O enigma do éter


Nos tempos da Grécia Antiga, as pessoas acreditavam que o éter era uma espécie de substância que apenas os Deuses respiravam. Para a teoria grega antiga, o éter era considerado o quinto elemento da natureza encontrados na Terra, como o ar, água, fogo e terra. Os gregos consideravam o éter uma substância diferente de todos os outros elementos e que se destaca por ser algo extremamente grandioso e magnífico, ao contrário do ar que os meros mortais respiravam.

Sem a possibilidade de utilizar a física ou a ciência para entender com precisão a função do éter, o povo antigo passou a acreditar que o elemento tinha como função identificar se determinados corpos encontravam-se em movimento ou não. Mas, com o tempo essa teoria foi mudando, pois diversos físicos e cientistas passaram a estudar o éter e analisar o comportamento da luz. Eles começaram a relacionar o éter à luz devido às teorias que diziam que a luz seria corpuscular ou, então, ondulatória.

éter

A natureza da luz

As discussões entre o éter e sua relação com a luz foram crescendo, principalmente entre os estudiosos. Quando o cientista Isaac Newton divulgou que acreditava na possibilidade da luz ser exclusivamente de natureza corpuscular, outros cientistas e físicos passaram a realizar experimentos com o intuito de encontrar teorias que pudessem ser debatidas com outras descobertas. A natureza corpuscular que Newton acreditava, era de que a luz era dotada de matéria, ou seja, formada por feixes com pequenas partículas.

Para comprovar a sua teoria, Newton passou a realizar inúmeros experimentos com o objetivo de comprovar que a luz era de natureza corpuscular. Os resultados obtidos por Newton constataram que a luz não era propagada unicamente por uma cor, pelo contrário, é resultado de diversas cores. O cientista passou a acreditar então, que a luz era composta por um ou diversos tipos corpusculares e que a sua velocidade aumentaria de acordo com o seu trajeto ao passar de um meio menos denso para um que fosse mais denso.

Mas para o físico Christiaan Huygens, a luz era o resultado de uma transmissão que ocorria através de uma pressão contínua por meio do éter. Ele acreditava que a luz seria ondulatória e branca, sendo que esta composição acontecia por ela ser originada por diversas ondas de diferentes frequências, onde cada uma representava uma cor. As teorias foram melhorando conforme o tempo, sendo que as teorias levantadas por Newton e Huygens conseguiram comprovar determinados fenômenos.

No entanto, a comprovação fazia com que os estudiosos passassem a considerar que alguma teoria deveria ser desacreditada. Como a teoria que defendia a luz de natureza ondulatória possuía pontos mais completos e fenômenos que podiam ser comprovados, ela passou a ser adotada como a explicação correta do conceito de luz. A teoria ondulatória poderia ser explicada como algo que passa a transportar a energia e diferentes formas através de um espaço.

A teoria ondulatória pode ser esclarecida por meio de um exemplo que utiliza a onda sonora como conceito. Essa onda passa a ser transportada através de uma energia sonora e, por conta disso, há as ondas luminosas que são oriundas do sol. Essas ondas passam a ser transportadas por uma energia térmica vinda do Sol para a Terra. Por muito tempo, a teoria das ondas foi considerada como correta, onde elas necessitariam de algum meio material para serem ampliadas. Aí, pode-se lembrar um pouco da teoria de Newton, que acreditava que a luz era formada através feixes com pequenas partículas.

As ondas, no caso, passaram a ser vistas neste momento como vibrações de partículas de um meio. A partir disso, elas são transferidas pelo espaço por conta de um “choque” que ocorre entre as moléculas. Novamente, dois conceitos que não poderiam ser desacreditados, pois possuíam experimentos que poderiam verificar a sua veracidade. Mas, com o tempo, as teorias foram derrubadas por outros estudos. Um físico chamado Jean Bernard Léon Foucault mudou por completo o conceito de propagação e velocidade de luz, fazendo as pessoas desconsiderarem o conceito do éter.

Mudança de Conceitos de Luz

No ano de 1850, o físico Léon Foucault derrubou a teoria Newton e de diversos outros estudiosos que acreditavam que a velocidade da luz aumentaria de passar por um meio denso para outro meio considerado mais denso. A descoberta de Foucault comprovou que ao contrário do que muitos acreditavam, a velocidade da luz aumentava a partir da sua passagem de um meio mais denso para outro que você menos denso.

– O físico Foucault acreditava que a luz era propagada através de um meio que se encontrava em oscilação;

– A partir disso, é possível entender os conceitos atuais sobre a onda manter a sua forma durante o percurso;

– A onda mantendo sua forma normal durante o percurso, ocorre através de um meio homogêneo e desde que não haja qualquer obstáculo.

Já nos dias atuais, o éter é visto como uma teoria equivocada por parte dos físicos e cientistas diante de todos os fenômenos naturais, principalmente depois que Einstein divulgou a sua Teoria da Relatividade. O “elemento” foi esquecido como teoria física e, atualmente, é considerado apenas pela sua importância histórica.