Resumo Cândido Portinari


Portinari vem de origem humilde, mas desponta na carreira artística

Reconhecido como um dos principais artistas plásticos brasileiros, Cândido Portinari trabalhou em quase cinco mil obras, das pinturas de largas proporções aos esboços pequenos. Ele foi o pintor nacional que conseguiu maior projeção junto ao cenário internacional. Confira um pouco do resumo de Cândido Portinari.

O pintor nasceu em uma fazenda de café, no dia 29 de dezembro de 1903, nas vizinhanças da cidade de Brodowski, que fica no interior do estado de São Paulo. Ele era filho de imigrantes italianos que vinham de Chiampo, em Vêneto. Seus pais eram Domenica Torquato e Giovan Battista.

Cândido Portinari

A infância do artista foi humilde. Ele não chegou a completar, sequer, o ensino primário. Mas como possuía vocação artística, certa vez um grupo de escultores e pintores que passava pela região convidou o garoto, que na época possuía 14 anos, para auxiliar no restauro de igrejas. Foi esse o primeiro passo de Portinari para conhecer um futuro brilhante.

Em 1920, quando tinha 15 anos, o pintor resolveu deixar São Paulo para estudar no Rio de Janeiro. Ele ingressou na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA). O talento do garoto era tanto que ali ele chegou a despertar a atenção tanto dos mestres pintores quanto da imprensa. Em 1922, aos 20 anos, ele já começou a fazer algumas exposições e se destacar nos artigos de alguns jornais. Por causa de um retrato trabalhado pelo artista, Portinari recebeu Menção Honrosa.

Já no ano de 1924, o pintor seria avaliado pelo teste de seleção do Salão da ENBA. A obra que é tida como seu primeiro trabalho temático, ‘Baile na Roça’, é recusada. Os sete retratos, porém, seriam aceitos pelo júri. Mais tarde, já em 1928, Portinari vai com 12 obras à XXXV Exposição Geral de Belas Artes. Dessa vez, com ‘Retrato de Olegário Mariano’, o artista consegue ganhar uma viagem à Europa como prêmio, além de conseguir uma importante relevância na mídia.

A viagem para a Europa seria preponderante para a carreira do pintor. Cândido passa dois anos morando em Paris e esse tempo ofereceu habilidade para o estilo de pintura que ele desenvolveria. Na Europa, o artista tem contato com outros mestres, como Othon Friesz e Van Dongen. É ali também que o pintor conhece a uruguaia Maria Martinelli, de 19 anos. Eles se casam e viveram juntos até o final da vida. Confira como foi o restante da vida em resumo Cândido Portinari.

Quando voltou ao Brasil, em 1931, Portinari traz três pinturas de natureza morta, um nu, um autorretrato e uma pintura da esposa. O tempo que viveu fora do país fez com que o pintor sentisse a necessidade de retratar a terra natal. É comum em suas obras, portanto, a cultura, a história e a riqueza de seu povo. As cores fortes também dariam aos quadros do artista um retrato da pobreza.

Nesse período da carreira, o pintor começa a ir além da formação acadêmica e desponta com alguns traços do Modernismo. Com 60 obras, Portinari resolve promover uma exposição no Palace Hotel. É nesse momento que o artista apresenta as temáticas brasileiras que estavam em suas obras, como as cenas de infância, o circo e o retrato das cirandas.

Portinari trabalha temáticas sociais e apresenta características modernistas em suas obras

A temática social aparece em sua obra dois anos mais tarde, com o quadro ‘Os Despejados’. A primeira instituição pública a aceitar uma obra de Portinari foi a Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 1934, que acolhe a pintura ‘Mestiço’. No Rio de Janeiro, no Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal (UDF), o pintor começa a ministrar aulas de pintura de mural e cavalete, isso em 1935.

A tela ‘Café’ rende ao pintor Menção Honrosa pela segunda vez, em Pittsburgh, EUA, no Instituto Carnegie. Outros quatro painéis do artista passam a compor o Monumento Rodoviário, que fica na via que liga o Rio de Janeiro a São Paulo, especificamente na rodovia Washington Luís.

Com o tempo, outras obras importantes do artista passam a fazer parte da sua carreira. Para a sede do Ministério da Educação, onde hoje se localiza o Palácio Gustavo Capanema, doze afrescos são enviados. Os painéis Jangadas do Nordeste, Cena Gaúcha e Noite de São João vão para a Feira Mundial de Nova York, em um pavilhão brasileiro.

•Foi no ano de 1939 que o pintor tem a oportunidade de fazer a sua maior exposição. No Museu Nacional de Belas Artes, Portinari deixa à mostra 269 obras. Já em 1940, em Nova York, no Museu de Arte Moderna, o artista expõe 180 quadros na Exposição Portinari of Brazil. Conheça sobre o fim da vida do artista em resumo Cândido Portinari.

A década de quarenta daria uma excelente alavancada na carreira de Portinari. Uma das principais características de suas obras era a habilidade que o pintor tinha para retratar as questões sociais sem entrar em conflito com os governantes. Há uma aproximação, em suas telas, com os trabalhos dos pintores muralistas mexicanos, o surrealismo e o cubismo. Mas Portinari não deixa de lado, totalmente, as tradições da pintura e sua arte figurativa. Por isso, o produto final acaba por esbarrar nas características modernas.

Nos anos que se seguiram, o pintor faz exposições por diversos países, ilustra livros de escritores importantes, como Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade, e também ganha prêmios. Em 1953, começa a lidar com problemas de saúde decorrentes da exposição às tintas. É nessa época que a veia artística de Portinari desponta para a poesia. Por causa de uma intoxicação causada pelas tintas, o pintor morre em 1962, aos 58 anos.