Conferência de Genebra de 1954


A Conferência de Genebra de 1954 foi uma reunião ocorrida ente os dias 26 de abril e 20 de julho do mesmo ano, e que teve espaço na Suíça, na cidade de Genebra. Sua finalidade era debater os assuntos políticos indecisos na península coreana, no Vietnã.

Na realização, a conferencia não assumiu qualquer posicionamento com relação a questão coreana, que provocou um embate, o primeiro ente forças comunistas e capitalistas, e separou a Coreia em duas regiões, sul e norte. Com certezas, todo o centro das discussões ficou reunido nas questões da Indochina, que confirmariam assumir uma grandeza maior nas décadas seguintes.

Conferência de Genebra

Por volta de 1954, os franceses desistiram da guerra no Vietnã, seu domínio mais relevante no sudeste a Ásia, e os Estados Unidos não eram mais capazes de convencê-los a prosseguir. Os norte-americanos bancavam os franceses e queriam controlar uma possível propagação da doutrina comunista a qualquer custo.

Essa conferencia deveria gerar uma sucessão de pactos para solucionar o problema. No dia 8 de maio de 1954, dirigente da República Democrática do Vietnã, China, França, União Soviética, Camboja, Laos, Estados Unidos e Estado do Vietnã se juntaram em Genebra para formular um acordo.

Ficou decidido que o Vietnã se tornaria um país independente, com votação para presidente combinadas para julho de 1956. No decorrer desse período de dois anos, o país seria separado em sul e norte: o Estado do Vietnã controlaria o sul e o Vietminh iria controlar a parte norte.

Por causa da situação confusa na política internacional, não se pode afirmar que dessas reuniões tenha saído um pacto em termos reais. Os Estados Unidos tinham aderido uma agenda anexa a sua política externa de repressão do comunismo, e estavam dispostos a não deixar nenhuma parcela da Indochina estabelecer um regime socialista, algo que situaria a principio do dominó em andamento.

A consequência foi que os Estados Unidos, principal país dentro das reuniões, adotou uma posição muito retrancada, onde os diplomatas americanos se rejeitavam a qualquer custo serem assinantes de um pacto com soberanias comunistas.

Por isso, o Estado do Vietnã e os Estados Unidos nunca concordaram com os pactos feitos nessa conferência. Eles apenas admitiram que um pacto havia sido realizado entre outros países.

Como consequência real, a Conferência de Genebra regularizou a retirada francesa do Vietnã, porém falharam em impedir um avassalador desentendimento entre capitalistas e comunistas, no país asiático, colaborando para um maior comprometimento norte-americano no assunto.

Guerra do Vietnã

A Guerra do Vietnã foi uma luta armada que aconteceu entre 1955 e 1975 no sudeste asiático. A guerra colocou em combate, de um lado, a República Democrática do Vietnã e a Frente Nacional para a Libertação do Vietname; e, de outro, os Estados Unidos e a República do Vietnã, com participação permanente, mais complementar, da Coréia do Sul, Austrália e Nova Zelândia. A Coreia do Norte, China e, especialmente, a União Soviética concederam suporte logístico ao Vietnã do Norte, porém não participaram de fato do conflito.

Em 1965, os Estados Unidos mandaram tropas para apoiar o comando do Vietnã do Sul, que se apresentava incapaz de derrotar o movimento rebelde de comunistas e nacionalistas, que se juntaram na Frente Nacional para a Libertação do Vietname. Contudo, apesar de seu grande poder econômico e militar, os norte-americanos fracassaram em seus propósitos, sendo forçados a saírem do país em 1973 e dois anos mais tarde o Vietnã foi reunificado perante comando socialista, transformando-o oficialmente em República Socialista do Vietnã, em 1976.

No conflito, cerca de três a quatro milhões de vietnamitas de ambos os lados faleceram, fora outros dois milhões de laocianos e cambojanos, conduzidos a guerra com a proliferação do conflito, e de aproximadamente 58 mil militares dos Estados Unidos.

No decorrer do conflito, as tropas militares do Vietnã do Norte travaram uma disputa tradicional contra os exércitos sul-vietnamitas e norte-americanos, e as milícias menos treinadas e equipadas, lutaram em um combate de conflitos no local, utilizando as matas do Vietnã, dissipando armadilhas fatais aos soldados adversários, ao mesmo tempo em que os Estados Unidos se abasteceram de armas de fogo, em aviação e artilharia de combate, para acabar com os apoios inimigos e evitar seus ataques.

A restrição das linhas de conflito em torno dos perímetros reforçados de campos e apoios militares, não teve nessa guerra a produção tradicional de linhas de frente e os trabalhos ocorreram em regiões delimitadas; tarefas de procura e destruição pelas forças norte-americanas, com a utilização de bombardeios densos com armas químicas e boicotes da guerrilha na zaga das áreas urbanas.

Para os EUA, a Guerra do Vietnã ocasionou o maior confronto armado onde o país já se viu ligado, e o fracasso gerou a Síndrome do Vietnã na sua sociedade e cidadãos, provocando graves reações na sua indústria cinematográfica, na cultura e grande alterações na sua política externa, até as eleições, em 1980, de Ronald Reagan.