Xilema


No ramo da botânica, xilema é o nome dado ao tecido encontrado em plantas vasculares. Sendo um tecido de condução, essa textura tem a capacidade de transportar água a outras partes da planta juntamente com sais minerais já dissolvidos. Com distribuição desde a raiz até as folhas, ela é uma rede de circulação complexa que sustenta mecanicamente o vegetal e consegue armazenar substâncias importantes para sobrevivência.
xilema

Esse termo vem do grego “ξύλον”, que significa “madeira”. O tecido vascular que transporta essa seiva bruta é o mais rápido das plantas, podendo chegar a 60 cm/min em épocas de calor.

A xilema possui dois tipos de formação: a primária e a secundária. As duas são encontradas na planta, mas em partes distintas e com produções diferentes. Porém, os dois tipos possuem a responsabilidade de transportar água, sais minerais, vitaminas e outras substâncias importantes.

• Primário: é produzido pelo procâmbio, que é um tecido meristemático primário. É formado ao mesmo tempo que o caule é alongado. É encontrado na maioria dos vegetais;

• Secundário: é formado a partir de um câmbio vascular (meristema secundário) que cria essa formação secundária do lado interior do caule, vindo daí o seu nome. É uma característica peculiar de plantas perenes e é constituído principalmente por células pequenas nas paredes do caule. Esse tipo só é encontrado em plantas lenhosas e é por meio da deposição dessas células no setor secundário que se originam anéis de crescimento da planta.

Tipos celulares

A xilema possui quatro tipos celulares:

• Traqueídeos: são chamados também de elementos traqueais e possuem um formato cilíndrico e alongado. Possuem muitos poros em sua composição e sua parede celular contém lenhina, uma composição química que somente as plantas são capazes de produzir garantindo maior impermeabilidade. Elas também perdem o citoplasma numa fase já amadurecida e só ficam encarregadas de transportar a seiva para outras partes da planta. Muito presente em plantas pteridófitas, essas células morrem depois de perder o citoplasma;

• Elementos de vaso: é bem similar aos traqueídeos, sendo considerada por alguns cientistas uma subdivisão dos traqueídeos. Entretanto, ao contrário do tipo anterior, os elementos de vaso apresentam placas de perfuração, sendo que os traqueídeos são imperfuráveis. Também são células mortas, mas enquanto os traqueídeos são encontrados em gimnospermas, os elementos de vaso se encontram em angiospermas. Suas paredes celulares desaparecem e daí se formam vasos xilémicos;

• Fibras: são células alongadas e que também estão mortas e suportam os feixes xilémicos que sustentam todo o xilema. São alongadas para aguentar a força da circulação;

Parênquimas: são as únicas células vivas na estrutura. Atuam diretamente no transporte das substâncias, além de água e alguns solutos. Também são responsáveis em sustentar o sistema vascular da planta, mas pode servir como reserva de nutrientes e outras substâncias saudáveis à planta.

Funcionamento do sistema vascular

O xilema possui certos movimentos que influenciam no acúmulo de seiva bruta em sua estrutura. Contudo, alguns especialistas especulam alguns motivos que fazem com que a ascensão dessa substância aconteça no interior dos vasos xilémicos. Três deles são os mais plausíveis.

O primeiro é a Pressão Radicular, ou chamada de Pressão de Raiz. Essa hipótese propõe que há uma pressão que ocorre dentro da raiz e que força a seiva bruta para cima até atingir o topo da planta. Dois fatos podem influenciar para que isso ocorra: a gutação, que é a liberação de água pelas folhas através de hidrátodos ou estomas aquíferos ou exsudação, que causa uma subida constante de água pelo caule e devido à força da subida, corta suas extremidades.

A segunda hipótese é conhecida como Tensão-Coesão-Adesão, feita por Dixon em 1895. Segundo ele, a forma de transpiração da planta é o fator principal para o acúmulo de seiva bruta no caule. Durante o dia, cerca de 90% de água presente no solo é absorvida pela planta e durante à noite, a transpiração é num nível relativamente fraco.

Dessa forma, uma força de tensão é criada por conta da falta de água, causando um agrupamento de moléculas de água por meio de ligações de hidrogênio. Essa coesão fazem a adesão de outras substâncias, que por meio de uma corrente forte e frequente, faz com que esse fluxo seja farto.

Já o controle da transpiração, a última das hipóteses, é a mais simples. Assim como na pressão radicular, os estomas aquíferos controlam a quantidade de água absorvida pelo solo e perdida pela transpiração. Como possuem a capacidade de abrir e fechar, esses estomas conseguem acumular uma quantidade ainda maior de seiva bruta, causando rupturas internas no caule. Entretanto, não é todo tipo de planta que esse evento ocorre, como é o caso de gramíneas que não possuem simetria, uma vez que a epiderme foliar é a área onde acontece a transpiração da planta.

Todavia, as três hipóteses ainda não são comprovadas, podendo até acontecer de forma distinta das três.