Divisões da Mesopotâmia


A Mesopotâmia situava-se no Oriente Médio, na região entre os rios Tigres e Eufrates que, atualmente, é o Iraque. Mesopotâmia vem do grego e significa “entre rios”. Devido a sua localização, as cheias dos rios Tigres e Eufrates fertilizavam as terras ao seu redor periodicamente e favoreciam a pesca, a caça e a criação de animais.

Classificada como o berço da civilização, a Mesopotâmia está localizada no denominado Crescente Fértil, local onde surgiram as primeiras civilizações.

As cidades mesopotâmicas apresentavam uma notável diferença entre o Império Egípcio, eram independentes. Cada cidade atuava como um pequeno estado, por isso eram conhecidas como Cidades-Estado, com governo, cultura e religiões próprias. Apesar da independência, algumas cidades predominavam sobre as outras.

Divisões da Mesopotâmia

A divisão social na Mesopotâmia era muito rigorosa, cada um exercia a função que era determinada pela sua camada social. A partir disso, pode-se disser que a civilização era dividida em duas classes: a classe privilegiada composta por nobres, guerreiros, sacerdotes e funcionários públicos, e a classe não-privilegiada formada por camponeses, trabalhadores livres e escravos, compondo a maioria da população.

A classe privilegiada retinha o poder de quatro maneiras diferentes, através da riqueza, política, poder militar e o saber. O rei ocupava a posição de destaque da organização social com poderes políticos, militares e religiosos, e era considerado um representante de Deus na terra. Já a classe não- privilegiada apenas podia consumir o que produzia e eram obrigados a entregar uma parte do seu consumo aos dominantes.

Organização Política e Econômica

O rei considerado o representante de Deus na terra, comandava todas as cidades-estados da Mesopotâmia com o auxilio de sacerdotes, funcionários e ministros. Sua função era governar em nome dos deuses, certificar se as práticas religiosas estavam sendo cumpridas, defender o território e normatizar a economia.

Hamurábi foi um rei Babilônico que conquistou a Mesopotâmia e fundou um Império com a mesma administração e as mesmas leis. Todas as leis eram fundamentadas na lei de Talião que dizia: “Olho por Olho, Dente por Dente, Braço por Braço…”, pertencente ao código e Hamurábi, o primeiro conjunto de leis da História.

A agricultura e o comércio eram as bases econômicas da Mesopotâmia, porém, os povos evoluíram e desenvolver também a tecelagem, fabricação de armas, jóias e objetos de metal e construíram uma escola que aprimorava a fabricação de armas e cerâmicas. Os comerciantes vendiam suas cerâmicas em países vizinhos e exportavam armas, tecidos, lã e tapetes.

Os trabalhadores livres da Mesopotâmia conseguiam juntar dinheiro o suficiente para comprar produtos artesanais, o que fez crescer o capital da região, e o surgimento de bancos com serviço de conta-corrente, empréstimos e poupança, em 1800 a. C. O controle comercial era feito através de anotações feitas em placas de argila.

Civilização Mesopotâmica

Com a sua evolução a Mesopotâmia atraiu diferentes povos que se misturaram, enfrentaram guerras e dominaram uns aos outros, formando uma civilização. Entre os diferentes povos, destacam-se: os sumérios, os amorritas, os assírios e os caldeus.

Sumérios: os sumérios fazem parte da mais antiga civilização e lutaram em disputas comerciais e políticas. Os templos eram considerados o centro religioso, político e econômico das cidades sumerianas e o chefe desses templos eram conhecidos como patesi, vigário de Deus. O patesi recebia ajuda da elite e dos sacerdotes. Além disso, eles foram responsáveis pela criação da roda e da escrita. Inicialmente essa escrita era feita em argila mole com estilete em forma de cunha, por isso, esse escrita ficou conhecida como cuneiforme.

– Amorritas (Babilônicos): os amorritas chegaram à Mesopotâmia em 2.000 a. C. consolidando-se na Babilônia, por isso eram chamados de babilônicos. Seu principal rei foi Hamurábi que espalhou os poderes econômicos e políticos da região. Houve a criação do Código de Hamurábi e da Lei de Talião que determinava que a pena estabelecida tinha que ser a mesma que o crime cometido. Após o falecimento do rei Hamurábi o império Babilônio entrou em decadência e foi invadido por diversos povos.

– Assírios: os assírios eram considerados o povo mais cruel que existia, pois não apenas queriam vencer mais massacrava os inimigos torturando-os e destruindo as suas cidades. Eles se localizavam em uma região que servia de passagem entre a Ásia e o Mediterrâneo. Por sofrer muitos ataques devido ao seu fácil acesso, os assírios montaram um dos primeiros exércitos permanentes do mundo, sendo um dos mais poderosos. O exercito possuía lanças, espadas, escudos de ferro e cavalaria de carroças. Em 612 a. C. os assírios foram dizimados pelos caldeus, pondo fim ao seu Império.

– Caldeus: esse povo foi responsável pela reconstrução da Babilônia tornando-a uma das principais cidades da Antiguidade. Nabucodonosor, rei da nova Babilônia, conseguiu várias conquistas militares como a ocupação da cidade de Jerusalém, fazendo os judeus como escravos. O domínio caldeu não durou muito e, em 539 a. C., os persas conquistaram a Babilônia.