Acetona


Conhecida no mundo da química como propanona, ou ainda dimetilcetona, pode ser considerada um composto orgânico sintético, entretanto, também pode ser encontrada no meio ambiente.

Características e fórmula química

A acetona é uma substância incolor, com cheiro e sabor bem característicos, portanto, de fácil reconhecimento. Além disso, tem rápida capacidade de evaporação, dissolve se adicionada a água – ou mesmo a outros solventes de natureza orgânica – e é inflamável.

A fórmula química da acetona é a seguinte: CH3(CO)CH3

Tal substância é por vezes gerada mediante dois processos principais: a desidrogenação, ou ainda, a peroxidação de um álcool denominado “isopropanol”. Posteriormente esse álcool é misturado a uma composição de dicromato de potássio, e até mesmo, ácido sulfúrico concentrado.

Acetona

Há ainda químicos que utilizam outro processo: aquecer, a cerca, de 300°C o acetato de cálcio.

Você pode estar se perguntando: mas onde é produzida? Bem, há diversas indústrias que a utilizam extensamente e, portanto, produzem tal líquido; pode-se citar como exemplo indústrias fabricantes de plástico e papel, também a farmacêutica, de chiclete, madeira, e claro, a química. Outra curiosidade importante sobre a composição desse composto é que quase 80% da acetona é gerada a partir de um tipo de sub-produto do fenol.

Usos e aplicações

Acredito que assim que você bateu o olho nesse artigo deva ter imaginado a acetona, como aquela substância utilizada para remover esmaltes, contudo, há diversos usos para essa substância, então, vamos conhecer alguns deles.

Na química: no ramo químico essa substância é extensamente utilizada como um tipo de “solvente intermediário”. Por meio dela é possível produzir “metacrilato de metila”, “ácido metacrílico”, e também, “metacrilatos superiores”; é possível ainda produzir medicamentos e “aplicações farmacológicas”.

Indústria alimentícia: na indústria de alimentos é fortemente utilizada no processo de extração, tanto de gorduras, quanto óleos, além de funcionar como um tipo de “agente” de precipitação de amido e açúcar, lembra das chicletes que mencionamos no tópico anterior?

Cosméticos: na indústria da beleza é utilizada para remoção de esmaltes, mas também pode ser usada para remover tintas, e até mesmo, vernizes.

Explosivos: acredite, ou não, a acetona também é utilizada como uma das substâncias iniciais de “sínteses químicas” para fabricar alguns tipos de explosivos.

Transporte de materiais porosos: pode ainda ser usada como um tipo de transporte mais seguro para o acetileno, no caso dos materiais porosos, antes de os mesmos serem colocado no recipiente o local é previamente preenchido com a substância, posteriormente com o próprio acetileno, o qual dissolve.

A capacidade de remoção da acetona não para por aí, ela pode ser utilizada para tirar um tipo de “supercola” de alguns lugares, para, além disso, pode ser uma grande aliada no polimento e até mesmo eliminação de algumas resinas provenientes de “fibra de vidro”.

É válido ressaltar que além da remoção a acetona é um ótimo tipo de “agente secante”, tal aplicação se deve a sua forte característica de combinar-se com a água, e, logo depois evaporar.

Não podemos nos esquecer ainda da infinidade de colas e tipos de detergentes onde podemos encontrar tal substância.

Um pouco de história

Durante a Primeira Grande Guerra (1914 – 1918) foi testado uma nova maneira de se produzir acetona, por meio de “fermentação”, esse processo foi desenvolvido por Chaim Weizmann, a nova ideia não passou de uma tentativa de ajudar os britânicos.

No organismo

Você sabia que pequenas quantidades de acetona podem ser produzidas por nosso próprio organismo? Pois bem, saiba que sim, além disso, cabe ressaltar que a mesma é encontrada na gordura.

Contudo, lembre-se a acetona é uma substância com certo grau de toxicidade, afinal, se expostos a grandes quantidades dessa substância podemos até mesmo ter um aumento na produção de acetona pelo organismo, tornando isso um problema crônico. Podemos nos contaminar mediante presença do líquido na água e também no ar.

Já mencionamos nesse artigo que tal substância pode apresentar riscos, principalmente a pele e as mucosas. Há estudos que revelam que os principais casos de acidente com acetona envolvem inalação, ou ainda, ingestão direta da substância. Entretanto, é válido ficar atento também as queimaduras, afinal é um líquido inflamável.

Em casos de exposição prolongada órgãos como rins, fígados, e até mesmo, nervos podem ser comprometidos, mas, é válido lembrar que tal afirmação é resultado de pesquisas feitas com animais, logo, os efeitos nos humanos ainda não são totalmente conhecidos.

Além de seres humanos e animais o meio ambiente também pode ser contaminado, pois por se tratar de um líquido com alta capacidade de combustão, pode causar reações de queima ainda não completamente estudadas.

Como você pode observar a acetona é uma substância com diversos usos e aplicações, além de possuir características muito peculiares. Nosso conselho é que use a acetona de maneira correta, e segura, lembre-se cuidado nunca é demais.

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