Água, bem precioso, indispensável preservação!


Não é novidade para ninguém que a água é o bem mais precioso que temos no planeta Terra. Não é à toa, inclusive, que essa mesma Terra foi imortalizada nos versos do cantor e compositor Guilherme Arantes pelo apelido de “Planeta água”. Essa maneira poética de chamar o planeta Terra obviamente se deve a um fator muito claro e muito particular, visível em qualquer foto de satélite que mostre o planeta visto do espaço sideral: praticamente três quartos de toda a área da Terra é composta por água.

Apesar dessa presença ostensiva da água em todo o território do planeta Terra, não é de hoje que ambientalistas e cientistas apresentam suas preocupações com a situação da água, com sua finitude e com a necessidade de sua preservação. Isso porque, de fato, uma contradição muito clara se explícita nessa situação: apesar dessa presença massiva do volume aquífero, nem toda a água que se encontra no mundo está disponível para ser consumida, isto é, não é potável. Além disso, boa parte dessa água, que se concentra nas regiões polares, tanto no Pólo Norte quanto no Pólo Sul, se encontra na forma de imensas geleiras e icebergs, completamente impossibilitadas de serem consumidas pela população mundial.

Água

O racionamento de água: quando a crise começa a incomodar

Você acorda completamente apressado e descobre que já está atrasado. Mas antes de sair para mais um dia de trabalho, aquele ritual de sempre se faz necessário: um bom banho para acordar e mandar o sono embora de vez. Nesse momento você se encaminha para o seu banheiro, abre a torneira na maior expectativa e uma única gota cai do chuveiro, solteira, e pinga no chão do banheiro. Sem entender nada, você tenta mais uma vez e resolve abrir mão do banho matinal. Mas o sono ainda persiste e, para espantá-lo de vez e dar conta de começar esse dia, você resolve ir até a cozinha para passar aquele cafezinho capaz de levantar até defunto. Pega a chaleira no armário e, na hora de enchê-la de água para ferver, parece que a mesma cena que aconteceu com seu chuveiro se repete, só que dessa vez com a torneira da pia. E ai, nesse momento, você se lembra e compreende o que está acontecendo: aquela hora da manhã é justamente a hora em que o seu bairro é vítima do rodízio de água e, portanto, mais um dia começará, só que dessa vez sem banho e sem café.

Essa cena pode ou não já ter acontecido com você, e isso vai depender do lugar onde você mora e da situação em que se encontram os reservatórios de água na sua região mas, tenha certeza: se não foi com você, muita gente já vivenciou esse tipo de cena. Isso porque, quando ocorre, o racionamento de água acaba incomodando muita gente. É justamente nesse momento que percebemos o quanto a água é necessária para atividades completamente prosaicas do cotidiano, que vão desde as nossas necessidades alimentares e de funcionamento do organismo, como a própria execução da nossa higiene, além da limpeza das roupas, objetos e espaços que habitamos. ou seja, sem água em nosso dia-a-dia, não podemos comer, não podemos nos hidratar e teríamos que coexistir em lugares sujos, empoeirados, completamente e paulatinamente cada vez mais nojentos.

Água: necessária para o funcionamento do mundo

A água é considerada na Química o solvente universal. Ela é importantíssima para o funcionamento de nosso organismo porque é ela que atua no auxílio do controle da temperatura, na lubrificação de nossos músculos e órgãos, no carregamento dos resíduos sólidos que habitam nosso corpo. Sem água, portanto, a vida humana na terra é completamente inconcebível.

É justamente quando esse tipo de percepção bate à porta da consciência humana que algumas iniciativas importantes começam a ser tomadas. O racionamento de água, no caso, que tanto irrita a população de um modo geral, é uma delas. Mas todo e qualquer racionamento de água não consegue será completamente eficaz se não trouxer consigo uma campanha de conscientização do uso da água, que reflita inclusive sobre a não necessidade desse racionamento estar sendo realizado se a preservação da água tivesse sido um valor edificado e defendido durante os anos anteriores.

Outro aspecto fundamental e importantíssimo que não pode ser deixado de lado quando falamos de preservação da água é o fato de que estamos diante de um bem finito, isto é, a água pode e vai acabar se não for preservada e não for pensada como um bem essencial para a sobrevivência e para o funcionamento não só dos corpos humanos como do mundo de um modo geral. Nesse sentido, se não houver uma articulação coerente e genuína entre as políticas públicas, os gestores públicos dos sistemas de distribuição de água e os grandes empresários, vamos sofrer em breve as graves consequências.