Tonoscopia ou Tonometria?


Olá jovem estudante, como vai? Hoje iremos aprender o que são os fenômenos da Tonoscopia” e da “Tonometria”, você sabe o que eles são? Vamos aprender:

Mas o que é isso?

Grosso modo a tonometria tem como função o estudo do “abaixamento” da máxima pressão de vapor de determinado solvente, mediante a um soluto não-volátil. Ainda não entendeu nada? Calma, nós vamos lhe explicar, mas primeiro alguns conceitos:

Solvente: pode-se definir o solvente como um tipo de substância que permite a outra substância ser dissolvida em seu meio.

Tonoscopia

Soluto não-volátil: substância cujo ponto de ebulição é alto, portanto, uma de suas características é que o mesmo não irá evaporar com muita facilidade.

Dados os conceitos vamos ao que interessa. A tonoscopia é um tipo de propriedade coligativa que tem como função a diminuição da pressão máxima do vapor de determinado solvente, desde que seja adicionado a ele um tipo de soluto não volátil.

Logo, a tonometria é o estudo do fenômeno da tonoscopia em si.

Como funciona?

Para todo tipo de substância que existe há uma Pressão Máxima de Vapor – descrita como PMV – a ser considerada, pode-se defini-la como grau de saturação em que há mais moléculas no estado de vapor do que em qualquer outro estado, dessa maneira tais moléculas – em estado de vapor – entram em contato com a parte líquida e exercem um tipo de pressão sobre tal superfície.

Durante esse processo pode ocorrer o que denominamos de “equilíbrio dinâmico”, que é quando as moléculas no estado de vapor retornam a forma líquida.

Imagine a seguinte situação: a existência de um líquido puro, o qual é adicionado a ele um tipo de soluto não volátil, dessa forma a “pressão máxima de vapor diminui”, e ocorre o que pode-se denominar de “efeito tonoscópico”, lembra da tonoscopia e da tonometria? Pois é exatamente isso.

No dia a dia

Agora vamos a um exemplo mais prático, desses que acontecem em nosso dia a dia:

Imagine que você esteja fervendo certa quantia de água, seja para o café, ou mesmo, para realizar o cozimento de algum alimento. Você já reparou que se a água estiver fervendo e você adicionar açúcar, ou, sal, a água para de ferver? Você sabe o real motivo disso? Não? Vamos utilizar a tonoscopia para tal explicação.

Bem, a água ferve devido a um aumento na temperatura, certo? Devido a isso as moléculas de água irão receber um tipo de “força” o que fará com que estas rompam as chamadas “ligações intermoleculares”, conseguindo assim, sair da “massa líquida”. Contudo quando adicionamos o açúcar – ou mesmo outro tipo de substância não volátil – as moléculas dessa irão “interagir” com as moléculas de água gerando um grande aumento das atividades de interação molecular, dessa maneira fica mais difícil retornar ao estado “vaporoso”.

Logo, para que o processo de ebulição ocorra novamente será necessário fornecer mais calor a água.

É válido ressaltar que tais fenômenos não ocorrem apenas em momento próximos ao ponto de ebulição, mas podem sim, ocorrer durante qualquer “mudança” da temperatura. Dessa informação podemos retirar a seguinte afirmação: “A pressão máxima de vapor do líquido em seu estado puro é muito maior do que a da solução”.

Outra afirmação de extrema importância é a seguinte: a solução que está em um estado mais concentrado tende a ser menor que aquela que estiver mais diluída. Levando em consideração o exemplo acima citado – da fervura da água e adição do açúcar – podemos definir da seguinte maneira: quanto maior a quantidade de substância estranha àquela que está fervendo for adicionada, mais a pressão do vapor tende a diminuir.

Partindo dessa situação dizemos que a pressão de vapor do líquido é “inversamente proporcional ao número mol de partículas do soluto que estão dispersas na solução”.

O que posso entender de tudo isso?

Lembra quando dissemos lá no início do artigo que a tonoscopia é uma propriedade coligativa? Então, isso quer dizer que os fenômenos que aqui citamos não vão depender da natureza das substâncias, mas sim, vão depender da quantidade de partículas que foram “colocadas” em certo volume do solvente.

Portanto, independente do que forem as substâncias, se as quantidades forem iguais a pressão de vapor será a mesma em ambas.

Mas cabe ressaltar que em soluções iônicas, por exemplo, as coisas não funcionam assim, afinal, além da quantidade, a pressão de vapor também vai depender da dissociação iônica que deve ocorrer.

Em todos os fenômenos aqui citados pressão e temperatura relacionam-se mutuamente para que o “abaixamento” da pressão realmente ocorra.

Esperamos poder ter lhe auxiliado em mais esta empreitada do saber. Obrigado por nos escolher, e, não deixe de dar uma olhada em nossos outros conteúdos de física e nas demais disciplinas que oferecemos.

Bons estudos e até a próxima!