Origem da Vida, Embriologia e Estudo do Zigoto


Origem da Vida

Origem da vida, embriologia e estudo do zigoto

A embriologia é uma ciência que estuda as fases da vida por quais passa o embrião, desde sua formação em zigoto até o nascimento do ser. O tema vem surpreendendo e trazendo grandes evoluções, além de debates sobre a imensidão de possibilidades que ele abre, como a manipulação de embriões, as células-tronco e o aborto.

O zigoto é formado quando um gameta masculino se associa a um gameta feminino após a fecundação. Também chamado de célula-ovo, se caracteriza como um espermatozoide e um óvulo, que criam a primeira célula do novo ser vivo, o zigoto.

Como ocorre o zigoto?

O único espermatozoide que consegue atravessar a corona radiata do ovócito logo é protegido pela região, chamada de membrana de fecundação, para evitar que novos espermatozoides também chegue até lá.

No interior do ovócito, o espermatozoide aumenta o dobro do seu núcleo e perde seu flagelo, enquanto o próprio ovócito finaliza sua meiose, para que ambos se tornem um zigoto, a primeira célula do novo ser vivo.

O zigoto é uma mistura de cromossomos trazidos do espermatozoide e do ovócito, permitindo que se torne um outro ser distinto. Essa célula sofre uma mitose para formar uma outra e sucessivamente vão se formando até que o novo ser vivo esteja pronto e com todas as suas funcionalidades.

Composto por uma quantidade específica de vitelo, uma mistura de proteínas, lipídios e açúcares, sua presença definirá o tipo de ovo que o zigoto formará. Nos seres humanos é o ovo oligolécito, com muito pouco vitelo e é quem comanda o ritmo da segmentação das células. Sua velocidade de segmentação formam todos os órgãos do corpo humano.

A origem da vida

Hoje, a embriologia estuda o desenvolvimento dos embriões e fetos, graças o aperfeiçoamento dos microscópios. Neles foi possível compreender a evolução do zigoto ao desenvolver as células humanas, os tecidos e órgãos com suas divisões.

No início das descobertas a embriologia teve como antagonistas as barreiras religiosas para seu desenvolvimento, nas quais encontram até hoje limites para suas descobertas e testes. Só em 1869 o Papa Pio XIX aceitou que a concepção era a origem do ser humano e não uma intervenção divina.

Há ainda quem afirme ser um milagre a transformação em um ser vivo, o que impacta na criação de células-tronco para desenvolver a cura de doenças ou até mesmo na compreensão do que é vida, com a questão do aborto e da concepção in vitro.

Para um grande número de cientistas, o momento em que o zigoto se divide é o mais importante daquele ser, até mesmo o seu próprio nascimento ou morte. Mas há os que engrossam a ideia de que só há vida de fato quando ocorre os primeiros batimentos cardíacos ou no nascimento em si.

A origem da vida se depara, antes de mais nada, na compreensão do que significa a vida em si. Não há uma definição padrão nem mesmo nos dicionários, que se mostram incapazes de afirmar o que é e quando ela acontece. Mas se sabe que o início da formação de um novo ser ocorre através da embriologia e são todos os seus ricos caminhos que levam ao homem como ele é.