Efeito Estufa: O que é o efeito estufa?


O efeito estufa é um processo natural e fundamental para que haja vida na Terra. Quando os raios solares chegam ao nosso planeta, predomina a radiação luminosa, de pequenos cumprimentos de onda, a qual atravessa a atmosfera com certa facilidade. No entanto, ao serem refletidos pela superfície terrestre, boa parte destes raios solares se transforma em radiação calorífica, ou infravermelha, que são ondas facilmente absorvíveis pelos gases estufa, principalmente o vapor de água, o CO2 (gás carbônico) e o metano.

A absorção desta energia calorífica colabora de maneira direta para a regulação da temperatura atmosférica na Terra, impedindo que haja uma grande variação térmica entre o dia e a noite. Por isso, sem este efeito não seria possível a existência de vida neste planeta, ou pelo menos da vida como conhecemos.

Efeito Estufa

A atmosfera terrestre é formada por moléculas de diversos gases. Estas moléculas ficam presas ao planeta graças à força da gravidade. Alguns gases que compõem a atmosfera terrestre merecem destaque, não necessariamente pela sua quantidade mas por sua importância para alguns fenômenos climáticos.

O primeiro desses gases é o dióxido de carbono (CO2). Até por volta do século XVIII, este gás era produzido, quase integralmente, pelos seres vivos, através da respiração. Em contrapartida, a fotossíntese realizada pelas plantas cumpria o papel de reabsorver cerca de 3% deste gás da atmosfera anualmente, o que mantinha um certo equilíbrio. Porém, com o aumento da queima de combustíveis fósseis, ou seja, petróleo, gás natural e carvão, a liberação acabou se intensificando. Ao mesmo tempo, a diminuição das áreas florestadas vem colaborando para a diminuição da absorção. Estes dois fatores casados estão causando um aumento da quantidade de dióxido de carbono, o que pode favorecer a intensificação do efeito estufa.

O aquecimento global

A primeira consequência problemática do aumento do CO2é o aquecimento global. Considera-se que a temperatura do planeta aumentou cerca de 0,5º C desde o século XIX. Isto ainda parece pouco, mas, no entanto, a previsão é que até o fim do presente século a temperatura média terrestre tenha um aumento entre 2 e 6º C.

Este aumento da temperatura já foi visto, no início do século XX, como positivo, uma vez que regiões muito frias teriam invernos menos rigorosos. Mas a questão é bem mais complicada do que isso.

O primeiro problema é que os ecossistemas terrestres têm seus equilíbrios próprios de acordo com as condições climáticas e de solo que conhecemos, uma alteração destas condições poderia gerar grandes desiquilíbrios na fauna e na flora, como o domínio de espécies de regiões quentes sobre as de regiões frias, o que diminuiria a biodiversidade do planeta.

Mas o problema mais sério é que a elevação da temperatura terrestre pode provocar, e provavelmente provocará se medidas eficientes não forem tomadas, o derretimento de calotas polares e neves eternas de altas montanhas. Todo esse gelo, que guarda cerca de 2% de água terrestre, ao ser derretido provocará um aumento do nível dos oceanos. Estes por sua vez poderão cobrir cidades litorâneas e mesmo países inteiros.

Estas catástrofes podem ser evitadas através de duas vias complementares. A primeira medida a ser tomada em caráter de urgência é a diminuição da emissão de gases estufa na atmosfera. O problema é que esta redução tem de ser feita por todos os países que colaboram com as emissões, principalmente os mais industrializados e urbanizados.

Conseguir a adesão da maioria dos países a um acordo deste tipo é uma tarefa muito difícil para os diplomatas e outras pessoas que lutam por esta causa, uma vez que para diminuir a emissão desses gases é preciso limitar o consumo e o crescimento econômico, o que pode levar, em um curto espaço de tempo, ao aumento do desemprego. Além desta medida recessiva, outra ação que pode colaborar com a redução de emissões é o investimento em fontes de energia menos poluentes, como a eólica, a solar, a geotérmica e mesmo a hidrelétrica.

Mas as fontes alternativas de energia apresentam três problemas. Algumas são muito caras e relativamente pouco eficientes, como o caso da solar ou da eólica. Enquanto outras são limitadas a alguns países, devido às características naturais que exigem, como no caso da hidrelétrica e da geotérmica.

Outro caminho para minimizar o aquecimento global é a diminuição dos desmatamentos e queimadas, além do incentivo ao reflorestamento. As queimadas por si mesmas são fontes de gás carbônico, por isso devem ser evitadas. Quanto ao reflorestamento e à diminuição do desmatamento, ambos podem colaborar à medida que as plantas absorvem mais CO2 ao realizar fotossíntese. Deste modo, quanto maior a intensidade de áreas florestadas maior a absorção de gás carbônico. Mas é preciso lembrar que se não forem reduzidos os índices de emissão deste gás de nada adianta passar para as florestas e a responsabilidade de retirá-los da atmosfera.