Troposfera e estratosfera pedem socorro


As camadas que fazem parte da atmosfera terrestre são feitas para ligar o espaço e a Terra, criando uma forma de habitarmos o nosso planeta sem precisarmos nos preocupar com a falta de oxigênio. São quatro camadas que fazem parte da atmosfera terrestre: a troposfera, a estratosfera, a mesosfera e a termosfera. Cada uma dessas camadas tem sua função para garantir a existência da vida na Terra, e algumas delas são inclusive indispensáveis para que a vida permaneça existindo. Justamente por isso, é importante entender os perigos que ocorrem nas duas primeiras camadas que existem: a troposfera e a estratosfera. Vamos falar um pouco sobre essas duas camadas e o porquê de ser preciso se preocupar com o futuro delas.

A troposfera

Com uma espessura média de 12 km nas latitudes médias, a troposfera é a parte da atmosfera terrestre que está mais próxima da superfície terrestre do nosso planeta. Ela é composta por 75% da massa atmosférica e 99% do seu vapor de água e aerossóis. Apesar de ter, em média, essa espessura de 12 km, nas regiões tropicais ela é mais espessa, sendo que pode chegar a 17 km de altura, enquanto nos polos, ela pode chegar a apenas 7 km de altura no verão, e no inverno ela chega a nem ser percebida em algumas situações.

Troposfera

Por estar tão próxima da atmosfera terrestre, suas características físicas e químicas são muito próximas da atmosfera terrestre, sendo inclusive a única das camadas da atmosfera que o ser humano pode ir sem adaptações de respiração, embora, obviamente, a pressão nesta área seja totalmente diferente da atmosfera terrestre.

Com uma pressão adaptada à Terra, sua pressão de vapor muda de acordo com a região que ela engloba o planeta, sendo que, quanto mais próximo da Terra, maior será a proporção do vapor da água, já que o seu pico é na região dos polos e diminui de acordo com a altura. Seguindo essa lógica, quanto mais alta a altura da troposfera, menor é a temperatura e maior a pressão da atmosférica.

Nos limites entre a troposfera e a estratosfera, está a tropopausa, uma zona que liga essas duas camadas, sendo que ela fica dentro das duas camadas. Vale lembrar que a tropopausa não é uma camada fixa, pois uma agitação climática pode elevar ou diminuir a sua altura, colocando um ponto de elevação ou queda de temperatura, pressão e concentração de água.

A estratosfera

Já a estratosfera é a segunda camada atmosférica, que está localizada a 50 km de altitude, podendo variar em alguns pontos específicos. Apesar de a troposfera estar mais próxima da terra, a estratosfera tem uma temperatura que se eleva de acordo com o ganho de altitude, sendo que a sua concentração de água é menor e, quanto mais alta a atitude, mais seca é a estratosfera.

Por ser uma região de temperatura e pressão constante, é na estratosfera que os aviões voam, sendo que, de acordo com a altura que a aeronave sobrevoa, é possível visualizar a mudança da difusão da luz solar, conseguindo enxergar a variação do azul do céu que visualizamos na Terra, e ela pode variar de acordo com a região que estamos dentro da estratosfera.

Na estratosfera, existe uma área chamada ozonosfera, onde moléculas de ozônio recebem e absorvem a radiação ultravioleta do sol. Nessa região, a energia solar é absorvida e distribuída de acordo com a influência dos ventos, sendo que a estratosfera muda as temperaturas às quais a Terra é submetida, controlando a temperatura dos continentes, conseguindo distribuir de maneira igual todos os países.

Os perigos que a troposfera e a estratosfera estão submetidas

Por serem, de certa forma, a linha de front da Terra para com o universo, a troposfera e a estratosfera estão mais sujeitas aos efeitos da poluição causada pelo homem. A própria troposfera, por ser o lugar onde ocorrem as principais interações climáticas com a Terra, acaba se deteriorando bastante por conta da grande quantidade de poluição dos automóveis e da indústria. Os resultados mais evidentes da sujeição a essa poluição são a chuva ácida e os nevoeiros fotoquímicos, que causam grandes problemas para nossa saúde.

Já a estratosfera acaba recebendo danos de gases mais leves, pois apenas eles conseguem resistir aos efeitos da gravidade e passar pela troposfera. Esses gases leves, como se acumulam e não têm para onde ir, acabam desgastando pouco a pouco a camada de ozônio, o que causa, por consequência, uma deterioração do nosso principal fator de proteção contra os raios solares, aquecendo a Terra e dando origem ao efeito estufa.

Com o desgaste da camada de ozônio, o planeta Terra entra em um ciclo de desgaste contínuo, que começa pelo derretimento das geleiras, leva a uma superelevação dos níveis do mar, um aumento de temperatura e de poluição, o que muitos indicam como a maior chance de existir um cataclisma na Terra.