estrelas e se dedicaram a estudá-los com o intuito de compreender melhor as razões desses mistérios.

No ir e vir desses estudos, compreendeu-se por meio de uma pesquisa empírica, isto é, um olhar observador, que as estrelas estão dispostas na via láctea de modo a serem organizadas em padrões. A esses padrões, isto é, as figuras formadas no céu por meio dos agrupamentos das estrelas convencionou-se dar o nome de constelação.

Constelações

As constelações, portanto, são, conceitualmente falando, áreas do seu que se agrupam ao redor dos chamados asterismos, isto é, padrões reconhecidos de estrelas. Atualmente, segundo a União Astronômica Internacional, existem 88 constelações reconhecidas desde 1922. O curioso desse fato é que praticamente metade delas (mais precisamente 42) foram definidas há muitos séculos atrás pelo cientista grego Ptolomeu, que viveu em Alexandria durante o século II. Na época em que viveu Ptolomeu, as distinções entre a astronomia e a astrologia ainda eram muito pouco evidentes, o que levava a uma mistura significativa entre o estudo científico e o misticismo.

Organização histórica

Quando olhamos para as estrelas do céu noturno, somos capazes de imaginar pequenas figuras formadas pelo seu conjunto, numa espécie de brincadeira de “ligar os pontos” a distância. Essa maneira lúdica de interpretar o céu, por incrível que pareça, foi exatamente o que passaram a fazer os nossos antepassados há alguns milênios. Não é de se estranhar, entretanto, que diversas culturas espalhadas por todo o mundo tenham criado suas próprias constelações, respondendo a olhares distintos sobre as estrelas.

Como citado anteriormente, foi somente em 1922 que a padronização decorrente da União Internacional Astronômica (UIA) foi capaz de estabelecer todas as constelações que abrangiam o céu tanto do hemisfério norte quanto do hemisfério sul, levando os astrônomos a um denominador comum para exercer suas pesquisas.

Do mapeamento levantado por Ptolomeu até essa padronização da UIA, outros observadores curiosos dos céus também contribuíram enormemente para angariar olhares e definições sobre as estrelas, como é caso dos navegadores holandeses Pieter Dirkszoon Keyser e Frederick de Houtman, e do astrônomo alemão Johann Bayer. Além deles, os trabalhos do polonês Johannes Hevelius e do francês Nicolas Louis de Lacaille serviram de base para muitos estudos posteriores.

Tipos de constelação

Atualmente, as constelações são divididas utilizando como parâmetro a sua localização no céu, isto é, o ponto em que elas se encontram referente ao globo terrestre.

As constelações boreais são aquelas que fazem parte do hemisfério norte celeste. Já as chamadas constelações austrais, em oposição as primeiras, encontram-se no hemisfério sul celeste. No meio do caminho entre umas e ouras, as constelações equatoriais fazem parte de uma faixa disposta ao longo da linha do equador, circundando globo. E, por fim, mas não menos importante, as constelações zodiacais compõe a região próxima da chamada linha da eclíptica, isto é, a projeção sobre a esfera celeste da aparente trajetória do Sol, quando observada a partir da terra.

Lista de constelações

As 88 constelações que compõe o conjunto estipulado e organizado pela União Internacional Astronômica possuem, em sua maioria, nomes que fazem referência a ícones da mitologia grega ou animais e símbolos icônicos da natureza. Você conhece alguma dessas constelações? Confira abaixo a lista com o nome completo de todas elas.

– Andromeda (Andrómeda)
– Antlia (Máquina Pneumática)
– Apus (Ave do Paraíso)
– Aquarius (Aquário)
– Aquila (Águia)
– Ara (Altar)
– Aries (Carneiro)
– Auriga (Cocheiro)
– Bootes (Boieiro)
– Caelum (Buril ou Cinzel)
– Camelopardalis (Girafa)
– Cancer (Carangueijo)
– Canes Venatici (Cães de Caça)
– Canis Major (Cão Maior)
– Canis Minor (Cão Menor)
– Capricornus (Capricórnio)
– Carina (Quilha ou Querena)

– Cassiopeia (Cassiopeia)
– Centaurus (Centauro)
– Cepheus (Cefeu)
– Cetus (Baleia)
– Chamaeleon (Camaleão)
– Circinus (Compasso)
– Columba (Pomba)
– Coma Berenices (Cabeleira de Berenice)
– Corona Australis (Coroa Austral)
– Corona Borealis (Coroa Boreal)
– Corvus (Corvo)
– Crater (Taça)
– Crux (Cruzeiro do Sul)
– Cygnus (Cisne)
– Delphinus (Delfim ou Golfinho)
– Dorado (Peixe-Espada ou Espadarte)
– Draco (Dragão)
– Equuleus (Potro)
– Eridanus (Erídano)
– Fornax (Fornalha)
– Gemini (Gémeos)
– Grus (Grou)
– Hercules (Hércules)
– Horologium (Relógio)
– Hydra (Hidra ou Hidra Fêmea)
– Hydrus (Hidra Macho)
– Indus (Índio)
– Lacerta (Lagarto)
– Leo Minor (Leão Menor)
– Leo (Leão)
– Lepus (Lebre)
– Libra (Balança)
– Lupus (Lobo)
– Lynx (Lince)
– Lyra (Lira)
– Mensa (Montanha da Mesa)
– Microscopium (Microscópio)
– Monocerus (Unicórnio)
– Musca (Mosca)
– Norma (Régua)
– Octans (Octante)
– Ophiuchus (Ofiúco ou Serpentário)
– Orion (Orionte)
– Pavo (Pavão)
– Pegasus (Pégaso)
– Perseus (Perseu)
– Phoenix (Fénix)
– Pictor (Pintor)
– Pisces (Peixes)
– Pisces Austrinus (Peixe Austral)
– Puppis (Popa ou Ré)
– Pyxis (Bússola)
– Reticulum (Retículo)
– Sagitta (Seta ou Flecha)
– Sagittarius (Sagitário)
– Scorpius (Escorpião)
– Sculptor (Escultor)
– Scutum (Escudo)
– Serpens (Serpente)
– Sextans (Sextante)
– Taurus (Touro)
– Telescopium (Telescópio)
– Triangulum Australe (Triângulo Austral)
– Triangulum (Triângulo)
– Tucana (Tucano)
– Ursa Major (Ursa Maior)
– Ursa Minor (Ursa Minor)
– Vela (Vela)
– Virgo (Virgem)
– Volans (Peixe Voador)
– Vulpecula (Raposa)