Resumo sobre asma


A asma, condição também conhecida como bronquite asmática ou asma brônquica, consiste em uma inflamação crônica pulmonar. A asma está entre as doenças mais perigosas que afetam as vias aéreas – principalmente porque há grande diferença entre um pulmão normal e o pulmão de um asmático. Neste segundo caso, o pulmão reage a qualquer irritação – por ser hipersensível e estar constantemente inflamado.

Resumo sobre asma

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), há um número expressivo de asmáticos ao redor do mundo – algo como 235 milhões de pessoas. Só em nosso território, estima-se que 10% dos brasileiros sofram com a condição.

De modo geral, todos nós temos irritações no pulmão quando estamos expostos a alguns agentes – como a fumaça forte oriunda de um incêndio, por exemplo. Mas, o indivíduo com asma irá reagir da mesma forma que um indivíduo normal reage à fumaça de um incêndio com algo bem pequeno, como a própria poeira de um quarto, por exemplo.

A seguir, confira um resumo sobre a asma, seus principais tipos, causas, sintomas e fatores de risco.

Tipos de asma, causas e fatores de risco

A asma pode ser separada em quatro diferentes categorias, o que irá depender, basicamente, de sua gravidade:

  • Asma de grau 1: com sintomas intermitentes e mais leves, geralmente durante os dias mais frios. Ela se manifesta, em média, 2x na semana;
  • Asma de grau 2: Os sintomas ainda são mais leves, porém, mais frequentes do que no caso anterior;
  • Asma de grau 3: os sintomas aqui são moderados e podem aparecer uma vez por dia;
  • Asma de grau 4: os sintomas são graves e persistem de modo agressivo tanto durante o dia como pela noite.

Para a comunidade médica e científica, ainda é uma incógnita a verdadeira causa da asma. Porém, percebe-se que pessoas com asma apresentam sensibilidade menor ou maior a diferentes agentes, sendo eles:

• Agentes e substâncias consideradas “alérgenas”: como fumaça de cigarro, poeira, mofo, ácaros, pólen, pelos de animais e poluição, por exemplo. Essa causa para a irritação é a mais comum, afetando algo como 80% dos asmáticos;

• Exercícios físicos: pode parecer estranho, mas alguns asmáticos têm ataques de alergia durante a prática de atividades físicas. Eles perdem o fôlego e, consequentemente, têm dificuldade para respirar;

• Alimentos: alguns alimentos também estão associados a crises de asma, sendo os principais deles: amendoim, ovos, alguns tipos de peixe e crustáceos, saladas, soja, trigo e leite de vaca;

• Exposição a agrotóxicos, tinturas ou substâncias químicas: esse tipo de asma, conhecida como ‘ocupacional’, geralmente afeta indivíduos que trabalham em usinas, fábricas ou indústrias com exposição direta a esses agentes.

Alguns fatores de risco para o desenvolvimento da doença são os seguintes:

  • Histórico na família: já que a asma é uma condição que pode se manifestar pela predisposição genética;
  • Obesidade: os riscos aqui são maiores uma vez que a obesidade facilita o surgimento de processos inflamatórios nos brônquios;
  • Demais alergias nas vias aéreas: pessoas com rinite ou bronquite, por exemplo, têm mais chances de desenvolverem asma;
  • DRGE – doença do refluxo gastresofágico;
  • Maus hábitos na gravidez ou parto prematuro.

Sintomas, diagnóstico e tratamento da asma

Na grande maioria dos casos, os asmáticos não têm sintomas frequentes – mas sim, desencadeados após a exposição a algum agente (como os citados anteriormente).

Os sintomas mais característicos da asma são:

  • Dificuldade para respirar (sendo ela piorada durante algumas atividades);
  • Tosse – que pode ser acompanhada de muco;
  • Respiração ofegante – pior no começo do dia/noite e que se inicia de modo repentino.

Existem ainda alguns sintomas mais graves da doença, que são:

  • Dificuldade excessiva para respirar;
  • Confusão mental;
  • Sonolência sem outras causas aparentes;
  • Rosto ou lábios em tons azulados;
  • Sudorese excessiva (principalmente durante a noite);
  • Quadros graves de ansiedade.

Para o diagnóstico da doença são realizados testes de função pulmonar (caso o paciente esteja tendo uma crise asmática naquele exato momento) e exames como a espirometria (para avaliação da quantia de ar que o indivíduo exala após respirações profundas), exames de imagem, gasometria arterial e testes de óxido nítrico.

Já o tratamento da asma é algo complicado, uma vez que a condição é crônica e promete continuar com o indivíduo para sempre. O mais recomendado, então, é a prevenção – de modo a evitar que os ataques ocorram.

Além disso, alguns medicamentos também podem auxiliar na diminuição dos sintomas da doença. A maioria deles é contínuo, ou seja, ministrado todos os dias. Entre os principais remédios para asma destacamos:

– Corticosteroides: esses medicamentos são inalados e os mais comuns para tratamento de asma, já que mais de 95% dos casos da doença são controlados por meio deles. Alguns de seus representantes são: fluticasona, beclometasona, ciclesonida, budesonida e flunisolide;

– Zileuton, zafirlucast e montelucaste, modificadores orais de leucotrienos: capazes de interferir diretamente na inflamação pulmonar.