Bugio: Localização e hábitos


Bugio, Guariba ou Alouatta. Esses são os três nomes possíveis para esse macaco estranhissimo, gênero de “macaco do Novo Mundo” da família Atelidae, subfamília dos Alouattinae, que também são conhecidos popularmente pelo nome de barbado.

A bem da verdade, é preciso dizer que a taxonomia desse gênero é bastante complicada, sendo dona de uma rica e complexa gama de herderios biológicos que são, consequentemente, caracterizados como parentes do bugio em diferentes graus de distância

Bugio

Localização geográfica: em que lugares do mundo encontramos os bugio

Apesar de seu aspecto estranhíssimo que faz com que eles inclusive se assemelham com seres de outro mundo, os macacos bugios não são também conhecidos como “os macacos do Novo Mundo” por acaso. Ocorre que com a distribuição espalhada no território geográfico de todo o continente americano, é condizente compreender a presença dos macacos bugios como um fator comum a toda a América.

Basicamente, alguns lugares podem ser elencados como sendo territórios que contemplam o habitat natural dos macacos bugio. Dentre eles, destaca-se a península de Iucatá, localizada no México, o estado do Rio Grande do Sul, no Brasil e a região peninsular da província de Corrientes, na Argentina.

Ocupação e hábitos dos macacos bugios

Os macacos bugios são basicamente animais que se alimentam de árvores e plantas. Eles acabam por ocupar todos os substratos naturais das florestas, mas com destaque para a região conhecida em estudos de geografia florestal como o “dossel florestal”, isso é, a região onde estão instaladas as árvores mais emergentes, de menor porte e com menor idade. Apesar dessa característica geral de habitat, os macacos bugios também gostam de viver em florestas primárias, apesar de serem bastante adaptáveis em qualquer outro tipo de floresta, o que inclui aquelas que possuem ecossistemas diferentes, como pântanos e mangues.

Principais características físicas dos macacos bugios

Apesar de sua relativa semelhança com os macacos que nós temos habitualmente na cabeça quando pensamos nesse tipo de animal, os macacos bugios são animais bastante maciços em sua construção física, e possuem um porte relativamente maior do que a maioria dos outros primatas sul-africanos. Em média, seu peso gira em torno de 7 quilos, podendo muitas vezes bater a marca dos 10 quilos quando se trata dos macacos-bugio do sul da América. Eles possuem também uma longa pelagem que cobre todo o seu corpo e o protege da exposição excessiva ao sol e ao calor. Os macacos bugios possuem uma interessante estrutura de ressonância sonora que os permite fazer uma vocalização bastante desenvolvida e potente, muito embora ela não seja capaz de oferecer uma variedade de sons muito desenvolvida. Essa vocalização bastante potente da qual falamos na realidade acontece sumariamente quando ocorre algum tipo de contato visual entre alguns grupos diversos de macacos bugios. Na maioria das vezes, esse contato visual é o responsável por despertar a necessidade sônica de emitir essa vocalização, com o intuito de estabelecer um contato maior, mais intenso e até mesmo mais íntimo entre eles. Outra circunstância em que essa vocalização se faz bastante presente é quando os machos querem simular a presença de algum tipo de animal intruso em seu habitat. Ao ver um macaco bugio fazendo esse tipo de vocalização, notadamente estamos travando contato com uma imagem bastante agressiva, certamente capaz de afastar os predadores ou as ameaças animais do local onde estão inseridos os bugios e sua tribo.

Em geral, a face dos macacos bugios é negra e despida de formações dermatológicas diversas, e essa espécie animal possui ainda uma longa cauda denominada de cauda preênsil, que lhes permite um controle maior de sua sensibilidade dérmica, além de promover um equilíbrio maior em sua caminhada, em seus saltos, enfim, em toda sua movimentação pela floresta.

Outra característica bastante peculiar aos macacos bugios é o dimorfismo sexual, isto é, a mudança de forma corporal ou de características físicas e de fenótipo de acordo com o sexo biológico do animal em questão. Ocorre de, em algumas subespécies dos bugios, os machos serem maiores cerca de 70% em relação a constituição física das fêmeas. Ocorre também, em boa parte dos casos, uma variação bastante acentuada na coloração da pelagem e de alguns detalhes da pele desses macacos, dificultando assim a compreensão imediata do sexo desses animais em questão.

Hábitos alimentares dos macacos bugios

Essa espécie de primata é considerada uma espécie de folívoros, isto é, eles se alimentam básica e principalmente de brotos e pequenas folhas de jovens. Em alguns casos, os frutos e brotos são incluídos em sua dieta diária, mas não é exatamente uma regra do que acontece. De um modo geral, os macacos bugios são bastante seletivos em sua alimentação, e em geral gastam cerca de 24% do seu tempo se alimentando ou procurando alimentos. E, não raro, uma vez encontrado o alimento, os bugios ainda precisam avaliar se esse alimento lhes satisfaz, fato esse que comprova uma inteligência alimentar bastante desenvolvida por parte dessa espécie.