Império Maia: Antigo e Novo Império


A civilização maia, mais antiga da era pré-colombiana, habitou a região das florestas tropicais onde, hoje, estão localizados os países da Guatemala, Honduras e o sul do México, entre os séculos IV a.C. e IX a. C.Os mais compõem um conjunto diferente de povos nativos americano do sul do México e da América Central.

Maia é uma expressão que define um conjunto de povos que compartilham de alguma maneira uma herança cultural e linguística, porém, abrange muitas sociedades e grupos étnicos diferentes que possuem cultura e identidade histórica própria.

Império Maia

Essa civilização formou um império composto por diversas cidades-estado independentes que possuíam a teocracia como forma de governo. Entre as cidades pertencentes a esse sistema destacam: Piedras Negras, Palenque, Tikal, Yaxchilán, Copán, Uxmal e Labná.

Os nobres, sacerdotes, chefes militares e administradores do império, ocupavam a zona urbana da cidade. Os camponeses, que constituíam a base da sociedade, artesão e trabalhadores urbanos pertenciam à camada menos privilegiada e eram obrigados a pagar altos impostos a burguesia.

Os mais desenvolveram o calendário que era gravado dentro de seus templos-pirâmides, cada fato que fosse merecido destaque, ganhava uma estrela comemorativa. Uma dessas pirâmides possuía uma escadaria com 91 degraus de cada lado, no total de 364, somando-se ao patamar superior dava 365 degraus, o que resultou no número de dias do ano solar.

Os historiadores dividem a história maia em dois períodos:

– Antigo império: dos anos 500 a. C. até 600 d. C.

– Novo Império: de 600 d. C até a invasão espanhola.

O fato da civilização maia não conseguir formar um império unificado favoreceu a invasão e domínio de outros povos e, entre os séculos IX e X, os toltecas invadiram e dominaram as cidades-estados maias.

Política e Economia Maia

A organização política da civilização maia era através de cidades-estado independentes, mas que se organizavam entre si.

Cada cidade-estado tinha uma forma própria de governo, entretanto todas possuíam uma estrutura teocrática hereditária contendo um chefe político, conhecido como Halach Uinic, e seus sucessores eram tidos como representantes de Deus na terra. Faziam parte do governo os sacerdotes, responsáveis pelo saber astronômico, e os cobradores de impostos, que eram encarregados da missão burocrática.

Um dos prestígios absolutos dos chefes políticos era o aprisionamento de guerreiros de tribos rivais, em guerras, para servirem de sacrifício nas grandes pirâmides. Esses guerreiros eram oferecidos aos deuses mais em troca de um “milagre” para as cidades e da segurança de plantio, colheita e caça.

Os agricultores e trabalhadores braçais da zona rural, também eram submetidos ao governo maia e só iam aos centros urbanos nos rituais religiosos, como os sacrifícios humanos.

A economia maia se baseava na agricultura, principalmente do milho, feita com irrigação, usando técnicas rudimentares. Além disso, desenvolveram atividades comerciais que utilizavam sementes de cacau e sinetas de cobre como unidade de troca. As sinetas de cobre eram usadas em trabalhos ornamentais junto com o ouro, a prata, o jade, as conchas de mar e as plumas coloridas.

Cultura Maia

A linguagem mais se divida em três idiomas: Chol, Chintal e Mopan. Essa linguagem sofre várias modificações após a invasão toltecas e a influencia da língua Náuatle falada pelos astecas.

Desenvolveram a escrita hieroglífica que era esculpida e não pintada, como a escrita egípcia.

Em suas construções deixaram várias inscrições que não foram decifradas até hoje. Muitos documentos da civilização maia foram destruídos, apenas sobraram três livros: Códice de Dresde, Códice de Madri e Códice de Paris. Esses livros foram confeccionados em uma folha única que era dobrada em forma de sanfona. O papel era feito de fibra vegetal revestida por uma camada de sal.

A arquitetura maia tinha traços cerimônias, o que favoreceu o surgimento de estruturas suntuosas. As plataformas das pirâmides eram constituídas de pedra, com paredes de terra batida revestida por argamassa, teto com a forma de falsa abóbada e o seu exterior feito de esculturas.

As esculturas, feitas no estilo naturalista, tinham elementos que se harmonizavam com proporção. A serpente era o símbolo mais encontrado nas ruínas de palácios, estádios e pirâmides.

Os mais jogavam um jogo de caráter cerimonial com uma bola de borracha que tinha o tamanho aproximado de uma bola de basquete. As regras não são conhecidas, mas era formado por times de um a quatro jogadores que tinham o objetivo de atingir os marcadores ou os aros com a bola sem usar a mão. Após uma batalha, os prisioneiros eram obrigados a jogar uma partida uns contra os outros, os perdedores eram mortos e os demais viravam escravos.

As pinturas maias estampavam cabeças decapitadas situadas no campo do jogo, substituindo a bola de borracha.

Religião maia

Os deuses mais eram de uma natureza antropomorfa, fitomorfa, zoomorfa e astral. A figura mais importante era o deus criador do fogo e do coração, denominado Itzamná, retratava a morte e o renascimento da vida. Itzamná está ligado ao deus sol, Kinich Ahau, e a deusa Lua, Ixchel, que tinha forma de uma mulher demoníaca.

Os quatro gênios, conhecidos como Bacabs, representam os quatro pontos cardeais que são simbolizados por quatro cores: Leste = vermelho, Norte = branco, Oeste = preto e Sul = Amarelo.