Classificação das Fórmulas


Na química, há várias maneira de se classificar as fórmulas estudadas. Isso porque um composto químico pode ser representado de modos diferentes e a fórmula química é o recurso capaz de conceder informações sobre a substância apresentada. A seguir, iremos tratar das 5 principais formas de se representar um composto. Para melhor ilustrar a explicação, usaremos o Benzeno, uma substância orgânica, como exemplo.

Classificação das Fórmulas

• A classificação das fórmulas refere-se a diferentes modos de se ilustrar um composto;
• Há informações sobre os compostos que pode ser compreendidas por meio das fórmulas;
• As fórmulas oferecem graus variados de detalhes sobre as substâncias expressas.

A classificação das fórmulas orgânicas indica o número de átomos presentes em cada molécula de uma substância, bem como a proporção entre eles. Veja mais detalhes a seguir.

5 Tipos de classificação das fórmulas

• A fórmula estrutural plana

A fórmula estrutural plana não só sinaliza quais são os elementos químicos que formam a molécula e o número preciso deles como também mostra as ligações que cada um faz. Em adição, essa classificação das fórmulas descreve a chamada estrutura ou disposição espacial dos átomos existentes na molécula. Tendo em vista que o carbono (C) consegue efetuar ligações simples, duplas e triplas com outros átomos de carbono ou de elementos distintos, há uma quantia muito significativa de compostos orgânicos. Em decorrência disso, tem-se o amplo campo da química orgânica. Desde então, as substâncias têm sido simbolizadas pelos químicos de muitos modos, mas a fórmula estrutural plana é a mais simples.

Para avaliar a fórmula estrutural plana de um composto, é preciso apenas contar a quantidade que cada elemento aparece, escrever o símbolo que representa cada elemento e o índice (valor) na parte inferior do lado direito.

A regra da classificação das fórmulas determina que se conte primeiro os átomos de carbono da estrutura. Isso se dá, pois ele é o elemento principal dos compostos orgânicos.

• Fórmula molecular

Nesta espécie de fórmula, o elemento estudado é expresso pelo seu símbolo na tabela seguido pelo índice (valor subscrito) que mostra a quantia de átomos presentes em uma molécula. Tem-se, então, o número que indica quantos átomos formam cada molécula da substância. No caso do Benzeno, a fórmula refere-se aos 6 Carbonos (C) e 6 Hidrogênios (H);

• Fórmula empírica

Pode ser definida como uma maneira simplificada de se representar os compostos. A estrutura para fórmula empírica do Benzeno, por exemplo, possibilita somente a compreensão da forma da estrutura Benzênica e a existência das ligações duplas, conhecidas ainda como insaturações. Ou seja, a distribuição espacial dos átomos não fica clara por esse método. Uma dica para facilitar a contagem de Hidrogênios nos compostos em fórmula empírica basta somar os índices.

• Fórmula em estrutura de bolas

Na fórmula em estrutura de bolas, os carbonos e hidrogênios são diferenciados por meio de cores e tamanhos. No Benzeno, os Carbonos apresentam a cor preta e os Hidrogênios são bancos;

• Fórmula em estrutura de bolas e traços

A quinta e última classificação das fórmulas é comumente utilizada para apresentar o campo de Química Orgânica. Isso porque ela propicia o estudo da forma da estrutura e dá visibilidade às ligações que juntam o hidrogênio e a cadeia principal (de Carbono). Como a maior parte das moléculas de compostos orgânicos é preciso utilizar modelos que demonstrem a estrutura e também geometria molecular. Portanto, as fórmulas espaciais são as melhores para se esclarecer a estrutura do Carbono.

• As 5 classificações das fórmulas mais recorrentes são: fórmula estrutural plana, fórmula molecular, fórmula empírica, fórmula em estrutura de bolas e fórmula em estrutura de bolas e traços;
• De todos os modelos, o mais simples é o empírico;
• Além da distribuição dos elementos em cada molécula, as fórmulas indicam as ligações existentes entre eles.

Classificação das fórmulas em sala de aula

Um dos aspectos interessantes de se salientar é que há peças para a construção do modelo de traços e bola á venda no mercado. Esse artigo funciona como uma espécie de quebra-cabeça que auxilia no processo de aprendizado da Química. Sendo assim, o professor pode empregar o material para ensinar os seus alunos sobre os elementos e a formação de compostos orgânicos. A partir das explicações com bolas e traços, será possível visualizar o tipo de Carbono encontrado na substância, bem como as ligações realizadas por ele. Afinal, o Carbono pode ser:

  • Carbono primário: liga-se a um átomo de Carbono;
  • Carbono secundário: liga-se a dois átomos de Carbono;
  • Carbono terciário: liga-se a três átomos de Carbono;
  • Carbono quartenário: liga-se a quatro átomos de Carbono.

As quatro valências do C são iguais entre si, o que é provado pelos químicos pelo fato de haver um único composto para cada fórmula. Caso as ligações do Carbono tivessem caracteres diferentes, os elementos unidos a ele poderiam mudar entre si as ligações e dariam origem a novos compostos, o que não acontece.