Resumo sobre Cândido Portinari


Considerado um dos principais artistas plásticos brasileiros, Cândido Portinari nasceu em dezembro de 1903, em uma fazenda de café localizada no interior de São Paulo. Filho de imigrantes italianos, Portinari criou quase cinco mil pinturas, desde pequenos esboços até grandes obras, murais e painéis. O artista foi o pintor brasileiro que conseguiu maior projeção internacional devido ao seu talento artístico e sua atuação no cenário cultural e político do Brasil.

Resumo sobre Cândido Portinari – Artes e política

Portinari figurou entre os intelectuais brasileiros de sua época e estava sempre rodeado de diplomatas, escritores, poetas e jornalistas. Este grupo refletia sobre os problemas que afligiam a realidade do Brasil e de outros países. As mazelas que assolavam a população brasileira, o sucesso do nazifascismo e as consequências terríveis da guerra influenciaram a obra e a vida do pintor, que fez parte do Partido Comunista e teve que se exilar por um período no Uruguai.

Cândido Portinari

Os painéis “Guerra e Paz” são considerados uma das obras mais importantes do artista. Cada painel tinha 14 m x 10m e eram pintados a óleo sobre madeira compensada naval. O trabalhou durou nove meses e teve o auxílio de Enrico Bianco e Rosalina Leão. O painel foi dado como presente, em 1956, a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), localizada em Nova York.

Resumo sobre Cândido Portinari – Infância

O artista teve uma infância humilde e sua educação foi deficiente – completou apenas o ensino primário. O dom artístico surge quando o pintor ainda era uma criança, aos nove anos. A primeira obra do pintor de que se tem registro é o Retrato de Carlos Gomes, desenhado em 1914, quando tinha apenas 10 anos.Quando tinha 14 anos, Portinari foi chamado para ajudar um grupo de pintores e escultores da Itália que trabalhavam na restauração de igrejas. Este foi o início de uma carreira brilhante.

Com 15 anos, em 1920, Portinari começa a estudar na Escola Nacional de Belas-Artes (ENBA), no Rio de Janeiro. Seu talento se destaca entre os alunos e o pintor passa a atrair os olhares dos professores e da imprensa. Em 1922, o artista faz a sua primeira exposição e recebe Menção Honrosa por causa de um retrato. Mesmo com pouco tempo de estudos na ENBA, o pintor participa de exposições e é elogiado por críticos nos jornais.

Resumo sobre Cândido Portinari – Trajetória de sucesso

Em 1924, Portinari passa pela avaliação do júri de seleção do Salão da ENBA com sete retratos e a obra “Baile na Roça”, considerada sua primeira obra temática. O júri aceita os retratos, mas recusa a tela. Quatro anos depois, o artista participa da XXXV Exposição Geral de Belas Artes com 12 obras. Graças ao “Retrato de Olegário Mariano”, o pintor ganha o Prêmio de Viagem à Europa e é destaque na imprensa. Esta vitória representou um marco importante na sua trajetória.

Portinari vive em Paris durante todo o ano de 1930 e conhece a uruguaia Maria Victoria Martinelli, com quem se casa. O casal volta ao Brasil em 1931. Na bagagem, um retrato de Maria, um autorretrato, um nu e três pinturas de natureza morta. Sua estada em terras estrangeiras o incentivou a pintar o Brasil em suas obras, retratando a história, a cultura, o povo e sua rica natureza. Com cores fortes, o pintor também retrata a pobreza. Aos poucos, o estilo de Portinari ultrapassa os limites da formação acadêmica e traz a tona traços do modernismo.

Em 1932, o artista promove uma exposição individual no Palace Hotel, com 60 obras. Nesta ocasião, Portinari apresenta pela primeira vez as telas com temas brasileiros. As obras tinham como foco as cirandas, o circo e cenas de infância. Dois anos depois, o pintor finaliza sua primeira obra com tema social, o quadro “Os Despejados”. Também em 1934, a Pinacoteca do Estado de São Paulo adquire a tela “Mestiço”. Esta foi a primeira instituição pública a adquirir uma obra do artista.

Em 1935, Portinari atua como professor de pintura de cavalete e de mural no Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal (UDF), localizado no Rio de Janeiro, até a extinção da UDF, em 1939. Com a tela “Café”, o artista participa da exposição do Instituto Carnegie, em Pittsburgh, nos Estados Unidos. A tela rendeu a segunda Menção Honrosa. Neste mesmo ano, Portinari faz quatro painéis para o Monumento Rodoviário, localizado na rodovia Washington Luís, entre Rio de Janeiro e São Paulo.

No decorrer dos anos, Portinari faz obras importantes, como os 12 murais em afresco pintados para a sede do Ministério da Educação, atual Palácio Gustavo Capanema e os painéis Noite de São João, Cena Gaúcha e Jangadas do Nordeste para o pavilhão brasileiro da Feira Mundial de Nova York.

Em 1939, o Museu Nacional de Belas Artes inaugurou a maior exposição do artista, com 269 obras. Em 1940, a Exposição Portinari of Brazil, com cerca de 180 obras, é lançada no Museu de Arte Moderna de Nova York e passa por várias cidades dos Estados Unidos. Dois anos mais tarde, o artista retrata a história latino-americana em murais na Fundação Hispânica da Biblioteca do Congresso, em Washington.

Resumo sobre Cândido Portinari – Final de sua carreira

Nos anos seguintes, Portinari participa de diversas exposições no Brasil e vários outros países, como França, Argentina e Estados Unidos. Além disso, faz diversos painéis, murais, ilustra o livro Memórias Póstumas de Braz Cubas, de Machado de Assis, poemas de Carlos Drummond de Andrade e recebe muitos prêmios. A partir de 1953, começa a ter problemas de saúde causados pelos metais pesados presentes nas tintas, mas continua a pintar e começa a escrever poesias. Portinari morre em 1962 devido a intoxicação causada pelas tintas.