Resumo da Idade Moderna: As civilizações pré-colombianas


Na região da cordilheira dos Andes, diversas civilizações sofisticadas se desenvolveram, principalmente nos territórios onde atualmente é a Bolívia e o Peru. Nesse contexto, destacaram-se alguns impérios, como o reino Chimu, Huari e o Tiahuanaco.

Os povos chamados de inca estavam submetidos ao poder de um imperador, que era considerado um verdadeiro deus na terra, ou ainda, o filho do sol.O auge desta civilização ocorreu entre os anos de 1438 até 1531, quando os espanhóis chegaram a região. Esse período foi marcado principalmente por uma alta expansão do território, e estendeu-se da região que conhecemos como Equador até o Chile. As ruínas de Machu Picchu dão uma ideia de toda a grandiosidade que foi o império inca.

As civilizações pré-colombianas

Neste império inca, predominava a servidão coletiva, em uma sociedade que era muito hierarquizada. O imperador era considerado o proprietário de todas as terras, e essas, eram administradas por funcionários locais, que acabavam determinando ainda a quantidade dos impostos que seriam destinados a mita, ou seja, trabalho compulsório em obras públicas, e as que seriam destinadas ao imperador, e determinavam ainda a organização do trabalho.

No ano de 1525, quando o imperador Huayna Cápac morreu, seus dois filhos travaram uma disputa rigorosa. Foi nesse contexto, que os espanhóis acabaram chegando no Peru.

Sob a liderança de Francisco Pizarro, algumas tropas de homens conquistadores, os dois filhos do imperador foram capturados. Essa situação, em que um era prisioneiro do outro, durou por cerca de um ano. Depois da morte de Huascar e de Atahualpa, os incas conseguiram resistir por pouco mais de 40 anos, até o ano de 1572, quando os espanhóis colocaram fim, em definitivo, à independência dos incas.

Da região que ai do México até a Costa Rica, trecho que recebe o nome de Mesoamérica, sucederam-se diversas civilizações consideradas poderosas, como por exemplo os toltecas, os olmecas, o Império Teotihuacan e em especial, os astecas e os maias.

O apogeu da civilização maia se deu entre os séculos III e XI, e seu centro estava localizado na região Sudeste do local hoje conhecido como México. Organizava-se em cidades-estados, como Tikal, Palenque e Copan. Já o domínio da sociedade era exercido através de uma elite militar e religiosa de caráter hereditário. Em torno dos centros urbanos, encontravam-se as aldeias de camponeses submetidos ao regime de servidão coletiva. No entanto, pouco se sabe sobre o que causou a decadência da civilização maia. Isso porque, suas cidades acabaram sendo abandonadas, e na época que os espanhóis chegaram, não mais existia uma civilização maia organizada.

Os maias, como todas as outas civilizações pré-colombianas, organizavam-se com base na servidão coletiva, imposta por um poderoso estado e sua burocracia, que era fortemente reforçada pela religião e também pela atuação sacerdotal.

Já a civilização asteca foi considerada a mais grandiosa das civilizações da Mesoamérica. Eles ainda chegaram a exercer um controle de um império que se estendia desde o Oeste do México até o Sul da Guatemala.

Vale dizer ainda, que os astecas exerciam um forte controle sobre os povos que eram seus vizinhos. Estes, eram obrigados a fazer o pagamento de tributos e ainda se encontravam sujeitos a expedições punitivas. Ainda, dentro do império, existia uma estrutura política centralizada. A atividade de agricultura era dirigida por uma casta sacerdotal. Nas aldeias, a posse comunal da terral predominava, embora grande parte da produção devesse ser transferida para o estado, a fim de sustentar o imperador, os funcionários da administração, os militares e também os sacerdotes. Assim, predominava o sistema de servidão coletiva.

O império asteca entrou em decadência quando os espanhóis invadiram o território. Inclusive, Montezuma II, o último imperador desse período, assistiu de perto o império ser destruído e ainda a de sua capital, entre os anos de 1519 e 1521, quando o espanhol Fernão Cortez promoveu sua conquista.

A américa espanhola

A ideia de expandir a fé católica utilizando-se da conversão dos indígenas foi utilizada como justificativa para que a América pudesse ser explorada. Os europeus, até o fim do século XVI, por causa de toda a sua agressividade, sua habilidade na política e também de sua superioridade técnica militar, já haviam subjugado os grandes impérios asteca e inca. Eles acabaram jogando os povos indígenas uns contra os outros As doenças europeias, que até então eram desconhecidas pelos nativos e para as quais seu organismo não possuía resistências, também foram responsáveis pelo número elevado de grande parte deles.

Durante os séculos XVI e XVII, os dois primeiros séculos da colonização, os espanhóis se concentraram em extrair no Peru e no México, metais preciosos, como prata e ouro. O trabalho indígena era explorado por meio da mita, uma instituição que já existia no império inca. Os indígenas eram mantidos longe de suas comunidades e forçados a trabalhar em minas, recebendo em troca de sua mão de obra, um salário precário e eles ainda, se tornaram vítimas de péssimas condições de trabalho, o que os levava à morte. Além disso, a utilização em grande escala da mita arruinou a estrutura comunitária indígena.