Resumo do Modernismo: Manuel Bandeira (1886 – 1968) – Biografia


Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho, conhecido apenas como Manuel Bandeira, nasceu no Recife, no dia 19 de abril do ano de 1886 e foi um crítico literário, das artes, poeta, tradutor e professor de literatura brasileiro.

Filho de Francelina Ribeiro, e do engenheiro Manuel Carneiro de Sousa Bandeira, Manuel Bandeira, tinha uma família bem influente na sociedade. No ano de 1904, finalizou o curso de Humanas e foi para São Paulo, com o sonho de ser arquiteto. Iniciou os estudos na área na Escola Politécnica de São Paulo, mas acabou interrompendo os estudos por conta da tuberculose.

Manuel Bandeira

Com a ajuda do pai, reuniu algumas economias e partiu para a Suíça, onde permaneceu em tratamento de junho de 1913 a outubro do ano seguinte, no Sanatório de Clavadel.

Por causa da Primeira Guerra Mundial, acabou voltando para o nosso país. Quando retornou, publicou no ano de 1917, o livro ‘A Cinza das Horas’, iniciando-se na literatura. Vale ressaltar, que esta obra só contou com 200 exemplares, que foram custeadas por ele mesmo. Dois anos mais tarde, lançou sua segunda obra, com o título de ‘Carnaval’.

A participação de Manuel Carneiro de Sousa Bandeira na Semana de Arte Moderna do ano de 1922 foi considerada indireta. Isso porque, quando seu poema ‘Os sapos’ foi lido por Ronald de Carvalho, acabou sendo em meio a uma grande vaia. Dois anos mais tarde, em 1924, publicou ‘Ritmo dissoluto’, e seis anos depois, ‘Libertinagem’. No ano de 1935, acabou sendo nomeado inspetor do Ensino Secundário, e três anos depois, se tornou professor de Literatura do Colégio D. Pedro II, e ainda passou a fazer parte do Conselho Consultivo do Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Sempre escreveu muito, mas não apenas produzindo as suas obras, mas também desenvolvendo trabalhos mais críticos sobre a literatura brasileira.

No ano de 1940, foi convidado para concorrer na Academia Brasileira de Letras. Depois de eleito, acabou hesitando um pouco, mas depois, aceitou o convite. A partir de 1934, lecionou literatura hispano-americana na Faculdade Nacional de Filosofia. Além disso, fez durante sua vida, diversas traduções, escreveu para rádio e jornal. Produziu de maneira intensa, mesmo quando foi acometido por uma tuberculose.

No ano de 1935, Manuel Bandeira foi nomeado no ensino como inspetor federal. Já no ano seguinte, uma coletânea foi lançada em sua homenagem, com os estudos de sua obra, assinado pelos mais importantes e maiores críticos da época, o que fez com que ele alcançasse a consagração pública.

O escritor morreu com 82 anos de idade, no dia 13 de outubro do ano de 1968, no Rio de Janeiro. Ele está sepultado no cemitério de São João Batista, no túmulo 15 do mausoléu da Academia Brasileira de Letras.

O escritor Manuel Bandeira possui um estilo bem direto e simples, abordando temas do cotidiano e do mundo. Em algumas de suas poesias, é possível encontrar manifestos que se transformam em uma poesia mais moderna. Mas, a origem desse artista está na poesia Parnasiana.

Com a publicação, no ano de 1930, do volume Libertinagem, Manuel Bandeira acabou por consolidar a ideia de liberdade estética. Compõem a obra poemas quase prosaicos, com a utilização de uma temática existencial e também com grande exploração de imagens e de cenas do Brasil. A poética nela, funciona como um verdadeiro manifesto da estética libertada.

Um certo sentimento de angústia, juntamente com uma melancolia, são características de suas obras, já que procura uma forma de procurar a alegria de viver e de sentir esse sentimento.

Com tuberculose, Manuel Bandeira sabia bem dos riscos de vida que corria, e por isso, a perspectiva de deixar de existir nesse mundo a qualquer momento, é uma característica bem constante em sua obra.

Alcântara Machado (1901 – 1935)

Um dos mais importantes escritores do primeiro tempo do período modernista do Brasil é Antônio de Alcântara Machado. Este, acabou se unindo, no ano de 1929, a Oswald de Andrade, com o objetivo de fundar a Revista da Antropofagia. Dois anos depois, juntamente com Mário de Andrade, dirigiu a Revista Hora. Vale ressaltar, que o estado de São Paulo, sempre esteve no centro de seus interesses, principalmente no que se refere ao aspecto de sua vida cotidiana. Daí surgiu o sugestivo nome de sua mais importante obra: Brás, Bexiga e Barra Funda, em que acaba contextualizando a imigração italiana para a cidade de São Paulo. Os italianos acabaram se estabelecendo principalmente nesses bairros da capital paulista.

Com a publicação dessa obra, no ano de 1927, Alcântara Machado acabou se consagrando como um eximo contista. A grande característica desse escritor está na particularidade com que constrói o retrato da cidade de São Paulo. Focalizando o imigrante italiano, com destaque para os mais pobres, ele tece uma imagem bem crítica, apaixonada e também anedótica desses europeus que aportaram em São Paulo e se radicaram nos bairros que dão nome à sua obra.