Evolução do Pensamento Econômico


Podemos dizer que a evolução do pensamento econômico teve várias fases e, cada uma delas, se diferencia pois há muitas oposições em cada uma. Porém, vamos fazer um resumo do pensamento econômico e, para isso, teremos que dividi-lo em dois períodos: Fase Pré-científica e Fase Científica Econômica. A primeira fase começa na Antiga Grécia e tem como principal característica o grande desenvolvimento dos estudos que misturavam política e filosofia. Durante a Idade Média, houve uma tentativa de moralizar as atividades econômicas. Com o Mercantilismo, o mercado sofreu uma expansão, com o acúmulo de metais preciosos e riquezas. Como a fase científica teve uma influência muito mais relevante com o estado atual da economia, iremos nos aprofundar mais nesta fase nos próximos parágrafos.

A primeira parte da fase científica é dedicada a Escola Fisiocrata. Essa tem como base a ordem natural onde o universo é gerenciado por leis naturais, absolutas e que não podem ser mudadas, foram criadas por Deus para garantir a felicidade humana. A própria origem da palavra Fisiocrata é governo da natureza. Para os fisiocratas, a economia não deve ser regulada e nem guiada por forças que não são naturais. A economia seria controlada pelas leis naturais e, com isso, o mercado se acomodaria como deveria ser. A base da fisiocracia é a agricultura e a sociedade é dividida em três classes: Classe produtiva (agricultores), classe estéril (indústria, comercio e liberais) e a classe dos proprietários de terra onde ficavam os soberanos e o clero.

Evolução do Pensamento Econômico

O Estado tinha um papel limitado onde garantia a propriedade e liberdade na atividade econômica, ele não podia intervir no mercado. É importante destacar que o fundador da escola fisiocrata foi o François Quesnay. François é autor de obras que, até hoje, fazem parte da estrutura da economia, como o livro Tableau Économique. Além disso, ele foi responsável por alguns princípios como o de que deve se obter toda a satisfação possível sem muito esforço, conhecida como filosofia social utilitarista, assim como o fato de haver uma compatibilidade entre os interesses de pessoas de uma sociedade competitiva.

Escola Clássica

A escola clássica, na evolução do pensamento econômico, compete ao século 18 e ao início do século 19, e é a fase do liberalismo econômico. Como principal representante está o filosofo, teórico e economista Adam Smith, que defendia a concorrência como força motriz do mercado. A teoria clássica é oriunda do estudos das formas para manter a ordem na economia, usando o liberalismo e a análise das novas tecnologias que surgiam com a Revolução Industrial. Na escola clássica, há uma busca por equilíbrio da oferta e demanda através de ajustes de preços, não participação do estado, mas a atuação da ordem natural e, também, o ideal de que as necessidades humanas precisam ser supridas pela divisão do trabalho, o que acaba por dividir a força de trabalho em várias partes.

De acordo com Smith, a economia não poderia ser apenas para estoque de metais preciosos e enriquecer apenas a nobreza como pretendia o mercantilismo. A preocupação principal de Smith era elevar o nível de vida do povo. Seu pensamento está expresso na obra Wealth of Nations onde define princípios para analisar o valores, lucros, juros, divisão do trabalho e das rendas. Além de Adam Smith, há outros representantes dessa escola como: Thomas Malthus, David Ricardo, John Stuart Mill e Jean Baptist Say.

A teoria neoclássica e o Marxismo

Durante a década de 1870, a concepção econômica estava passando por uma fase de incertezas devido a existências de muitas teoria. Com à chegada da Teoria Neoclássica, esse período teve fim. Pelos princípios da teoria, o homem tem a capacidade de raciocinar e, portanto, conseguiria equilibrar os ganhos e os gastos. Conforme esse pensamento, temos uma estruturação do pensamento liberal, em que o sistema econômico competitivo é doutrinado, caminhando de forma automática para o equilíbrio. Podemos dividir essa teoria em quatro escolas:

• Escola de Viena ou Escola Psicológica Austríaca;
• Escola de Lausanne ou Escola Matemática;
• Escola de Cambridge;
• Escola Sueca.

Em contraposição à Teoria Neoclássica, havia um alemão chamado Karl Marx que questionava os princípios da teoria, dizendo que o valor do trabalho deveria ser estipulado pelo valor do produto, e não o inverso. Isso pressupondo que o produto depende da aprovação do preço por quem compra. O Marxismo foi a principal reação política e ideológica ao classicismo. A corrente ideológica criticou principalmente esse ideal de ordem natural e harmonia de interesses, já que havia uma enorme concentração de lucro e exploração de trabalho. O pensamento difundido por Marx não se restringiu apenas a economia, também abordou questões da filosofia, sociologia e a história.

Em 1930, quando a filosofia econômica neoclássica não era o suficiente para a realidade econômica, surgia o Keynesianismo, oriundo do economista John Maynard Keynes, que por meio de suas obras fundou uma revolução na economia indo contra a tendência marxista e ao classicismo. Keynes acreditava que o sistema capitalista poderia continuar se fossem feitas algumas ações. Keynes achava que o Estado poderia interferir se fosse necessário, porém, de maneira moderada.