Resumo do Antigo Egito: O Médio Império (2000 a.C a 1580 a.C)


Sob o poder do faraó Mentuhotep II, no final do século XXI a.C, uma luta contra os nomarcas teve início. Com o resultado positivo nesse confronto, a unidade do império e o poder central foi restabelecido. Tebas, tornou-se então a capital do Egito, e além disso, a administração centralizada que era fundada no regime de servidão coletiva também se restabeleceu, permitindo dessa maneira a exploração de novas áreas na agricultura e a ampliação de canais de contenção e de irrigação.

A prosperidade material, que era amparada no trabalho de servidão, também veio a resultar na construção de tumbas e de templos majestosos, além do florescimento da literatura egípcias e das artes pictóricas.

O Médio Império

Entretanto, era considerado privilégio de poucas pessoas a riqueza, e as comunidades camponeses continuavam a ser refratárias às grandes exigências do poder central. A situação de penúria popular e o retorno da pressão por poder descentralizado por parte da nobreza, que reivindicava maior autonomia, desafiavam a autoridade dos faraós e a coesão do estado, facilitando a penetração estrangeira, com a a invasão do Egito pelos hicsos e com a chegada dos hebreus.

A dominação deste povo sobre o Egito Antigo foi facilitada pelo uso em larga escala de cavalos, carros de guerra e de armas cada vez mais resistentes, que até então eram desconhecidas dos egípcios. Essa ocupação durou quase dois séculos e encerrou o Médio Império.

O Novo Império (1580 a.C a 525 a.C)

Os hicsos dominaram por um longo período, e acabou unindo os egípcios contra um inimigo em comum. A cidade de Tebas, que estava nesse contexto sob o domínio de Amósis I, inaugurou-se uma insurreição que acabou causando a expulsão dos invasores. Dessa maneira, iniciou-se o período do Novo Império, que foi caracterizado como o apogeu da civilização do Egito.

Os hicsos dominaram e escravizaram os hebreus. Por volta do ano de 1250 a.C, eles conseguiram enfim fugir do Egito. Este fato recebeu o nome de Êxodo e vale salientar, que ele está registrado no Antigo Testamento da Bíblia.

O governante passou a se impor como senhor supremo do Egito, graças ao estado centralizado, que permitia o controle econômico do país, com a cobrança de tributos, com o controle administrativo sobre homens, terras, templos, rebanhos e barcos e por causa de tudo que era fruto das terras dentro do próprio palácio. Foi detendo todo esse poder, que o faraó Amenófis IV, que governou de 1377 a.C a 1358 a.C, fechou templos e ainda confiscou bens em favor da divindade Aton, buscando assim profundas reformas no ambiente político e no ambiente religioso.

Com o passar do tempo, as reformas do faraó Amenófis IV, não vingaram, principalmente por causa da falta de popularidade e conhecimento dessa nova religião também das crenças tradicionais. Depois de sua morte, o sucessor do faraó acabou restabelecendo a religião tradicional politeísta.

Durante o reinado do faraó Ramsés II, foram retomadas as conquistas militares. Este faraó, governou o Egito de 1292 a.C a 1225 a.C, e conseguiu derrotar povos asiáticos diversos. Mas, no entanto, o topo da civilização do Egito foi alcançado no governo de Ramsés II, longo governo, graças principalmente às rotinas militares que foram conseguidas e também por causa dos monumentos da arquitetura existentes nessa época. Mas, após a morte deste importante governante, o poder se quebrou a civilização egípcia entrou em decadência. Além disso, as lutas entre os próprios sacerdotes e o confronto deles com os faraós, acabaram por aprofundar e até multiplicar os questionamentos do poder do nomarca por um sumo-sacerdote.

Por um pequeno período, o país ainda conseguiu voltar a ser independente, fato que foi chamado de Renascimento Saíta. Este período iniciou-se quando Psamético I, tornou-se faraó ao liderar uma sublevação contra o povo assírio. Durante o Renascimento Saíta, o comércio se desenvolveu de maneira notável no Egito. O faraó Necao, chegou a financiar uma expedição que contornou toda a costa da África.

Mas, uma nova linha de confrontos e revoltas internas, juntamente com sublevações dos camponeses, abriu caminho para que os estrangeiros invadissem o país. A partir desse momento então, e por cerca de 2500 anos subsequentes, o Egito deixou de ser independente para se tornar uma província do Império Persa, na qual o território era ocupado por romanos, macedônios, turcos, árabes, e finalmente por ingleses.

As constantes invasões acabaram tendo um grande efeito sobre a cultura do Egito, sobretudo o domínio dos macedônicos, o que permitiu que as ideias gregas se instalassem.

Esse comando instaurou uma dinastia de origem macedônica, chamada de lágida ou ptolomaica, a qual pertenceu a Cleópatra. O filho de Cleópatra com o imperador romano Júlio Cesar foi o último rei dessa época. Depois disso, a região acabou caindo nas mãos primeiramente dos romanos e tempos depois, dos árabes, que passaram a introduzir elementos culturais muçulmanos e cristãos.