PNCEBT: Conheça o programa que busca a diminuição da brucelose no Brasil


A brucelose é uma doença infecciosa que ocorre por meio de uma bactéria, que conta com diferentes gêneros, transmitida aos homens por algumas espécies de animais. O mal, que também é conhecido por nomenclaturas diferentes de febres, como de Malta, de Gilbratar ou Ondulante, consegue contaminar os homens que têm contato com gado, suínos ou caprinos e em casos bastante raros, caninos que estejam doentes. Mas, uma das formas de contaminação mais comum é por meio do consumo de leite não pasteurizado ou de seus derivados que estejam contaminados pela bactéria. Além disso, a ingestão de carne mal passada de animais com o mal também pode ser a porta de entrada para a brucelose.

Quando ocorre de maneira aguda, os doentes podem sentir sintomas bastante parecidos com o da gripe, podendo até mesmo confundir a brucelose com um resfriado, já que entre os sintomas estão: febre, além de dores de cabeça e nas costas, entre outros.

PNCEBT

Para quem desenvolve a brucelose de forma crônica, o mais comum são sintomas mais fortes e perceptíveis como pressão baixa, tremores e até mesmo problemas de memória. Em casos muito graves, a doença pode chegar até mesmo a causar alterações sérias em ossos, articulações e órgãos importantes como o coração e o fígado.

Os outros nomes da brucelose

•Febre de Malta
•Febre de Gibraltar
•Febre Ondulante

A contaminação animal-homem pode acontecer no contato com espécies

•Bovinas
•Caprinas
•Suínas
•Caninas (muito raro)

Alguns sintomas:

Forma Aguda

*Febre
*Dores de cabeça, costas e no abdômen
*Entre outros

Forma Crônica

*Pressão baixa
*Tremores
*Problemas de memória
*Entre Outros

Como se prevenir da brucelose?

Como não existe uma vacina humana contra a brucelose, cabe as pessoas que lidam com animais a preocupação com a higiene, tanto pessoal, como também de todos os objetos que utiliza nele. Para os consumidores, a maior preocupação deve ser o cuidado de consumir leite pasteurizado ou pelo menos fervido.

Além disso, também é fundamental buscar carnes e outros subprodutos das espécies já citadas que tenham garantia de qualidade e também de procedência.

Algumas medidas que podem prevenir a brucelose em humanos

*Higiene pessoal das pessoas que trabalham com as espécies citadas
*Higiene e cuidado também com os instrumentos de trabalho
*Consumo de leite pasteurizado ou fervido
*Consumo de carnes ou outros produtos com garantia de qualidade e procedência

O PNCEBT

Como já falamos, não existem formas realmente efetivas, além da prevenção já citada acima, que possa ser aplicada diretamente nos humanos, porém existe o chamado Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT). O seu objetivo principal é realmente diminuir a quantidade de criadouros da doença, garantindo assim produtos sanitariamente mais seguros aos consumidores da carne, leites e outros produtos das espécies de animais que podem transmitir a brucelose. O único estado no Brasil que não conta com a obrigatoriedade dessas medidas é Santa Catarina.

Para isso, o programa desenvolveu uma série de medidas que devem ser cumpridas pelos criadores, algumas delas de forma obrigatória e outras de modo voluntário, mas que rendem certificações de qualidade, além de acesso a uma linha de crédito diferenciada para adquirir matrizes diferentes para aqueles estabelecimentos que as cumprirem.

Obrigatoriamente, os criadores precisam vacinar as fêmeas de bovinos entre 3 e 8 meses de idade. Além disso, é preciso haver um controle quando os animais são levados para estados diferentes, seja para fins reprodutivos ou participação em eventos, entre outras possibilidades.

A aplicação da chamada vacina B19 na faixa de idade exigida acontece em dose única e protege as fêmeas de aborto e não oferece nenhum risco de que qualquer vestígio dela seja eliminado pelo leite, por exemplo.

Para fêmeas com mais de 8 meses de idade, a vacina aplicada é a RB 51, que é proibida para aplicações em fêmeas com menor idade, machos ou animais gestantes.
Existe uma série de testes para identificar as doenças nos animais e a orientação é de que eles sejam feitos em fêmeas que foram vacinadas entre os 3 e 8 meses de idade, mas que na época do exame esteja com 24 meses. Além delas, machos e fêmeas que não foram vacinados e que tenham mais de 8 meses também devem ser submetidos aos testes, exceto os castrados e fêmeas 15 dias antes ou depois do parto. Em estabelecimentos certificados, fica acordado que os que positivos devem ser sacrificados em até 30 dias.

Sobre o PNCEBT

*Busca diminuir os focos da brucelose
*Cria uma série de medidas, algumas obrigatórias e outras voluntárias para criadores
*Os criadores que seguem todas as medidas conseguem certificações especiais e acesso a uma linha de crédito diferenciada

A Vacinação

•B19, para fêmeas entre 3 e 8 meses em dose única
•RB 51, para fêmeas acima dos 8 meses (proibida para fêmeas em idade inferior, machos e animais gestantes)