Geografia do Paraguai: Região oriental e ocidental


Geografia do Paraguai

O Paraguai é um país encravado no meio da América do Sul, fazendo fronteira com Brasil, Bolívia e Argentina. O país possui uma área de 406.752 km², sendo o 59º do mundo em extensão territorial.

O traço curioso da geografia local é o fato de o Paraguai ser dividido em dois pelo rio de mesmo nome. O Rio Paraguai, que tem sua nascente no Brasil, no estado do Mato Grosso, atravessa o país de norte a sul, até desaguar, ao sul, na foz do Rio Paraná.

Um traço curioso é que as duas regiões apresentam contrastes geográficos importantes.

Região oriental e região ocidental

A região oriental é a que fica do lado direito da margem do rio. É uma continuação do planalto brasileiro, com terreno acidentado e altitudes que chegam aos 500 m.

Esse terreno perde altitude, chegando aos 60 metros em alguns trechos, e se torna mais plano na medida em que se aproxima, mais ao sul, do Rio Paraná. A geografia marcada por áreas pantanosas e florestas não impede a região de contar com uma elevada densidade populacional, sobretudo pela profusão de áreas férteis e apropriadas à atividade agrícola.

As montanhas de Amambay e Mbaracayú se pronunciam com altitudes de 700 m à leste do Rio Paraguai, antes do terreno voltar a ficar plano no sudoeste do país. A capital do país está localizada no sudoeste, na parte ocidental, quase na fronteira com a argentina.

Na região ocidental, também chamada de Chaco, a geografia é plana. As planícies do Paraguai Ocidental ocupam 2/3 do país. Pertencem a uma região chamada Gran Chaco, que inclui o sudoeste do Brasil, o leste da Bolívia e o norte da Argentina.

Ao contrário da região oriental, a região do Chaco possui solo pouco fértil, sendo a principal atividade econômica o extrativismo de tanino. Mais ao centro do país, as condições geográficas favorecem a criação de gado, que é a principal atividade da região.

Falando em atividade econômica, o relevo paraguaio tornou o país extremamente apropriado para abrigar as hidrelétricas, sendo a maior delas a binacional de Itaipu, construída em parceria com o Brasil.