Escassez da água


O meio físico do Brasil apresenta características que produzem uma situação relativamente confortável em relação aos recursos hídricos. Por isso, além dos usos mais comuns, que são o doméstico, o agrícola e o industrial, temos também a possibilidade de utilizar nossas águas para a produção de energia elétrica e para o transporte.

Porém, este uso das redes hidrográficas do país vem sendo feito sem um planejamento adequado, o que reflete desinteresse e desconhecimento técnico por parte de alguns órgãos públicos da própria população. Desta maneira, acabamos tendo um grande quadro de desperdícios de água, de poluição e de assoreamento dos rios ou subutilização das hidrovias naturais.

Escassez

Recursos hídricos: o uso e os impactos para o meio ambiente

Á água é um dos recursos naturais mais importantes para o homem e os outros seres vivos existentes. Além do uso na alimentação, destacam-se também as utilizações agrícolas industrial.

Em diversos países do mundo, a preocupação com o uso adequado deste recurso natural já vem sendo um destaque nos debates sobre o meio ambiente. No Brasil, talvez devido à nossa aparente abundância, ainda não há uma preocupação séria neste sentido.

Em nosso meio natural, temos grandes reservas de água, como na Bacia Amazônica. No entanto, já sofremos com a escassez mesmo em área de clima úmido. O uso inadequado deste recurso vem diminuindo cada vez mais suas possibilidades de utilização.

Um dos principais impactos ambientais no uso das águas é a poluição dos rios, muito comum nas regiões mais industrializadas e urbanizadas. A falta de um eficiente sistema de tratamento de esgotos acabou gerando problemas muitos sérios neste sentido. Outro problema que podemos encontrar em relação aos nossos rios é o assoreamento. Devido ao desmatamento de áreas próximas a cursos de água há um aumento exagerado da quantidade de sedimentos atirados nos rios pelas chuvas e pelo vento. Como os rios têm uma capacidade limitada de transporte de sedimentos, uma parte destes acaba se depositando no leito e diminuindo sua profundidade, o que é um sério problema para a navegação e o uso das águas.

As bacias hidrográficas do Brasil

Damos o nome de bacia hidrográfica à área drenada por um conjunto de rios, que juntos formam uma rede hidrográfica. A formação da rede e da bacia, assim como suas características fundamentais, são determinadas pela interação entre o clima e o relevo.

De acordo com o clima de uma determinada região, podemos encontrar variações na origem das águas que correm pelas calhas dos rios aí existentes, o que denominamos regime dos rios. Existem dois principais tipos de regime: o pluvial, quando ás águas vêm das chuvas, e o nivela, quando elas vêm do derretimento de neves. No caso do Brasil, há uma grande predominância do regime pluvial, com exceção de alguns afluentes do Amazonas, que recebem águas das neves e dos Andes.

Podemos analisar de maneira mais detalhada o regime de um rio ao considerar a variação da quantidade de água ao longo do ano, o que também é determinado diretamente pelo clima. Temos, por exemplo, o regime pluvial tropical, na qual a cheia do rio se dá durante o verão e vazante no inverno.

A relação entre o relevo e a rede hidrográfica é direta. Por um lado, os rios de uma região colaboram para o desgaste da superfície. Por outro, é de acordo com as formas de relevo que os rios percorrem seu caminho.

O relevo é o formato da superfície terrestre. Entre montanhas, planaltos, planícies e depressões, podemos encontrar caminho por onde as águas se deslocam, a tais caminhos damos o nome de cursos da água. Estes são, fundamentalmente, áreas mais baixas, vincos na superfície, através das quais as águas de uma determinada área são drenadas. Estes caminhos de deslocamento das águas formam a rede hidrográfica.

O relevo de uma região pode produzir encontros e desencontro entre uma série de cursos de água. Quando vários rios se encontram, sendo que os menos são afluentes dos maiores, dizemos que eles fazem parte de uma mesma rede hidrográfica, uma vez que drenam juntos a mesma região.

Ao mesmo tempo, áreas mais altas de relevo podem separar duas redes hidrográficas diferentes, fazendo com que os rios de uma e de outra nunca se encontrem. Por isso, denominamos estas formas de relevo de divisores de água. Ao analisarmos a distribuição dos divisores de água em uma determinada área, podemos identificar as diferentes redes hidrográficas aí existentes.

As bacias hidrográficas não são o mesmo que as redes hidrográficas. Enquanto estas últimas, são os conjuntos de cursos de água que drenam uma determinada região, as bacias englobam toda a região drenada por uma rede hidrográfica. Sendo assim, a bacia Amazônica, não é formada apenas pelo rio Amazonas e seus afluentes, mas por toda a área drenada por este conjunto de rios.