Angioedema adquirido


O angioedema pode ser classificado como um tipo de inchaço parecido com a urticária, e, ocorre em “camadas profundas” da pele.

Apresenta duas classificações: Angioedema Adiquirido (AEA) e Angioedema Hereditário (AEH). Mas aqui o que nos interessa de maneira pontual é o adquirido.

AEA

Considerado um tipo raro da doença, informações dão conta de que esta classificação só foi relatada cerca de 50 vezes na literatura médica. Também pode ser dividido em duas categorias.

Tipo 1: a principal característica dessa classificação são os “baixíssimos” níveis de C1-IHN (um tipo de anticorpo). Além disso, pode-se citar a presença de linfomas, um tipo de leucemia – a linfócita crônica -, e outras doenças “linfoproliferativas”. Acredita-se que a formação de imunocomplexos que consomem a C1-INH sejam as principais causas da doença.

Angioedema

Tipo 2: já no tipo 2 os chamados auto-anticorpos são liberados por meio de uma “subpopulação” de células do tipo B as quais ligam-se a C1-INH, o que gera um tipo de modificação no funcionamento, e também, na estrutura da molécula.

A doença: Causas e sintomas

Da mesma forma que muitas outras doenças o angioedema não apresenta apenas uma causa, essa enfermidade pode ter como um de seus predecessores os alimentos, por exemplo, há diversos que geram reações do tipo alérgicas, tais quais alguns frutos do mar, nozes e até mesmo o ovo.

Além dos alimentos há alguns medicamentos que podem ser a causa da doença, em geral, os grandes culpados são os analgésicos e até mesmo os medicamentos para pressão arterial. Não podemos nos esquecer ainda dos tipos de alergia considerados comuns, como por exemplo, aquelas provocadas pelo pólen das flores, pelos de animais, ou ainda, picada de pequenos insetos.

E, já que falamos das questões alérgicas comuns também é necessário citar alguns fatores climáticos, como o frio e o calor. Por fim, há que se citar o angioedema que ocorre devido a procedimentos médicos, tais quais, transfusões de sangue, distúrbios na tireóide e até mesmo o tratamento para alguns tipos de cânceres.

Nesse parágrafo peço licença para dizer que no caso do angioedema hereditário as principais causas relacionam-se aos baixos níveis de algumas proteínas do sangue, as quais têm como função regular o sistema imunológico.

Sobre os sintomas pode-se classificar como principal um tipo de “inchaço” sob a pele. Além disso, vermelhidões também podem ser observados. Fatores esses que levam muitos especialistas a confundirem o angioedema com uma urticária.

As regiões que mais sofrem com os inchaços são as próximas aos olhos, e também aos lábios. Contudo, mãos, pés e até mesmo garganta podem ser alvo desse sintoma. Há ainda alguns casos em que ocorre uma forte sensação de coceira, além disso, alguns pacientes não ficam livres das dores causadas pelos inchaços e vergões na pele.

Sintomas menos comuns, mas nem por isso menos terríveis são: dificuldade na respiração, cólica na região abdominal e quemose (um tipo de inchaço na região conjuntiva ocular).

Diagnóstico e tratamento

Geralmente, os tipos de diagnósticos mais utilizados são observações médicas dos vergões e inchaços, além de uma rápida avaliação do histórico clínico do paciente. Tais ações são adotadas na tentativa de se encontrar as causas que levaram a doença.

Mas é válido lembrar que cada caso é um caso, por isso, há ocasiões em que exames de alergia podem ser requisitados, mas se a suspeita for de angioedema hereditário, e não do adquirido, exames de sangue, e até mesmo para medir os níveis de algumas proteínas no organismo podem ser solicitados.

O tratamento para essa patologia depende de seu grau, ou seja, se é leve, moderada, ou ainda, grave. Basicamente o tratamento consiste no uso de medicamentos específicos, tais quais: anti-histamínicos e corticosteróides.

Sobre o prognóstico

No decorrer do tratamento se forem tomadas algumas medidas o mesmo pode se tornar mais eficaz, por exemplo: evite ao máximo o contato com itens que podem desencadear reações alérgicas, durante o procedimento é aconselhável ainda a aplicação de compressas frias, as quais podem aliviar inchaços e coceiras, o uso de roupas leves e banhos em temperaturas nem muito altas, ou, baixas podem auxiliar também.

Com relação às condições do próprio paciente durante a fase de tratamento é bom ficar atento a algumas possíveis complicações, tais quais reações anafiláticas que podem levar a obstrução da garganta e vias respiratórias, por exemplo.

As expectativas para os portadores da doença são bem promissoras, e as chances de cura reais. Em geral os casos que merecem maior atenção são aqueles em que a garganta é afetada, contudo, se a doença não chegar a atingir tal local o uso de medicamentos já resolve os problemas.

Mas lembre-se, ante a algum sinal dessa doença é imprescindível buscar um profissional da área médica, afinal, se tratada a tempo a doença não evolui para quadros mais complexos, o que pode evitar o desgaste do próprio paciente.