Desemprego, um problema mundial: Regiões de alta densidade demográfica


Vários são os fatores que podem dar a uma região alta densidade demográfica. O primeiro deles é sua história de ocupação. Algumas áreas têm uma intensa ocupação há vários séculos, a qual é geralmente determinada pelas condições ambientais, como solo fértil ou boa disponibilidade de água.

Este fato não dá razão ao determinismo geográfico, uma vez que em épocas mais remotas o homem tinha menos capacidade de transformar a natureza, precisando encontrar áreas mais fáceis de ocupar. Atualmente, a realidade é outra. O desenvolvimento técnico fez com que as áreas que antigamente eram de difícil ocupação passassem a ser facilmente ocupadas.

Regiões de alta densidade demográfica

Mas, o avanço tecnológico está sempre ligado ao desenvolvimento econômico geral de uma sociedade. Sendo assim, nem todos os povos do mundo têm as mesmas condições de transformar o meio natural para melhor ocupa-lo. Por isso, um segundo fator que determina a distribuição da população mundial é a existência de áreas com maior ou menor desenvolvimento econômico.

Entre as regiões de alta densidade demográfica podemos encontrar as seguintes:

Europa: todo o continente europeu apresenta áreas de alta concentração populacional. Isto é devido à sua antiga ocupação e aos altos índices de desenvolvimento econômico. Entre as regiões de maior densidade demográfica dentro do continente podemos destacar o Vale do Reno, entre a França, a Alemanha e a Holanda; o Vale do Ruhr na Alemanha, a Bacia do Tamisa na Inglaterra e alguns países do Leste Europeu, como a República Tcheca e a Polônia.

América Anglo-saxônica: Nos EUA e no Canadá, a população se concentra preferencialmente nas costas oceânicas, do Pacífico ou do Atlântico. As áreas de maior concentração são, o nordeste americano, mais especificamente a megalópole Boswash e a região dos Grandes Lagos, que divide duas grandes concentrações, ao norte do Canadá e ao sul dos EUA.

América Latina: As maiores concentrações latino-americanas são as grandes metrópoles, que muitas vezes estão próximas ao litoral, ao que demonstra o caráter da ocupação de colonização aí realizada. São os maiores destaques, Cidade do México, São Paulo, Rio de Janeiro, Caracas na Venezuela, a Grande Buenos Aires na Argentina e Montevidéu no Uruguai, e ainda muitos países da América Central, como Belize e Panamá.

África: O Golfo da Guiné é a principal região em termos de densidade demográfica em todo o continente africano. A concentração nesta área é bastante antiga e um dos fatores mais importantes é a presença de terras mais férteis e climas mais úmidos, ao contrário de outras regiões do continente.

Índia: é um país de grande concentração populacional. Devido à relativa homogeneidade de seu meio natural e ao baixo índice de urbanização, a população está bem distribuída em todo o território.

Leste da China: apesar de ser o país com maior população absoluta no mundo, a China tem áreas pouco ocupadas, caso do oeste do país, de clima semiárido. Portanto, a região de maior concentração populacional, neste caso é o leste, com extensas planícies úmidas, ótimas para a produção de arroz.

Oriente médio: desde a antiguidade esta é uma região de grande concentração populacional. Alguns fatores colaboraram para isso como, por exemplo, a existência da planície da Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates, e a localização estratégica da região, estando entre a Europa, a Ásia e o norte da África.

Áreas de baixa densidade demográfica

A baixa densidade demográfica, caracterizando vazios demográficos, é quase sempre originada das condições ruins de ocupação que foram impostas pelo meio físico. No entanto, isto não significa que todas as áreas com problemas como clima semiárido e relevo acidentado sejam pouco povoadas.

Áreas que são vazios demográficos por óbvios problemas do meio físico local são:

Os grandes desertos, devido à falta de condições climáticas e de solo para realizar a produção agrícola. Podemos citar como exemplos: o deserto do Saara, o Australiano, o Siberiano na Rússia, o de Atacama no Chile e o do Colorado nos Estados Unidos. O deserto de Negev em Israel, vem sendo ocupado com o uso de intensivas técnicas agrícolas como a irrigação e a hidroponia.

As altitudes mais elevadas, devido ao relevo extremamente acidentado e às baixas temperaturas. Destacam-se porções do Himalaia, dos Andes e das Rochosas. Mesmo assim, existem populações que ocupam algumas destas regiões, como no Nepal, no Tibet, no Equador e no Peru.

As regiões polares também são vazios demográficos, por causa do frio intenso. Na Antártida existem apenas algumas bases de pesquisa mantidas por países como a França, os Estados Unidos e o Brasil. Na zona Glacial Ártica a ocupação se restringe a grupos denominados como esquimós, principalmente no norte do Canadá e na Groelândia.

Outros vazios demográficos só persistem por fatores mais específicos da ocupação regional. Um caso interessante é o da Floresta Amazônica, que mesmo tendo condições naturais relativamente boas para a ocupação, permanece com baixas densidades demográficas. Atualmente, as tentativas de preservar tal floresta vão no sentido de impedir a intensificação da ocupação.