Resumo sobre Monteiro Lobato


Tido como um dos mais importantes escritores brasileiros, José Bento Renato Monteiro Lobato, mais conhecido como Monteiro Lobato, nasceu no ano de 1882, no estado de São Paulo. Famoso por suas obras infantis, como O Pica Pau Amarelo, Caçadas de Pedrinho e Reinações de Narizinho, o escritor também contribuiu com a literatura brasileira ao escrever crônicas, artigos, críticas, contos, prefácios e cartas.

Foi autor de um livro que mostrava a importância do petróleo e do ferro e defendia a exploração destes recursos apenas por empresas brasileiras e escreveu apenas um romance, “O Presidente Negro”. Lobato ainda escreveu livros como Choque das Raças e a A Barca de Gleyre. Monteiro Lobato também foi ensaísta e tradutor. Formado em Direito, trabalhou como promotor público e foi fazendeiro em virtude de uma herança recebida após o falecimento do avô. Nesta época, o escritor começou a publicar seus primeiros contos em revistas e jornais. Algum tempo depois, reuniu alguns contos no livro Urupês.

Monteiro Lobato

Resumo sobre Monteiro Lobato – Infância

Durante a infância, Monteiro Lobato teve contato com os livros do avô, que tinha uma grande biblioteca em sua casa. Já nos primeiros anos de estudo, o menino começou a escrever contos, publicados nos jornais das escolas por onde passava. Em 1897, começou a colaborar com os jornais “Pátria”, “H2S” e “O Guarany” e usava os pseudônimos Josben e Nhô Dito. Seu repertório crescia com os recortes de jornais que fazia ao encontrar algum texto interessante. No mesmo ano, foi aprovado no Instituto Ciências e Letras e foi morar em São Paulo.

Resumo sobre Monteiro Lobato – Formação

Monteiro Lobato queria ingressar na Escola de Belas-Artes, mas o avô não permitiu e fez com que ele cursasse Direito, na Faculdade do Largo de São Francisco. A formação permitiria que Lobato assumisse os negócios da família. Na faculdade, fundou a “Arcádia Acadêmica” e dois anos depois foi eleito presidente da Arcádia. O escritor continuava colaborando com a imprensa e passou a escrever artigos sobre teatro no jornal Onze de Agosto, no qual teve seu texto “Gens Ennuyeux” publicado ao vencer um concurso de contos.

O escritor se formou em Direito em 1904, trabalhou como promotor e se associou em um negócio de estradas de ferro. Em paralelo, continuava escrevendo para jornais, como Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro e A Tribuna de Santos, e para revistas, como a Fon-Fon. Fazia traduções para o jornal O Estado de São Paulo e também de obras literárias.

Com a morte do avô, Lobato deixou o ofício de promotor e tornou-se fazendeiro, modernizou a plantação e se dedicou a criação de animais. O lucro dos negócios permitiu a abertura de um negócio e a exploração comercial do Viaduto do Chá.

Resumo sobre Monteiro Lobato – Carreira literária

Sua carreira literária avançou quando escreveu o artigo “Velha Praga”, para o jornal O Estado de São Paulo, em 1912. O sucesso fez com que Lobato escrevesse outros artigos, como o Urupês, que ficou famoso pelo personagem polêmico Jeca Tatu. Quatro anos depois, a fazenda teve que ser vendida por causa das dificuldades financeiras, Lobato foi Para São Paulo, fundou a revista Paraíba e escrevia para O Estado de São Paulo.

Resumo sobre Monteiro Lobato – Literatura Infantil

Em 1918, Lobato comprou a Revista do Brasil, na qual dava espaço para novos talentos, e fundou a primeira editora brasileira, chamada Monteiro Lobato e Cia. Antes, os livros brasileiros eram editados somente em Paris, na França, ou em Lisboa, em Portugal. Sua atuação como editor rendeu inovações na publicação de obras didáticas e de livros infantis. A linguagem simples e a mistura entre a realidade e a fantasia foram a receita do sucesso das obras de Monteiro Lobato entre as crianças. O escritor, inclusive, é considerado o pioneiro da literatura infantil brasileira.

Lobato buscava referências brasileiras para seus personagens e usava ícones do folclore, lendas e costumes da roça. Para enriquecer ainda mais suas obras, Lobato misturava estes personagens brasileiros a outros da literatura universal, do cinema e até da mitologia grega. A boneca de pano Emília, que encantou os pequenos com suas travessuras, o menino Pedrinho, a esperta espiga de milho Visconde de Sabugosa, a vilã Cuca, e o Saci Pererê fazem parte do Sítio do Pica-Pau Amarelo, uma das obras mais conhecidas de Monteiro Lobato. As histórias ultrapassaram os limites dos livros e ganharam as telas da televisão.

Na área da literatura infantil, Monteiro Lobato ainda escreveu obras como Noivado de Narizinho, A Menina do Nariz Arrebitado, Fábulas do Marquês de Rabicó, O Saci, O Pó de Pirlimpimpim, Aventura do Príncipe, Memórias de Emília, Jeca Tatuzinho, O Garimpeiro do Rio das Garças, A Chave do Tamanho, Emília no País da Gramática e o Poço do Visconde.

A demanda dos livros era grande e Lobato importou novas máquinas da Europa e dos Estados Unidos. Na época, uma grave seca prejudicou o fornecimento de energia e, associada a desvalorização da moeda, resultou em grandes perdas financeiras para Lobato, que pediu falência. Posteriormente, o escritor fundou a Companhia Editora Nacional, em sociedade com Octalles Marcondes. Os projetos gráficos tinham alta qualidade e foram um sucesso. O escritor ainda se envolveu com outros negócios, como a exploração de petróleo.

Lobato faleceu aos 66 anos, no dia 4 de julho de 1948.