Família Heliotropiaceae


A família Heliotropiaceae foi inicialmente classificada de forma errada na taxonomia botânica. Assim que foram descobertas, as plantas desse grupo foram incluídas como sendo possivelmente uma subfamília das Boraginaceaes. O mesmo ocorreu com as famílias Cordiaceae e Ehretiaceae. Com a separação desses três grupos, sobraram 17 gêneros e, aproximadamente, 1.600 espécies de Boraginaceaes. Ainda hoje é comum achar referências de espécimes de Heliotropiaceas como pertencentes à família das Boraginaceaes.

No entanto, após extenso estudo filogenético, a classificação foi revisada. Isso porque as informações moleculares encontradas ao longo dos estudos permitiram afirmar que se tratava de uma família diferente. Provou-se, assim, o engano da categorização e teve início o exame mais detalhado desse grupo de plantas. Foram identificadas até hoje somente 5 gêneros na família Heliotropiaceae (Heliotropium, Tournefortia, Schleidenia, Ixorhea, e Ceballosia) e cerca de 450 espécies. Porém, essa família ainda é muito avaliada por pesquisadores. Novos representantes podem ser localizados e modificar o entendimento a respeitos dos gêneros conhecidos. Até porque não existe uma unanimidade nas nomenclaturas aqui apresentadas, pois certos cientistas consideram precoce a divisão feita na família Heliotropiaceae.

Família Heliotropiaceae

Os representantes desse conjunto de vegetais estão presentes em maior diversidade nas regiões tropicais e subtropicais do planeta, pois se adaptam melhor ao clima mais quente. Também fica claro que a família Heliotriopaceae prefere habitats onde há períodos sazonais de seca e de chuvas. Tal predileção é evidenciada pela maior incidência de espécies nos locais que possuem essas características climáticas. Alguns exemplares dos gêneros Helitropium e Tournefortia já foram achados no Brasil.

Outro sinal de diversidade é o fato da família Heliotropiaceae ser encontrada na natureza em diversas formas: arbustos, subarbustos, ervas, árvores de porte pequeno e também lianas. Devido ao cheio perfumado, os insetos são atraídos por essas plantas e são os principais responsáveis pela polinização. Ou seja, são eles que carregam o pólen que permite a reprodução das flores. Entretanto, outros tipos de animais e o vento também podem, eventualmente, fazer o transporte dos grãos de pólen. Essa dispersão é fundamental para que as espécies se proliferem.

• Os indivíduos da família Heliotropiaceae já foram considerados uma subfamília das Boraginaceaes, assim como aconteceu com outras duas famílias;

• Foi preciso um longo estudo filogenético para diferenciá-las;

• Os especialistas conseguiram identificar 5 gêneros de Heliotropiaceaes e algo em torno de 450 espécies;

• Até hoje nem todos os botânicos concordam com essa nomenclatura;

• Essas plantas preferem climas quentes e com temporadas de seca, por isso são mais abundantes nas áreas tropicais e subtropicais;

• Foram localizados gêneros de Heliotropiaceaes no Brasil;

• Aparecem em diferentes formas como: arbustos, ervas, árvores pequenas, etc.

• O método mais comum de polinização é feito partir da aproximação de insetos, porém outros animais e o vento também distribuem os grãos de pólen.

A Morfologia das plantas da Família Heliotropiaceae

Os indivíduos da família Heliotropiaceae têm como traços morfológicos as folhas de formatos linear ou subcircular e a falta de estípulas. Suas inflorescências podem ser tanto terminais quanto axilares, com flores actinomorfas. Isso significa que suas flores têm simetria radial, podendo ser divididas em partes idênticas. As corolas mais comuns na família Heliotropiceae são de cor branca, cinza e amarela. Em alguns casos, encontram-se corolas laranjas e púrpuras, mas elas são bem raras. De acordo com a espécie, exibe ovário lobado ou não. As anteras, porção final do estame das flores, são dorsifixas. Os representantes desse grupo contam com quatro lóculos, sendo que cada lóculo tem só um óvulo. O disco nectarífico, a glândula que secreta néctar, situa-se na base do ovário. Por fim, os frutos provenientes das plantas da família Heliotropiaceae são do tipo esquizocárpico ou drupa. O primeiro gênero reparte-se em 1 ou 4 mericarpos (frutículos) na maturidade. Já o fruto drupa é carnoso, tem uma única semente que só se separa do endocarpo de maneira mecânica.

• Uma das características da família das Heliotropiaceae é a presença de folhas de forma subcircular ou linear;

• Os espécimes dão flores actinomorfas, que permitem uma divisão em partes iguais;

• São compostas por corolas de cores variadas;

• Têm quatro lóculos no total, sendo que cada lóculo abriga um único óvulo;

• Seus frutos são do tipo drupa ou esquizocárpico.

O impacto econômico de algumas espécies de Heliotropiaceaes

Alguns representantes da família Heliotropiaceae têm efeito negativo na economia por prejudicarem as plantações. As ervas daninhas interferem no desenvolvimento de lavouras, plantações, pomares, jardins, pastagens, entre outros. Por isso, a evolução saudável dessas vegetações torna-se mais difícil e dispendiosa, o que se reflete no retorno financeiro dos produtores. Sendo assim, é preciso identificar e combater essas ervas para garantir o bom resultado das plantações. Cabe destacar que nem todos os espécimes da família Heliotropiaceae causam problemas para o cultivo de outros tipos de vegetação. Até porque, como já descrito, os representantes das Heliotropiaceae são encontrados na natureza em formatos muito diferenciados.