História da Bahia


A Bahia, o maior e mais populoso estado do Nordeste brasileiro, tem uma história longa e estritamente atrelada com a história do Brasil, desde seus primórdios. Foi o primeiro local de chegada dos portugueses em 1500 e seguiu com grande importância política e econômica pelos próximos séculos e cada nova era do país.

História da Bahia

Pedro Álvares Cabral chegou com sua esquadra no dia 22 de abril de 1500 ao litoral sul da Bahia, em uma região atualmente conhecida como Porto Seguro. Desse período até o período republicano, após a Independência do Brasil, a Bahia passou por grandes mudanças, justificadas de acordo com o progresso do país.

Colonização e capitanias hereditárias

Na primeira metade do século XVI a região passou a ser povoada, ao mesmo tempo em que as capitanias hereditárias foram criadas e implantadas. As capitanias eram um sistema de administração de Portugal, que dispunha de recursos limitados e se restringia a um dirigente, nomeado pela Coroa Portuguesa. Entre 1534 e 1566, foram formadas capitanias nos territórios da Bahia, de Porto Seguro e de Ilhéus. A capitania da Bahia, cujo donatário era Francisco Pereira Coutinho, veio a ser vendida para a Coroa após a morte do mesmo, em 1549. Então foi fundada a cidade de Salvador, para servir de primeira capital do Brasil e sede do governo-geral.

As outras capitanias foram, aos poucos durante os próximos séculos, unindo-se para formar o que hoje conhecemos como o estado da Bahia. A de Porto Seguro seguiu sendo transferida de herdeiro a herdeiro até o último, enquanto que a de Ilhéus teve de ser unificada por meios judiciais. Outras capitanias, como as de Paraguaçu e das Ilhas de Itaparica e Tamarandiva, uniram-se através da compra pela Coroa Portuguesa.

Além das capitanias, a região da Bahia também foi explorada devido a grande quantidade de pau-brasil e cada vez mais expedições aconteciam para descobrir o interior e outros locais (que se tornariam os estados vizinhos do Nordeste). Essas expedições eram chamadas de Entradas e tinham como maior objetivo o reconhecimento e povoamento da região, o que ajudou também a demarcar o território da Bahia em contrapartida com o de outros estados.

Durante esse período, a economia da Bahia era principalmente focada no pau-brasil, devido a suas possibilidades de uso como pau de tinta na Europa, mas também teve um impacto significativo da venda de madeiras para construção civil. Ao mesmo tempo, as missões jesuíticas que pretendiam atingir os índios de todos os territórios, seguiram em frente até seu impedimento pela Carta Régia de 1755, por meio da criação de vilas para separar os índios dos padres.

Durante o século XVII, a Bahia sofreu algumas invasões. Ingleses e holandeses tentaram conquistar e manter controle da região, por vezes conseguindo durante até um ano, como foi o caso da Holanda. Para amenizar as invasões, que chegavam por Porto Seguro, o então governador Diogo Luís de Oliveira ordenou a construção de um forte no Morro de São Paulo em 1631. Depois da construção de outro forte, a Bahia se tornou uma referência no que diz respeito à resistência a invasões na época colonial.

Independência, era imperial e era republicana

Salvador continuou sendo a capital do país até 1763, quando o título foi transferido para o Rio de Janeiro. Ainda assim, a Bahia teve grande peso nas lutas e decisões futuras, tendo começado a formar um governo provisório ao mesmo tempo em que lutas e motins ocorriam em diversos territórios nacionais. Esse governo foi comandado pelo Marquês de Abrantes e polvilhado de batalhas contra tropas portuguesas, contando, inclusive, com a participação de voluntários baianos e dos arredores do estado.

Durante o período imperial, o território original da Bahia foi sendo renomeado conforme a povoação e refugiados de conflitos aumentava ou diminuía, transformando algumas vilas em cidades e outras em junção territorial.

Após a Proclamação da República, em 1889, a Bahia seguiu participando ativamente da vida política do Brasil. Foi lá que ocorreu um dos maiores e mais sangrentos conflitos da História brasileira, a Guerra de Canudos. O confronto entre o movimento popular de Antônio Conselheiro e o Exército Brasileiro se desenrolou entre 1896 e 1897 e culminou na morte de mais de 20 mil sertanejos e até cinco mil militares.

Outros grandes momentos históricos continuaram a acontecer na Bahia, como o bombardeio de Salvador de 1912 e a fundação do Partido Republicano Baiano em 1927.

Atualmente, a Bahia possui as seguintes características:

• Quarta maior população do Brasil (15.276.566);
• Sétimo maior PIB do Brasil (R$204.265.000);
• Quinta maior área territorial do Brasil (564.733.177 km²);
• A capital do estado, Salvador, tem quase três milhões de habitantes;
• Os municípios baianos totalizam 417;
• A economia da Bahia tem base nas indústrias, na agropecuária, na mineração e no turismo;
• A religião dominante na Bahia é o catolicismo, mas há grande variantes cristãs misturadas com o Candomblé e outras religiões de origem africana.