A era do degelo: Efeitos e desequilíbrio


Em outros artigos já falamos sobre o problema do Aquecimento Global, que em grande parte vem sendo causado pelo Efeito Estufa.

Com o passar do tempo tem-se notado que outro problema causado, desta vez, em decorrência do Aquecimento Global é o degelo, que, consequentemente, ocasiona o aumento no nível dos mares.

Este artigo tem o objetivo de falar sobre tal fenômeno, conhecido como a era do degelo.

degelo

O aquecimento global e a era do degelo

Acredita-se que o aquecimento global é um fenômeno natural que ocorre no planeta Terra em determinadas épocas do chamado “período geológico”. Contudo, nos últimos tempos este fenômeno tomou rumos preocupantes, principalmente, devido ao rápido aumento nas temperaturas, o que ocasionou o derretimento das calotas polares.

Como já visto o fenômeno aquecimento global ocorre devido a absorção e reflexão de raios solares que entram na atmosfera e mantém ciclos climáticos e temperaturas ideais, elementos essenciais a vida no planeta.

Mas, muitas ações do homem intensificaram este que deveria ser um processo natural. Atitudes como a descontrolada emissão de gases poluentes na atmosfera, tal qual o monóxido de carbono (CO), o dióxido de carbono (CO2) e mesmo o metano (CH4) impedem que os raios solares sejam refletidos novamente levando-os a ficar aprisionados na atmosfera, o que resulta em um considerável aumento na temperatura.

Com esse grande aquecimento as geleiras existentes no planeta tornam-se cada vez menores e situações como essas além de prejudicar o próprio homem também fazem mal a diversas espécies animais, como por exemplo, o urso polar.

Desequilíbrio

As áreas mais afetadas pela era do degelo são o Ártico e Antártida. O derretimento provocado nas calotas polares deve trazer inúmeras consequências, entre as quais: Aumento no nível dos oceanos, o que resulta na inundação das chamadas cidades litorâneas e também na destruição dos mangues, um dos tipos de ecossistema mais ricos do planeta.

Um exemplo claro desta total falta de respeito para com o meio ambiente já é sentida na Groenlândia que sofre com severas alterações climáticas, além disso, a população desta região já vê a paisagem mudar, afinal no topo das altas montanhas onde antes havia neve, hoje resta apenas resquícios dos 81% de neve que cobriam o local.

Ainda sobre o aumento no nível dos oceanos, projeções de alguns climatologistas apontam que o degelo deve provocar uma elevação de seis metros nos mares até o ano de 2100. Se isso realmente vier a acontecer 70% da população mundial sairia prejudicada.

Os efeitos

Como já mencionado o Ártico é uma das regiões que mais sofre com o descontrole climático. Dados da Agência Espacial Americana (NASA) indicam que desde que o órgão passou a monitorar os mais de 30 milhões de quilômetros quadrados da região, em 1979, o volume de gelo que existia no Ártico diminui 80%.

No ano de 2013 o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) publicou um relatório mostrando a situação do Ártico, e já naquela época, dois anos atrás, a situação não era nada animadora. De acordo com tal relatório, o prognóstico é que até o ano de 2040 a camada do Oceano Ártico que está congela desaparecerá totalmente durante o verão e a primavera.

Para se ter ideia do quanto a região é afetada, basta analisar os seguintes dados: Enquanto a temperatura média no planeta Terra subiu pouco menos de 0,5 graus desde a década de 1980, a situação no Círculo Polar Ártico já é um pouco diferente, afinal, por lá a temperatura aumentou 1,6 graus.

Os efeitos ocasionados por tais situações são de grande impacto para os ecossistemas da região e uma das espécies mais afetadas é o urso polar. Pesquisadores explicam que esse mamífero precisa da cobertura congelada do oceano para poder caçar sua presa principal, a foca. Em uma situação em que o degelo ocorre rapidamente, mas o congelamento acontece de forma lenta a temporada de caça para o urso polar tornou-se mais curta, e, portanto, ameaça a sobrevivência desta espécie.

Para alguns especialistas da Universidade de Cambridge na Inglaterra, se esse ritmo seguir assim em pouco tempo no Ártico não haverá mais gelo no verão, muito menos durante o inverno.

A ação humana

No mesmo relatório publicado pela IPCC é avaliado o grau de responsabilidade do homem sobre a era do degelo e os resultados são alarmantes. De acordo com o órgão, há 95% de probabilidade de o homem ser o grande culpado por tais alterações climáticas.

Assim como aquecimento global não é um fato recente, também o derretimento das calotas polares não o é. Há indícios de que pesquisadores do clima vêm estudando tal efeito há tempos, além disso, o aumento gradativo da temperatura é sentido desde 1880, afinal de lá para cá já subiu 2,8 graus.

É óbvio que períodos mais ou menos quentes fazem parte dos chamados ciclos naturais do planeta e se alteram na escala geológica. Nos últimos 10 mil anos o aquecimento natural permitiu que muitas atividades, como a agricultura, por exemplo, se desenvolvessem, no entanto, já está mais do que na hora de colocar a mão na consciência antes que seja tarde demais.