Densidade e colesterol


Você sabia que existe uma relação entre doenças cardíacas e densidade? Pois é. Neste artigo, você irá compreender os conceitos de densidade e colesterol e como eles são importantes na prevenção de doenças do coração.

Densidade e colesterol

O que é densidade e colesterol?

De modo geral, a densidade de um componente é estabelecida por meio da relação entre sua massa e volume, sendo a primeira medida em gramas e o segundo, em cm³ para sólidos ou em mm para líquidos.

A equação que torna o cálculo de densidade uma realidade é a seguinte:

D = m/v

Sendo:

  • D: densidade
  • M: massa
  • V: volume

De outro lado, temos o colesterol. O colesterol nada mais é do que um acúmulo de lipídeos do tipo metabólico. É por meio de tais conceitos que poderemos estabelecer qual é a relação entre densidade, níveis de colesterol e possíveis problemas do coração.

O colesterol, a densidade e as mais frequentes enfermidades cardíacas se conectam de uma forma desconhecida para grande parte dos indivíduos.

O que ocorre é o seguinte: os componentes que se responsabilizam pelo transporte do colesterol para a circulação sanguínea, conhecidos como ‘lipoproteínas’, se separam tanto de modo experimental e teórico por meio de sua densidade.

Dois são os grupos em que as lipoproteínas se encaixam, sendo eles de baixa ou alta intensidade:

  • Grupo formado por lipoproteínas de baixa intensidade: aqui temos as lipoproteínas LDL – low-density lipoproteins, que na tradução literal, significa ‘lipoproteínas de baixa intensidade. Esse gênero de proteínas é o que constantemente chamamos de colesterol ruim, uma vez que esse tipo de lipoproteína tem a tendência de se acumular e multiplicar nas artérias sanguíneas. O resultado? A formação de vários “depósitos” de colesterol, fazendo com que a circulação de sangue seja dificultada;
  • Grupo formado por lipoproteínas de alta intensidade: por outro lado, temos as lipoproteínas HDL – high-density lipoproteins, que na tradução literal, são as lipoproteínas de alta intensidade. Já a esse tipo de proteínas atribuímos o apelido de ‘colesterol bom’, uma vez que ela auxilia na condução do colesterol diretamente para o fígado, onde ele poderá ser metabolizado e posteriormente excretado.

Sendo assim, o colesterol bom se torna um aliado na eliminação do colesterol ruim do organismo (sendo este o grande responsável por doenças do coração, o que veremos a seguir).

Relação entre densidade e colesterol (e possíveis doenças cardíacas)

A diferença na densidade das lipoproteínas que formam o HDL e o LDL é baixa, porém, já é o suficiente para que seja possível determinar qual será o destino metabólico de tais moléculas quando presentes no organismo.

A relação é a seguinte:

  • Densidade (g/cm³) do HDL: 1,13;
  • Densidade (g/cm³) do LDL: 1,04.

Agora é preciso levar em consideração o fato de que muitas doenças cardíacas (ou melhor, a grande parte delas) são causadas por obstruções no fluxo sanguíneo.

Geralmente, o fluxo de sangue na circulação é diminuído por meio do acúmulo de colesterol, uma vez que essa substância começa a se prender nas paredes arteriais. Entre as principais doenças cardiovasculares que podem surgir por conta deste acúmulo temos: infarto de miocárdio (conhecido de modo popular como ataque cardíaco) e derrames, ou seja, o AVC (acidente vascular cerebral).

Em uma artéria normal, ou seja, sem o acúmulo de colesterol ruim (lipoproteínas de baixa densidade), o fluxo sanguíneo do indivíduo é totalmente controlado e não pode lhe causar nenhum dano à saúde. Por outro lado, uma artéria obstruída, conhecida também como ‘veia entupida’, faz com que a transporte do sangue seja dificultado, e até mesmo, impedido.

Em casos de colesterol ruim alto, a circulação de sangue pode ser comprometida pela falta de irritação no músculo cardiovascular – levando o indivíduo à condição de infarto.

Já o AVC é uma condição que ocorre quando a irrigação de sangue no cérebro é baixa, lesionando-o em alguma parte ou por completo.

Entre os principais sintomas de que a circulação sanguínea pode estar comprometida por alguma razão podemos destacar: dores fortes ou agudas no peito, leves paralisias, alterações na flexibilidade ou consciência e demais mudanças fisiológicas. Todos esses sintomas devem ser investigados o quanto antes.

Outra informação importante sobre a relação entre densidade e colesterol diz respeito ao fato de que, nos dias mais frios, o sangue humano se torna mais grosso/viscoso, o que pode facilitar o entupimento de uma veia caso ela já esteja mais estreita do que deveria. Neste caso, maiores são as probabilidades de um infarto de miocárdio (ou seja, de uma parada cardíaca).

Como melhorar o colesterol bom (HDL) e diminuir as taxas de colesterol ruim (LDL) no sangue?

Para aumentar as taxas de colesterol bom e consequentemente baixar os níveis de colesterol ruim no sangue é preciso aliar a prática de atividades físicas (especialmente as aeróbicas ou de força) com uma dieta mais restrita e com baixa ingestão de gordura.