Desemprego, um problema mundial: Estrutura etária da população mundial


Para entendermos melhor a dinâmica da população mundial é importante analisarmos a sua estrutura etária. As variações das taxas de natalidade e mortalidade ao longo do tempo provocam mudanças na distribuição da população em faixas de idade, ou seja, fazem predominar em cada conjunto populacional ora jovens, ora adultos, ora velhos.

Para que possamos estudar esta estrutura etária da população, é interessante usar uma representação gráfica denominada pirâmide etária, na qual encontramos a população distribuída por faixas de idade e de sexo.

Estrutura etária da população mundial

Analisando a pirâmide etária podemos tirar algumas conclusões sobre a dinâmica demográfica de uma população e suas condições de vida. Esta análise deve destacar as proporções entre o tamanho da base, que representa os jovens; do centro, que representa os adultos; e do ápice da pirâmide, que representa os velhos.

Uma pirâmide de base larga representa uma população de alta taxa de natalidade, uma vez que a grande quantidade de jovens demonstra também um alto índice de nascimento. Ao mesmo tempo, quando esta mesma pirâmide tem ápice estreito estão representadas nela a alta taxa de mortalidade e, igualmente, a baixa expectativa de vida.

Numa pirâmide deste tipo é possível verificarmos a existência de uma população com más condições de vida e altas taxas de natalidade e mortalidade. Além disso, é possível notar que tal população pode ter sérios problemas para se desenvolver economicamente, como o baixo número de adultos e a necessidade de gastos relativamente altos com educação.

Uma pirâmide etária mais equilibrada, com uma base mais estreita e um ápice mais largo, representa uma população com melhores condições de vida. Primeiramente, porque fica claro que as taxas de natalidade são baixas e, em segundo lugar, o ápice largo demonstra uma baixa taxa de mortalidade e, principalmente, uma alta expectativa de vida.

No entanto, esta estrutura etária da população pode significar problemas sociais a serem resolvidos. O grande número de adultos e velhos em relação ao de jovens cria dois problemas. Primeiro o do pagamento de aposentadorias e pensões aos mais velhos e segundo, a possível falta de mão de obra para sustentar a economia. Isto é o que vem ocorrendo nos países europeus.

O desenvolvimento econômico e social, aliado à urbanização e, principalmente, a entrada cada vez mais intensa da mulher o mercado de trabalho, vem fazendo com que os índices de natalidade caiam sem parar. Em muitos países europeus e no Japão, o número médio de filhos por mulher não ultrapassa a marca de 1.7. Na Suécia e no Japão, cada mulher tem em média 1,4 filhos, na Itália, apenas 1,2. Com isto, os filhos não repõem os pais no conjunto da população, produzindo uma queda do número de pessoas.

Mas o problema centra deste envelhecimento dos europeus e japoneses é a questão da previdência. O que se espera para que um sistema previdenciário funcione é que o número de trabalhadores que contribuam seja o maior possível que o número de pensionistas, mas na Europa, esta diferença vem diminuindo cada vez mais. Na Itália, por exemplo, o número de jovens com menos de 20 anos, já é menor que o de velhos com mais de 60, uma situação alarmante.

Se durante décadas os governos de todo o mundo procuraram diminuir as taxas de natalidade de sua população, seguindo o ideário neomalthusiano, a posição europeia diante desta questão vem se invertendo atualmente. Os governos e, até mesmo algumas empresas, vêm criando benefícios às famílias que tenham mais filhos, no entanto o resultado é mínimo ou até nulo.

A principal causa para uma diminuição tão grande do número de filhos é a dedicação do homem e da mulher a uma carreira profissional extremamente competitiva, envolvendo estudos de pós-graduação e cursos de atualização. Colaboram também as facilidades em se fazer um eficiente planejamento familiar, principalmente devido ao uso da pílula anticoncepcional.

Condições de vida

Nos primeiros séculos depois de Cristo, a população mundial atingia o patamar dos 250 milhões de habitantes, atualmente são mais de 8 bilhões. No geral, este aumento representa a capacidade do homem de criar técnicas melhorando suas possibilidades de sobrevivência e perpetuação da espécie.

O desenvolvimento técnico envolve, entre outros fatores, a melhoria das condições de higiene, a garantia de uma maior produção de alimentos e os avanços da medicina. No entanto, não podemos continuar a afirmar que estas conquistas foram feitas pelo homem, em geral, uma vez que não são todos os seres humanos que têm o mesmo acesso a tais benefícios, apesar de todos colaborarem de uma forma ou de outra para que eles existam.

Dentro de sociedades hierarquizadas, seja pela política ou pela propriedade privada, os seres humanos têm diferentes papeis sociais, eles participam de forma diversa do conjunto da sociedade. A divisão do trabalho, interna aos países ou entre eles, produz também a divisão não igualitária dos produtos destes trabalhos.