Dimetil – mercúrio


Características

Classificado como um composto químico organometálico, o dimetil – mercúrio é um líquido do tipo incolor e altamente inflamável, além de ser considerado um tipo de neurotoxina extremamente forte.

Outra de suas características é seu sabor adocicado, contudo, aconselhamos que não tente identificar tal peculiaridade desse composto, afinal, a quantidade necessária a ser ingerida para que se sinta o sabor doce, é altamente prejudicial ao organismo humano. Além da inalação, qualquer tipo de absorção do produto pode resultar em sérias complicações, até mesmo, intoxicações.

Dimetil

A fórmula química do dimetil – mercúrio é ((CH3)2Hg).

Com relação a água o composto não apresenta reatividade, isso porque todos os correspondentes dos compostos organozincos tem a capacidade de se hidrolisar de maneira muito rápida.

Mais uma curiosidade sobre a química do produto é que se ele reagir com o chamado “cloreto de mercúrio” origina o que denominamos de “cloro – metil misto”. É considerado um “líquido volátil”.

Outras características desse composto que também é um metal é sua molécula que apresenta estrutura linear, além disso, o dimetil – mercúrio apresenta-se em condições normais de pressão e temperatura.

De onde vem o mercúrio?

Pode ser que você esteja se perguntando de onde vem o mercúrio, também conhecido por água de prata. Algumas literaturas indicam que tal substância tem origem em dois tipos de fontes: as naturais e as antropogênicas, não entendeu nada? Calma aí vai a explicação:

– Fontes naturais: locais de onde emana esse composto como, por exemplo, a crosta terrestre. Posteriormente são lançados nos lagos, e também, nos rios.

– Fontes antropogênicas: as fontes do tipo antropogênicas são aquelas onde o composto é proveniente de certas atividades, como por exemplo: mineração, queima de combustíveis fósseis e até mesmo a fabricação de equipamentos como o termômetro.

Alto poder tóxico

Bem, atualmente sabemos que esse composto é altamente tóxico, mas o que você não imagina é que essa descoberta foi realizada da pior maneira possível.

Quem descobriu o alto poder tóxico do dimetil – mercúrio foi Karen Wetterhahn, uma grande especialista em intoxicação via metais pesados. Karen sofreu um tipo de “envenenamento” em 14 de agosto do ano de 1996 quando algumas gotas de dimetil – mercúrio caíram sobre suas luvas durante um experimento.

Foi assim que a especialista descobriu que o látex das luvas comuns não era nenhuma barreira para o composto. Karen morreu cerca de cinco meses após sofrer o acidente, de acordo com o corpo médico responsável pela paciente as células cerebrais de Karen haviam sido “devoradas” pelo dimetil – mercúrio.

Usos

Devido aos grandes riscos de intoxicação o dimetil – mercúrio não é um composto amplamente utilizado na indústria. Mas, dentro da “toxicologia” é utilizado como um tipo de toxina referência, além disso, é utilizado na calibragem de instrumentos do tipo RMN.

Também podemos dizer que tal composto é amplamente usado por garimpeiros na preparação do ouro, afinal, tem a incrível capacidade de unir alguns tipos de substâncias, e por consequência, separá-las do ouro.

O perigo

Com relação aos riscos que esse composto oferece ao organismo humano podemos apontar alguns tipos de distúrbios. Além disso, em casos de exposição constante, como o que ocorre com os trabalhadores de minas e garimpos sintomas como vômitos e diarreias constantes também podem ser observados.

Em casos extremos até mesmo problemas neurológicos e cardíacos podem ser averiguados.

A distribuição desse composto no organismo humano ocorre em consequência da fácil difusão por meio das membranas celulares, além disso, a distribuição também não é nada difícil para tecidos ricos em gorduras.

Outra grande preocupação com relação a presença desse composto no organismo são para as mulheres em gestação, afinal, a substância tem grande facilidade para atingir o feto.

Atualmente os órgãos responsáveis por cuidar das questões de contaminação são o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), e também, o Cetrem que tem como uma de suas funções a fiscalização de alguns garimpos. Já no caso das indústrias a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é quem verifica os possíveis casos de contaminação.

Concluindo

Como você deve ter percebido o dimetil – mercúrio é um composto extremamente forte, tanto por suas características, como por sua toxicidade. Nosso objetivo com esse artigo é demonstrar, mesmo que de maneira rasa, algumas das características, usos e aplicações desse composto. Esperamos ter cumprido minimamente essa função.

Agradecemos por ter escolhido nossa página para mais essa pesquisa. Desejamos a você bons estudo, e, não deixe de nos ter como referência. Até a próxima!