Regras dos Saltos ornamentais Trampolim 3m individual e sincronizado


Um dos esportes que mais causam tensão e adrenalina, até em quem assiste, devido à altura, a concentração e o preparo dos atletas, são os saltos ornamentais. E isso não é gratuito. Embora pareça simples, a verdade é que os saltos ornamentais podem causar muitos danos nos atletas em caso de um mergulho errado, uma acrobacia mal calculada ou mesmo um mero deslize no decorrer da ação.

Na prática, os saltos ornamentais são uma modalidade tão difícil de se executar que ele levou muito mais tempo do que muitos esportes para entrar nas olimpíadas por não estarem certos quanto à sua categorização como esporte propriamente dito.

Saltos ornamentais Trampolim

Ainda assim, os saltos ornamentais é um dos esportes com história mais rica, criada junto à mitologia grega e aperfeiçoada ao longo dos anos. Mas é claro que toda essa história foi feita de grandes atletas, sendo que a grande maioria daqueles que se destacaram neste esporte, embora com baixo reconhecimento dos seus nomes por parte do público em geral, são verdadeiros heróis das gerações mais recentes, devido seus atos de coragem e inspiração, capazes de encorajar muitas pessoas a participarem deste que talvez seja o esporte com maiores riscos quando falamos de esportes a nível olímpico.

Vamos conhecer um pouco mais a respeito deste esporte, identificando seus principais pontos históricos e compreendendo um pouco melhor como funcionam as suas regras.

A história dos saltos ornamentais

Engana-se quem acredita que os saltos ornamentais sempre foi coisa de se praticar nas piscinas. Na verdade, sua origem remete a muitos séculos antes da invenção das piscinas, ainda durante a hegemonia do Império Grego. Nas paradisíacas praias da Grécia, os moradores do litoral subiam em altos rochedos e se jogavam de lá de cima em direção à água, tentando ir o mais fundo possível dentro da água. Esses saltos passaram a ser cada vez mais profundos, mas só ficou por aí.

Apenas séculos mais tarde, mais especificamente o século XVIII, é que o esporte voltou a se aperfeiçoar, mas dessa vez nas frias águas suecas e alemãs, onde a prática de ginástica é muito comum. Nestes países, passou-se a tentar criar acrobacias que fossem possíveis de se realizar de cima de uma plataforma em direção à água. Para manter a igualdade, foram boladas distâncias pré determinadas, que depois de um tempo se tornaram as medidas que conhecemos hoje.

Em 1904, os saltos ornamentais estrearam nos Jogos Olímpicos. Apenas oito anos depois o esporte passou a ser praticado por mulheres em nível olímpico, sendo que, ainda assim, o domínio sueco e alemão permaneceu durante um bom tempo, até que os americanos começaram a criar seu espaço nos saltos ornamentais. Mais recentemente, os chineses também chegaram com tudo no esporte, dividindo a hegemonia dele em quatro nações diferentes.

Entendendo os saltos ornamentais

Basicamente, existem duas formas de se saltar: de um trampolim ou de uma plataforma. E mesmo nessas situações, é importante lembrar que existem formas diferentes de se saltar, que são:

• Salto de frente – que é quando a pessoa sai de frente em direção à água;

• Salto de costas – totalmente de costas para a piscina, o atleta salta sem ver a piscina, se projetando para trás;

• Salto em pontapé à lua – semelhante ao salto de costas, o atleta se projeta com o pescoço para trás, dando um primeiro mortal como se fosse chutar a lua;

• Salto revirado – também de costas para a piscina, durante o salto, o atleta se projeta para dentro, em direção ao aparelho;

• Salto em parafuso – através de um giro no próprio eixo, o atleta se projeta em direção à água. Aqui tanto faz se a sua posição inicial é de costas ou de frente;

• Salto em equilíbrio – exclusivo para saltos em plataformas, é quando o atleta utiliza algum recurso da ginástica no início do seu salto. Normalmente, aqui a posição inicial é a partir da parada de mãos.

As regras dos saltos ornamentais

Existem duas formas diferentes de saltos ornamentais: individual ou em dupla. Basicamente, as duas formas são as mesmas, a única diferença é que em duplas é levada em consideração também a sincronia, ou seja, este se torna mais um quesito.

Ainda assim, os critérios levados em consideração aos olhos dos juízes durante um salto são:

• Postura inicial;

Corrida;

• Altura alcançada na saída;

• execução do salto;

• Entrada na água.

Com todos estes critérios, é analisada a complexidade do salto e a sua execução. Em geral, as notas para saltos sem erros de entrada na água ficam em torno de 6 a 9,5. Depois de avaliados os critérios técnicos, os saltos são multiplicados de acordo com a sua dificuldade. Vale também informar que os saltos devem ser informados com antecedência aos juízes, e qualquer salto realizado e não listado recebe nota zero. Para manter a disputa, a nota mais alta e a mais baixa são excluídas do processo de soma.