NAFTA – North American Free Trade Agreement


Com o objetivo de criar ações que favoreçam o livre comércio entre países que tem interesses econômicos semelhantes foram criados os Blocos Econômicos.

Essas Instituições Internacionais representam a união entre nações que tem como objetivo somar forças para gerar uma economia mais forte, e assim, ganhar mais espaço em um mundo globalizado e competitivo.

Um destes blocos é o NAFTA (North American Free Trade Agreement), ou seja, Tratado Norte Americano de Livre Comércio.

NAFTA

Início e objetivos

Tudo começou quando Estados Unidos e Canadá assinaram um documento aprovando a liberalização econômica no ano de 1988. Quatro anos depois, em 1992, o México também assina este contrato, e assim, passa a fazer parte da formação do NAFTA.

A diferença para com os demais blocos econômicos é que o NAFTA tem apenas um único objetivo: promover transações econômicas entre esses três países, fazendo com que as taxas sobre mercadorias e produtos não existam, ou seja, promover o livre comércio. Sendo assim, o que vier depois é resultado disso.

De acordo com alguns economistas, em comparação com outros blocos econômicos, o NAFTA não tem interesse em prevalecer sobre as leis próprias de cada um de seus participantes, apenas, tem como objetivo diminuir as barreiras comerciais e extinguir as alfandegárias.

Aspectos positivos e negativos

Apesar de funcionar oficialmente desde o dia primeiro de janeiro de 1994, o NAFTA ainda gera discussões acerca de seus reais benefícios para a população de cada um dos países participantes.

Vale lembrar que dentre as três economias que fazem parte deste bloco o México a mais frágil, enquanto Estados Unidos e Canadá ocupam, respectivamente, posições mais vantajosas.

Com relação às vantagens trazidas pelo bloco pode-se citar a instalação de diversas filiais de empresas estadunidenses e canadenses no México, um dos motivos, é o preço da mão de obra mexicana que é mais barata. Como resultado disso, observa-se uma explosão de novos empregos do lado mexicano.

Mas o México também traz benefícios para as outras duas economias, um bom exemplo, é a exportação de petróleo para os Estados Unidos, e, não só a exportação tem crescido no México, nos últimos 10 anos a produção industrial teve um salto significativo por lá.

Contudo, há controvérsias, afinal para muitos mexicanos o NAFTA nada mais é do que uma tentativa de transformar o México em uma colônia dos Estados Unidos.

No lado canadense a instabilidade na relação se deve ao fato de os Estados Unidos não ter aceitado cumprir algumas partes do contrato que diziam respeito a importação, e, apesar de quase nada ter mudado, o Canadá chegou a ameaçar parar de importar certas formas de energia para os Estados Unidos.

Já para os EUA as maiores críticas vieram de dentro do próprio país, muitos estadunidenses acreditavam que um acordo com o México aumentaria a migração, o que faria o país ser um local com muitos trabalhadores, mas poucas ofertas de emprego. Contudo, o resultado não é exatamente esse, afinal diversos mexicanos preferiram ficar em seu país de origem, principalmente agora com um “boom” de empregos e oportunidades.

A entrada de novos países

Atualmente, além de Canadá, México e Estados Unidos, o Chile também está no NAFTA, mas apenas como um membro associado.

E não só o Chile tenta fazer parte do bloco como um membro oficial, a Argentina também já tentou entrar para o NAFTA. Na década de 1990, ambos os países buscaram por essa chance na tentativa de usufruir dos benefícios proporcionados pelo bloco.

Contudo para que um país possa fazer parte do Nafta ele deve passar por uma votação no Congresso, uma etapa que acaba se tornando muito burocrática, além de depender da vontade da maioria, devido a isso, as intenções de Chile e Argentina deixaram de ser tão fortes depois de 1993.

Outra característica importante de no NAFTA é que ele funciona movido mais por interesses econômicos, quase como um contrato comercial, e não por interesses que abrangem também a integração política, como é o perfil do MERCOSUL.

Atualmente o Chile participa em condição de associado, basicamente o país mantém relações comerciais facilitadas com os Estados Unidos, mas isso não significa que ele tenha estas mesmas relações com o NAFTA em si, ou mesmo com os outros países que compõem o bloco.

Mas então, quem vai pagar a conta?

O que se pode concluir a partir de todas essas informações é que o NAFTA ainda sofre duras críticas por parte de economistas, e também, da população dos países que o compõe. Entretanto, não se pode negar que o bloco tem potencial, e poderia chegar a se igualar com a União Européia, atualmente o bloco econômico de maior força.

Além disso, apesar de ter proporcionado desenvolvimento econômico ao México, a relação Estados Unidos – Canadá não é uma das mais amistosas e já passou por diversos momentos de instabilidade.

Ainda há muito que ser avaliado e esperar para que em longo prazo os benefícios proporcionados pelo bloco contemplem a todos que fazem parte dele.