Intemperismo


Ao bater o olho pela primeira vez nesse conceito, pode ser que você tenha a mesma reação que muitos estudantes – pensar que esse nome está representando algum período da história, especialmente, da história medieval.

Pode até ter sido um bom chute, mas a verdade é que o intemperismo não tem nada a ver com isso: ele consiste em um processo capaz de representar o caráter dinâmico das rochas e dos próprios solos, sendo ele responsável pela transformação e pelo próprio desgaste de ambos.

Intemperismo

E como isso é possível?

Conheça o processo de intemperismo

O processo de intemperismo ocorre por meio de inúmeros processos, alguns deles biológicos, outros físicos e até mesmo químicos – os quais conheceremos um pouco sobre a diante, quando formos falar da classificação do intemperismo.

A dinâmica do intemperismo, por sua vez, tem como base as reações dos agentes denominados externos ou exógenos de transformação, grupo em que se encontram a própria temperatura do ambiente, o vento, a água e os próprios seres vivos, assim como humanos e animais.

O intemperismo também ganha outro nome, que possivelmente você já deve ter estudado em alguma etapa do ensino médio ou fundamental: meteorização.

Sendo assim, ele nada mais é do que o procedimento capaz de possibilitar a própria alteração química e física das rochas, solos e dos minerais presentes em cada um deles. O agente é de extrema importância para o processo de formação de solos, e inclusive, é considerado também pelos profissionais da área como um “modelador de relevo”.

No geral, o processo que realiza a “desagregação” de tais rochas e seus minerais, o qual conhecemos como intemperismo, faz com que pequenas partículas de rochas sejam formadas. Neste momento elas são conhecidas unicamente por ‘sedimentos’.

Alguns exemplos de tais sedimentos são as areias da praia, a própria poeira e demais elementos que, inclusive, são extremamente presentes em nosso dia a dia.

O processo da continuidade, na grande maioria dos casos, se dá quando tais sedimentos são expostos a variadas condições, tanto químicas quanto físicas. E, quando isso acontece, eles dão então origem ao que conhecemos como rochas sedimentares.

O processo que exemplificamos é também o mesmo que dá origem aos nossos solos, que no caso, podem ser simplesmente definidos como um grande amontoado de sedimentos, que, lá no início, foram criados a partir do processo de desagregação de rochas – ou melhor, do processo de intemperismo.

Classificação do processo de intemperismo

Como já falamos anteriormente, o processo de intemperismo pode ter três diferentes origens: tanto na física, química, como também na própria biologia. E uma vez que eles são originados de diferentes formas, o mesmo ocorre também com os resultados e reações provocadas em cada um deles.

Dessa forma, conheça as características únicas de cada um dos tipos de intemperismo:

• Intemperismo de caráter físico

O primeiro e também mais comum processo de intemperismo é o de caráter físico. Nesse sentido, ele pode ser caracterizado como o processo que se origina a partir de diferentes fissuras ou fragmentações em rochas.

Sendo assim, esse tipo de processo primeiro irá separar minerais que antes já estavam ordenados de uma forma mais simplificada, transformando-os em uma superfície mais homogeneizada de uma rocha totalmente descontínua.

Os principais agentes, no caso, que se responsabilizam pelo processo de intemperismo físico são: a água (o que também inclui os seus inúmeros processos, como o congelamento, processo de condensação ou evaporação) e as próprias variações presentes na temperatura ou na umidade.

• Intemperismo de caráter químico

Em segundo plano temos também o intemperismo de caráter químico, que é conceituado pelas transformações químicas que são originadas a partir de diferenças de temperatura e de pressão de rochas utilizadas no processo.

Nesse caso, é necessário analisarmos os próprios espaços físicos em que as rochas são formadas – geralmente, são diferentes daqueles normais, ou seja, da superfície terrestre que estamos acostumados.

Neste sentido, quando tais formações rochosas chegam a “aflorar”, elas se deparam com condições e demais elementos que fazem com que seus minerais químicos comecem a passar por períodos de instabilidade.

E para que volte à normalidade, ou melhor, estabilidade, diferentes transformações químicas ocorrem nas rochas para que elas possam se adaptar, e dessa forma, alterarem também a sua própria composição.

Nesse caso é comum observarmos a própria modificação em rochas ou solos, afinal, as transformações químicas fazem com que não só a composição mude, mas também as próprias aparências. Os solos ou rochas podem se tornar mais secos ou úmidos, por exemplo.

• Intemperismo de caráter biológico

Por fim, o último processo de intemperismo – e também menos comum – é o de caráter biológico. O processo de transformações das rochas, neste caso, ocorre pela própria participação dos seres vivos, como animais ou bactérias.

Neste sentido podemos incluir as raízes das árvores, a própria decomposição de alguns organismos ou de excrementos e as ações provocadas pelas bactérias.