Resumo Aquecimento Global: O meio ambiente modificado pelo homem


Nas últimas décadas, as preocupações com o ambiente vêm crescendo. A principal causa dessa atenção mundial às questões ambientais está relacionada justamente com o aumento da intervenção do homem na natureza, que começou a acontecer a partir da Revolução Industrial.

As primeiras maquinas fabris movidas a energia não animal, utilizavam como combustível lenha e o carvão vegetal. Para sustenta-las, florestas inteiras foram derrubadas na Europa. Posteriormente os combustíveis passaram a ser o carvão mineral e o petróleo, que ao serem queimados liberam grandes quantidades de dióxido de carbono, o CO2, causando alguns problemas.

O meio ambiente modificado pelo homem

Enfim, a crescente necessidade do uso de combustível fez com que houvesse grandes devastações em todo o planeta. Além disso, a liberação de gases e de micropartículas na atmosfera causou um aumento da poluição. A ocupação de grandes áreas para atender a enorme urbanização ocorrida neste período, também colaborou para a devastação das florestas e, em certo sentido, para o declínio da qualidade de vida das pessoas.

Para que possamos entender como a interação entre o homem e o meio ambiente acabou nos levando para a situação que encontramos hoje em dia, é necessário compreender os mecanismos responsáveis pelo funcionamento dos climas e pela formação e diferenciação da biosfera.

Há uma diferença importante entre a mudança do tipo de tempo e do clima. O tipo de tempo é muito instável e acaba mudando a cada segundo, já a sucessão de diferentes tipos de tempo, que é o clima, tem um caráter mais estável.

Porem essa estabilidade do clima pode mudar por causas diferentes, como o deslocamento das placas tectônicas, ou a variação da quantidade de micropartículas na atmosfera, ou mesmo a diferença na quantidade de energia emitida pelo sol.

O que é o aquecimento Global?

A primeira consequência problemática do aumento do CO2é o aquecimento global. Considera-se que a temperatura do planeta aumentou cerca de 0,5º C desde o século XIX. Isto ainda parece pouco, mas, no entanto, a previsão é que até o fim do presente século a temperatura média terrestre tenha um aumento entre 2 e 6º C.

Este aumento da temperatura já foi visto, no início do século XX, como positivo, uma vez que regiões muito frias teriam invernos menos rigorosos. Mas a questão é bem mais complicada do que isso.

O primeiro problema é que os ecossistemas terrestres têm seus equilíbrios próprios de acordo com as condições climáticas e de solo que conhecemos, uma alteração destas condições poderia gerar grandes desiquilíbrios na fauna e na flora, como o domínio de espécies de regiões quentes sobre as de regiões frias, o que diminuiria a biodiversidade do planeta.

Mas o problema mais sério é que a elevação da temperatura terrestre pode provocar, e provavelmente provocará se medidas eficientes não forem tomadas, o derretimento de calotas polares e neves eternas de altas montanhas. Todo esse gelo, que guarda cerca de 2% de água terrestre, ao ser derretido provocará um aumento do nível dos oceanos. Estes por sua vez poderão cobrir cidades litorâneas e mesmo países inteiros.

Estas catástrofes podem ser evitadas através de duas vias complementares. A primeira medida a ser tomada em caráter de urgência é a diminuição da emissão de gases estufa na atmosfera. O problema é que esta redução tem de ser feita por todos os países que colaboram com as emissões, principalmente os mais industrializados e urbanizados.

Conseguir a adesão da maioria dos países a um acordo deste tipo é uma tarefa muito difícil para os diplomatas e outras pessoas que lutam por esta causa, uma vez que para diminuir a emissão desses gases é preciso limitar o consumo e o crescimento econômico, o que pode levar, em um curto espaço de tempo, ao aumento do desemprego. Além desta medida recessiva, outra ação que pode colaborar com a redução de emissões é o investimento em fontes de energia menos poluentes, como a eólica, a solar, a geotérmica e mesmo a hidrelétrica.

Mas as fontes alternativas de energia apresentam três problemas. Algumas são muito caras e relativamente pouco eficientes, como o caso da solar ou da eólica. Enquanto outras são limitadas a alguns países, devido às características naturais que exigem, como no caso da hidrelétrica e da geotérmica.

Outro caminho para minimizar o aquecimento global é a diminuição dos desmatamentos e queimadas, além do incentivo ao reflorestamento. As queimadas por si mesmas são fontes de gás carbônico, por isso devem ser evitadas. Quanto ao reflorestamento e à diminuição do desmatamento, ambos podem colaborar à medida que as plantas absorvem mais CO2 ao realizar fotossíntese. Deste modo, quanto maior a intensidade de áreas florestadas maior a absorção de gás carbônico. Mas é preciso lembrar que se não forem reduzidos os índices de emissão deste gás de nada adianta passar para as florestas e a responsabilidade de retirá-los da atmosfera.