Inglês: Colors


Em geral, quando começamos a aprender uma nova língua, nos deparamos com uma série de itens indispensáveis para começar a exercer algum domínio sobre ela. Aprendemos a nos apresentar, aprendemos a perguntar o nome, a idade e a profissão do nosso interlocutor. Também descobrimos como são chamados no idioma em questão alguns alimentos presentes no cotidiano, alguns itens básicos, peças de roupa, lugares e, não raro, as cores são deixadas de lado.

Pense por um momento: quantas cores você sabe falar em inglês? E as tonalidades dessas cores, você sabe dizer? Como você pode usar a cor para definir um sentimento ou um estado subjetivo no Inglês? São dúvidas simples mas que, em boa parte do tempo, são deixadas de lado no ensino de inglês. Mas fique tranquilo: até o final desse artigo, você saberá de todas elas.

Colors

Cores básicas da língua inglesa

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que, para trabalhar com as cores em inglês, é preciso conhecer pelo menos quais são as cores básicas. Para que seja possível conhece-las, segue abaixo uma lista que contempla as cores mais usadas.

Branco – White
Preto – Black
Vermelho – Red
Azul – Blue
Amarelo – Yellow
Verde – Green
Laranja – Orange
Roxo – Purple
Rosa – Pink
Cinza – Gray
Prata – Silver
Marrom – Brown
Ouro / Dourado – Gold
Violeta – Violet
Vinho – Magenta

Para conferir a todas essas cores a qualidade de matizá-las de formas diferentes, ou seja, de torna-las mais claras ou mais escuras, basta acrescentar em frente as cores os termos “dark” (escuro) ou “light” (claro). Sendo assim, se você quiser falar azul escuro, basta dizer “dark blue”. Ou ainda, se for o caso de dizer rosa claro, a tradução seria “light pink”.

Expressões idiomáticas com cores

Na maioria das vezes em que, intuitivamente, vamos falar a respeito de uma cor em inglês, acabamos por nos esquecer que, tal como em nossa língua, as cores podem também demonstrar estados de espírito, sentimentos, aspectos e traços subjetivos da personalidade de cada um.

A cor “blue”, por exemplo, em inglês, pode se referir tanto ao azul como também ao sentimento de tristeza e melancolia, muito comum quando presente em um contexto referente a situação dos escravos negros que trabalhavam nos campos de algodão no sul dos Estados Unidos. Não à toa, a gênero musical “blues”, nascido nessa atmosfera, evoca sempre o lamento desses trabalhadores. Outra interpretação da palavra “blue” pode surgir em expressões idiomáticas, como é caso de fazer alguma coisa “until you are blue in the face”, isto é, até se sentir exaurido de forças, sem resultado, literalmente azul, sem fôlego. O azul, na língua inglesa, também parece evocar o mistério, o nada, um lugar de onde as coisas materiais não existem: não à toa, a expressão “out of the blue” indica um acontecimento que ocorreu do nada, vindo de lugar nenhum.

O vermelho também parece, na língua inglesa, traduzir um estado subjetivo ou até mesmo sensorial que extrapola as definições racionais das cores. Uma coisa “red hot” indica claramente a sua alta temperatura, isto é, o intenso calor por ela emitido. Esse vermelho também tinge o sangue nas faces de quem é pego, literalmente, com a boca na butija: afinal, em inglês, essa frase poderia ser traduzida como “to catch someone red-handed”.

O verde, por sua vez, tão associado em nossa língua a ideia de que alguém ainda se encontra imaturo, em alusão aos frutos verdes de uma árvore por exemplo, também ganha o mesmo aspecto na língua inglesa por meio da expressão “to be green” que significa, literalmente, ser imaturo. Outra expressão típica do português que ganha expressão literal no inglês é o “ficar verde de inveja”, que na tradução soa como “to be green with envy”.

O amarelo, por sua vez, ganha na língua inglesa uma conotação eminentemente negativa, principalmente ao caracterizar ações e posturas onde falta coragem ou moral. Não por acaso, “to be yellow-belied” se refere a uma pessoa covarde, isto é, alguém que literalmente “amarelou” frente a um desafio. E a chamada “imprensa marrom”, por sua vez, ganha a tonalidade amarelada para lhe conferir essa característica na língua inglesa: “yellow journalism”.

O branco e o preto também ganham, no inglês, uma conotação bastante semelhante com as versões em português das expressões idiomáticas que se utilizam dessas duas cores. O famoso “elefante branco” que, em nossa língua, é frequentemente usado para designar a presença de uma coisa rara e desnecessária pode ser dito em inglês usando a tradução literal de ambas as palavras, isto é, “white elephant”. A famosa “lista negra”, expressão que enuncia a existência de uma ala onde estão grafados os nossos desafetos, em inglês torna-se simplesmente “black list”. A junção dessas duas cores, por sua vez, que pode apresentar a simplicidade de uma questão como na expressão “preto no branco”, em inglês, é designada nada mais nada menos do que pela expressão “black and white”.